Novos Gênios
8 Dúvidas, esclarecimentos e... Veja! Mais dúvidas!
Notas iniciais
Espero que gostem.
Boa leitura.
Os meses se passam. Agora Íris e Matt estão oficialmente juntos, o que deixa a mim e a Mello fadados a companhia um do outro. Near e L passam muito tempo discutindo casos, de forma que raramente posso conversar com meu irmão.
Hoje é quinta-feira, dia 29 de novembro. Levanto da cama e vou diretamente para o banheiro, onde escovo o cabelo cautelosamente e puxo uma mecha para trás, prendendo-a com um grampo atrás da cabeça. Pela primeira vez em muito tempo me preocupo em passar um pouco de lápis embaixo dos olhos. Ajeito a franja mais uma vez antes de colocar o uniforme e sair do quarto.
— Olá, albina.
— Oi, Mello.
— Está diferente hoje. Pegou sol? — Ou louro explode em risadas depois da dita piada. Mantenho-me inexpressiva
— Sabe que eu me queimo no sol, Mello.
— Ok. Então é o quê? Fez alguma coisa no cabelo?
— Não, eu apenas passei um pouco de lápis nos olhos.
— Bem que eu achei que suas olheiras ficaram maiores...
Não penso antes de agir, apenas dou um tapa no braço de Mello. Ele me olha com raiva, o que faz meus lábios se esticarem em um sorriso.
— Vai me pagar por isso, fantasma de merda! — Grita ele. Faço com que minhas pernas se movam mais rápido do que nunca, tentando escapar da vingança do ser psicótico atrás de mim.
Tropeço pela escada, mas chego ao andar de baixo ainda de pé. Continuo pelo corredor, ciente de que o louro está a mais ou menos de um braço de distância de mim.
Entro no refeitório lotado e grito para ele:
— Não pode me matar na frente de todo mundo! Eu venci!
— Ok, seu guepardo albino, pare de gritar. Vamos logo tomar café da manhã.
Mello apoia despreocupadamente o braço em meus ombros e nos encaminhamos para a mesa de comida. Aparentemente tenho um novo irmão mais velho, agora que Matt me abandonou... Pegamos o café da manhã e vamos para uma mesa no canto do refeitório, onde Near está instalado.
— Olá, Kim, dormiu bem?
— Sim. E você? Como passou a noite?
— Também dormi bem. — Então ele olha para o louro a meu lado. — Mello. — Diz cordialmente.
— Albino... — Mello responde no mesmo tom. Por algum motivo eles não se gostam. Preciso perguntar isso depois.
•••
Comemos calmamente, sem falar muito. Depois Near vai para o quarto colocar seu uniforme, deixando-me sozinha com Mello. Têm sido quase uma rotina para nós sermos abandonados juntos, tendo de ficar na companhia um do outro por falta de opção. É uma simbiose (considerando que eu decididamente não sou da espécie de Mello).
— Vamos? Também temos que pegar os materiais no quarto. Quem sabe não encontramos Íris e Matt por aí?- esta perspectiva me anima. Mal os temos visto, apesar sabermos que eles ficam sempre sentados num banco embaixo de um pinheiro. Não queremos incomodar. E muito menos encontrá-los em uma cena que não deve ser vista (N/A: FAVOR NÃO PENSAR BESTEIRA! NÃO FOI O QUE EU QUIS DIZER).
Caminho ao lado de Mello, observando-o com cautela excessiva. Ele fica bem de uniforme. Dá um ar adulto ao adolescente revoltado que ele é. A calça comprida azul coberta pelo casaco bege e a gravata dão um ar de tranquilidade a ele. Mostram sua verdadeira inteligência, oculta por trás das roupas que ele usa sempre. Ainda assim, prefiro o Mello que vejo todos os dias, quando posso realmente saber quando devo ou não sair correndo.
- Mello?
- O que foi?
- Por que você odeia o Near?
- Eu não odeio o pigmeu albino. Só não gosto muito dele. Acho que é porque ele também não gosta de mim. É isso o que me intriga. Como alguém que não tem emoções pode me odiar?
- Não fale assim do meu irmão! E... Bem, — começo, no intuito de provocá-lo. – Acho que odiar você é um instinto de todos os seres humanos normais. – Corro novamente para o quarto, agradecendo por ser baixa o bastante para poder escapar do abraço letal de Mello ao me abaixar e levantar de novo cinco metros adiante, voando para o quarto.
Íris está aqui, pegando sua mochila.
- Íris! Você por aqui?
- Ainda é o meu quarto. Eu durmo aqui.
- Enquanto isso acontecer eu ficarei tranquila. Mas não tenho te visto muitas vezes. Agora sou forçada a andar com o louro-chocólatra-anarquista-psicopata lá fora. Digo, o Mello é legal, ele é meu amigo, mas me sinto abandonada... – Imito a “expressão” de um filhote de cachorro que se perdeu. Ela ri, apertando minhas bochechas e as soltando em seguida. Massageio o rosto dolorido enquanto ela responde.
- Desculpe. Eu admito que tenho passado bastante tempo com o Matt, mas é que, quando estou com ele, o tempo simplesmente passa rápido demais.
- Oh!
- O quê? Está tudo bem? – A morena se preocupa.
- Minha amiga está mesmo apaixonada! Isso é tão lindo! Tão romântico! – Finjo dançar pelo quarto até pegar minha mochila e colocá-la nas costas.
- Você está sendo muito influenciada pelo Mello, Kim.
- O que posso fazer? Minha única arma para vencer o tédio é justamente irritá-lo. E fugir depois, é óbvio.
Ela ri e saímos juntas do quarto, encontrando Mello sentado no chão, esperando-me já com a mochila preta cheia de bottons nas costas. Íris vai embora para encontrar Matt, deixando-me novamente sozinha com o louro.
- Arma para vencer o tédio, é? – Diz ele sem tom na voz. Mello se levanta, ficando exatamente doze centímetros mais alto que eu, de acordo com as medidas que fizemos recentemente. Ele olha no fundo de meus olhos, fazendo-me estremecer. Não sei exatamente o que sinto ao mergulhar meus olhos no negrume intenso de seu olhar, mas me dá arrepios. Sinto-me pequena comparada a ele. Como se o louro me atacasse, do jeito que um leão ataca uma gazela. Ironicamente é a sua proteção que eu quero.
- Mello... – Mantenho minha expressão completamente neutra. – Pare com isso. Por favor.
Ele se afasta, resmungando alguma coisa. Provavelmente todo o seu repertório de palavrões. No entanto, não estou com vontade de ler seus lábios, de forma que a única coisa que compreendo é “albina sem emoções”. – Sabe que eu tenho emoções, Mello. Não seja dramático.
- Ok. – Ele pousa a mão no topo de minha cabeça e saímos andando até a sala de aula. Sento-me ao lado de Near e ele fica atrás de mim, ao lado de uma garota morena e alta. Puxo o caderno e o estojo da mochila e me preparo para anotar a aula.
Os dedos de Mello brincam com meu cabelo, puxando de leve os fios ao enrolá-los em seus dedos. Arrepios percorrem minha coluna a cada toque dele. Realmente gosto que mexam no meu cabelo. Acho que é por isso que faço trancinhas para pensar melhor.
A professora entra e Near sacode meu ombro, tirando-me do êxtase causado pelos dedos de Mello em meu cabelo. Começo a anotar a aula, na falta do que fazer. Não que eu não saiba de alguma coisa, mas eu preciso afastar o tédio. Nestas horas, até mesmo Near anota a aula, ainda que não precise de nada do que acontece aqui, mesmo que esteja em uma sala muito mais adiantada do que a que ele deveria estar. Near tem nove anos e estuda com pessoas de quinze e dezesseis anos – Sim, porque é óbvio que eu, Mello, Matt e Íris não precisamos estudar as matérias que são dadas para pessoas da nossa idade também. Nós somos o segundo, a terceira, o quarto e a quinta mais inteligentes do Wammy’s House.
Uma hora depois, o professor de matemática chega à sala de aula e nos encontra sentados nos mesmos lugares. Não anoto sua aula. Não vale a pena. Apenas fico sentindo Mello brincar com meu cabelo. De vez em quando, Near me cutuca para que eu não durma.
Uma hora se passa. Aula de Ciências Naturais.
Outra hora. Inglês.
Mais uma. Filosofia.
Hora do almoço e, portanto, do intervalo.
A hora do almoço é a única na qual realmente converso com Íris e Matt, pois estão com fome demais para irem se esconder debaixo de sua árvore preferida.
Mello fica provocando Near, que pela primeira vez tem uma reação relativamente violenta, e eu tento separar os dois ao mesmo tempo em que converso com meu “irmão mais velho” e minha colega de quarto. Os assuntos são vagos. Mal falamos direito. São apenas piadas e risadas que saem de nossas bocas na maior parte do tempo.
Quando finalmente consigo segurar Near e afastá-lo de Mello, somos expulsos do refeitório “para ficar um pouco ar livre”. Não posso usar a desculpa de na poder sair ao sol porque não tem sol. Assim, Near vai para o quarto de L, que não estuda como nós, meros mortais, Íris e Matt vão para algum lugar oculto e Mello e eu somos novamente deixados.
- Que droga! Estou fadada a andar por aí com um chocólatra discípulo da Barbie! – Decido testar um pouco a paciência de meu amigo.
- E eu estou fadado a andar por aí com uma albina entediada e irritante que insiste em ser influenciada por mim. O que acha? – Estressado, mas não a ponto de querer me estrangular.
- Sinto pena de nós. – Concluo calmamente.
Vamos saindo pela porta e caminhamos um pouco pelo jardim, indo parar em um lado vazio da propriedade. Às vezes alguém vem aqui para se excluir de todos ou para beber. Ou mesmo fumar. De acordo com as histórias de Matt, um garoto foi pego se drogando aqui ano passado. Ele foi impiedosamente transferido para outro orfanato.
Penso em alguma coisa para fazer. Um segundo depois, dou um leve empurrão no braço de Mello. Sua vingança foi muito além do esperado. O louro, meio incapaz de controlar sua força e acostumado a empurrar pessoas muito mais fortes do que eu, me dá um empurrão que me conduz diretamente de encontro à grama.
- Não me jogue no chão! Eu estou de saia! – Grito para ele, que ri às gargalhadas. Ergo o tronco para ficar de joelhos e me sento sobre meus pés. Mello se senta a meu lado e sussurra para mim:
- Esta foi a vingança de tudo o que você fez contra mim hoje. – Um sorriso sádico surge em seu rosto e ele me derruba novamente. – Quer faltar à próxima aula? – Pergunta, observando o horizonte enquanto me cubro com a saia e me levanto.
- Querer eu quero, mas a consciência não deixa... Não sou assim tão influenciada por você.
- É um começo. Bem, acho que eu vou faltar. Já estou com a ficha suja mesmo...
- Puxa, mas você vai perder a incrível aula de espanhol! Seria um verdadeiro desastre! – Rio. Na verdade, não quero mesmo que Mello falte à próxima aula.
- Kim, você quase dormiu durante metade das aulas, por que não falta?
- Já disse! Minha consciência ficará pesada! E eu só dormi porque é minha reação quando as pessoas ficam mexendo no meu cabelo. – Lanço-lhe um olhar de acusação. Em resposta, ele bagunça meus cabelos de uma forma que será impossível rearrumar – Mello!
- Você não parece com sono. – Ele ri.
- E você entendeu o que eu disse. Sabe o trabalho que vai dar para desfazer isso? – Digo, tentando desfazer os nós com os dedos. No fim, acabo fazendo uma trança branca que cai por minhas costas. Eu nem chego a colocar o elástico e o penteado é desmanchado por mãos alheias, que cuidadosamente desfazem os nós da mecha bagunçada. – Obrigada.
- Você fica mais bonita com o cabelo solto. – Ele dá de ombros e eu sinto boa parte do meu sangue correr diretamente para as bochechas. – O que foi? Eu disse alguma coisa errada?
- Não... Bem, acho que tenho que voltar para a aula. Vai mesmo faltar?
- Sim, para a sua infelicidade. Mas eu volto para a aula de educação física.
Me levanto e caminho para a sala, chegando um pouco antes da professora.
- Onde estava? – Pergunta meu irmão.
- Conversando com o Mello. – Respondo. – Hm... Near?
- Sim, Kim?
- Por que não gosta dele?
- Você vai descobrir. Um dia. Mas não serei eu a falar.
- Por favor, Ne-Ne!
- Eu não vou falar! Deveria ter notado por si mesma! – Sussurra ele.
- Fiquem quietos aí atrás! – Diz o professor. Eu e meu irmão nos calamos imediatamente e voltamos a prestar atenção na aula.
Uma hora depois, eu e Íris vamos para o vestiário feminino colocar o uniforme de educação física, que consiste em uma blusa branca e um short azul marinho de lycra.
Sou péssima em futebol. Tenho sorte por Mello estar no mesmo time que eu, pois ele sempre me salva. Exceto quando é minha vez de ir no gol, onde sou realmente impressionante, não deixando sequer uma bola passar por mim.
A tarde chega ao fim, assim como as aulas. Vou para o quarto e tomo banho antes de Íris e coloco, por incrível que pareça, um vestido roxo que não uso há anos. Obviamente acompanho-o com uma meia-calça branca, pois é curto e está frio demais para usá-lo sozinho. Não coloco casaco, pois as mangas são longas. Não sei por que, mas tenho me vestido de forma mais delicada de algumas semanas para cá.
- É um milagre! – Digo ao ver L na mesa de jantar. Ele está comendo doces, obviamente, mas ainda assim está aqui.
- Eu que o diga. – Diz Matt.
- Um milagre maior ainda! – Mello começa. – Kim está de vestido! Depois dessa, até o albino mostra alguma expressão no rosto branco dele. – Diz o louro, apontando para os olhos arregalados de meu irmão.
- Não fale assim do Near! – Me irrito.
- Ok, origami humano. Vá pegar sua comida.
Sigo o conselho de Mello e logo volto com um prato de macarrão, como eles.
Jantamos calmamente, na medida que é possível quando se trata de nós. L me encara durante todos os vinte minutos que passo comendo.
- Ok, diga-me o que isso significa. – ele aponta para o vestido.
- Sei lá, tive vontade de usar. Não visto nada assim há muito tempo. – Sorrio de leve.
- Fingirei que não há 70% de chances de você estar mentindo.
- Eu não estou mentindo!
- Então talvez tenha tomado essa decisão inconscientemente em nome de algo do que você ainda não tenha conhecimento.
- Desisto de discutir. Pense o que quiser, Ryuuzaki.
- Ei, por que você não discute com ele e sempre discute comigo? – Queixa-se Mello.
- Por que você tem reações psicóticas e ele é o maior detetive da história, de forma que sempre tem um argumento, ainda que completamente absurdo. Eu poderia pensar em um jeito de discutir com ele, mas não quero, porque não vai valer a pena e ele não tentará me matar nem nada.
- Entendo...
- Não entendo. – Diz L.
- Quem foi o retardado que te colocou na posição de maior detetive do mundo mesmo? – Pergunto. L é meu amigo, ele sabe que estou brincando e nunca se sentiria realmente ofendido.
Assim a hora reservada para o jantar se passa e temos tempo livre até as dez. Novamente nos separamos.
A noite está ridiculamente fria, mas a lua está linda demais. Sou obrigada a sair e me sentar na escada, olhando para cima. Near vem se sentar do meu lado. Ele me abraça, pousando a cabeça em meu ombro.
- Não temos passado quase tempo nenhum juntos. Isso não é legal. Ser o melhor do Wammy’s não vale a pena se esse for o preço.
- De acordo, Ne-Ne. – Enterro o rosto nas inúmeras camadas de seu cabelo e aspiro o cheiro quente que emana de seus cachinhos infantis, envolvendo meu irmão com os braços. Ele ronrona como um gato e se encolhe contra mim. É como um filhote.
Near boceja.
- Você está quentinha. – Sinto-o se acomodar a mim e sua cabeça ficar tão pesada quanto a lenta respiração. Near acaba sucumbindo ao sono.
Mello chega e também se senta.
- Como pretende lidar com o albino?
- Vou dar um jeito de levá-lo para cama sem que acorde. Sinto pena de acordá-lo.
- Ok. Eu levo ele. – Mello suspira.
- Obrigada. – Não recusarei sua ajuda. Não sou forte o bastante para carregar meu irmão no colo. O louro se levanta e coloca Near nos ombros, como se fosse uma mochila. Ele parece confortável onde está, mas caminho atrás de Mello para segurar meu irmão, caso necessário. Chegamos ao quarto dele alguns segundos depois e, pela primeira vez, paro para reparar na decoração. Por todo o quarto estão penduradas fotos minhas com ele, de nossa família e fotos nas quais eu apareço sozinha.
- Seu irmão te ama muito. – Diz Mello depois de colocar sua carga na cama.
- E eu amo ele. – Vou até a cama para cobrir meu irmão e, em seguida, me sento para acariciar seu rostinho. Mello me levanta e me olha fundo nos olhos, como fez de manhã.
- Kim, tem alguma chance do L estar certo? Por... Por você ter colocado o vestido hoje?
- Como assim? Por que quer saber?
- Kim... Eu não quero mais mentir para você, ok? Então, eis a verdade.
E a verdade vem. Vem em meus lábios na forma de um beijo que força minha boca a se abrir e a invade, enchendo-a com gosto de chocolate. Vem em meu rosto e meu cabelo, através dos toques de Mello. Seus lábios se movem lentamente, levando os meus junto. Arrepios percorrem minha coluna quando a mão que acaricia meu rosto desliza para minha cintura. Eu não tento lutar. É bom. Suspiro e ele me solta. – Eu te amo, Kim.
Abraço-o, sem saber o que responder. Amo ou não amo? Sinto algo por ele? Gostaria de sentir, mas até que ponto sou influenciada por sua declaração? Penso em cada segundo que passamos juntos. Havia algo além da amizade entre nós? Não sei. Não consigo lembrar se sentia algo ou não nos ditos momentos.
Amar ou não amar, eis a questão.
- Mello... Eu não sei o que responder. Acho que preciso de tempo.
- Entendo. Quer que eu me afaste por alguns dias? Quer dizer, para pensar? – Ele se desprende de meu aperto com facilidade.
- Não. Gosto da sua companhia. Mas acho que preciso dormir. Boa noite.
- Boa noite, Kim.
Vou para o quarto, coloco um pijama e escovo os dentes. Deito-me na cama, cobrindo-me até o pescoço. Algumas lágrimas molham o travesseiro.
- Kim? Está chorando? – Íris me chama.
- Estou... – Minha voz está embargada.
- Por quê?
- Porque Mello acaba de me beijar.
- Tipo, a força? Como um assédio? – Ela se preocupa.
- Não. Eu... Eu também beijei ele. Mas não sei se sinto algo. Pedi um tempo para pensar, mas não quero magoá-lo.
- Entendo. Sugiro que pense por no máximo três dias. Depois dê a resposta, qualquer que seja.
- Obrigada, Íris. Boa noite.
- Boa noite, Kim.
Notas finais
Beijinhos para todos e todas.
-
Ushio
Fale com o autor