Novo amor - Fanfic Harry Potter (atualizando)

34 Capítulo 34: A Resposta de Hermione.


Notas iniciais
Amores da minha vida, tudo bem? Estou escrevendo outra história: Príncipe Légolas, como eu disse uns capítulos atrás que eu gostaria de fazer. É uma espécie de Seleção também, trinta garotas da Terra Média, entre humanas e elfas, são escolhidas pra tentar conquistar o maravilhoso filho de Thranduil. Quem gosta de LOTR ou O Hobbit, e/ou A Seleção, corre lá pra ler e deixar sua opinião. Falando em opinião, acho que Ana tá ficando louca com essa história de Harry a ignorando. O que será que Hermione dirá sobre isso a ela? Será que Harry levou um obliviate? Boa Leitura amores ♥

Fui ao corujal o mais rápido possível antes da segunda aula começar, pra mandar minha carta à Hermione. Espero que ela entre em contato o mais rápido possível, pois se em dois dias aqui em Hogwarts já estavam me matando de estresse e angústia, imagina como ficarei o resto do ano com Harry me ignorando?

Tinha também a esperança de que Malfoy dissesse alguma coisa à Lucy, mas ela não apareceu na aula seguinte, que era de História da Magia, e estava mais chata do que nunca – ou eu que estava de cabeça muito quente pra ouvir histórias do passado.

Tudo o que eu mais queria no momento era botar Harry na parede, olhar bem no fundo de seus olhos e perguntar se ele me esqueceu. E se ele dissesse que não sei do que eu estava falando, eu deveria beijá-lo até se lembrar de mim, do nosso passado e do nosso amor.

Ele me disse que nunca se esqueceria de mim. Que eu era o amor dele, que havia me perdoado e aceito que eu não podia ficar lá, no passado, com ele.

Talvez eu devesse mesmo fazer isso. Eu não costumava ser tão ansiosa, mas essa situação me deixava constrangida, e saber que tudo foi perdido me dava medo. Mesmo que no fundo eu soubesse que Harry estava fingindo não lembrar-se de mim, tinha medo de estar errada quanto a isso. Ele poderia ter me apagado da sua mente.

Fui andando no corredor no fim da aula, quase que em modo automático. Meus pensamentos estavam realmente me levando à loucura, que quando percebi já estava no segundo andar prestes a realmente interrogar Harry quando o avistei saindo de sua sala.

Minhas mãos congelaram e pensei que estava paralisada exatamente no momento em que ele me viu, parou quase em frente e parecia tão confuso e mentalmente doente quanto eu.

Mas depois de uns segundos, recuperou o passo e deixou-me ali, ainda parada olhando pra frente, sem nem sequer cumprimentar-me. Como Harry havia se tornado tão frio? Nunca imaginei que isso iria tão longe assim. Será que o amor dele por mim se transformou em ódio, e ele finge que não estou aqui, que não me conhece?

Eu tinha que obter uma resposta o quanto antes.

Sai em disparada atrás dele, eu queria poder ouvir de sua boca que eu ali não fazia diferença nenhuma, que ele não me conhecia, que era uma mera aluna dele.

Eu confesso que estava desesperada, e precisava de respostas antes mesmo de Hermione me responder.

Vi Harry entrar em sua sala, seguido de seus alunos. A aula começaria em cinco minutos, e a minha era com Hagrid no jardim perto da Floresta. Eu me atrasaria outra vez, e talvez tomaria uma nova detenção, mas eu queria mais que tudo entrar naquela sala e dizer tudo o que estava entalado dentro de mim pra Harry, nem que fosse aos berros na frente de todos os alunos, nem que todos achem que sou uma louca de pedra por dizer que vivi um romance com Harry Potter.

Já estava perto da porta, quando avistei Lucy vindo da direção oposta, ainda branca e muito assustada, e percebi que esqueci que ela estava com Draco.

– Onde pensa que vai? – Lucy perguntou-me, desconfiada.

– A aula não é aqui? – tentei disfarçar.

– Com o terceiro ano?

– Não estamos no terceiro ano?

Lucy ria de mim. Era óbvio que eu estava realmente louca e obcecada por Harry.

– Não vai dar uma de fanática na frente dos alunos dele, não é? – Lucy me reprimiu.

– Lucy, eu não agüento isso, OK? Eu preciso de respostas, eu não consigo viver nessa de “será que realmente aconteceu?”. Me entende? Eu preciso saber.

– Dá pra parar e pensar um pouco? Não é assim que nós vamos conseguir sair dessa. – Lucy também parecia desesperada, por algum motivo.

– O que aconteceu entre você e Draco? – perguntei, ansiosa. Ele provavelmente deu alguma pista à ela. Draco não parecia tão amargo quanto Harry, apesar de isso parecer muito impossível.

– Ele... bem, ele disse... – Lucy parecia tentar encontrar as palavras certas.

– Ele o que, Lucy?

– Disse nada sobre nós. Sabe, foi estranho. Ele só ficou me observando enquanto madame Pomfrey me dava uma poção. Depois, quando ela saiu, ele foi super gentil, perguntou se estava bem, se gostaria de algo. Eu disse que não precisava, que ele poderia voltar a dar aula. Ele se despediu, e foi só.

Aquilo me deixou com mais raiva do que estava. Como assim? Eu estava crente que Draco diria alguma coisa à Lucy, que ele na seria tão imprevisível quando Harry.

– Foi realmente só isso? – perguntei, incrédula.

– Não... ele, ele me beijou na testa. Foi estranho, Ana. Quando ia saindo, ele voltou, olhou em meus olhos e me deu um beijo na testa.

Okay. Por um momento achei que estava louca, e que todo meu romance com Harry fosse um sonho muito estranho. Mas sabia que não tinha como Lucy e Draco estarem loucos também, afinal, Draco era nosso professor agora. Levou Lucy até a enfermaria e... beijou a testa dela? Algum professor fazia isso?

Quer dizer, Draco fazia isso? Ele é Draco Malfoy, comensal da morte, mimado, metido a galã. Essas demonstrações de carinho não combinavam nada com ele.

– Ana? – Lucy despertou-me de meus devaneios.

– Isso não combina com Draco. – disse, parecendo que fazia uma conclusão de todos os meus pensamentos.

– Grande resposta.

– E porque você não perguntou à ele sobre vocês dois? Por que não quis abrir o jogo de uma vez?

– Por que você não fez o mesmo? – Lucy rebateu. – que eu saiba, Harry deixou vocês dois trancados em sua sala por duas horas e você não disse nada também.

– Ele não beijou minha testa. – Me defendi. – Eu não posso dizer nada disso, e se ele não se lembra de mim? E se eu parecer uma louca?

– Isso já está parecendo, ainda mais aqui fora, perto da sala dele discutindo como vamos lidar com tudo isso.

– OK. Vamos sair daqui, vamos para as aulas e deixar as coisas como estão. Se Harry não faz questão de falar comigo, eu também não farei. E você vai simplesmente esperar Malfoy te procurar, porque isso eu sei que ele vai fazer.

– Tá certo. – Lucy concordou, e saímos de perto da sala de Harry.

Vimos as outras aulas normalmente, e procurei distrair-me ao máximo para não pensar mais no assunto. Almoçamos e depois fomos para o jardim, e prometemos a nós mesmos que não tocaríamos no assunto até algo novo acontecer.

Lucy parecia bem mais aliviada do que eu, e senti certa inveja dela por isso. Sabia que era porque Draco não deu um gelo nela. De certa forma, Lucy parecia feliz – até demais pra quem jurou a si mesma que nunca mais veria Malfoy de novo depois daquele ano.

No fim da tarde, encontrei Luke na entrada do castelo. Ele vestia uniforme do time de quadribol.

– Não acredito que você também joga no time. – disse, admirando-o com o uniforme que lhe caía muito bem.

– Sou goleiro. – Luke respondeu. – Desde o terceiro ano.

– Uau. E tem alguma coisa que você não faça? Quer dizer, parece que está em todos os lugares e é o mais popular da escola.

– Eu até poderia ser se meu professor de Defesa não fosse Harry Potter. – Luke riu, mas senti uma ponta de angústia na voz.

– Certamente ainda não teve aula de poções com Malfoy. – brinquei. Se Harry era o mais popular, certamente Draco estava logo atrás dele.

– Eu me esqueci que tem o tal Malfoy. Ex-comensal da morte loiro e rico que as meninas fazem questão de ficar até os últimos segundos de sua aula só pra olhar pra ele.

– Te dou o terceiro lugar. Serve? – disse rindo da cara de frustração de Luke. – É mais do que bom.

– Claro. Só aceito se for dar uma volta ao castelo comigo. – Luke propôs.

Aceitei dando meu braço à ele, que riu pela forma antiga de passear com uma moça.

O pôr do sol deixava Hogwarts ainda mais bonita. O ar estava fresco, e a presença de Luke deixava as coisas dentro de mim em paz. Por momentos andando pelos jardins e conversando com ele, esqueci do que havia acontecido nos últimos dois dias.

– Está gostando?- Luke perguntou, enquanto encaminhávamos para o corujal.

– Estou. Hogwarts é muito linda, e é tudo tão encantador. – disse, tentando não mostrar que eu já conhecia Hogwarts muito bem.

Chegamos no último andar do corujal, e vimos que muitas corujas se preparavam para dormir. Elas eram sempre muito encantadoras com aqueles olhos que arregalavam toda vez que passávamos perto.

Da janela, muitas corujas voltavam para a torre depois de um dia inteiro trabalhando ou caçando. Avistei a coruja que eu e Lucy compartilhávamos chegando com algo no bico.

Uma carta.

A coruja entregou-me a carta, foi descansar. Pelo visto, ela havia viajado o dia inteiro.

– Uma carta pra você? – Luke perguntou-me, curioso. – Do Brasil?

– Nã...não. Se não se importa Luke, eu quero lê-la sozinha. – disse, e saí do corujal o mais depressa possível, deixando Luke lá sozinho sem entender muita coisa.

Quando cheguei à torre da Grifinória, abri minha carta de imediato, sentando-me numa poltrona. Tamanho era meu medo da resposta que continha naquele envelope.

“Querida Ana,

Estou muito bem, e espero que você esteja também. Iria escrever uma carta dizendo-lhe que não me lembrava de você, que era louca, ou simplesmente mandar sua mesma carta de volta. Mas isso não é o certo a se fazer, pois eu me lembro perfeitamente de uma das minhas melhores colegas de quarto – ou quem sabe, melhor amiga mesmo, já que sempre estive com Harry e Rony e quase nunca tenho amizades femininas.

É claro que Harry se lembra de você, posso garantir isso. Por vezes ele ficou tentado a te esquecer por meio de magia, mas nunca teve coragem pra isso. Harry guarda consigo os melhores momentos de sua vida, e um dos mais importantes pra ele é você, quando estava ao seu lado.

Ele sempre me disse que com você as coisas pareciam ser tão simples, que ele sempre sentiu que, por sua causa e presença, ele sabia que as coisas dariam certo no futuro.

Mas esse amor que Harry sente por você virou uma dor tão grande dentro de seu coração, que o levou a fazer coisas que julgo não deveria ter feito. Harry casou-se com Gina, mesmo não a amando. Tudo devido ao desespero e ao medo de ficar sozinho, de que você nunca mais aparecesse.

E, pra ver se você era mesmo real, Harry se ofereceu pra ser professor de Defesa esse ano em especial, e carregou Malfoy consigo. Eu realmente não sei como esses dois se tornaram, no mínimo, cúmplices.

Eu julgo tolice da parte dos dois – são casados e já tem filhos. – E deveriam ter juízo, mas não. Tudo o que tentam fazer é procurar você e Lucy pra comprovar que tudo o viveram foi real.

Você fez um bem enorme a Harry, minha amiga. Porém agora eu sei que não pode fazer mais, pois tudo o que você e ele podem ter é um passado que ficou pra trás.

Então, tenha juízo, porque parece que Harry perde o dele quando se trata de você.

Venha me visitar quando as aulas acabarem. Sinto sua falta também.

Atenciosamente, Hermione Granger.”

Então era isso mesmo. Harry não me esqueceu, mas parecia me dar um castigo por ter saído de sua vida. Casou-se com Gina, teve filhos, mas ainda me ama. E eu precisava ouvir isso da boca dele, mais do que nunca.

Notas finais
:OOOOOO Então Harry se lembra de Ana? É mesmo dor de cotovelo? u.u E essa cumplicidade com Malfoy? Sei não, hem? Será que Draco se tornou um homem melhor por se apaixonar e sofrer por Lucy? Beijos e até o próximo capítulo ♥ :*