Notas iniciais
MEU PRIMEIRO CAPITULO!!!!
Eu realmente espero que vocês gostem do que verão aqui e acompanhem a fic.
Por favor, deixem reviews.

PRÓLOGO

Pego Nate pela mão e entro com ele dentro do fundo falso no armário dele, algo que construímos juntos alguns meses atrás quando roubaram nossa casa e nós tivemos de nos esconder debaixo da cama. Coloco minha mão sobre sua boca para impedir soluços muito altos. Sinto algumas de suas lágrimas quentes escorrerem por minha mão ao mesmo tempo em que as minhas caem por minhas bochechas. Escutamos as suplicas de meus pais no andar de baixo. O desespero me toma, mas não posso sair do armário e deixar Nate sozinho. Solto sua boca e o abraço, afagando a cabeleira branca enquanto ele enterra o rosto em meu ombro e continua a soluçar baixinho, encharcando meu pijama. Ele é inteligente. Sabe que, se chorar alto, estará nos delatando e morreremos.

De repente, ouço um barulho no andar de baixo. Metal. Uma faca? Papai deve ter reagido. Uma atitude que sei ser completamente errada, pois papai não é bom em brigas por causa da ferida em seu ombro, que o impede de levantar o braço descentemente. As chances de algo dar errado crescem. Uma pequena explosão. Foi um tiro, tenho certeza. Mas... Foi certeiro? Outro tiro. Mordo minha mão com força para não gritar. Sinto o tremor de Nate, que se aperta contra mim, como se quisesse se esconder. A porta dos fundos se abre. Quem quer que seja que esteve aqui já fugiu. E eu o odeio. Juro a mim mesma que o pegarei. Não importa o quanto vai demorar, não importa o quanto eu tiver que trabalhar, eu vou pegá-lo.

Nate e eu choramos até dormir. Agora os soluços já são permitidos e não nos contemos. A dor em nossos corações não é mais controlável.

***

- Kat? Kat? Katherine! – Ouço Nate me chamar. Já deve ser de manhã. Não é uma questão de luz ou barulhos, meu irmão sempre acorda na mesma hora, ainda que tenhamos passado pela pior das experiências noite passada.

- O que foi, Nate? – Pergunto.

- Estou com sede.

- Não vai dar para ir lá embaixo agora, ok? Teremos que esperar que a polícia chegue aqui.

- Ok.

- Mas acho que já podemos sair do armário.

Nate, então, me segue para fora quando movo o fundo falso e abro passagem. Depois, nos arrastamos para o chão do quarto. Está exatamente igual como deixamos noite passada. Ninguém entrou aqui além de mim.

- O que vamos fazer, Kat?

- Ligar para a polícia. – Digo enquanto pego o telefone e disco o número. Informo a polícia.

Olhando pela escada, vejo quando dois policiais e dois homens de terno chegam e entram pela porta, que foi arrombada ontem. Desço até eles e um dos agentes de terno me faz algumas perguntas, as quais eu respondo sem medo. Eles me parecem confiáveis e eu raramente erro no quesito confiar ou não em alguém.

- E você é a única criança aqui? Alguém mais sobreviveu ao assalto? – Esta é a única pergunta que me faz hesitar. Devo falar de Nate? Sim, devo. Eles descobrirão de qualquer forma...

- Bem... Tem o meu irmão.

- Seu irmão mais velho?

Faço que não com a cabeça. Nate nasceu três anos depois de mim, tendo ele nove anos de idade.

- Não. Ele é mais novo. – Digo ao começar a passar os dedos no cabelo, dividindo uma parte dele em três mechas exatamente iguais e começando a trançá-las.

- Pode chamá-lo aqui?

- S-sim. – Corro até o pé da escada e grito. – Nate!

Imediatamente, meu irmãozinho surge no último degrau eu começa a descer lentamente. Ao chegar perto de mim, ele pega minha mão a andamos juntos até perto do homem alto vestindo o terno preto. Nate fica sem expressão, como faz quando está pensativo.

- Você é Nate? – Pergunta o homem. O garotinho a meu lado assente. – É irmão da Katherine, não é? – O que ele quer, afinal de contas?

- Sim, Kat é minha irmã.

- Bem, então acho que sua irmã já deu seu testemunho e, como vocês estavam juntos o tempo todo, o seu seria igual. Sendo assim, já posso levar vocês. Talvez devessem fazer suas malas.

- Para onde vai nos levar? – O homem, então, fica mudo. Entendi. Ele nos levará para um orfanato. Dou um meio sorriso triste e fecho os olhos por alguns segundos. Pego a mão de Nate e subimos as escadas. Pego duas malas no quarto que pertencia a nossos pais e as encho com minhas coisas e as de meu irmão. Depois pego nossas mochilas e digo-lhe para colocar seus brinquedos na dele antes de ir para meu quarto e pegar algumas coisas sem as quais era mais difícil pensar, sendo elas meus livros preferidos, uma corrente de bolinhas de imãs que eu gosto de ficar modelando para pensar, um caderno com uma infinidade de páginas, algumas canetas, lápis, um apontador e uma borracha. Pego também um laptop e seu carregador. Encontro Nate na porta de seu quarto e descemos juntos.

O homem de terno nos guia até um carro preto e nos faz entrar nele. Hesito um pouco, mas entro no veículo e Nate me segue. Só espero não estar cometendo um erro terrível.

O carro começa a se mover enquanto eu e Nate olhamos pela última vez a fachada da casa na qual vivemos. Da casa na qual fomos felizes como, talvez, nunca mais seríamos.

Permito que uma última lágrima quente escorra por minha face. Uma despedida. Agora terei de ser forte. Por Nate. Por mim. Por meus pais.

Notas finais
Gostaram? Espero que sim.
Por favor, deixem reviews, façam críticas construtivas, digam no que posso melhorar... Gostaria apenas que soubessem que é a minha primeira fic de death note, não precisam me apedrejar, ok?
bjs