Novos Gênios

2 Wammy´s House


Notas iniciais
Olá. Me empolguei escrevendo, aqui está o proximo capitulo!!!

O carro volta a parar ao se aproximar de uma grande casa cercada de muros. Agarro a mão de Nate. Ele a aperta com força e saímos do carro. Está um pouco frio aqui fora. O lugar parece tranquilo. Não há ninguém do lado de fora da casa. Há um gramado logo depois do portão. Algumas árvores também contrastam com a enorme casa, mas há certa harmonia na paisagem. Um homem de cabelos brancos com uma expressão bondosa passa pelo portão e se dirige a nós.

- Vocês devem ser Katherine e Nate River, não?

- Sim. – Digo com cautela.

- Então vamos entrar. Não se preocupem, suas malas serão levadas para seus quartos.

Solto minha mochila, mas pego de dentro dela meus imãs. Nate leva consigo um cubo mágico, sua distração preferida depois dos quebra-cabeças.

- Qual é seu nome? – Pergunto antes de começar a andar.

- Watari. Eu criei o Wammy’s House.

Por fim, seguimos Watari para dentro dos portões e, depois, para a casa. Os corredores também estão vazios, exceto por um ou dois moradores do lugar que passam por nós e cumprimentam Watari com um animado “olá”. Caminhamos por boa parte da casa até chegarmos à uma sala fechada.

Dentro dela, está o diretor do orfanato, um homem simpático que Watari nos apresentou como Roger. Por fim, nosso guia se retira, deixando-nos com o homem sentado atrás da mesa.

- Bem, sejam bem vindos ao Wammy’s House. – Mantenho-me sem expressão diante da fala de Roger. – Ok, talvez não seja bom para vocês estarem aqui, mas creio que gostarão de seu novo lar. A maioria das pessoas aqui gosta. Não é um orfanato qualquer.

- E o que há de especial aqui para você dizer isso? – Digo friamente. Nate apenas o encara, como que acentuando minha pergunta.

- Aqui é um orfanato para gênios. É por isso que vieram para cá e não para qualquer outro lugar. Aqui poderão treinar.

- Um orfanato para gênios? E... Treinar para quê?

- Serão candidatos a futura substituição do maior detetive do mundo...

- Calma aí... Está falando de L? – Pela primeira vez hoje deixo as emoções transparecerem.

- Ele mesmo. Viu? É uma garota inteligente.

Sorrio. Sim, geralmente as pessoas dizem que eu sou inteligente. Nada me deixa mais contente do que este tipo de elogio. Além disso, estou ansiosa para começar minha vida no Wammy’s. Será algo que facilitará minha busca pelo assassino de meus pais. Querendo controlar a ansiedade, pego os imãs e os divido em seis fileiras de 36 bolinhas e as dobro até se tornarem um cubo. Desfaço-o e transformo a corrente em um amontoado disforme, guardando-o no bolso da calça jeans. Divido meu cabelo em três mechas exatamente iguais atrás da cabeça e faço uma trança. Gosto de mexer no cabelo. Ajuda-me a pensar e a afastar a ansiedade.

- Obrigada. Nate é mais esperto que eu. Hm... E o que fazemos exatamente para nos preparar? Como, digamos, “evoluímos” o intelecto?

- Estudam. Vocês trabalham, pensam. São todos gênios aqui, se acostumarão fácil. Mas... Antes de saírem, peço-lhes que inventem um codinome. É uma prática que adotamos aqui, ninguém sabe o verdadeiro nome de ninguém. Quando forem se apresentar a alguém, usarão sempre o codinome. Decidam agora quais serão os seus.

- Hm... Acho que meu codinome será Kim. – Decido. Sempre pensei que, se meu nome não fosse Katherine, gostaria de me chamar Kim.

- Near. Esse é meu codinome. – Decide Nate. Near. É quase um anagrama de seu verdadeiro nome.

- Muito bem. Que assim seja. – Roger escreve algo em seu caderno. 99% de chance de ser um lembrete sobre nossos codinomes. – Sigam-me.

Assim fazemos. Logo no primeiro corredor, encontramos um garoto ruivo que deve ser um pouco mais velho que eu. Talvez tenha a minha idade.

- Matt, importa-se de mostrar o lugar para estes dois?

- Claro, Roger. Sigam-me.

Roger faz o caminho de volta para sua sala depois de me dar um papelzinho com os números do meu quarto e do de Na... Near, deixando-nos na companhia do garoto de nome Matt.

- E quais são seus nomes?

- Meu nome é Kim. Este é o Near. – Respondo. – Você é o Matt, certo?

- Sim. Como vão, Near e Kim?

- Bem... – Near, entretanto, não responde. Creio que esteja em um momento antissocial da vida. Não que isso me surpreenda, claro. Acabamos de perder nossos pais.

- Ok, então venham comigo.

Matt nos guia até nossos quartos e diz para marcarmos bem sua localização. O de Near é entre o meu e o de Matt. Fico feliz de estar perto de um conhecido. E mais feliz ainda por estar perto de meu irmão.

Ele nos leva até as salas de aula, sala de jogos, jardim, refeitório... Enfim, um tour completo pelos corredores do Wammy’s House. Depois ele nos leva para seu quarto, que ele divide com alguém de nome Mello. O quarto tem dois lados, um cheio de jogos eletrônicos e outro com nada de especial, apenas um garoto com uns 13 anos, louro comendo chocolate.

- Mello, estes são nossos novos vizinhos, Near e Kim. – Matt gesticula para nós.

- Oi, tudo bem? – Pergunta o louro chamado Mello.

- Sim, e você? – Respondo.

- Eu também. E você, garoto? – Ele pergunta para Near.

- Near? – Ele apenas fita o quarto sem expressão no rosto ou nos olhos verdes. – Ne-Ne? Você está bem? – Chamo-o por um apelido que acabo de inventar.

- Estou, sim, Kim. – Ele responde quase sem tom na voz. Machuca-me muito escutar meu irmão assim. Sei que ele está sentindo dor, mas ele não demonstrará isso nunca. Nem mesmo para mim. – E que apelido é esse que você inventou?

- Sei lá. Surgiu. – Dou de ombros.

- Ei, albino? – Mello inventa um apelido irritante para Near, que olha para o louro de modo questionador. – O que deu em você? – Near dá de ombros.

- Bem, acho que vou para o meu quarto arrumar minhas coisas.

- Eu vou te ajudar quando terminar lá no meu quarto, ok?

- Ok, Kim. Até lá. – Near se retira do quarto.

Quando ele sai, sinto-me menor, como se tivesse encolhido. Sinto-me nervosa perto dos meninos. Em especial perto de Mello. Ele tem uma expressão de desinteresse, de calma por trás de raiva. Ele me assusta, de certa forma. Matt não. Ele é simpático, é bom. De qualquer forma, tenho que arrumar minhas coisas.

- Bem, acho que eu também vou indo. Tenho que arrumar minhas coisas e conhecer minha possível colega de quarto. Sabem se eu tenho uma? – Pergunto, dirigindo-me mais a Matt do que para Mello.

- Sim. Seu... irmão? Não sei se Near é seu irmão, isso é só uma hipótese baseada no albinismo dos dois. Mas ele não tem colega de quarto. Você tem. Vai ficar com a íris, ela é bem legal. Venha almoçar comigo e com o Mello na hora da refeição, ok?

- Ok. Obrigada por mostrar o orfanato.

Saio do quarto e ando duas portas até o cômodo que dividirei com a garota chamada Íris.

Notas finais
Deixem reviews!!!
Bjs, espero que tenham gostado.
Provavelmente postarei mais amanhã.