Novo amor - Fanfic Harry Potter (atualizando)
9 Capítulo 9 - Piquenique na Logoa
Notas iniciais

Depois da aula de trato das criaturas mágicas, eu e Hermione fomos para o salão comunal estudar um pouco sobre os assuntos daquela manhã. Nós nunca deixávamos os deveres para depois e as matérias em Hogwarts, apesar de muito boas e práticas, tinham um grau de dificuldade um pouco mais avançado do que a Castelobruxo. Além do mais, era nosso ano nos Nom's. Queríamos garantir que nossa nota fosse esplêndida — mesmo eu sabendo que a desse ano não me servirá de nada.
— Não sabe como fico feliz em ter companhia para o estudo. — ela sorriu para mim cheia de gratidão. — Tento estudar com Harry e Rony de vez em quando, mas é praticamente impossível entender alguma coisa ao lado daqueles dois. Só prestam atenção quando realmente necessitam. Bem, você sabe... às vezes preciso chamar a atenção deles até em sala de aula.
Fiz que sim com a cabeça. Harry e Rony eram mesmo um pouco avoados, Rony um pouco mais do que Harry.
— Apesar de parecerem lesados, tenho certeza que ambos terão um futuro magnífico, Hermione. — eu disse e ela concordou, rindo. — Eu normalmente estudo com Susan, mas ela está ocupada demais passeando com Draco Malfoy pelo castelo.
Hermione encarou-me surpresa.
— Com Draco? Espero que sua amiga tenha cuidado. — ela advertiu. — Se bem que é quase natural. Quase todas as garotas da Sonserina já ficaram com ele, pelo que soube.
— Eu já a alertei. Soube que ele era galante assim que eu o conheci. Espero que ele não a machuque.
—Ele disse alguma coisa quando vocês se conheceram? — Hermione questionou.
—Praticamente deu em cima de mim na frente da Pansy. E isso aconteceu também em frente à Susan, ela sabe com o que está se metendo.
—Mesmo depois de você entrar para Grifinória?
Fiz que sim com a cabeça. Parecia algo surreal para todo mundo.
—Nunca imaginei que Draco ficaria com alguém da nossa casa. — Ela revelou chocada. — Sempre imaginei que ele se restringia apenas a garotas da sonserina.
—Acredite, eu fiquei muito surpresa também. E Susan nada feliz quando percebeu. — confessei.
—Então ela já gosta dele?
Encarei Hermione e me questionei se essa informação daria algum problema para Lucy futuramente. Bem, ela gostar de Draco provavelmente não era mais segredo para ninguém mais da sonserina, afinal todas as garotas daquela casa gostam dele e estão de olho em seus passos.
—Acredito que está indo um pouco além do gostar. Apaixonada, provavelmente.
Eu e Lucy éramos ridículas. Tão pouco tempo aqui e já nos confessando apaixonadas por dois garotos super complicados de conviver. Mas sei que paixões repentinas são comuns em nossa idade, e que as pessoas que conviviam conosco entendiam isso perfeitamente.
— Bem provável. Várias garotas já se declararam por ele e Susan é nova no castelo. Ela deve estar encantada pela imagem de príncipe herdeiro do mal que ele tem. — ela refletiu e eu só consenti. — Mas espero que ela não mergulhe fundo nessa relação, sabe? É o Draco.
—Eu concordo. — admiti.
— Bom, preciso ir fazer minha ronda. — ela disse, alongando seu corpo rígido pelas nossas várias horas de estudo. — Até mais tarde.
Hermione foi e eu fiquei sozinha na sala por uns instantes analisando minha situação e a de Lucy ali. Querendo ou não ela estava avançando e aparentemente indo bem.
O dia estava frio, porém quase todos estavam andando pelo castelo e aproveitando o pouco de liberdade que tinha ali. Resolvi fazer o mesmo.
Fui andando sem pensar até chegar aos jardins e de lá vi o corujal. Fui seguindo o voo das corujas, absorta em quão magníficas elas eram até chegar perto da torre. Vi de longe algumas alunas saindo dela pela escada, incluindo Cho Chang, então resolvi subir pela mesma para observar se minha coruja ainda estava bem por ali.
Fui seguindo o pio das aves até chegar no alto da torre e lá vi Harry de frente para a janela. Um súbito ciúmes infundado subiu-me a cabeça ao imaginar que Cho estava lá com ele. Por que eu me importava com aquilo? Harry era claramente apaixonado por ela e por mais que eu esteja por perto isso não vai mudar, não é?
Mas eu não me daria por vencida assim tão fácil.
Arrumei minha roupa, ajeitei meus cabelos e subi os últimos degraus, deixando Harry perceber a minha repentina presença.
— Essa é a tão famosa Edwiges? — Disse referindo-me a lindíssima coruja branca de Harry.
— É sim. — Harry respondeu acariciando a cabeça da ave. — Quer tocar?
Me aproximei e toquei em sua cabeça também. Ela piou baixinho e se deixou ser tocada. Nunca tinha visto uma coruja tão dócil. Harry colocou uma carta em seu bico e em seguida pediu:
— Leve ao Almofadinhas.
Refleti sobre esse nome... eu já o vi em algum lugar. Eu lia muitas coisas sobre o Harry e de repente aquilo se tornou claro.
— Sirius... não é? — falei como se estivesse respondendo uma charada. Eu deveria ser menos tapada às vezes pelo meu próprio bem.
— Como? Como sabe de quem se trata? — ele perguntou chocado.
— Ah, eu imaginei. — Gaguejei ao tentar respondê-lo. Como eu conseguia ser invasiva e insegura ao mesmo tempo. — Imagino que seja o único com quem você falaria, ainda mais sendo um apelido. Além do mais, pelo que me disse, sei que seus tios não recebem corujas.
— Você é muito esperta, até parece Hermione. — ele elogiou e não pareceu nada incomodado com o fato de eu descobrir o apelido secreto do padrinho dele. Aquilo me deixou mais aliviada.
— No dia que tiver um terço de sua inteligência talvez seja digna dessa comparação. — refutei, mas me sentindo honrada pela comparação.
— Então já passou de ser comparada. Você é ótima, tanto quanto ela é. Vejo nas aulas e em suas notas brilhantes.
Sorri e corei. Acho que nunca me acostumarei aos elogios de Harry.
— Sou péssima em defesa. — lembrei. — Só conheço o básico e nunca consigo praticar além das aulas.
— Quase todos aqui são. São poucos os alunos que conseguem treinar com afinco. Ainda mais com essa péssima aula da Dolores dá.
— Você é um deles, não é? — perguntei, me recordando no quanto ele realmente era bom em defesa e no fato de que ele já entrou numa briga feia com a cara de sapo por causa das aulas.
— Acho que você sabe a resposta. — ele respondeu rindo, mas retraiu um pouco a mão com a maldita cicatriz que aquela velha causou nele.
— Desculpe Harry. Não quero que ache que sou intrometida demais. Eu sei que sou invasiva, mas juro que é sem perceber...
— Você não é invasiva, só é bem intuitiva. Deve ser por isso que é tão fácil falar com você. Você não me enche com perguntas, você não tenta descobrir o que eu tenho me colocando contra a parede. Tudo o que fala, você já sabe., e você sabe porque é esperta demais. O que eu acho ótimo, estou cansado de ter que dar tantas explicações para as pessoas.
— É por que não preciso te interrogar pra te desvendar. — admiti. — Eu vou descobrindo só observando suas atitudes.
— Sem pressão.
Eu e Harry rimos.
— Já tem gente demais te julgando. Não precisa de mais um.
— Exatamente! Obrigado por tornar isso tão fácil. Às vezes eu só quero que alguém entenda e fique do meu lado, mas parece que tudo o que consigo são pessoas me perturbando o tempo inteiro.
Harry aproximou-se mais de mim e estava muito perto. Perto demais, eu diria.
— Isso é incrível — ele enunciou, fitando-me seguro.
— Hm? — não consegui ao menos emitir uma palavra. Seus olhos estavam tão brilhantes e suas pupilas dilatadas. Ele era tão fofo. Eu já era apaixonada por seus olhos apenas observando-os em fotos, mas assim tão pertos eles eram ainda mais encantadores.
— Sabe, ser tão fácil de conviver. Saber exatamente o que preciso ouvir, saber
espeitar meu espaço. Você foi a coisa boa no meio disso, entende?
Eu não sabia se ficava triste ou feliz por ouvir aquilo. Eu estava lá por ele, mas eu não era real. Eu mentia para ele, escondia o que sabia do seu futuro e ainda tentava usurpar o lugar de Cho como seu primeiro amor. E, aparentemente, estava conquistando sua confiança.
— Eu só... Gostaria de me tornar sua amiga também Harry.
—Você já é. — ele admitiu. Eu poderia pular de alegria com aquela simples declaração.
Tentei recompor meu corpo daquele momento. Se não fosse algo completamente inadequado, podia jurar que eu o roubaria um beijo.
-Quero sua ajuda. — Disse tentando mudar completamente de assunto e dispersando meus pensamentos.
— Ajuda? — ele se afastou um pouco.
— Sim, adoraria aprender a conjurar um patrono. Tenho curiosidade em saber qual é o meu e sei que você seria um ótimo professor.
— Como sabe que eu consigo?
— Todos comentam sobre isso. Alunos na nossa idade já deveriam saber como fazer, mas creio que Dolores não ensinará.
— Eu posso tentar. Eu nem sei porque ainda pergunto como você descobriu algo, é óbvio que é observando.
— Sério? — emiti empolgada. — Mesmo? Seria incrível!
— Vai ser legal. Quando quer?
Analisei por um segundo qual o melhor dia para essa aula particular. Por mim, poderia ser todas as noites, de madrugada se possível.
Não pensem besteira.
— Bom, antes de combinarmos o dia, queria te fazer um convite. — Surpreendi Harry. Me lembrei do tal piquenique de Lucy e tomei coragem. — venha a um piquenique comigo na lagoa com Susan e Draco.
— O que? — Harry ria de mim. — Draco me odeia, ele estaria me esperando pronto pra me atacar. Espera: Draco com Susan num piquenique? Draco Malfoy? Por que isso parece impossível?
— Eu também não acreditei quando ela me convidou. Mas preciso ficar de olho nele, você sabe. Me ajuda, por favor! Eu não sei se vai ser uma boa ideia ficar lá com eles segurando vela.
— Vai ter cerveja amanteigada? — ele perguntou e sorriu. Me senti momentaneamente aliviada por ao menos ele estar considerando.
— Eu não sei. — Boa pergunta. O que eu deveria levar? — Eu nunca tomei cerveja amanteigada.
— Então eu levo. Quando é? — ele perguntou e meu coração se alegrou como nunca.
— Domingo a tarde. — respondi empolgada.
— Ah... eu disse que iria fazer uma coisa... sabe... — ele respondeu um pouco incomodado. Claro, felicidade dura pouco, né?
— Com Cho?
— Você é filha da adivinhação? — Harry perguntou chocado e eu ri.
— Eu a vi saindo daqui. — esclareci. Eu tinha chegado tarde demais. Aliás, já deveria estar acostumada a essa ideia: eu cheguei em sua vida tarde demais, intrometendo-me em tudo.
— Desculpe. — Harry pediu envergonhado. — É que ela me convidou primeiro...
— Tudo bem.
O clima entre mim e Harry pesou por uns segundos, claro que não estava bem, eu queria pela primeira vez em toda a minha vida matar alguém, e essa pessoa seria Cho Chang.
— É quase hora do jantar. — Lembrei, tentando mudar de assunto.
— Sim, é. Olha, nós podemos ainda estudar o patrono. — Harry lembrou, quase implorando por perdão com seus olhos.
— Não se preocupe com isso. Vamos?
— Claro. — ele respondeu e suspirou. — De verdade, sinto muito.
Decidi mentir para Lucy e dizer que não tive coragem de chamar Harry para o piquenique. Não queria reconhecer minha derrota para Cho assim tão depressa, quanto mais eu pensava nisso, com mais ódio de mim mesma eu ficava. Fiquei deprimida por algum tempo por causa disso. O fim de semana chegou e eu não me dirigi a palavra com Harry outra vez. Às vezes ele olhava para mim e sorria, às vezes eu o pegava viajando enquanto me olhava. Mas eu mal chegava perto. Decidi deixá-lo escolher Cho, já que há mais tempo que ele espera por ela.
Lucy estava empolgadíssima com o piquenique. Passou a manhã de domingo toda preparando uma cesta enorme.
— Prometo que vou bisbilhotar de longe. Se ele te agarrar, lanço um feitiço e o jogo dentro da lagoa.
— Ah não! Não faça isso, eu quero ficar com ele.
— Você não pode ser tão fácil assim, sabia? Não é assim que você vai fazer a diferença no coração dele. Você sabe que todas as garotas da Sonserina ao menos já flertaram com ele, não é? Draco está acostumado com mulheres que são... com o perdão da palavra, fáceis.
— É... — Lucy suspirou. — Tem razão.
Às três da tarde Lucy e eu fomos andando até o lago, quando avistei Draco esperando-a debaixo de uma árvore deixei-a só. Não queria mesmo ser vela no piquenique dos dois.
Fiquei observando de longe, eles montaram um lugar especial. Vi Draco estender uma toalha e ambos colocarem as guloseimas espalhadas. Que fofura!
— Draco está sendo delicado. Isso é inacreditável, queria poder tirar uma foto e mostrar para todos depois. Ou usar contra ele posteriormente.
A voz de Harry ao meu lado me fez estremecer da cabeça aos pés.
— Harry? Veio conferir se era verdade?
— Também. Mas eu vi para nós fazermos o mesmo que eles. — Harry disse mostrando-me uma cesta cheia de coisas para nós.
— Mas e seu compromisso?
— Digamos que não era tão importante. Quer dizer, ver Draco ser romântico é muito melhor. Vamos? — Harry estendeu seu braço para mim. Eu mal podia acreditar no que eu via e ouvia.
—Tudo bem.
Andamos até Lucy e Draco, ambos estavam distraídos olhando um para o outro. Malfoy estava enrolando uma mecha do cabelo de Lucy e sorrindo para ela.
— Podemos fazer companhia? — chamei a atenção deles. Podia jurar que estavam para se beijar quando nos aproximamos.
— Potter? — Draco se assustou. — Senta ai. — ele concordou com um sorriso sarcástico. — Ótimo ter você aqui, assim não poderá contar para ninguém.
— E por que faria isso Malfoy? Ah é... você não curte essas coisas, e seus amigos o que iriam pensar, não é?
— Isso não me preocupa já que agora você também está aqui.
— É, mas eu nunca tenho nada a esconder.
— E por que acha que tenho?
— Parem. — Lucy gritou, despertando os garotos para nossa presença. — Nada de brigas, ou eu e Liz vamos embora. Será que dá para simplesmente se ignorarem?
— Me desculpe. — Harry pediu, se dirigindo apenas à Lucy.
— Sentem-se aí. Eu não quero brigar, tudo bem? Pelo menos por hoje. — Draco disse.
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