Novo amor - Fanfic Harry Potter (atualizando)

11 Capítulo 11: Mais Aulas, Mais pessoas


Notas iniciais
Olá! Como vão? Estou muito satisfeita com os leitores novos. Obrigada! Quero falar um pouco sobre esse capítulo: ele se passa quando a armada de dumbledore foi feita, mas como o meu foco não é sair recontando o livro inteiro na visão da Anne, ele está um pouco corrido - imagino que vocês se lembrem dos fatos aqui apresentados. Mas chega de notas iniciais sahusash CAPÍTULO EDITADO/ATUALIZADO Boa leitura ♥

A quarta-feira começou melancólica. Lucy apareceu na segunda aula do dia, que era DCAT e aparentava cara fechada. Seus olhos estavam pesados e cheios de sono, fiquei imaginando o porquê. Talvez ela tenha passado a madrugada ao lado de Malfoy fazendo o que ela sempre quis. Mas, se realmente estivesse, ela teria um largo sorriso em seu rosto ao invés daquela cara de morte.

— O que foi? — perguntei após alguns segundos de análise.

Eu estava feliz naquela manhã apesar de quase cem por cento dos alunos estarem aparentemente mortos por dentro por causa da aula de Umbridge. Lucy suspirou. Malfou passou por entre nós sem ao menos olhar para ela e isso me deixou em alerta. Talvez eles tenham brigado.

— Susan, está tudo bem com você? — questionei, observando Malfoy ir se sentar um pouco mais longe do que de costume.

— Tive uma briga com Malfoy ontem à noite por causa da sua babação de ovo em cima da cara de sapo. — Ela confessou e abaixou a cabeça, deitando-se na mesa. — Odeio essa velha, como alguém pode querer defendê-la? Mesmo os sonserinos sofrem com a sua falta de profissionalismo e ele não vê isso. O resultado disso foram horas de discussão e um final super agradável com ele me chamando de sangue ruim. Acho que mereci isso.

Passei minha mão nos cabelos loiros de Lucy tentando afagá-la. Ela parecia destruída por dentro e eu me senti mal por estar tão feliz, por minha noite ter sido incrível.

— Me diz que eu sou trouxa!? Literalmente. — Ela lamentou.

— Você não é trouxa. Mas conhecia a personalidade de Malfoy antes de vir para cá e tentar algo com ele, então terá que lidar com consequências. Malfoy sempre tem apoio em seus erros e se alguém diz que ele está errado, provavelmente ele bate o pé até cansar o adversário. Você conhecia o histórico mimado dele, por que pensou que com você seria diferente?

Lucy me encarou, endireitando sua postura na cadeira.

— Eu não sei! Acho que por ter feito algo tão incrível apenas para estar aqui ao lado dele sou merecedora de seu amor e carinho, entende? Eu não sou uma qualquer. Pensei que ele me respeitaria e me trataria diferente das peguetes dele.

— Lucy, foi só uma discussão boba. — tentei amenizar.

— Não, não foi. Foi o fim do meu mundo. — Ela exagerou e eu segurei meu riso. Até nós adolescentes não suportamos dramas adolescentes às vezes. — Mas, voltando para a megera da Dolores... — Lucy continuou.

Harry entrou na sala nesse momento com Rony e Hermione em seu encalço. Seus olhos estavam tão pesados de sono quanto o de Lucy, mas seu semblante parecia anestesiado e aéreo. Quando me viu, sorriu sutilmente e eu me senti nas nuvens por um segundo. Ele e Ron sentaram-se em nossa frente, Hermione atrás.

— Bom dia. — Harry disse com a voz rouca de sono e piscou para mim.

— Bom dia. — Respondi baixinho, sorrindo para ele igual uma garota boba apaixonada.

— Você entendeu? — Lucy perguntou me despertando daquele momento.

— Entendi o quê? — perguntei me forçando a ouvir Lucy outra vez.

— Liz, presta atenção! Dolores pretende fazer muitas mudanças. É isso o que eu estava discutindo com Malfoy ontem. Ela pretende protocolar coisas absurdas pelo castelo e não tem ninguém reclamando.

— E o que tem?

— O que você tem? Parece aérea.

— Susan... sabe que as coisas serão assim aqui neste ano, eu não preciso lembrar a você. — Adverti, falando o mais baixo possível. — Nós viemos para cá sabendo disso e aceitamos que assim seria, não foi? Não podemos fazer muita coisa.

Lucy revirou os olhos, mas assentiu com um movimento de cabeça. Por mais que ela tente convencer a Malfoy que ele estava sendo tolo, não podia mudar muita coisa por causa das consequências. Ficar discutindo quem está certo com Malfoy era perda de tempo.

Umbridge entrou na sala para mais um dia de aula e pude sentir o clima pesar e todos os alunos ficarem tensos. Nada aprendemos esse ano que aproveitasse numa batalha pois, de acordo com essa velha chupadora de saco do ministro, nós não precisaríamos de nada além da matéria teórica aprovada pelo ministério.

Desculpem, às vezes eu me excedo.

— Assim não dá. — Hermione resmungou atrás de nós. — Não estamos aprendendo nada. Liz, eu quero falar com você antes do almoço. — Ela pediu e eu reparei que ela estava com Luna em sua mesa.

— Tudo bem. Algum problema?

— Não se você concordar com o meu plano. Depois te conto.

Antes do almoço Hermione esperava-me perto da escada que dava para a sala de Adivinhação. Ela parecia inquieta, andava de um lado para o outro batendo o pé na madeira com força. Soube de imediato que ela estava nervosa por algum motivo.

— É particular. Cadê Susan? — Mione perguntou sem rodeios.

— Já foi pra Sonserina.

— Ótimo. — Ela emitiu, olhando ao nosso redor para ver se estávamos realmente a sós. — Preciso que me ajude a convencer Harry a dar aulas de defesa para mais alunos, assim como fez com você na noite anterior.

Aff! — grunhi em pensamento. Mais alunos nas minhas aulas particulares?

— Por quê? — perguntei tentando disfarçar o meu incômodo. Eu realmente não quero mais gente empatando meu momento com Harry.

— Porque precisamos. Você-sabe-quem voltou e nós não temos ideia de como enfrentá-lo. — ela esclareceu exasperada. Senti uma pontada no peito ao ouvi-la tão desesperada. Eles precisavam mesmo de ajuda, mas aquilo estava nos planos reais? Quer dizer, isso aconteceu? — E sabe que jamais deixaremos Harry fazer isso sozinho. Mas nós somos muito fracos e as aulas deveriam nos ensinar a nos proteger e a atacar, e isso não está acontecendo. Então, quando Harry disse que daria aulas a você, despertou em mim essa ideia que já está em minha mente a algum tempo.

— Tudo bem, acho que todos os alunos precisam mesmo de aulas a mais, levando em consideração que não aprendemos muita coisa com a vaca cor de rosa. Mas Harry pode não aceitar dar as tais aulas se souber que estão pensando em enfrentar o Lorde das Trevas junto com ele, mas vocês nunca e em hipótese alguma podem o abandonar, caso isso aconteça. Harry tende a ser muito independente.

— Sim, exatamente! Mas ele é cabeça dura, e eu preciso de reforço. Sei que com você ele aceitou numa boa, por favor, ajude-nos. — Hermione implorou e eu não poderia dizer não.

— Quando vai falar com ele?

— Hoje à noite, no salão comunal. — Ela esclareceu. — Por favor, sei que ele ficará mais inclinado a aceitar se você também pedir.

— Tudo bem. Estarei lá para ajudá-la. — Assenti, mas me senti péssima por saber que minhas aulas terão mais companhias. Gina provavelmente será uma delas.

— Liz... — Hermione continuou. — Sinto muito por invadir suas aulas particulares, mas nós realmente precisamos.

— Não tem problema, Mione. Eu sei que fará bem a todos nós, não sou tão egoísta a ponto de não aceitar tal proposta. E não se preocupe, Harry também irá aceitar. Conte comigo.

No fim da noite Hermione e eu ficamos esperando Harry e Rony aparecerem para a conversa antes da ronda dos monitores. Estava mais uma vez impaciente naquele dia e algo me dizia que ela estava de tpm – ou talvez só tenha tido uma briga com Rony. Ela fica bastante nervosa quando isso acontece.

— Vocês sumiram. Onde estavam? — Hermione perguntou assim que eles adentraram o salão da Grifinória.

— Buscando informações sobre Hagrid. — Rony disse visivelmente cansado.

— Descobriram algo? Onde ele está?

— Não descobrimos nada. — Harry completou. — Mas o que foi? Parece que você comeu um saco de açúcar.

— Bem, Harry. Liz, eu e Rony temos algo a pedir. — Ela comentou, puxando Rony para o nosso lado.

Hermione explicou para Harry seus planos em detalhes e contou seus motivos, mas ele protestou. Ela estava mesmo elétrica, falando sem parar e mostrando para ele o quanto tinha razão. Depois de muita conversa entre os três amigos, Hermione percebeu que eu estava calada e pediu ajuda com um olhar interrogativo para mim.

— Harry não quer, não estão vendo? – disse, observando Harry soltar um "finalmente alguém entendeu"

— Mas... — Hermione contestou.

— Ele quer protegê-los sozinho. Não quer vê-los machucados, com medo ou correndo perigo como ele. Quer todos os pesadelos só pra ele, e que ninguém mais saiba como é isso. — Interrompi Mione antes que ela recomeçasse a falar sem parar. — Não entendem que ele é o único realmente envolvido nisso? Então, ele e apenas ele, terá de arcar com as consequências.

— Exatamente! — Harry concordou, satisfeito com minhas palavras.

— No entanto ele não entende que existem muitas pessoas que precisam de defesa e que isso não envolve apenas nós quatro. Que se ele morrer, não haverá como aprendermos tudo sozinhos depois, já que tudo estará tomado por você-sabe-quem. Vocês não têm escolha, depois terão que fugir como trouxas e se esconderem, sem lutar, e morrerem como indigentes pois não conseguirão defender suas ideologias e direitos. Morrerão todos nas mãos dele. É o futuro, vamos fazer o quê? — emiti sarcástica no final.

O rosto de Harry parecia confuso, eu sabia como tocar exatamente no ponto fraco dele.

— Tudo bem. — Disse dando-se por vencido. — Eu dou as aulas... se alguém mais se interessar por elas.

Rony e Hermione entreolharam-se chocados, toda a discussão acabou em poucas palavras. Era óbvio que Harry gostaria de enfrentar tudo sozinho, ele sempre achou que as coisas que aconteceram (as mortes, as perdas, o renascimento de Voldemort) eram exclusivamente culpa dele – vi isso em uma de suas entrevistas. Mas ele não podia negar que os demais precisavam aprender a se defender sozinhos e só a matéria teórica da Dolores não estava dando conta. Talvez seja isso. Talvez essas aulas aconteceram na verdade e eu imaginei que em algum momento Hermione conseguiria convencer Harry, mas tentei poupá-la de mais trabalho sabendo que ele era cabeça dura quando queria.

— Isso! — Hermione comemorou. — Falaremos mais sobre depois, nós estamos mais do que atrasados.

Ela e Rony saíram para a ronda felizes, deixando-me a sós com Harry após Mione me agradecer com um aceno de cabeça e um enorme sorriso no rosto.

— Me desculpe. — Pedi um tanto envergonhada por desarmar Harry em tão pouco tempo.

— Você sabe ser rígida. Acabou com meia hora de discussão em um minuto. — Ele disse e sorriu, me deixando um pouco aliviada.

Harry se aproximou e tocou o meu braço e subiu para meu rosto, acariciando minha bochecha tímido.

— É o que faço, lembra? — arremeti nossa conversa de dias atrás. — Observo primeiro pra depois falar.

— Claro. Mas as suas aulas agora terão mais pessoas. Não acha isso um incômodo?

— Vou ter que lidar com isso. Eles também precisam e eu não quero ser mesquinha.

Harry suspirou. Parecia triste por ter que lidar com aquilo.

— Mas talvez... você tenha um espaço especial para mim depois. — sussurrei segurando a mão dele, que a apertou com força. — Prometo que serei uma ótima aluna em ambos os momentos.

— Só esteja sempre lá, tudo bem? — ele pediu. — Não sei se me sairei bem como professor.

— Irei todos os dias. — prometi. — Mas algo me diz que você será brilhante, muito melhor do que Dolores. Tem um talento extraordinário, Harry, e pode passar isso para mais pessoas. Pense nisso como um ato de amor e proteção.

Ele apertou minhas mãos e beijou o dorso delas.

— Boa noite. — desejei, antes de cair na tentação de beijá-lo no salão.

Fred e Jorge apareceram pelo buraco do retrato, o que fez nos separarmos.

— Boa noite. — Harry finalmente desejou, corando fortemente sob o olhar curioso dos gêmeos.

Fui para o meu quarto para pensar um pouco. É, Gina e Cho com certeza estariam lá, o que me fez perceber que não poderia perder nenhuma aula sequer mesmo.

*

Hermione marcou a reunião no dia seguinte após comunicar com diversas pessoas sobre o assunto. Discutimos bastante onde seria o local e o dia, tomando o cuidado de ser fora do castelo e num dia de passeio a Hogsmead para não parecer tão suspeito.

O Cabeça de Javali estava cheio naquele dia, mas demos um jeito de nos acomodar por lá. Rony e Mione esperavam ansiosos pelas pessoas que chamaram para participar da reunião para as aulas de defesa. Apareceram muitos alunos, incluindo quem eu imaginava. Cho estava bonita, exibia um sorriso no rosto e tentou chamar a atenção de Harry o tempo todo. Já Gina só observava, já que não podia dar na cara o seu ciúmes, pois estava saindo com outro.

A reunião foi uma confusão sem precedentes. Harry estava irritado com tantas perguntas sobre coisas que ele, por vezes, fazia questão de esquecer e me confessou isso dias atrás.

No fim, todos ali presentes resolveram fazer parte da Armada de Dumbledore, e que essa armada seria nada mais, nada menos, que um grupo de defesa contra você-sabe-quem e o Ministério, e então eu finalmente me toquei: já ouvi falar sobre esse grupo, só não sabia como ele havia começado. E agora eu estava sendo parte dele. Isso me deu um frio na barriga que não quis passar durante todo aquele dia.

Eu prometi a Harry não contar para Susan sobre o grupo, se ela soubesse poderia soltar algo para Draco, coisa que era perigosa demais. Depois disso, só faltou o local para treinarmos com tantos alunos sem parecer suspeito.

No fim do dia, estávamos novamente os quatro sentados na torre da Grifinória discutindo sobre a Armada.

— E onde vocês fizeram a primeira aula? — Rony perguntou, encarando nós dois sem pudor algum. Aquilo era segredo, mas claro que Harry havia contado para o melhor amigo.

— Na torre de astronomia. Mas lá não dá, vamos ser pegos no primeiro dia com tanto barulho. — Harry respondeu.

— Verdade. Que tal a sala de adivinhação? — Hermione propôs.

— É bem apertada, não é? — Rony disse.

— Nós precisamos de uma sala grande e que não faça barulho, uma que seja escondida do resto do castelo e não levante suspeita alguma. — Observei.

— Eu não tenho ideia de onde pode ser. — Harry emitiu pensativo.

— Deixemos isso para depois. Rony, a ronda. Vamos!

Rony e Hermione saíram outra vez para ronda e deixaram-nos sozinhos, como já virava costume. Observei Harry e sorri. Ele também achava que essa ronda rendia coisas que os amigos não costumavam nos contar.

— E Cho? — Perguntei após uns instantes de silêncio.

— Nada. Eu não me importo mais com ela. — ele respondeu sem expressão.

Assim, em tão pouco tempo? Impossível. — pensei.

— Isso é duro de ouvir. — retorqui.

— Culpa sua, sabia? — ele me encarou e eu estremeci.

— Não é não. Fiz nada pra isso.

— Você apareceu na hora certa.

O quê? Isso é uma declaração?

— É apaixonado por ela há mais de um ano, Harry — refutei — essas coisas não mudam assim.

— Talvez não fosse tão forte quanto eu pensei. Talvez nem fosse paixão. Atração, quem sabe?

— E como sabe que não? Como saber o que sente, como pode dizer que é diferente ou que acabou esse sentimento? — continuei debatendo.

Mas por que estava fazendo aquilo?

— Por que é diferente! Eu não sei, nunca senti antes Liz, mas eu...

Harry parecia perdido em meio às palavras. Percebi o quanto era boa naquilo, o quanto eu as usava bem e vencia sempre. Ou quase. Ele estava prestes a se confessar apaixonado por mim? Não era? Nos encaramos um segundo e eu ri da expressão desesperada dele. Ele era tão fofo e eu estava incontrolavelmente apaixonada por ele. Mas como saber que isso que estamos sentindo agora é real?

Essa confissão que estava prestes a sair de sua boca não mudaria algo? Não mudaria quem ele era futuramente? Ou era irrisória? Tantas dúvidas pairavam em minha mente, me deixando desesperada.

— Você não sabe, não é? Isso o que está sentindo agora é solidão. — tentei contornar a situação.

— E você acha que seu papel é segurar minha mão enquanto reclamo dela. — Harry disse decepcionado. — Mas você sabe que é mais do que isso.

Merda! Ele realmente estava gostando de mim. Eu não imaginei que isso fosse acontecer assim, de um jeito tão forte. Os planos de Lucy para virmos para cá nunca foram imaginados por mim até essa parte, tudo o que eu queria fazer era conhecê-lo e... não sei! Queria mudar a história, mas tenho tanto, tanto medo do que pode acontecer.

— Me dê sua mão. — Pedi.

Harry segurou minhas mãos e as beijou.

— Não brigue comigo, por favor.

— Não, não vou. Desculpa.

Chegamos mais perto e nos beijamos silenciosamente a fim de ninguém descobrir. Mas minha vontade era o contrário, eu queria Harry mais para mim.

Queria matar Cho e Gina e deixar que o resto da história aconteça comigo. Nada no mundo me parecia mais tentador: eu ficar ao lado de Harry para sempre. Mas eu não podia deixar que esses momentos com ele fizessem isso comigo. Eu precisava controlar-me. Precisava voltar a minha realidade. Eu não sou Liz, sou Anne, e quando Harry descobrisse isso ficaria furioso comigo e nunca mais confiaria em mim, e todo esse sentimento que ele jura ter será revertido em puro ódio.

Notas finais
O QUE vocês acham que vai acontecer quando (se) o Harry descobrir a verdadeira identidade da Anne? Vocês acham que ele vai perdoá-a? Que ela ficará com ele no passado, caso seja perdoada? Vocês acham que a Anne deveria contar para ele antes de se confessar apaixonada? FAÇAM SUAS APOSTAS! Beijos ♥