Notas iniciais
Espero que gostem do capitulo pessoal. Beijos e boa leitura a todos!!!!!

Já era segunda feira. Haviam se passado alguns dias e eu estava trancada dentro do meu quarto me lamentando. Se tudo o que a Jessica me contou -e eu duvido muito que ela estivesse mentindo- eu estaria sendo apenas um brinquedinho para ele. Estaria sendo apenas uma bonequinha de luxo de um homem que não tem nenhum sentimento por mim. E em toda essa história eu sou apenas uma idiota que se apaixonou por um monstro.

Respirei fundo novamente e me virei para cima de forma que eu olhasse para o teto. As lagrimas inúteis que saiam dos meus olhos incessantemente me deixavam furiosa comigo mesma por estar sendo infantil. Eu devia ter escutado a Olivia desde o começo mais eu estava cega e não conseguia enxergar o que talvez Theodore estivesse fazendo comigo.

Me sentei na cama e passei a costas das mãos pelos olhos e pelo meu rosto secando as lagrimas. Olhei em volta do quarto com a vista embaçada de tanto chorar. Olhei pela janela e vi que já era quase de manhã. Eu não acredito que passei mesmo a noite inteira acordada pensando no que fazer a respeito de toda a história que ouvi. Eu não acredito que a ruiva era a melhor amiga da Jessica e ele a traiu com ela. Eu não acredito que ele ainda estava tendo um caso escondido com a Olivia quando eu tirei a minha virgindade com ele. Que a Olivia estava enganando o tal namorado e ele me engando.

Jessica me contou exatamente tudo, não só apenas o que aconteceu com eles mais sim tudo o que ele fez. Coisas que nenhuma delas soubessem disso -inclusive a Olivia. Acho que é por isso que ficou tão surpresa quando eu mostrei Theodore a ela. Porque eles ainda tinham um caso. Eu sinto como se meu coração tivesse sido triturado e eu não conseguisse mais fazer nada. Ele mentiu para mim e só Deus sabe por quanto tempo. A Jessica pediu desculpas por saber de tudo e não ter me contado nada mais eu ainda não consigo perdoa-la. Ela me contou tudo no caminho de volta da pizzaria e eu me tranquei dentro do quarto ignorando completamente todos os chamados dela. Eu só quero ir embora dessa casa, ir embora dessa cidade. Queria ir para embora do pais e ir para um lugar onde nenhum deles pudessem me encontrar.

Eu não merecia nada disso. Nunca fiz nada para essas pessoas, eu nunca devia ter vindo para cá. Devia ter ficado na minha cidade e esperado eu terminar a faculdade e ir a qualquer lugar do mundo. Mais eu tinha que vir para cá, eu tinha que ter feito essa merda toda. Eu me odeio por ter me entregado de corpo e alma a ele. Eu me odeio por estar tão apaixonada por ele. Eu me odeio por querer estar perto dele, querer que ele me toque sempre e que me prometa coisas mesmo sabendo que não vai cumprir.

Levantei-me da cama, fui até o banheiro e fiz a minha higiene matinal, voltei ao quarto e fui ate a cama a arrumando. Eu arrumei todo o meu quarto e quando o celular despertou dizendo que eu tinha que acordar eu fui tomar um banho relaxante. Tentando esquecer de tudo isso pelo menos por um segundo -o que parecia uma eternidade. Lavei meus cabelos massageando-os. Quando fico nervosa eu gosto de mexer no cabelo... Isso me acalma. Desliguei o chuveiro quando acabei e me enrolei na toalha depois de me secar, enrolei meus cabelos na toalha e me olhei no espelho. Eu estava péssima, com os olhos fundos de tanto chorar, meu nariz estava vermelho e minhas bochechas coradas. Eu odiei ver aquela imagem refletida no espelho. A imagem de uma mulher que deu tudo de si e não recebeu nada em troca. Desenrolei a toalha da cabeça penteei meus cabelos e sequei com o secador e o arrumei. Meus cabelos são lisos e isso facilitou para deixa-los escorridos. Fui para o meu quarto novamente e andei até o meu guarda-roupa. Escolhi vestir uma calça jeans, uma regata azul clarinha e uma jaqueta jeans. Calcei meus tênis All Star preto e peguei minha bolsa. Sai do meu quarto e passei por Jessica que também saia do quarto vestindo um vestidinho simples e uma jaqueta de couro. Ela segurou meu braço e eu parei me virando para ela mesmo que contra a minha vontade.

–Susana sei que ainda me odeia mais... eu quero que me perdoe. -Falou e eu me soltei de sua mão, virei meus calcanhares e sai de casa a ignorando completamente. Eu não queria falar com ninguém. Não queria que ninguém quisesse falar comigo. Eu só queria ficar sozinha com os meus lamentos por ter deixado ele ganhar mais uma vez na noite passada.

Passei em uma cafeteria e pedi um capuchino. Fiquei ali de pé mesmo esperando o meu pedido até que senti uma mão no meu braço e quando eu me virei eu vi Damon. Sorri fraco e me aproximei mais dele o abraçando, segurando minhas lagrimas que queriam sair. Ele era o meu único amigo que me restara. O único em quem eu ainda confio.

–Nossa isso tudo é saudade? -Perguntou sarcástico e eu sorri fraco me soltando dele e o olhando. Eu ia responder mais não conseguia dizer nada apenas ficar ali parada. Peguei meu capuchino e quando eu ia pegar o dinheiro na bolsa Damon me impediu e pegou na carteira uma nota de dez dólares.

–Eu posso pagar por isso Damon. Eu não sou uma completa inútil... A espere um pouco eu sim uma completa inútil. Prazer meu nome é inútil. -Falei irritada com minhas lagrimas e ele me olhou confuso mais não disse nada apenas pegou o troco e eu dei um gole no meu capuchino.

–Eu posso saber o que aconteceu?

–Porque está em Seattle? -Mudei o assunto e ele me olhou ainda completamente confuso mais vendo que eu não queria falar sobre isso ele apenas assentiu respirando fundo.

–Vim resolver algumas coisas. Eu acho que vou trabalhar aqui em Seattle então... eu aluguei um imóvel aqui perto. -Explicou e eu fingi um sorriso. Mais eu estou feliz por ele estar aqui. Um amigo de verdade em que eu possa confiar. O único em quem eu ainda confio. Eu o abracei e deixei que as lagrimas caíssem novamente. Meu Deus eu me odeio por estar chorando. Damon correspondeu ao meu abraço novamente mesmo sem entender nada.

–Eu me odeio!

–Não... Você não tem que se odiar. -Falou. -Não chore Su. Não aqui! -Disse e quando me soltei de seus braços e olhei em volta vi que todos estavam olhando para mim com seus olhares curiosos. Eu assenti e sequei as minhas lagrimas. -Vamos eu te levo para faculdade.

Assenti e Damon colocou uma de suas mãos em minhas costas guiando-me até o lado de fora da cafeteria. Fomos até seu carro e ele abriu a porta do carona para mim. Eu sorri agradecendo e entrei no carro. Encostei minha cabeça na janela e senti as lagrimas inundarem meu rosto novamente. Damon logo entrou no carro e deu partida.

Durante o percurso até a faculdade foi um completo silencio. Eu queria estar apaixonada por ele? Porque eu não podia ama-lo da mesma forma que amo Theodore? Ele me entendia de uma forma que ninguém nunca me entendeu e nunca entenderá. Eu sinto alguma coisa por Damon só que o que eu sinto por Theodore não chega nem perto disso. É muito maior é paixão, desejo. Tudo o que eu não se conseguiria sentir algum dia por Damon.

–Está entregue! -Falou tirando-me de meus devaneios. Olhei para Damon que estava desligando o carro já estacionado. Ele se virou para mim e segurou meu rosto entre as duas mãos me forçando a olhar em seus olhos verdes claros. -O que houve?

–Eu odeio a minha vida! É isso o que houve. -Falei e ele negou mais não disse nada. Secou as minhas lagrimas com os polegares e eu fechei meus olhos sentindo seu toque em meu rosto. Aquietando-me, acalmando-me, me fazendo sentir segurança. -Pode vir me buscar? Eu preciso de uma ajuda para me mudar para um hotel qualquer.

–Porque vai se mudar da casa da sua prima? -Perguntou-me confuso e eu o olhei. Eu só preciso de um momento sozinha, de um lugar só meu em que eu não precise ficar fugindo e trancada no meu quarto. -Parecem ser tão amigas.

–Eu só quero ficar sozinha. E ela me magoou muito, eu não quero vê-la nem tão cedo. -Falei e me virei para abrir a porta virando meu rosto e foi quando ele segurou meu braço e me fez virar novamente para ele.

–Sabe... Se precisar de qualquer coisa Susana. -Eu o olhei, ele parecia estar querendo falar alguma coisa mais não sabia se ia dizer isso exatamente. -Eu vou estar sempre aqui. Sempre mesmo.

–Obrigada! -Falei com sinceridade e ele assentiu soltando meu braço e respirando fundo. -Mais é que é uma questão de... eu não quero falar sobre isso.

–Eu aluguei um imóvel aqui em Seattle por um tempo. Se quiser se mudar até botar a cabeça no lugar você pode ficar a vontade. -Falou. -Sabe eu sei que o seu namorado vai ficar irritado mais... que se dane o seu namorado.

–Obrigada! Eu vou pensar e quando vier me buscar eu te falo. Fechado? -Falei forçando um sorriso e ele assentiu.

–Fechado! -Eu sorri fraco e abri a porta do carro saindo e a fechei. Damon saiu do estacionamento e eu respirei fundo. Olhei novamente para a faculdade vendo as pessoas entrando. Ajeitei a bolsa no meu ombro, coloquei as minhas mãos nos bolsos da jaqueta esquentando-as e fui andando sem me importar com nada ao meu redor. Eu precisava conversar com Theodore e dessa vez eu não ia dar um passo para trás e sim dois para frente. Cheguei em frente a porta da classe e como estava fechada eu pude respirar fundo. Encolhi-me na jaqueta e entrei, fui andando até a última cadeira da última fileira e me sentei. Abri os meus livros para a aula e coloquei a minha bolsa em um canto.

A professora ainda não havia chegado e isso fez com que todos ficassem conversando como adolescentes no ensino médio. Eu fiquei lá trás sentada sem dizer nenhuma palavra. Jessica estava também em um canto sentada com John ao seu lado. Ela parecia triste e por incrível que pareça ela não disse nenhuma palavra, só ficou quieta abraçada a John. Theodore estava rodeado de alguns amigos conversando e ele pareceu não ter notado a minha presença. O que era bom.

Eu ia pedir apenas um tempo. Eu precisava disso para pensar. Em saber que eu estava em uma bolha de amor por ele enquanto ele estava com a Olivia. Na verdade eu nem sei qual de nós duas eramos a amante. Ela estava com aquele cara e eu... eu me odeio!

Theodore se despediu de seus amigos e veio andando até mim. Eu respirei fundo mais continuei parada olhando para ele, olhando enquanto ele se aproximava de mim. Enquanto eu me lembrava de como eu fui idiota e me entreguei de primeira para ele.

Quando chegou mais perto da minha mesa, pegou uma cadeira e a arrastou para perto de mim, se sentou e eu o olhei com os olhos fundos e meio embaçado. Eu tinha prendido meu cabelo em um rabo de cavalo simples, eu devia estar horrível. Mais isso pouco me importava agora.

–Oi! -Disse em um sussurro.

–Oi! -Disse sem emoção. Ele me olhou confuso e levantou a mão para acariciar meu rosto, porém eu o impedi fazendo ele ficar ainda mais confuso.

–O que houve Susi? -Perguntou e eu o olhei nos olhos. Olhos escuros com olhos claros. -Parece que não dormiu nada essa noite.

–Eu estou bem! -Disse simplesmente. -Eu só quero ficar sozinha.

–Não vou te deixar sozinha.

–A questão é que eu quero isso. Theodore eu preciso de um tempo, eu preciso.

Ele estava me olhando confuso e eu vi que seus olhos estavam confusos. Ele parecia querer saber se isso era serio ou eu estava apenas brincando. Eu bem que queria estar apenas brincando. Só queria estar perto dele para sempre mais eu estou com tanto medo de que ele minta de novo. Ou apenas em pensar que ele esteja mentindo como mentiu da primeira vez. Ele estava com a minha melhor amiga enquanto eu estava lá apaixonada.

–Susana eu não vou te deixar ir embora de novo. Prometeu que não faria isso de novo Susana. Você disse que nunca me deixaria.

–Deve ter prometido isso para Olivia assim como prometeu para Jessica, as pessoas mudam de ideia Theodore. -Falei visivelmente irritada e estava tentando me controlar para não elevar a minha voz sabendo que estou dentro de uma sala de aula com várias pessoas. Me levantei fechando meus livros e peguei a minha bolsa. Sai apressada daquela sala, sai de perto dele e fui correndo até o banheiro. Voltei a chorar me olhando no espelho, joguei a minha bolsa no chão e segurei na bancada de mármore do banheiro. Ouvi a porta se abrindo e o vi pelo espelho, atrás de mim, com seu olhar evasivo.

–Theodore por favor vai embora.

–Não posso te deixar ir Susana. Não de novo. -Me virei para ele me odiando por fazer isso vendo que eu estava muito perto. -Eu não sei o que você sabe sobre o meu passado mais eu nunca vou fazer isso com você.

–Jura que nunca mentiu para mim Theodore? -Perguntei em um impulso de coragem e ele em olhou. -Olhe nos meus olhos e me diz que nunca mentiu para mim.

Ele pareceu pensar, e pensar. Mais o que eu poderia fazer a respeito? Ele mentiu para mim várias vezes e eu já cansei de dar segundas e mais segundas chances. Nunca quebrei nenhuma promessa mais eu tenho feito isso muito diariamente com ele. Eu não tenho escolha.

–Me diz Ted! -Ordenei. -Me diz que nunca mentiu para mim. Nenhuma vez. E eu juro que eu esqueço tudo o que eu disse e fico pelo tempo que conseguirmos aguentar. Me diz que nunca mentiu para mim.

–Susana eu... Eu não o que sabe. Mais você é diferente, eu não sabia que você era diferente e no começo eu ainda estava confuso... e... a Jessica t contou não foi? -Ele disse e eu não respondi nada. -Ou é por causa daquele moleque do Damon? -A não agora o Damon foi incluído na conversa? Porque?

–Ele não é um loque Theodore Grey. Ele nunca mentiu para mim, em nada. Nunca escondeu segredos e nunca me magoou.

–Eu não amava você. -Ele praticamente gritou e isso foi como uma facada no meu peito. -Eu via você como uma simples submissa Susana eu não vou mentir que a única coisa que eu queria com você era sexo e você me deu isso. -As lagrimas saiam incontrolavelmente dos meus olhos e eu sentia meu peito ser perfurado com amargura. -Eu queria possuir você eu não sentia mais nada que isso. A Olivia ela... eu não a amava mais eu ainda desejava ela. O tempo do nosso contrato havia acabado e ela conheceu aquele cara. Mais como eu disse eu ainda a desejava e eu ainda não queria abrir mão dela. Mais eu queria você.

–Então mentiu para mim. Você me deflorou e me fez te amar quando estava tendo um caso com a minha melhor amiga. -Falei gritando sem conseguir me controlar.

–Para de gritar!

–Não! Que se dane. Que se dane você, a Olivia e todo mundo. Eu te odeio! Meu Deus eu te odeio tanto. -Falei soluçando por causa do choro. Ele me olhou com cautela quando eu disse isso. -Eu te dei tudo o que eu podia, eu me entreguei a você porque eu acreditava que ia acontecer alguma coisa a mais com a gente. Eu aceitei numa boa você ser um sádico filho da mãe. Acha que gosto disso? Me responde!

–Para de gritar porra! Eu disse que você era especial para mim e você é. Eu deixei a Olivia... eu a deixei por você. Porque eu queria só você. A minha irmã tentou te avisar por isso a gente brigou naquela tarde na casa dos meus pais. Ela ouviu uma conversa minha e do meu pai sobre você e a Olivia. E queria te alertar.

–Mais eu fui idiota. -Falei apontando para mim mesma. Nesse momento as lagrimas eram mais de ódio e dor. -Eu voltei para você. Sabe porque? Porque eu sou uma idiota e você é um babaca filho da puta... -Antes que eu pudesse dizer mais qualquer coisa Theodore me empurrou contra a parede e me beijou com voracidade. Sem pedir permissão ele enfiou a língua dentro da minha boca e imediatamente eu senti todo o sul da minha cintura se contrair de desejo por ele. Me debati, batendo em seu peito e isso o fez gemer de prazer. Segurou-me pelos cabelos e os puxou para trás beijando meu pescoço. Droga eu vou resistir. Eu vou resistir. Sua mão livre apertou com força a minha bunda e foi descendo até a minha cocha direita a levantando, se encaixando no meio das minhas pernas. Theodore esfregou sua ereção na minha intimidade já encharcada me fazendo gemer e fechar os olhos de prazer. Seus lábios passeando pelo meu pescoço e garganta lambendo.

–Você é só minha Susana. Eu não posso suportar perder você, não posso! -Falou no meu ouvido com a voz rouca e eu cravei minhas unhas em seu ombro por cima da jaqueta. Mais sua voz também me fez acordar de um transe e mais uma vez eu tentei me soltar dele. Socando o seu peito tentando me afastar mais isso só o fazia gemer de prazer.

–Me solta! -Ordenei e ele parou para me olhar nos olhos parando se esfregar contra mim. -Por favor não faça as coisas piorarem.

–Se for embora de novo... Eu não vou mais tentar me reconciliar com você. -Falou com a voz ainda ofegante e me fez chorar mais por dentro.

–Sou sempre eu que volto. -Falei e ele me olhou com os olhos ainda escurecido pelo desejo. -Eu estou cansada disso. Mentiu para mim e isso eu não aceito. -Ele soltou meu cabelo e acariciou meu rosto com delicadeza.

–Eu te amo!

–Eu também amo você. Mais se me ama de verdade... me deixa ir! -Falei e ele abaixou o olhar olhando em volta. Graças a Deus não havia mais ninguém no banheiro. Depois de um minuto soltou a minha perna e saiu de perto de mim. Passou as mãos pelos cabelos e suspirou irritado.

–Não posso te deixar ir Susana. Porque se for vai ser para sempre. -Falou e eu senti meus lhos marejados, meu nariz formigando. -Não me deixa. Eu não consigo ficar longe de você.

Me aproximei dele que estava andando de um lado para o outro passando as mãos pelos cabelos. Eu me aproximei cautelosamente de Theodore e segurei seu rosto com minhas duas mãos o fazendo me olhar nos olhos. Ele estava com os olhos marejados e isso partiu meu coração. Eu não sei porque mais eu o amo tanto.

–Eu nunca amei ninguém como eu amo você. -Falei acariciando seu rosto com o meu polegar. Ele inclinou seu rosto contra a minha mão apreciando meu toque como se fosse a última vez. -Eu... Eu sempre vou amar você.

–Então fique! -Falou segurando minhas duas mãos e as levou até os lábios beijando os nós dos meus dedos e depois levou minhas mãos até seu rosto. -Não faça isso de novo.

–Eu preciso! -Falei com ele soltando minha mão das dele e Theodore mesmo relutante me soltou. -Não devia ter feito isso comigo. Não devia.

–Não...

–Eu preciso disso. Mais do que qualquer coisa porque eu sei que vai doer mais é necessário porque eu preciso ser livre. Mais nunca pense que eu não te amo, porque bem no fundo eu sempre serei sua. Eu sempre vou ser só sua!

–E eu vou ser só seu! -Falou e eu sorri fraco em meio ao choro. Me inclinei um pouco ficando na ponta dos pés e passei meus braços em volta de seu pescoço cuidadosamente como se ele fosse um animal perigoso. Theodore ficou intacto no lugar enquanto eu o abraçava. Me distanciei só um pouco e selei os nossos lábios em um selinho lento e demorado em seus lábios. O soltei e abri meus olhos encontrando os olhos perdidos de Theodore. Me abaixei e peguei minha bolsa no chão e quando eu o olhei continuava parado no mesmo lugar como se estivesse em choque.

–Adeus theodore! -Falei e sai andando antes que ele pudesse dizer qualquer coisa. Eu parei do lado de fora e foi quando eu ouvi o barulho do espelho quebrando, limpei as minhas lagrimas e sai andando pelos corredores da faculdade.

–O-

Passei o resto das aulas sem falar com ninguém. Theodore não apareceu de novo nas aulas, Jessica e John também haviam ido embora e eu fiquei assistindo as aulas como uma boa CDF que eu sempre fui. Quando as aulas acabaram eu fui andando em direção a saída e vi Damon encostado em seu carro e quando me viu deu um sorriso que mexeu com seus olhos. Eu me aproximei mais e ele me abraçou com força pela cintura me rodando.

–Então pensou? -Perguntou esperançoso.

–Se vai me ajudar na mudança. É eu vou. -Falei e ele sorriu. Um sorriso de orelha a orelha.

–Com certeza eu vou te ajudar. Eu ia te ajudar mesmo que não fosse para o meu apartamento. -Falou e eu sorri fraco. -Mais e o babaca do seu namorado.

–Ex. -Falei imediatamente e ele me olhou surpreso. -Ex namorado.

–Então... não vai haver problema.

–Não se você não arrumar um. -Falei.

–Perfeito. -Disse e abriu a porta do carona para mim e apontou para dentro. -Então... vamos eu vou tentar te fazer esquecer.

–Obrigada! -Entrei e no carro e ele fechou a porta. Eu tirei uma mecha do meu cabelo e Damon entrou no carro. -Podemos para em uma lanchonete eu estou com fome.

–Tudo bem! -Disse rindo fraco e ele ligou o carro dando partida. Já aconteceu tanta coisa comigo hoje que eu nem sei mais o que pensar. Mais Theodore não me ama o suficiente como eu achei que me amasse. Mais eu vou tentar esquecer de tudo isso pelo menos por algum tempo. Talvez Damon consiga me fazer esquecer disso.

Chegamos a lanchonete que eu sempre como depois da faculdade. Ele estacionou o carro e eu vi o Porshe de Theodore... bom eu acho que era o dele mais com certeza não é isso. Damon trancou o carro e fomos entrando lado a lado na lanchonete e foi exatamente na hora em que Theodore, Jessica e John saindo. Eu gelei. Theodore me olhou com o olhar entristecido e ao mesmo tempo olhou com ódio para Damon que apenas me conduziu para dentro e quando eu tentava olhar para trás ele me virava para frente novamente. Isso era bom. Porque eu não suportaria vê-lo daquele jeito. Mais era preciso que a gente ficasse separado por mais que seja a coisa mais difícil que eu já fiz na minha vida.

Notas finais
Comentem o que acharam pessoal. Não me odeiem por ter feito eles se separarem. O que acham que vai acontecer agora? Com a Susana e o Damon morando juntos. A Jessica desolada ou o Theodore? Me digam e daqui a alguns capítulos a Olivia vai estar de volta. Beijos e dependendo da quantidade de comentários eu postarei mais amanhã. Demorei a postar porque tem festa na minha cidade e eu cheguei em casa não muito sóbria kkkk e foi hoje que eu não fui porque estou completamente exausta. Beijos!!!!!!!!!