Novo amor - Fanfic Harry Potter (atualizando)
6 Capítulo 6: Tempos Antigos, Novas Amizades
Notas iniciais

Depois do jantar fui encontrar-me com Lucy antes de entrar na torre da Grifinória. Ela estava muito feliz e empolgada com o que viria pela frente, e aparentemente ela havia mesmo planejado todo o ano, cada passo que ela daria, cada segundo de sua vida por aqui.
— Por quê acho que a Umbridge vai acabar com a nossa alegria? — Disse tentando acalmar Lucy. Precisava lembrar a ela que nada seria tão fácil quanto imaginava. — Não se surpreenda se nós só conseguirmos estudar esse ano e não fazer mais nada.
— Ah não, tira esse mau pensamento pra lá. — ela murmura, estremecendo o corpo ao lembrar de Umbridge. Aquela velha maldita conseguiu acabar com nossa noite com poucas palavras cuspidas. — Nós conseguíamos Anne, estamos aqui! Tudo o que acontecer será por nossa conta a partir de agora.
— É Liz, OK? Pelo menos durante esse ano. — recordei. — Precisamos nos acostumar com esses nomes.
— Certo, perdão, foi um deslize. Mas, estamos em Hogwarts e nas casas que queríamos. Não é maravilhoso? Agora não há nada, em absoluto, que me impeça de brigar por Malfoy, não há nada que me fará parar. — ela sussurra empolgada.
— Hoje é só o primeiro dia, acalme-se antes que alguém perceba sua loucura.
Vamos ver como vamos nos sair nos próximos, lembre-se que precisamos esconder quem somos durante o ano inteiro!
Lucy e eu ficamos conversando até Hermione atentar-nos a hora. Deixei Lucy ir serelepe para as masmorras da Sonserina e segui Hermione até a torre da Grifinória.
— Você ficará comigo em meu quarto. Suas coisas já estão lá. — Hermione esclareceu. — Precisamos nos virar, pensávamos que não viriam então não nos preparam para recebê-las.
—Ficamos receosas de vir por causa dos boatos do ano anterior. — expliquei. Provavelmente era por causa disso que as verdadeiras estudantes não foram para lá. — Mas decidimos que seria uma experiência positiva para nós, e aqui estamos.
O quarto tinha uma decoração avermelhada e simples. As cortinas eram pesadas, os lençóis brancos, os cobertores avermelhados e o chão e as camas de madeira. O banheiro era agradável, grande o suficiente e com espaço para que cada uma pudesse colocar seus objetos pessoais. No fim, era confortável mesmo com uma aluna a mais.
— Sua amiga já sabia que iria para Sonserina? — Hermione parecia curiosa. — Foi interessante o pequeno show dela.
— Ela estava confiante. Desde o B... a Espanha, ela só fala nisso. — confessei coçando a garganta para disfarçar o meu quase erro de informação.
Espanha! Eu sou da Espanha. Meu nome é Liz Meirellez, nasci no dia 20 de junho de 1980... Precisava afirmar tais informações para mim mesma a todo o tempo antes que entregue tudo.
— Ela é sangue-puro? — Hermione continuou.
— Não, é mestiça. Mas acho que não tem problema, já que Lorde Vold... — antes mesmo de completar a frase, parei pra pensar no que ia dizer.
Minha nossa senhora do equilíbrio! Qual é o meu problema?
— O quê? — Hermione espantou-se.
— Ah, eu prefiro não falar o nome dele, sabe? — Tentei disfarçar. — Dizem que é amaldiçoado.
— Mas você quis dizer que Você-sabe-quem é mestiço? Como sabe disso?
— Histórias. Eu li, em algum lugar. Ou foi fofoca? Pode não ser confiável, sabe-se lá...
— Eu poderia jurar que ele fosse puro. Acho que todos acham.
— Provavelmente ele é, isso deve ser história inventada por gente sem ter o que fazer. Mas, por favor Hermione, não diga a ninguém. Imagina se ele ouve?
— Nem pro Harry? — Hermione mudou a voz para debochada. — Eu percebi...
—Percebeu o quê? — questionei curiosa.
—Vocês dois nervosos quando se conheceram. Alguma coisa aconteceu ali, pode confessar!
Não imaginei que Hermione tivesse percebido isso.
—Eu... claro! Quer dizer, é o Harry Potter, não é? — tentei disfarçar. — Qualquer um deve ter uma reação no mínimo parecida.
Mione me encarou e riu sarcástica.
—Sim, a Gina, talvez. — Ela esclareceu e eu estremeci. Ela já tinha percebido que eu tinha uma queda por ele, assim tão fácil?
— Por favor, não ache que eu estou apaixonada por seu amigo. Mas sim, acho que você poderia contar essa suspeita sobre o Lorde das trevas para ele. — respondi, tentando parecer formal e não me entregar logo de cara. Eu já havia aberto a boca mais do que deveria, não é?
— Ou talvez você mesma conte. — ela provocou.
— Talvez... depois. Se ele quiser.
Eu e Hermione rimos. Mal entrei para escola e estava na cara que Harry mexia comigo, como esconderia quem eu era?
— Há mais alguma coisa sobre...
— Não. Ninguém sabe muito sobre ele. — Interrompi Hermione antes de qualquer pergunta se formar.
— Verdade. Nem nos livros de histórias ou registros consegui muitas informações.
— Talvez você esteja procurando errado.
— Como é?
Calada, Anne! Ou colarei seus lábios até o ano letivo acabar. — repreendi a mim mesma, mais uma vez.
— Bom, você sabe. A história de vida dele não deve ter uma biografia não-autorizada publicada em bibliotecas.
— Isso é verdade. No entanto, tinha esperanças de você saber onde achar mais informações. Nunca vi alguém falar sobre ele assim tão abertamente além de nós, sabe? Eu, Harry e Rony.
— Sinto muito. — Lamentei. — É que as pessoas têm medo, e com razão. Porém, se precisar conversar com uma garota além deles, eu estou aqui.
Claro que eu adoraria entregar de bandeja tudo o que eles precisavam saber sobre Voldemort. Mas infelizmente eu não podia interferir em nada, pois sabia bem que tudo poderia dar errado e mudar o futuro de todos, talvez para pior. Então eu tinha que ficar na minha, por mais que doesse saber que por causa disso, nesse ano em especial, Sirius morreria.
Dormir não foi difícil, e a cama era muito agradável e confortável. Hermione e eu conversamos mais um pouco antes de apagarmos as luzes sobre o intercâmbio.
O café da manhã foi tão impressionante quanto o jantar na noite anterior. Guloseimas apareciam aos montes e eu queria provar de tudo um pouco. Vi Lucy acenar para mim, ela estava perto de Pansy Parkinson, que fez uma careta ao me ver ao lado de Hermione.
Foi incrível minha amizade instantânea com ela. Eu e Mione conversávamos como se fôssemos grandes amigas a tempos. Acredito que seja porque nós duas tínhamos muitos assuntos e interesses em comum, como livros, estudos e assuntos femininos nos quais ela não podia conversar com Rony ou Harry.
— O que achou das gravatas e cachecóis?
— Eu adorei, ficaram ótimos. — Agradeci. — E olha, preguei os brasões nas minhas vestes. Susan me deu de presente.
— É raro um Sonserino e Grifinório serem amigos. As ideias costumam não bater muito bem.
— Eu e Susan somos amigas desde sempre. Nascemos e crescemos juntas, praticamente. Claro que somos diferentes e temos personalidades distintas, mas, essas diferenças são menores se comparado a nossa amizade e cumplicidade de anos. E, ela está lá porque tem uma ambição que se destaca acima de todas as suas características. Se estou aqui, por exemplo, é graças à sua vontade e encorajamento.
— Isso é incrível. Queria que todos pensassem assim.
Depois do café teríamos nossa primeira aula com o professor Snape. Isso me fez arrepiar da cabeça aos pés e me preparar psicologicamente mais do que imaginei.
— Abram o livro na página 53. — Snape ordenou sem sequer dar bom dia. Me posicione perto de Lucy e me assustei com sua presença repentina. — Quero duplas.
Quando todos começaram a formar sua dupla como habitualmente escolheriam, Snape chamou nossa atenção e mandou nos separar. Ele era assustador, deveria admitir.
— Nada de duplas convencionais de amigos. Quero que trabalhem com o desconhecido hoje. Não achem que sua dupla irá trabalhar ao seu lado pelo resto de suas vidas. Senhorita Granger faça dupla com a senhorita Parkinson. Weasley com Goyle. Lilá e Crabe. Senhorita Chang e Finnigan. Longbottom e Lovegood. Malfoy com a senhorita...
— Barbaz, senhor. — Lucy informou quando percebeu Snape a encarando.
—Potter com a senhorita ao lado de Barbaz. — ele terminou e eu juro que congelei em meu lugar. — Agora.
Oh, não! Não, não, não...
Harry aproximou-se de mim um pouco apreensivo e eu torci para que meu rosto não transparecesse meu nervosismo. Por que as coisas estavam acontecendo assim, tão rápido? Eu não imaginei que isso poderia acontecer dessa maneira, de supetão, de surpresa.
— Isso é um teste. Quero prepará-los para os Nom's esse ano. Vocês têm meia hora para preparar uma poção do sono. Na mesa, ingredientes misturados com outros que não fazem parte da poção. Quero que identifiquem cada um deles e preparem, lembrando que no livro não há ilustrações. Comecem.
— Droga. — Harry murmurou enquanto observava os ingredientes à nossa frente.
— O que foi? — Não sei como consegui emitir alguma palavra.
— Eu sou péssimo com poções. Realmente péssimo. Me desculpe.
— Ah, tudo bem. — me surpreendi com sua informação. Eu não sabia disso, mesmo lendo várias coisas sobre ele. Mas, por sorte, eu era muito boa com poções pois é minha matéria favorita. — Já fiz essa poção antes. Só siga as orientações, tudo bem?
— Ótimo... — ele concordou, me encarando um pouco envergonhado. — Na maioria das vezes eu tenho a ajuda da Hermione. Você sabe mesmo como faz?
— Já estou reconhecendo os ingredientes. — Disse tentando parecer modesta. Eu era realmente muito boa em poções, porém não queria falar demais.
Harry foi lendo o que precisávamos e eu fui identificando e separando os montinhos. Depois pedi a ele para cortar alguns deles enquanto eu cozinhava outros de acordo com as especificações. Fomos aos poucos acrescentando os ingredientes e em menos de meia hora estava pronta. Nesse tempo, não falamos nada além do necessário, meu corpo parecia estar vivendo no modo automático para eu não passar vergonha, mas por dentro eu gritava feito louca!
— Pelo menos nada explodiu. — Harry disse rindo. A poção de mais da metade das duplas ou saíram muita fumaça, ou derramou na mesa e sujou a barra de seus uniformes. A de Simas e de Cho explodiu em uma fumaça verde que deixou os dois sujos. E eu devo admitir que adorei aquilo. — Você é extraordinária com poções, nunca vi alguém prepará-las com tanta segurança além do professor.
Harry elogiou e eu sorri completamente sem graça para ele. Algo me diz que eu deveria treinar minha autoestima, porque ela não era lá essas coisas.
— Metade da sala já estaria reprovada. — Snape começou. — Agora veremos.
A poção da Mione e da Pansy fez o ratinho vomitar. Fiquei com dó do bichinho, alguma poção poderia matá-lo. A poção de Lucy e Draco fez o rato ficar tonto, porém não dormiu. Snape deu nota 6 para eles. Eu sabia que Lucy não era boa com poções, mas provavelmente Draco tinha alguma vantagem. Depois foi a nossa vez. Severo cheirou a poção antes de dar ao pobre rato. Pegou duas gotas dela e introduziu em sua garganta. Menos de um minuto depois ele dormiu um sono pesado que o fez roncar. Ponto! Eu havia chegado ao êxito ao lado de Harry Potter.
Incrível!
— Nota oito. — Snape exclamou.
— Por quê? Ele dormiu rápido e profundamente. — Harry protestou, inconformado com aquela injustiça. — Não era pra acontecer exatamente isso?
— Sete pra você, senhor Potter, por ser uma mosca morta e não ter ajudado em nada. — Snape concluiu e saiu de nossas presenças.
— Ele me odeia. — Harry resmungou baixinho. – Eu sinto muito, sua poção estava perfeita e você perdeu pontos por minha culpa.
— Não, tudo bem. Oito não é uma nota ruim, porém ele tirou um a mais seu. Eu sei que ele é malvado, mas isso é perseguição.
Harry riu de minha expressão contrariada de um jeito engraçado. Ele parecia fofo e cheio de compreensão naquele momento e meu coração se aqueceu como... como acontece em noites de natal.
-Você ainda não viu nada, no decorrer do ano vai ver que é bem pior. — ele comentou, ainda rindo. Fiquei com pena dele, as coisas de perto eram bem diferentes do que imaginamos. — Obrigada pela sua paciência e ajuda — Harry disse segurando minha mão por debaixo da mesa.
Senti um calafrio subir de repente ao sentir o seu toque. Às vezes eu acho ser um sonho estar ali, mas às vezes esse sonho vai além do que eu esperava. Além de ver Harry, eu poderia senti-lo, e isso eu nunca sequer imaginei que um dia fosse acontecer. Era incrível! Os olhos dele brilharam pra mim por debaixo de seus óculos redondos e o seu sorriso permanecia em seu rosto naqueles segundos perfeitos que se eternizavam cada vez mais dentro de mim, como um flash de uma câmera que capturava os momentos e os guardavam a sete chaves dentro de mim.
— Abram na página 60. — Snape despertou-nos, fazendo com que separássemos nossas mãos um pouco constrangidos.
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