Novo amor - Fanfic Harry Potter (atualizando)

35 Capítulo 35: A Carta de Hermione à Harry


Notas iniciais
Devo confessar que ultimamente estou sem criatividade pra dar títulos ás minhas histórias kkkkkkkkk já coloco uma baita spoiler logo nele. Boa Leitura

Deixei a noite cair e não esbocei nenhum tipo de reação mediante a carta de Hermione. Não procurei Lucy, nem tive a coragem de procurar Harry, e percebi que Luke olhava-me tentando descobrir o que tinha de errado comigo. Aquela carta havia me deixado sem reação. Então Harry se casou com Gina, mesmo ainda me amando? Será que ele ainda gostava de mim, e estava tão chateado comigo a ponto de não querer sequer confessar que ainda se lembra do nosso passado? Eram perguntas que, sinceramente, eu tinha muito medo de fazer.

– Ah... – Luke chamou minha atenção, sentando-se ao meu lado. – Não quis ir jantar?

– Oi? Ah, já passou a hora do jantar? – perguntei. Não havia reparado que o tempo havia passado tão rápido.

– Há uma hora. O que houve? Fiquei preocupado com você.

– Não foi nada demais. – disfarcei, mesmo sabendo que não funcionaria muito. – Apenas uma notícia que eu estava esperando. Nada de ruim, não se preocupe.

– Mas você não me parece muito bem. Quer que eu te traga alguma coisa? Posso conseguir alguma comida, se quiser.

– Não Luke, muito obrigada. Eu estou bem mesmo, não foi nada de mais. Eu só preciso tomar uma decisão, e não sei como fazer isso.

– Talvez eu possa te ajudar. – Luke disse. E parecia ainda mais gentil preocupando-se comigo daquele jeito, afinal só nos conhecíamos a dois dias. – Se você me disser do que se trata. Quero dizer, nem precisa contar a história direito, só me dê uma noção.

Eu sabia que era uma coisa muito complicada de se contar a alguém assim. Claro que eu não poderia dizer exatamente o que estava acontecendo, mas eu adoraria ter a opinião de alguém de fora. Alguém que não estivesse passando pela mesma situação que eu, tipo Lucy.

– OK. Mas eu não vou dizer nomes, apenas vou tentar explicar o que está acontecendo. – disse, tentando arranjar palavras que não fizessem a minha situação parecer ridícula, ou me taxar como louca. – Eu namorei um cara... e o deixei porque eu precisava vir pra cá. Eu não imaginei que ele estaria aqui quando eu chegasse, sabe? Só que ele finge que não me conhece. Ele está... com outra pessoa agora, mas nossos encontros são tão esquisitos e cheios de tensão, que eu duvidava que ele realmente havia me esquecido. O problema é que eu o abandonei quando ele mais precisava, mas achei que ele me perdoaria, pois fiz... coisas por ele, pra ficar com ele o máximo que pude. Porém, acho que ele não me perdoou de fato, e agora quer descontar sua raiva de alguma forma em mim. Até achei que ele tentou se livrar do nosso passado usando obliviate, mas eu recebi uma carta de uma amiga dele, que mora em Londres, confessando que ele não me esqueceu. E agora não sei o que fazer, sinceramente. Tudo o que eu gostaria é que ele não estivesse aqui, mas ele está.

– Estranho. – Luke começou. – Ele está em Hogwarts? É intercambista, como você e sua amiga?

– Não, ele já é daqui mesmo. – Disse, tentando disfarçar. Eu não deveria ter dito que ele estava exatamente aqui. – Ele estudava aqui, foi para o Brasil e eu o conheci lá. Mas ele não voltaria pra Londres tão cedo, quer dizer, ele não voltaria pra Hogwarts, me entende?

– Claro. –Luke disse, parecendo um pouco confuso e frustrado. – Bom, eu acho que você deveria chamá-lo para uma conversa civilizada. Diga à ele que você se sente confusa com a presença dele, que não esperava encontrá-lo aqui.

– Eu não sei se quero conversar com ele sobre isso. – confessei.

– Você ainda gosta dele?

– Eu não deveria gostar.

Luke suspirou, e duvidei que ele não estivesse se sentindo decepcionado. Percebi, então, que ele realmente estava começando a sentir algo por mim, mesmo em tão pouco tempo.

– Mas eu não posso, nem quero, remexer num passado em que alguém não faz questão de se lembrar. Eu não vou fazer isso, e acho que a melhor solução é não fazer nada.

– Eu não concordo. Está mais do que na cara que esse... ex seu, veio por sua causa. Ou se não for, acho que é melhor descobrir o porque dele estar, entende? Aí você poderá decidir o que fazer.

Luke era ótimo, sempre. Senti um pouco de dó dele, parecia que aquilo doía nele mesmo.

– Sabe, eu já gostei muito de uma garota também. e ela me deixou porque eu não sou sangue puro. Ela era da Sonserina, e no ano passado ela se mudou pra Rômenia com sua família. Nunca mais a vi, e ela não faz questão de entrar em contato comigo. Por isso eu disse a você que a amizade entre Grifinória e Sonserina era algo muito difícil de seguir, e de ser aceita pelas duas casas. Não é só questão de status, é família também, apesar de ser ridículo. – Luke dizia enquanto encarava o fogo na lareira. Seu pensamento parecia ir longe. – Por isso eu acho que você deve conversar com ele. Ele pode achar que você não faz mais questão de nem sequer serem amigos, entende? E isso é horrível, vai ser pior ainda quando tiverem que se ver pelo resto do ano.

Claro, você tem razão. Mas acho que ainda não consigo conversar com ele, talvez eu deva fazer isso quando estiver mais calma. Posso me machucar ainda mais, e talvez até abrir feridas nele que provavelmente está tentando cicatrizar.

– Boa sorte com isso. – Luke me desejou.

– Você é incrível Luke. – disse, encontrando uma de minhas mãos com as dele, agradecida por confiar algo tão sério assim. – E espero que isso que está sentindo passe.

– Ele foi seu primeiro amor?

– Sim. E, acredite, é uma história tão complicada quanto a sua.

– Quando se trata de amor, toda história é complicada. Tem sorte aquele que ama e é amado, sem barreiras ou obstáculos que os impeça de viver esse amor.

– Você deveria escrever poesia. – disse, rindo. Luke era um garoto completo, admirável.

– Eu? Claro que não? Do que está falando? Sou homem, não faço essas coisas. – ele ria de si mesmo. – preciso botar aqueles pirralhos pra dentro da torre. Quando voltar, te trago algo pra comer, porque sua aparência ta horrenda.

– Obrigada pelo elogio. – agradeci ironicamente enquanto Luke saia pela porta do retrato.

“Por que não te conheci antes, Luke? Por que fui aceitar vir pra cá pra conhecer Harry ante de você?” – pensei. Era tão obvio que eu me daria bem com ele, e que agora minha vida estava mais do que complicada por essa idéia estúpida de querer ter algo com Harry Potter.

Luke voltou com tortinhas de abóbora pra gente comer enquanto ele me contava da garota por quem se apaixonou quando estava no segundo ano. Seu nome era Viollet, ela era sangue puro, rica, bonita e popular. A amizade dos dois foi difícil, mas pude ver que ele gostava mesmo dela, e que de certa forma ainda sentia saudades.

Fui dormir quase meia noite, depois de perceber que não havia mais ninguém acordado na torre da Grifinória.

A primeira aula do dia era de Herbologia. Como cheguei em cima da hora, não pude dizer nada á Lucy sobre a carta de Hermione durante a aula. Quando acabou, surpreendi-a com o envelope, que já estava amassado de tanto que eu havia relido.

– Você só pode estar brincando comigo. – Lucy disse enquanto desdobrava a carta. Leu-a tão rápido que eu duvidei que ela houvesse sequer entendido uma linha. – Então eles se lembram?

– Pelo visto sim, não é?

– E o que vamos fazer? Quer dizer, eu tinha até esperança de que tudo isso não passasse da nossa imaginação.

– Mas é real Lucy. E a culpa é toda sua. Te dou todo mérito.

– Claro, até porque foi eu quem seduziu o Harry também. Não vê que o que ele sente por você, é algo tão forte que ultrapassou todos esses anos? Quer dizer, ele ainda te ama. Talvez Draco me ame também, ou ele é um louco obsessivo que não se perdoou por me deixar ir embora sem explicações. Mas prefiro pensar que é por causa do primeiro motivo. – Lucy dizia, e parecia empolgada.

– Você leu a parte que diz que eles são casados e têm filhos por acaso?

– Sim, e parece que nós realmente conseguimos não mudar o futuro, não é?

– Não, mas agora Harry e Draco são nossos professores graças à nossa intromissão.

– Falando neles, próxima aula é de Defesa. E, estamos quase atrasadas já. – Lucy lembrou-me, o que me fez correr pra sala o mais depressa possível pra não ter que pegar outra detenção.

Harry estava lá, distraído com uma folha de papel nas mãos. Todos os alunos entraram devagar, inclusive eu e Lucy tentamos não chamar a atenção, pois era mais do que desnecessário.

Harry começou sua aula explicando sobre as maldições imperdoáveis, e contando sobre como se livrar delas de modo prático. A maioria com feitiços, claro. Mas também lembrou que haviam histórias – essas que o incluem – de pessoas que foram atingidos por elas, mas que não sofreu dano nenhum. Se livrar da maldição Imperius era mais fácil, e milhares de histórias de pessoas que conseguiram sozinhas eram contadas para ajudar-nos a livrar dela. A maldição cruciatus também tinha histórias e modos de auto controle que a fazia não ter efeito sobre o corpo – quisera eu saber disso há uns dias atrás. – e por fim, a maldição da morte, Avada Kedavra. Harry contou algumas histórias, essas que não eram comprovadas, de pessoas que relatavam ter sobrevivido à ela. Os alunos pareciam curiosos sobre a história dele, que ele fez questão de não contar. Fiquei muito agradecida dele não dizer nada sobre quem usa o vira tempo não poder ser morto por ela.

Depois de uma ótima aula, e quando ele pegava os deveres que pediu, no qual deveríamos contar como achamos que deve ser atingido por uma maldição, parou em frente à mim e Lucy, encarando-me com o olhar frio.

– Ana... – Harry suspirou, enquanto pegava meu pergaminho e me dava a folha em que estava lendo no início da aula. – Pegue essa carta, guarde-a e leia quando ninguém estiver por perto. No final, eu escrevi algo também, por favor eu estarei... esperando.

– Tudo bem. – respondi, assustada.

– O que é isso? – Lucy perguntou quando Harry afastou-se da mesa.

– Eu não sei.

Lucy e eu fomos pra uma sala vazia logo após o sinal tocar, pra abrirmos a carta e ver o que tinha nela. Era a letra da Hermione, pelo visto eu não era a única a receber uma resposta sobre minhas dúvidas em relação ao que estava acontecendo.

“Querido Harry,

Eu disse a você que não deveria ir para Hogwarts esse ano só pra comprovar a si mesmo que Ana estaria ai. Ainda por cima levou Malfoy consigo, o que acho um ato de extrema burrice. Era óbvio que elas estavam ai, você sabia desde o início que elas voltariam para o seu tempo.

Tenho pena de você agora. Sei que está doendo vê-la todos os dias e saber que você deveria ter esperado até esse ano para reencontrá-la e seguir com a sua vida. Lembra-se do que eu lhe disse no dia de seu casamento com Gina? Era tudo muito precipitado. Era mais do que claro pra mim que você nunca a amou do jeito que você ama Ana. Mas Harry, não seja imprudente. Ela tem quinze anos, e você já tem família.

Ela entrou em contato comigo, achando que você a havia esquecido por meio de magia. E eu disse que não. Sinto muito, mas eu não quero mentir pra ela. É minha amiga também, e está sofrendo por isso.

Lembra-se do que ela fez por você, do que ela transformou-se pra você. Ela te trouxe esperança, e arriscou sua vida por sua causa. Sei que ela ainda te ama muito, mesmo não sendo prudente te amar.

Acho que você deveria parar de dar um gelo nela e conversar civilizadamente.

Trate-a bem.

Atenciosamente, Hermione.”

– Oito horas, depois do jantar em minha sala. – Lucy leu em voz alta o recado no final da folha. – Acho que isso é do Harry.

– Sim. Mas acho que eu não vou. – disse.

– E porque não?

– Porque eu não estou preparada pro que eu vou ouvir essa noite.

Notas finais
Tô sentindo salta de alguns comentários, mas tá de boa. Obrigado àquelas que tiram um tempinho pra comentar. O que será que Harry vai dizer à Ana? Vocês shippam AnaxLuke? Acham que ela deveria dar uma chance á ele? Beijos e até o próximo ♥