Novo amor - Fanfic Harry Potter (atualizando)
12 Capítulo 12: O Depósito de Camas
Notas iniciais

Pov: Lucy
Eu nunca duvidei do que eu sinto por Draco. Desde criança tenho uma paixão inexplicável por ele e Anne sabe disso, ficamos amigas porque compartilhávamos uma coisa em comum: amor por nossos ídolos do mundo bruxo. Anne sempre foi muito mais discreta do que eu, mais quieta, mais estudiosa e crítica. Ela nunca foi de mergulhar de cabeça em alguma coisa arriscada e para convencê-la a fazer algo errado eu preciso de dias de discussão. Mas ela sempre está ao meu lado mesmo quando eu estou errada, é corajosa até demais — só que ainda não percebeu isso -, tem uma personalidade apaixonante e uma alegria de viver que é contagiosa. Harry está apaixonado por ela, eu consigo ver isso nos olhos dele. Eles sempre se tratam com respeito e muita admiração.
Eu imaginei que isso fosse acontecer, Anne tem muitos admiradores na Catelobruxo e sempre tratou todos tão amavelmente que é impossível não gostar dela. Ela tem um magnetismo que faz as pessoas quererem ficar perto e Harry logo descobriria isso. Ela não precisou de muito para conquistar a confiança dele e agora está perto de se tornar seu primeiro amor, usurpando o lugar da Cho de algum modo. Eu tenho orgulho da minha melhor amiga. Não seria nada sem ela.
Mas enquanto ela está, aparentemente, conquistando Harry, eu e Draco temos nos estranhado cada vez mais. Eu sabia que seria difícil nossa convivência, mas tem sido cada vez mais complicado conquistar seu coração. A última briga apenas me mostrou que nós dois temos personalidades completamente diferentes e batemos de frente igual dois animais peçonhentos brigando por território — eu nem sei se isso existe.
Sento em frente a lareira no salão comunal. A masmorra é tão mais fria do que o resto do castelo que eu nem me dou o luxo de tirar o uniforme da escola. A gravata verde e prata está frouxa e meus sapatos ao lado do sofá. Estou de meias brancas hoje, apesar de quase sempre gostar de usar meia calça preta, e a saia bate no meu joelho. Eu odeio saia grande, me sinto uma velha, mas estou usando porque as cobras da Sonserina estão dizendo por aí que eu uso saia curta pra ficar mostrando minhas coxas para o Malfoy. Uma fofoca de extremo mau gosto, mas eu já estou acostumada com o veneno destilado por essas garotas; a maioria delas é louca pelo Draco e não perde tempo quando se trata de prejudicarem umas às outras por causa dele. Idiotas! Mal sabem elas que não adianta ficar fazendo isso, e quanto mais fazem, mais ele se acha o rei da cocada preta (essa última frase me fez sentir pela primeira vez saudades do Brasil)
Espreguiço as pernas e as estico para a frente. Meu corpo está tenso desde a briga com Malfoy a dois dias atrás, e parece que ele inteiro resolveu agir como velho e estralar em todas as partes. Minha cabeça roda e dói bastante, mesmo eu forçando a não me lembrar daquela maldita desavença.
Foi tão estúpida! Como eu perdi meu tempo brigando com Malfoy por causa da Dolores? Inferno. Mas ele é tão cabeça dura que eu sinto vontade de socar ele até perder a consciência.
Depois de alguns minutos procrastinando na frente da lareira, resolvo andar um pouco para ver se meu corpo para com aquela rigidez. Subo algumas escadas e me pego de frente a torre da Grifinória, talvez conversar com Anne me faça bem. Ando até o retrato que guarda a entrada, mas paro quando vejo Malfoy. Ele está do outro lado, subindo mais escadas.
Pensei que a torre da Grifinória fosse o ponto mais alto do castelo. — raciocino percebendo que nunca vi tal escada. - Talvez seja ilusão.
Desisto de chamar Anne e dou meia volta, indo em direção à escada que Malfoy pegou, curiosa. Pelo menos ele está sozinho e eu tenho certeza que posso lidar com ele assim, fora das asas de Crabe e Goyle. Chegando no fim, vejo uma porta de madeira simples, aparentemente fechada sem feitiços. A abro e encontro Malfoy lá, sentado em uma das camas. Aparentemente aquilo era apenas um depósito.
— O que faz aqui? — ele pergunta quando me vê entrar.
— Eu pergunto o mesmo. — rebati. — Está muito longe das masmorras da Sonserina, senhor Malfoy.
— Que eu saiba você não manda em mim, Barbaz. — ele respondeu sarcástico, me fazendo revirar os olhos.
— Não, mas Rony e Hermione irão adorar saber que está andando pelo território deles tão tarde da noite. — adverti. Draco me encarou e fez uma careta.
— Não se atreva. — Ele emite. — Não estou fazendo mal algum a ninguém. Apenas estou... quer saber, não é da sua conta mesmo.
Eu só podia estar louca quando vi que estava sofrendo por aquele verme loiro. Draco era tão mesquinho e idiota que a sua beleza não compensava a raiva que eu estava tomando por ele. Senti uma súbita onda de ódio subir meu corpo enquanto ele falava, me fazendo estremecer de raiva.
— Ah não? Certo, mas talvez seja da conta dos monitores da Grifinória. Hermio... — ameacei gritar, mas Malfoy tapou minha boca aproximando-se violentamente. Mordi a almofada de sua mão sem dó, arrancando um grito dele.
— Faça silêncio, loira infeliz. — Ameaçou. Ele achava mesmo que podia me ameaçar? — Por quê quer tanto brigar comigo por estar aqui? Já disse que não estou prejudicando ninguém.
Malfoy soltou minha boca e baixou a guarda. Fiquei intrigada, mas me calei. Ele estava quebrando alguma regra indo até um depósito de camas velhas? Não sabia dizer. A não ser pela hora e por aquele terreno ser responsável pelos monitores da Grifinória, ele aparentemente não estava fazendo nada demais.
— Fico quieta se me contar o que está fazendo. É um acordo. — ele pretendeu a responder, mas fui mais rápida: — E não adianta dizer que não está aprontando algo, porque eu sei que está!
Draco me fitou com fogo nos olhos. Fez bico e aquela cara mimada de quem não gosta de ser refutado apareceu. Ele era irritante, confesso. Em tão pouco tempo eu senti todo um ódio e amor por ele que é difícil de explicar.
— Não vou falar nada. — ele respondeu. — Você não tem direito de me ameaçar assim, garota! Desde o último dia que resolveu ficar brigar comigo por causa da Dolores, tem me tratado como se fosse à minha altura. Coisa que você não é!
— E vai fazer o quê com relação a isso? Contar para o seu pai? — peitei ele novamente. Draco era tão mimado! — Pois bem... continue fazendo o que estava.
Dei minha deixa e segui em direção a porta, resolvendo deixar Draco e seu enorme ego sozinhos naquele sótão bolorento, mas antes que conseguisse alcançar a maçaneta, o maldito a trancou com magia.
— Mas que inferno... — praguejei.
Malfoy aproximou-se mais uma vez afobado. Botou as mãos na porta e me prendeu entre seu corpo e ela. Tateei minha mão até meu bolso afim de procurar minha varinha, mas ele a alcançou antes de conseguir e a prendeu.
— O que pensa que está fazendo, Malfoy? — censurei. — Me solta, seu lunático!
— Você não vai a lugar algum! — ele advertiu. — Não vai contar a ninguém que me viu por aqui, entendeu?
Ele era mesmo inacreditável!
— Está me machucando. — Notei, me referindo à minha mão presa por ele.
Malfoy soltou meu pulso e descolou seu corpo preso ao meu, me deixando finalmente respirar. Passou suas mãos em seu cabelo e pareceu ainda mais nervoso. Seu rosto ficou vermelho e seus olhos tremeluziram, molhados.
— Por Deus, Susie! — ele continuou, me fazendo estremecer de raiva por causa daquele apelido tosco. — Eu não quero te envolver nisso, entendeu? Você é nova por aqui e mal sabe como funcionam as coisas. Você não precisa saber também, fique na sua e não será associada a algo ruim. — ele esclareceu e eu me senti gelar. Malfoy praticamente me implorava.
— Você está... tentando me proteger? — era só o que faltava. — Não vai me convencer de que é isso, Malfoy.
Draco deu um sorriso desesperado e suspirou. Deu meia volta e foi até uma das camas que estava encostada numa parede e retirou do colchão um envelope preto.
— Você quer se envolver? Então toma, veja o que eu estava fazendo. — ele disse, me entregando o tal envelope.
— A quem isso pertence? — perguntei, temendo a resposta e me recusando a tocar naquilo.
— Minha tia. — ele se limitou a dizer. — Não vai abrir?
Encarei o papel preto fosco com um brasão prateado em L em minhas mãos e estremeci. Bellatrix Lestrange provavelmente era a remetente daquilo e eu não queria lidar com algo que viesse dela.
— Não, obrigada. — recusei e recuei. Não deveria mesmo me envolver. — Você não deveria esconder essas coisas aqui.
— Então você sabe de quem estou falando? Eu tenho mais de uma tia, sabia? — Ele desconfiou e eu corei. Claro que eu sei exatamente de quem se trata, Bellatrix era a pior pessoa da família Black e eu não queria mesmo me envolver com nada relacionado a ela. Mas como explicar a Draco sobre o que eu sei?
Fiquei calada piscando para ele por alguns segundos tentando raciocinar sobre isso, mas só consegui emitir desespero ao me ver envolvida com aquilo. Eu devia ter dado ouvidos a ele quando tentou me poupar. E agora, como faria para me recusar a ler aquela carta? Eu deveria?
Abri uma parte do envelope, tomando coragem para encarar o que eu veria. Draco me observava apreensivo, notando que eu iria mesmo ler.
— Me dê isso. — ele tomou a maldita das minhas mãos antes que eu lesse alguma palavra. — É mesmo de Bellatrix e sei que provavelmente você conheça seu histórico nada popular. Todos conhecem. Não precisa ficar nervosa, eu faço questão de lhe poupar, Susie. Não é algo que eu possa compartilhar com você e fique grata por isso. Não é que eu não confie em você, é que... eu não posso confiar em ninguém e nem quero vê-la em algo assim. O conteúdo dessa carta não deve ser visto por mais ninguém, muito menos por você. Não quero que você tenha uma imagem pior de mim do que tem agora.
Malfoy recolocou a carta no buraco do colchão e eu o me senti uma completa idiota. Sempre gostei tanto dele e sempre defendi seu lado comensal, sempre soube que ele havia sido influenciado e que não podia recusar por causa da pressão da família e presença de Lord Voldemort posteriormente.
Draco voltou sua atenção para mim mais uma vez e eu não sabia o que sentir naquele momento. Dó era um dos sentimentos, mas a raiva falou mais alto:
— Pro inferno, Malfoy, você é mais esperto do que isso. — disse, dando uns tapas no braço dele sem pensar muito. — Você... não deve... se juntar a eles... — disse pausadamente enquanto desferia golpes nele. Ele sofreria no futuro por causa dessas escolhas estúpidas de agora e eu sabia disso. Queria gritar para ele para parar, para fugir, mas eu não podia contar nada para não interferir. Isso é tão injusto!
— O que está fazendo...? Ai! Susie! — Draco me imobilizou em seus braços, segurando-me pelos pulsos mais uma vez. Eu estava confusa, com medo do que eu faria por ele naquele momento. Caso eu estivesse aqui sozinha e não tivesse Anne envolvida nisso, eu contaria tudo para Malfoy.
Mas antes de dizer algo mais, Draco me beijou. Senti ele enroscar a língua na minha, me fazendo calar e parar com os tapas que desferia nele. Sua mão subiu do meu braço para enroscar-se em meus cabelos, dominando o beijo quente que ele investia. O ritmo dele era quase desesperado, tão rápido e ardente que eu me deixei ser tomada por ele sem protestar. Respondi a investida dele me agarrando ao seu pescoço, subindo nas pontas dos dedos dos pés e me entregando ao beijo tentadoramente quente que me dava. Pelos deuses, ele me tirava do sério quando queria.
A mão esquerda dele desceu até minhas costas e deslizou até meu traseiro ligeira. Senti ele apertar tão forte que não contive o gemido entre nossos lábios. Nossos corpos novamente colados me deixavam a par da sua excitação. Ele começava a pulsar duro entre as pernas e me fazendo estremecer de desejo. Malfoy subiu minha saia e apertou meu traseiro mais uma vez, sentindo o arrepio que tomava conta do meu corpo.
— Você me deixa louco, sabia? Teimosa! — ele resmungou entre nosso beijo. — Estou tão bravo com você nesse momento... — soltou nossos lábios por um segundo. — que sinto vontade de te colocar à minha mercê.
Encarei Draco e quis rir. À mercê dele? Tipo... de quatro?
— O que quer dizer com "à minha mercê?". — Provoquei, notando meu tom de voz ficar baixo e soar diferente do costume. Sabia que Draco tinha fama de ser conquistador, mas ele me fitou e ficou visivelmente constrangido e rubro.
— Você sabe o que eu quero dizer. — Ele disse, acariciando minha bochecha e passando um dedo em meu lábio inferior, abrindo minha boca.
Okay, acho entendi o que ele quis dizer.
— Mas você me odeia, não é? — Ele continuou, sussurrando em meu ouvido e repassando sua mão para atrás do meu cabelo, segurando-o como no beijo. — Não vai querer ficar comigo mais.
Malfoy lambeu e mordiscou minha orelha. Eu mal consegui pensar no que responder, só consegui emitir mais um gemido sofrido e sentir minha pele inteira se arrepiar.
— Eu... — sussurrei, notando ele descer suas mordidas pelo pescoço.
— Eu devia te dar um castigo por essas briguinhas, sabia? — ele continuou provocando. — Estou pensando o que deveria fazer com você...
Inferno! Como ele era cafajeste.
— Malfoy, pare. — emiti, mas o meu pedido saiu quase como uma súplica para continuar por causa do longo suspiro que eu dei.
— Eu sei que você quer... Susie. — ele respondeu e desferiu um golpe em meu traseiro. Corei e o encarei chocada com a sua audácia.
Malfoy sorriu travesso. Meu coração dançava descompassado dentro de mim e devo dizer que o meio das minhas pernas começava a pulsar tão forte quanto. Eu não sabia se cederia às suas brincadeiras safadas ou deixaria a razão falar mais alto. Nesse caso, sei o que Anne faria, mas...
Beijei Draco como sempre quis beijá-lo, explorando a boca dele e aqueles lábios que por anos foi o meu desejo. Se eu pudesse, eu teria dado meu primeiro beijo com ele, mas como não foi, estava disposta a ceder algo mais íntimo. Por que não? Afinal de contas, não era esse o meu objetivo desde o início?
— Diz que me quer. — Ele exigiu, soltando meus lábios de repente. — Vamos, diga que quer.
— Agora. — Respondi, olhando em seus olhos sem pudor algum.
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