Novos cinquenta tons
24 Sequestro
Notas iniciais
Espero que gostem do novo capitulo pessoal.
Beijos e boa leitura a todos vocês.
A semana havia se passado lentamente, e já faz cinco dias que eu terminei com Theodore, não tenho o visto ele não tem ido as aulas. Parou de me ligar e não fez qualquer contato. Eu não quero ficar longe dele mais eu tenho que fazer isso porque eu tenho que me amar em primeiro lugar ainda mais depois que eu o vi saindo da casa da Olivia. Meu aniversário é no domingo e eu tenho a impressão de que vai ser o pior aniversário de todos comigo depressiva sentada no sofá da casa do Damon vendo filmes de romance comendo chocolate. Acho que durante esses cinco dias a única coisa que comi foi chocolate e todo o tipo de doce.
Damon tem me ajuda de bastante nesse tempo. Jessica está tentando fazer as pazes mais eu estou ignorando-a por completo. Naquele dia quando voltei em casa Jessica não estava lá então eu arrumei as minhas coisas em duas malas e Damon me ajudou leva-las até a casa dele que é onde estou morando temporariamente. Estou procurando um imóvel pequeno só para mim, não quero ter que pedir dinheiro pro meu pai. Ele nem queria que eu estivesse aqui em Seattle. É totalmente contra isso.O clima em Seattle está frio com o céu completamente nublado. Assim como eu estou completamente nublada. Peguei mais uma colherada do meu sorvete de chocolate e levei a boca saboreando o terceiro pote de sorvete que como essa semana. Sozinha. A porta da sala se abriu e eu olhei vendo Damon entrando com duas sacolas na mão. Fechou a porta e veio andando até o sofá onde eu estava, colocou as sacolas em cima da mesa e se sentou ao meu lado. –Como você está? -Perguntou pegando a colher da minha mão e comendo um pouco de sorvete eu o olhei de cara feia e ele riu me devolvendo a colher. –Eu estou péssima. Eu me sinto horrível. -Falei com ele e dei mais uma colherada no sorvete levando até a boca e comendo. Me encolhi mais debaixo do edredom que eu havia colocado no sofá. -Esse filme está piorando a minha situação. –Então desliga a TV e vamos beber. -Falou comigo tirando das sacolas as bebidas. Em uma havia duas garrafas de vodca e na outra havia umas seis garrafas de cerveja. -Eu não sie você mais eu prefiro beber do que ficar vendo filme de romance e comendo o tempo inteiro. Eu o olhei dei um meio sorriso desliguei a TV e coloquei o pote de sorvete em cima da mesinha. Peguei uma das garrafas de vodca tirei o lacre e abri dando um grande gole na garrafa mesmo e quando o olhei ele estava sorrindo. Damon pegou a outra garrafa de vodca e a abriu. Brindamos com a garrafa e demos outro gole. –Quer me deixar completamente bêbada? -Perguntei ironicamente e ele riu assentindo. -Então vai dar certo. É melhor beber e cair de bêbada do que enfrentar a realidade. -Dei mais um grande gole na vodca sentindo o liquido descer pela minha garganta queimando. Mais com certeza isso é muito bom. –Ele não merece você Susana. -Falou comigo e eu o olhei sorrindo. Ele me fazia me sentir bem. De verdade. -Não merece um babaca desses de jeito nenhum. –Para de xingar ele. Eu sei que ele é um idiota mais eu ainda... sinto alguma coisa muito forte por ele Damon. Eu não sei se o que eu sinto é ódio ou... -Falei e ele me olhou assentindo. -Amor! –Tudo bem. -Falou e deu mais um gole grande na bebida e depois se levantou do sofá indo em direção a cozinha. Olhei com os olhos marejados para a garrafa em minhas mãos e revirei meus olhos. Eu não sou assim. Essa não sou eu. Nunca gostei de ficar bêbada para esquecer os problemas mais eu não tenho outra solução. A não ser aceitar qualquer distração para mim. Dei mais uns cinco goles na vodca sentindo minha garganta queimar e minha cabeça ficar tonta. –Vai devagar com a vodca boneca. -Ouvi Damon falando e tirei a vodca da minha boca e por um momento vi tudo rodas ao meu redor. Damon veio andando em minha direção rindo e quase tropeçou em alguma coisa me fazendo gargalhar. Com certeza era o álcool fazendo efeito. Me levantei e fui andando até o MP3 e dei uma olhada nas músicas dele. Tinha o mesmo gosto musical que eu e isso me fez rir ao me lembrar de quando eramos crianças. Me virei de novo para ele revesando o olhar entre o MP3 e ele que estava parado me olhando enquanto bebia em sua garrafa de vodca. –Rock clássico. Com certeza seu gosto musical é ótimo. -Brinquei e coloquei uma música para tocar que encheu a sala com o som de guitarra de uma música chamada "" do "". Deus essa é minha música preferida. Comecei a dançar e a rodar pela sala e quando me virei ele estava me olhando rindo. -Vem dançar também! –Tudo bem! -Falou vindo em minha direção e eu dei mais goles na garrafa de vodca que já estava na metade. Eu sou um pouco fraca demais com bebidas e beber essa garrafa de vodca sozinha não foi uma boa ideia. Chegou perto de mim, segurou as minhas mãos e fomos andando como dois bêbados pela sala ao som do rock. Começou a tocar mais umas quatro músicas mais agitada e eu comecei a pular pela sala igual quando eu era criança só que o diferente era que eu estava com uma garrafa praticamente vazia nas minhas mãos e só estava bebendo a alguns minutos. Olhei para Damon que também estava com a garrafa praticamente vazia dançando ao meu lado. Depois de um longo tempo pulando na sala e bebendo a garrafa de vodca acabou e passamos para a cerveja. Eu e Damon não estávamos nem um pouco bem. Eu ria de qualquer coisa, eu já havia caído umas dez vezes. Até o vento me fazia rir e isso me fazia rir mais. Deixei a pessoa com T fora dos meus pensamentos. Eu estava tentando me convencer de que ele é um babaca filho da mãe que me faz ficar segura em seus braços, que me fez acreditar que eu era capaz de me apaixonar por alguém a primeira vista. Eu odeio o que ele fez comigo.
Ouvi alguém batendo na porta e isso tirou-me de meus devaneios e foi quando eu percebi que meus olhos estavam marejados. Droga eu odeio o amor. Damon surgiu da cozinha e foi andando até a porta. Abriu-a e vi que sua surpresa era palpável. –Olha só quem resolveu dar as caras. -Falou e eu fiquei confusa sentada no sofá com a minha curiosidade aguçada querendo saber quem era. -Eu estou vendo duas de você. O que é uma coisa péssima. –Oi para você também Damon. -Ouvi a voz da Olivia e a minha vontade era que alguém aparecesse do nada e a matasse. Como ela foi capaz de fazer tudo aquilo comigo. -Eu vim ver a Susana. –Ela não vai falar com você. -Falou cruzando os braços de um jeito protetor e eu me levantei do sofá caindo no processo mais eu continuei e cheguei até a porta com a raiva e ódio estampado em minha face quando olhei ela na minha frente. –O que quer comigo? -Perguntei.–Eu queria conversar com você mais vejo que nenhum de vocês estão muito sóbrios para conversar. -Falou e eu a olhei com tanto desprezo e a minha vontade era de socar a cara dela até destruir aquele rostinho de barbi. -Na verdade eu queria conversar em particular com você Susana. –Eu vou dar uma saída para comprar mais bebida. -Damon falou e sem esperar nenhuma resposta minha saiu de casa logo entrando no elevador e me deixando sozinha com aquela cobra. A cobra entrou no apartamento e eu fechei a porta atrás de mim em um baque e me virei para ela. –Eu vim te avisar que é para não ir mais procurar pelo Ted. -Falou e eu a olhei com os olhos semicerrados. Não me surpreende nem um pouco que eles estejam juntos. Uma vadia e um canalha. Que belo casal quero até ser madrinha de casamento. –Não estou procurando por ele. –É eu sei mais ele quer procurar você. Só que com as distrações certas ele não o faz. Sabe Susana eu até cheguei a pensar que poderia ser melhor do que eu por tê-lo conseguido mais vendo que ele foi correndo atrás de mim... foi uma coisa que me fez gargalhar da sua cara. –Você é uma amiga fiel Olivia. Eu deveria te dar um prêmio nobel pela sua verdadeira amizade que me fortalece. -Falei ironicamente batendo palmas e ele suspirou irritada revirando os olhos. Acho que a vodca está me dando coragem. Vida longa a ela. –Eu estou falando serio Susana Smith. Você nunca foi ninguém. Se não fosse por mim e pela Jessica você não seria nada. Você não é nada! -Falou enfatizando a palavra "você". -Acha mesmo que ele ama você? Que ele sente alguma coisa por você? –Eu não sei. Mais parece que com certeza ele sente alguma coisa por você e a única coisa que eu posso te dizer é "Sejam felizes". -Sua vadia horrível destruidora de corações. -Eu estou mesmo feliz por vocês Olivia. -Menti. –Eu vou fingir que acredito. Mais o meu recado está dado. Fique longe dele e não vai se machucar. -Falou e eu a olhei e infelizmente não contive a gargalhada que saiu a fazendo me olhar com raiva e confusão.–Desculpe!... Eu não me segurei. Você me ameaçando. Eu já disse que é para ser feliz com ele mais parece que está se sentindo ameaçada por mim. Por que ele te deixou. -Falei com ela debochada e ela me olhou rindo. –É. Só que na minha cama que ele tem passado as noites. Então... com certeza ele ama você. -Falou e saiu do apartamento. –Tchau Olivia volte sempre. -Brinquei e ela siau revirando os olhos. Ele está mesmo com ela ou ela está tentando me provocar? Eu sabia que isso ia acontecer mais não tão rápido. Enquanto eu estava chorando em casa vendo filmes de romance ele estava lá na cama dela? Isso não é justo comigo. Peguei a minha bolsa em cima da mesa e sai de casa vendo um pouco tudo embaçado e minha cabeça rodando. Porra eu não consigo andar sem cair. Fui andando em direção as escadas segurando... na verdade me agarrando ao corrimão e rindo. Quando cheguei na rua eu comecei a rir porque quando eu respirava uma fumacinha aparecia. Me encolhi dentro do casaco e fui andando pelas ruas movimentadas de Seattle. Quando fui atravessar a rua quase fui atropelada. –Idiota aprende a dirigir. -Falei meio embolado e foi quando ouvi alguém saindo do carro e batendo a porta. O farol estava ligado e não deu para enxergar quem era até que segurou meu rosto me fazendo encarar aqueles olhos azuis. -Me solta! –Você bebeu? –Sim... e dai. Me solta antes que eu me jogue na frente de um carro... ou melhor te jogue na frente de um carro. -Falei irritada e ele saiu me puxando pelo braço até me jogar dentro do carro dele e fechar a porta. Que diabos estava acontecendo aqui agora? Deu a volta no carro e entrou se sentando no banco do motorista. –Você está bêbada e... -Estava falando mais eu o interrompi. –Fodasse Theodore. Vai atrás da Olivai ela com certeza quer ficar com você. -Falei e ele me olhou serio e impassivo. Confuso? -Ela foi na casa do Damon e me disse que era para ficar longe de você. –O que estava fazendo na casa do Damon? –Altas loucuras! -Falei e pela cara que ele fez entendeu do jeito errado. Mais eu não estou nem ai para o que ele pensa ou deixa de pensar. Ele está com a minha ex melhor amiga. -Para o carro eu quero sair. –Não. Fica bem quietinha ai. -Falou enquanto dirigia pelas ruas e pelo transito de Seattle. -Eu estou falando serio para de tentar forçar essa porta. -Falou me repreendendo enquanto eu tentava abrir a porta do carro. Prefiro me jogar na estrada do que ficar ao lado dele. –Me deixa sair da porra do carro Theodore Grey! -Gritei e ele fingiu que não me ouviu e continuou a dirigir calmamente. -Que inferno eu quero ir para casa me deixa aqui. –Quer ficar sozinha no meio da estrada Susana? -Olhei em volta e percebi que realmente estávamos em uma estrada deserta e a única luz era a dos faróis do Porshe. –Qualquer lugar é melhor do que estar perto de você. -Falei com ele emburrada e ele parou o carro bruscamente me fazendo quase bater a cabeça. -Eu quero sair. -Falei e ele destravou a porta do carro. Sai rapidamente e fui andando de volta. –Volta para o carro Susana. -Ordenou batendo a porta com força e eu o ignorei. -Não vou te deixar aqui sozinha nessa estrada. –E dai se eu morrer. Desde quando se importa? E se eu morrer qual vai ser a diferença para você? -Perguntei irritada com os olhos marejados. –Muita. Eu... Eu quero você de volta... por favor! –Não. Me deixa sozinha. -Falei e voltei a andar pelas ruas. Ouvi passos se distanciando e depois de alguns minutos o carro cantando pneu e saindo de vista. O que eu estou fazendo sozinha nessa estrada? Depois de andar muitos quilômetros eu vi as luzes da cidade de Seattle e respirei fundo. Eu não estava mais aguentando os meus pés. Um carro parou ao meu lado e eu continuei andando mais foi quando um homem parou a minha frente. –Olá Srta. Smith! -Falou e eu o olhei confusa. Como me conhece? Quem é ele? -Que bom finalmente te conhecer. –Quem é você? Sinto muito mais eu não te conheço. Ou conheço? -Perguntei e logo senti uma coisa gelada e dua na minha cabeça atrás de mim. Fechei meus olhos já sabendo o que era. –Não precisamos de apresentações querida. Mais eu sei que conheço o seu pai. -Falou também sacando uma arma e apontando para mim. -Seu pai me prendeu a um tempo. –Eu não tenho nada a ver com o meu pai. -Falei com ele tremendo de medo. O fogo da vodca já passou e eu estou completamente apavorada. Eu nunca quis tanto ver uma pessoa conhecida em toda a minha vida. –Mais ele tem alguma coisa a ver com você. A querida entra no carro antes que essa bala atravesse a sua cabeça. -Falou e o parceiro dele abriu a porta do carro para mim. Eu olhei em volta e fechei meus olhos entrando no carro. Por favor que nada de ruim aconteça comigo.
Notas finais
O que será que irá acontecer com a Susana heim?
Quem será o sequestrador que tem uma rixa com seu pai?
Quem será que vai salva-la?
Comentem o que acharam e dependendo da quantidade de comentários postarei mais amanhã.
Beijos!
Fale com o autor