Novo amor - Fanfic Harry Potter (atualizando)

4 Capítulo 4: Hogwarts em 1995 deu certo?


Notas iniciais
Neste capítulo você vai descobrir: Hogwarts em 1995, no quinto ano de Harry Potter, deu certo para Lucy e Anne? Boa leitura. * CAPITULO EDITADO/ATUALIZADO

O trem apitou e era hora de partir. Saímos do banheiro sem sentir qualquer sensação depois das voltas, olhamos para todos os lugares e reparamos que tudo ainda parecia igual. Como era nossa primeira vez naquela estação, não conseguimos reparar nas pequenas diferenças, então o vira tempo poderia não ter funcionado. Subimos e fomos procurar uma cabine para acomodar-nos no trem, atentas a qualquer sinal de que estávamos, de fato, em 1995.
– Ainda não sei se deu certo. — Comentei, ainda confusa. O vira-tempo não havia me causado nenhuma sensação diferente. — Podemos estar em qualquer ano.
– Calma. Vamos ver quando reconhecermos alguém. — Lucy disparou, mas seus olhos denunciavam espanto tanto quanto o meu.

Não havia nada que nos impediu de fazer aquela estupidez, nada dera errado até aquele momento. Será que o vira-tempo iria falhar? Meus cálculos? Meu feitiço?
– Olá, Harry? Ah desculpe, achei que Harry estivesse aqui. — Quão grande foi nossa surpresa quando vimos aquele garoto desengonçado, de cabelos ruivos e nariz grande aparecer à porta de nossa cabine.
– Ah, perdão? — Lucy se fez de desentendida, cutucando minha cintura discretamente. — Não há nenhum Harry aqui, sinto muito.

— Estou procurando Harry Potter. Vocês ao menos o viram? — Ele perguntou um pouco confuso.

— Ah, claro. O menino que sobreviveu, certo? — Lucy questionou e eu juro que ria por dentro feito porco num chiqueiro. Ela era boa atriz, pelo menos. — Não o vimos, sinto muito, senhor...?

— Sou Rony Weasley, novo monitor. — Disse cumprimentando-nos.

— Ah, Rony, claro... Sou A... Liz, meu nome é Lizzandre. — Cumprimentei-o atentando ao meu nome falso.
– Eu sou Susan. — Lucy o cumprimentou com firmeza. Acho que vou precisar fazer algumas aulas de teatro com ela.

— São novas, não é? Quer dizer, nunca vi vocês.

— Intercambistas. Somos da Espanha. — Lucy esclareceu.
– Que legal! Hermione. — Rony chamou a amiga, que apareceu bufante ao seu lado.

— Achou Harry? Pelos infernos, onde ele se enfiou?

— Não, mas olha. São as intercambistas espanholas.

— Intercambistas? — Hermione encarou-nos. — É um prazer conhecê-las. Disseram-nos que não viriam.
– Resolvemos de última hora. — Disse cumprimentando-a. — Não sabe a honra que é conhecê-los.

— Nós? Por quê? — Rony perguntou.

— Ouvimos falar muito de vocês. — Lucy me cobriu. Acho que eu não pensei muito em como agir caso o plano desse certo. Eu não podia agir como uma fã e precisava ficar em alerta. — São famosos entre os bruxos do mundo, não é?

— Receio ser por causa de Harry. Ele tem sido o centro dos holofotes nos últimos anos e nós acabamos aparecendo ao lado dele de vez em quando. — comentou Hermione, um pouco corada. — Precisamos continuar procurando ele, por falar nisso.

— Tente no último vagão. — Comentei, de novo sem perceber que estava agindo feito fã.

— Você o viu? — Rony perguntou, voltando sua atenção para mim.

— Não... é, acho que sim. — Tentei disfarçar. — É que as coisas costumam estar sempre no último lugar que pensamos em procurar, não é? Eu apostaria nisso. — Sorri um pouco envergonhada pela minha péssima atuação. Esse ano seria definitivamente mais complicado do que eu pensei.

— Certo, vamos procurar, obrigada. Até mais. — Rony disse e se despediu.

— Nos vemos mais tarde, preciso conversar com vocês sobre o intercâmbio. — Hermione esclareceu e também se despediu, fechando a porta de nossa cabine logo após.

— Anne, você está tremendo? — Lucy observou meu nervosismo.

— Não sei como agir diante disso. Não pensei nessa parte porque eu sempre achei que daria errado!

— Você só precisa ser você mesma, só que com outro nome. Ninguém aqui conhece Lizzandre Meirelles.

— Mas o meu eu verdadeiro é fã deles, entende? Tenho uma admiração extraordinária por Hermione Granger! Ela é minha inspiração na escola. Quero chegar onde ela chegou em tão pouco tempo, mesmo tendo família trouxa. Como escondo isso? Eu não pensei em como sou péssima com teatro.

— Você ignora apenas, e aproveita para se tornar amiga dela. Ela te ensinará tudo o que sabe, assim se tornarão amigas de estudos e, então, você será tão brilhante quanto ela. — ela aconselhou. — Você só precisa esconder um pouco melhor seus conhecimentos sobre eles.

Lucy tinha razão. Se eu continuasse assim, por outro lado, seria eu a colocar todo plano a perder.

— Por falar nisso, como sabe que Harry está no último vagão?

— Eu vi em alguma entrevista dele dizendo que seus últimos anos foram de exclusão, que ele se sentia só e as visões que ele tinha o perturbavam. Que não queria que as outras pessoas fossem afetadas por ele. Eu presumi isso, entende?

— Eu acho que você sabe muito mais da vida dele do que imagino. — Lucy disse, rindo.

— Talvez... Enfim, esquece. Nós conseguimos, Lucy! Estamos e 1995. — Sussurrei.

— Conseg... Oh verdade! Preciso ir ver Draco agora! — Lucy exclamou quase arrancando a porta.

— Agora não! — Protestei puxando-a. — Não fique assim tão afobada. Vamos fazer as coisas com calma, deixe acontecer como se fosse obra do destino.

— Mas... Draco...

— Você vai ter a oportunidade. Pense em como vai ser legal quando encontrarem-se por acaso.

— Mas eu não quero que seja por acaso. Treinei nosso encontro o ano inteiro e quero fazer acontecer. Eu digo "oi", ele responde "oi", mas eu não vou sorrir. Vou só fingir que ele é uma pessoa qualquer. O que acha?

— É... interessante. Você realmente levou o ano inteiro pra pensar nisso? — Perguntei rindo. — Boa sorte em falar com ele antes de entrar na Sonserina, se é que ao menos ele lhe responderá "oi".

— Ah, certo. Ele não vai falar comigo assim. Às vezes esqueço que ele é um nojento.

— Exatamente!

*

As paisagens que víamos pela janela eram incríveis. Distrai-me observando-as, mas Lucy estava inquieta na cabine, movendo-se pra lá e pra cá, não suportando sequer ver as imagens do caminho.

— Onde será o banheiro?

— Pergunte ao Rony. — Sugeri. — Mas cuidado para onde você vai, mal começamos e se você voltar chorando decepcionada com alguma coisa, vai ouvir montes de "eu avisei".

– Calma, só quero ir ao banheiro. Vou procurar informações.

Lucy saiu da cabine e eu fiquei lá sozinha. Dez minutos depois percebi que o banheiro era realmente uma desculpa para ela procurar Malfoy.
A fome também já batia, era quase uma hora e eu não havia almoçado, então resolvi sair e ir procurar pelo carrinho de guloseimas.

Sai da cabine um pouco nervosa. Suspirei uma, duas, três vezes procurando me lembrar de quem eu era naquele instante. Não sabia quem eu veria pela frente, nem como me comportar diante deles, mas tomei coragem e fui.

O carrinho de doces estava parado mais ou menos no meio do trem. Havia muitas pessoas, então resolvi esperar um pouco. Reconheci Neville Longbottom e mais alguns que me falharam a memória seus nomes. Enquanto esperava por uma chance de comprar algo, vi Gina aproximar-se com seus irmãos Fred e Jorge Weasley e eu literalmente não sabia diferenciar os dois. Os olhos da ruiva se encontraram com os meus e fixaram como se realmente não se importasse com o fato de encarar-me ou não. Mesmo ela sendo, naquele momento, um ano mais nova que eu senti meu corpo estremecer e meu rosto esquentar como aconteceu na Floreios, e antes mesmo de tentar me virar, fui dando passos para trás até esbarrar-me com alguém.

— Ah... me perdoe. — Pedi sem graça, mal comecei e já me sentia um desastre naquele lugar.

— Olha por... — Vi os olhos de Draco Malfoy cravarem nos meus antes de completar a frase. — Não tem problema. — O rosto dele mudou de severo-arrogante para simpático num segundo.

— Quem é você.

— Sou A... Liz. Lizzandre. — Cumprimentei nervosa.

– Draco Malfoy. — Draco cumprimentou-me de volta com um ar galante.

— É um prazer conhece-lo, senhor Malfoy.

— De onde é? Nunca a vi por aqui antes.

— Sou intercambista, da Espanha. Vim para fazer os Nom's em Hogwarts este ano.

— Então ainda não tem casa? — ele perguntou com algo em sua voz que me parecia esperança.

— É, não tenho. — confirmei. Draco olhava-me fixamente, parecia que me analisava meu corpo e a alma.

— É sangue-puro? — Ele perguntou sem se importar em ser rude.

Pelos Valar, isso realmente importa?

— Sou sim. Por quê? — Fingi não entender a pergunta.

— Quem sabe entra na Sonserina, a melhor casa de Hogwarts. Somos todos puros lá, seria uma honra tê-la. — Ele completou piscando para mim

— Tomara que sim. — Menti, sentindo minhas mãos soarem frias. Draco era lindo, na verdade, mas sabia que ele não tinha boa reputação e um ego insuportável.

— Draco! – Uma garota estranha de cabelos curtos apareceu. — Todos estão te esperando na cabine. Vamos logo!

— Já estou indo. Quer se juntar a nós? — Perguntou sorrindo. Se eu não conhecesse sua fama, provavelmente cairia no seu charme fácil.

— Ah, obrigada. Estou procurando uma pessoa. Quem sabe mais tarde.

— Vou aguardar ansioso.

Draco deu um beijo em minha mão e saiu. Confesso que por essa eu não esperava e logo senti que as coisas seriam um pouco confusas por aqui.
O carrinho havia sumido de minhas vistas. Resolvi ir até os fundos do trem para ver se estava por lá, já que ele vinha do início. Outra vez ele estava parado com montes de gente comprando o almoço. Me posicionei atrás de uma garota oriental delicada que cochichava com suas amigas alguma coisa sem importância. Um aglomerado de gente tampava quase toda a minha visão, mas eu decidi esperar para poder comprar também.

Depois da fila diminuir rapidamente, pude vê-lo. Harry Potter estava lá aguardando o motim sair assim como eu. Vi seus olhos vidrados na garota em minha frente e me lembrei que Cho Chang foi seu primeiro amor. Claro, aquela não poderia ser ninguém menos do que ela, e ele estava apaixonado por ela naquele momento. Que decepção! Cho saiu e os olhos dele a acompanharam até ver que eu estava lá parada, quase frente a frente com ele, quase boquiaberta, com os olhos fixos nele, que foram retribuídos por ele um pouco confuso. Harry ficou calado olhando para mim, e eu para ele. Naquele momento esqueci o que estava fazendo ali, as pessoas na fila atrás de mim, tudo. Pareceu eternizar-se, durar horas aqueles pequenos segundos. Eu mal pude acreditar no que estava à minha frente, e graças à Lucy. Harry era lindo para mim, e estava ainda mais naquela tarde. Aqueles cabelos escuros e rebeldes, os olhos claros, a boca, tudo nele me atraia ridiculamente. E, naquele momento, senti que meu corpo iria desabar por causa de seus olhos fixos nos meus.

— Crianças? — A senhora que vendia as guloseimas despertou-nos. — Querem algo?

— Sim. – Forcei minha voz para a senhora. — Quero duas tortas de abóbora, suco de cenoura, feijõezinhos de todos os sabores, dois sapos de chocolate e dois pudins de morango, por favor. — Pedi tudo rapidamente, desviando meu olhar vibrante do dele.

Percebi Harry me olhar o tempo inteiro, provavelmente estava se perguntando quem eu era e porque eu o olhava feito idiota. Quando peguei as coisas, dei um meio sorriso para a vendedora e sai com passos tão largos que parecia querer fugir de um bicho papão.

Entrei na cabine e vi Lucy cheia de doces também. Pelo visto iríamos comer muito mais do que planejei.

Notas finais
Senti falta dos comentários, vamos gente, quero saber se estão gostando da história! Beijos :* **** PERDOEM-ME PELA INCOERÊNCIA DAS NOTAS, CONSERTO DEPOIS ♥