Notas iniciais
Tô pensando em escrever um romance que se passe na Terra-Média. Mas ainda estou em dúvida de qual personagem usar: Bilbo Bolseiro ou Légolas. No caso de Bilbo, já tenho a história pronta em minha mente, mas como a maioria das mulheres amam e ficaram com muita dó do Légolas no último filme de O Hobbit, pensei que escrever um romance com ele (sem Tauriel). O que acham? (quero comentários) A batalha está ficando cada vez mais difícil, e tentar proteger Sirius não é uma coisa fácil de se fazer, fora que o futuro de Harry mudaria por causa disso. Boa Leitura.

Caímos numa sala estranha. Estava escura e bem empoeirada, e tinha uma luz tremeluzente de dar medo na espinha. Senti as mãos de Harry apalpar meu rosto, procurando ver se eu estava consciente. Infelizmente, eu estava. Naquela hora, tudo que eu mais queria era apagar no meio daquele pesadelo que era estar ali, e só acordar em meio aos lençóis vermelhos do meu quarto em Hogwarts.

– Você está bem? – sussurrou em meio aquela confusão.

– Estou. – respondi.

– Estão todos bem? – Harry perguntou ao resto dos amigos. – Estão todos aqui?

Ouvi a resposta de cada um deles, pro meu alívio, todos estavam ali – ainda.

Levantei e sacudi a poeira que grudou em toda minha roupa. O silencio era total naquele momento, ou pelo menos pra mim parecia ser.

– Vozes. – Harry disse mais consigo mesmo.

– Vozes? – Rony assustou-se. – Eu não ouço nada.

– Eu... também consigo ouvir. – Luna disse.

No meio da sala, uma coisa estranha, como um portal, lançava raios de uma luz fraca para dentro de si. Aquilo era de dar arrepios, como se fosse um véu fantasma que fosse se libertar a qualquer momento.

– Departamento de Mistérios? – Rony riu. – Não tinha nome melhor, não é?

– Saia de perto, Harry. – Hermione ordenou ao ver o amigo se aproximar. – Pode ser perigoso. Vamos embora daqui.

– Harry, é só um portal vazio. – disse.

– Vamos sair daqui. – Ouvi Gina implorar. Realmente, tudo o que queria fazer era sumir de frente daquele portal.

– Por favor... – começava a implorar.

– Fiquem atrás de mim. – Harry pediu.

– O que? — minha pergunta foi respondida antes mesmo de conseguir acompanhar os outros. Os comensais, mais uma vez, estavam chegando, voando de um jeito estranho, rodopiando no ar. Senti algo me puxar e meus pés serem levantados no ar, como se eu fosse leve como uma pena pra ser carregada dessa forma. Mal pude perceber o que havia acontecido. Só me deparei com Harry à frente, caído, segurando firme sua varinha enquanto o globo com a profecia pendia em sua mão.

Foi então que percebi: uma comensal da morte ameaçava-me com sua varinha enquanto segurava-me pelo meu pescoço, e todos os outros estavam na mesma situação, todos seguros por um comensal que ameaçava suas vidas enquanto Lucius tentava convencer a Harry entregar a profecia.

Não conseguia ouvir o que ele dizia. Apenas via sua mão levantada, seus olhos de puro ódio revelava que nós já havíamos passado do limite que ele previra.

Houve uma pausa. Harry parecia pensar sobre o que fazer. Mas não tinha saída, e a cada vez que se passava um segundo, sentia que a eternidade era bem parecida com aquilo.

– Ou me dá a profecia... – Lucius disse em bom som. -... ou seus amigos morrer.

Harry olhou para cada um de nós, deixando-me por último, que não ousava nem sequer respirar mais que o necessário – sim, eu estava com muito mais medo do que já passei em toda minha vida. Meus olhos marejavam, e lágrimas caíam, o que era péssimo, pois, eu não queria mostrar o quanto era fraca diante aquilo tudo.

Harry olhou de volta para Lucius, e então lhe entregou o globo. Pude perceber o ar de derrota e medo nos olhos de Harry, até ver algo inesperado acontecer.

– Fique longe dele – Sirius disse, enquanto conferia um soco em Lucius, que o fez cair no chão. Seu rosto cheio de sangue, e o que era um globo com uma profecia rolando em cacos de vidro.

Senti algo atrás de mim puxar o tal comensal, o que me fez cair no chão com um baque, mas que me libertou daquele sufoco por alguns instantes.

Era a Ordem da Fênix aparecendo aos poucos e nos libertando.

– Liz! – Harry gritou, enquanto vinha em minha direção com Sirius em seu encalço.

– Estou bem, Harry. – disse fingindo estar feliz com a situação. O que era mentira, agora eu tinha Sirius pra me preocupar, eu era a mais nova responsável pelo seu destino.

Enquanto isso, raios era lançados por todos os lados. Mais comensais apreciam, e a Ordem lutava para dar conta de cada um e proteger-nos deles.

– Ouça Harry. – Sirius disse ao perceber a agitação. – quero que tire seus amigos daqui.

– Não. – Harry protestou. – Vou ficar com você.

– Você já fez o bastante. Tire-os daqui, proteja seus amigos. – Sirius insistia. – Eu tomo conta a partir de agora.

– Não! – Gritei. Não podia deixar Sirius sozinho, não quando sabia o que aconteceria.

Mas era tarde demais para juntar-nos aos outros para fugir, pois dois comensais já começavam a nos atacar.

– Liz, atrás de mim. – Harry ordenou. – Fique atenta, Liz.

Os comensais lançavam feitiços sem parar, enquanto Sirius, Harry e eu tentávamos bloquear e contra-atacar. Sirius e Harry rodeavam-me, tentando me proteger dos feitiços, que voavam descontrolados por todos os lados, junto com os comensais que voavam e se lançavam em cima de todos os membros da Ordem, que eram ágeis e defendiam Hermione, Rony, Gina, Luna e Neville que estavam juntos em um lado da sala.

É estranho perceber o quanto a poeira incomodava em um momento como esse. Nossas vidas correndo sério risco, e eu incomodada com o forte cheiro de poeira que subia em meio à batalha.

Um comensal voou em cima de nós, e parou exatamente onde estava, o que me assustou de tal forma, que a primeira coisa que fiz foi gritar tão alto a ponto de assustá-lo, e fazê-lo recuar dois passos antes de tentar qualquer feitiço.

– Reducto. – Gritei, e o atingi em cheio lançando-o o mais longe possível.

Enquanto isso ouvia Harry e Sirius gritarem feitiços enlouquecidamente. Por mais que fôssemos bem, a situação parecia que não teria mais fim.

Até que algo aconteceu. Harry lançou um feitiço que atingiu em cheio os comensais que tanto nos perturbaram desde o início.

– Muito bem, Tiago. – Ouvi Sirius elogiar como se fosse seu velho amigo e pai de Harry. E continuar com a luta com Lucius, enquanto Harry ficava petrificado em sua posição, tentando absorver direito o que ouviu.

Sirius desarmava Lucius, que por sinal era péssimo em lutas e defesa.

Foi então que pude perceber ela chegando de fininho, quase imperceptível. Bellatriz via a cena, segurando sua varinha firme em uma de suas mãos, esperando para atacar Sirius depois que este desarmasse Lucius. Era óbvio o que aconteceria depois, e Harry nem percebera.

O tempo era crucial a partir da varinha da mão de Lucius voando de sua mão, e o sorriso abrindo da boca de Sirius, fez-me despertar de toda a informação e conclusão que havia se formado em minha mente.

O meu corpo frágil atingiu o padrinho de Harry em meio ao desespero, fazendo-o cair para o lado bruscamente, enquanto eu mesma levava o feitiço lançado por Bellatriz.

Eu recebi o Avada Kedavra em seu lugar.

Notas finais
Será que Ana morreu? COMENTEMMMMMMMMMMMMMMMMM Beijos e até a próxima. (tô pensando em postar o próximo capítulo só ano que vem pra deixar vocês curiosas sobre o que aconteceu.) Mas eu sou boazinha, não se preocupem.