Novo amor - Fanfic Harry Potter (atualizando)

26 Capítulo 26: A Batalha - Última Parte.


Notas iniciais
Finalmennnnnnnnnnnnnnnnnnnnnnnnnnnnnnnte chegou a última parte da batalha. Eu tive que escrevê-la vendo partes do filme. Ufa! Eu gostaria de pedir desculpa por uns erros de português e concordância, prometo que eu conserto de todos os capítulos depois. E, justificando, é que eu não tenho paz pra escrever. Normalmente é muito barulho de funk nos vizinhos, um caminhão que para aqui na porta de casa quase todos os dias, meus pais passando pra lá e pra cá (não tenho notebook :(), e tudo acaba me atrapalhando pensar e escrever. Mas eu tento, rs. Eu pus um easter-egg no capítulo. O primeiro a comentar qual é vai ser marcado como o melhor comentário. Tá muito fácil gente, muito mesmo. Go, Go, Go! Boa Leitura. Será que Ana morreu? :o

Tudo estava escuro naquele momento. Senti algo gelado tomando conta do meu corpo, e era como se eu simplesmente não pudesse deixar de me envolver. Antes da escuridão, pude sentir meu corpo cair, mas era como se estivesse caindo em nuvens de algodão. Uma sensação de paz era o que sentia. Tudo tinha acabado para mim, afinal.

– Não! – Ouvi Harry gritar. – Liz, não! Acorde, Liz. Alguém me ajude.

Por mais estranho que fosse ouvir Harry, eu sabia que estava morta. Tinha de estar, senti meu corpo sair de mim quando Bellatriz lançou o feitiço. Mas algo estava errado.

– Ela está morta, Harry. – Ouvi uma voz dizer. Não sabia distingui-la. Mas não importava mais, eu nunca saberia quem é.

– Liz, não! Acorde, por favor. – Harry parecia desesperado, e eu não podia fazer nada. Eu estava morta, mesmo podendo ouvi-lo implorar minha volta.

Senti algo molhar meu rosto. Parecia quente, como as chuvas de verão do Brasil, aquelas que logo após vem o arco-íris para mostrar que toda tempestade tem seu lado bonito.

– Não, meu amor. – Harry chorava, eu sabia que sim. Sentia sua presença por perto, por mais morta que estivesse.

“Não se preocupe, Harry. Eu estou bem.” – pensei. Ou tentei dizer, não sei bem se aquilo era certo.

– Liz... – Harry sussurrava.

– Eu te amo, Harry. – Disse, sentindo que a mais completa escuridão deixava de consumir meu corpo.

– Liz... Eu também te amo.

Não era uma resposta que eu esperava. Harry ouviu o que eu disse? Como assim?

Abri os olhos. Ele estava lá junto com os seus fiéis amigos em volta, todos de olhos arregalados pra cima de mim como se eu fosse um fantasma – e eu não era?

– Como...? – Hermione tentava perguntar o que todos queriam.

– Você está bem? Mesmo? – Rony disse.

– Isso não é possível, é inaceitável. – Gina disse, e todos olharam com reprovação. – Quero dizer, era a maldição da morte!

– Talvez... ela tenha se salvado por se sacrificar no lugar de Sirius. – Neville concluiu.

– Mas ela não deveria ter uma cicatriz de raio, como a de Harry? – Rony perguntou.

Enquanto todos debatiam a minha sobrevivência, a sala ao lado ainda estava em guerra. Ouvi barulho de coisas quebrando, feitiços gritados, pessoas gritando e luzes que escapavam pela porta.

– Onde está Sirius? – Foi o que eu disse em meio a tantas perguntas.

– Foi atrás de Bellatriz depois que ela atingiu você. – Hermione esclareceu.

– E você deixou? Hermione, não era pra deixar ele fazer isso!

– E por que não? – Harry perguntou-me.

– Por que Sirius vai morrer, se ele for atrás dela, ele morrerá. – gritava, enquanto tentava me levantar. Ainda me sentindo muito fraca, não consegui sequer mexer as pernas.

– Acha que Bellatriz ainda terá a oportunidade? – Hermione perguntou, enquanto me encarava perplexa. – Me desculpa, Ana, eu não pensei nisso.

– Quem é Ana? – todos perguntaram ao mesmo tempo.

Mione assustou-se com o que disse.

– Eu quis dizer... Liz. – Tentou consertar.

Todos olharam pra ela desconfiados.

– Vão trás de Sirius. – Hermione pediu aos outros. – Eu e Harry cuidaremos dela enquanto não puder se levantar.

– Não. Eles não precisam se arriscar mais. – Harry disse. – Eu não quero mais ninguém machucado.

– Nós vamos, Harry. Não se preocupe com isso. – Rony disse, guiando os outros para outra sala. – Teremos cuidado, prometo. – E foi, mas antes de dizer algo a Hermione, que concordou com um aceno.

Certifiquei-me de que todos tinham ido pra tentar-me por de pé outra vez. E consegui, pois não sentia mais nada.

– Eu sou Ana, Harry. Eu não me chamo Liz.

– O quê? – Harry assustou-se.

– O meu nome verdadeiro é Ana. Me desculpe.

– E por que usaria um nome falso com todo mundo?

– Ela... não é daqui Harry. Quer dizer, não pertence a esse ano. – Hermione começava a explicar. – Tá entendendo?

– Não. – Harry parecia confuso.

– Não há tempo de explicar. Precisamos ir, ainda há comensais lá. Ainda não acabou, sei disso. – disse enquanto corria pra outra porta, deixando Harry parado por lá, sem entender nada do que estava acontecendo. Mas não era hora de dizer quem eu era, nem o que eu estava fazendo ali, muito menos pra teorias sobre o porquê eu não morri.

Não era hora pra pensar no que deveria dizer a Harry. Quando tudo terminasse, quando tudo estivesse resolvido, eu contaria a ele. Mesmo que Harry me odiasse pra sempre, mesmo que ele nunca mais queira me ver, mesmo que faça questão de me esquecer por completo, eu contaria toda a verdade a ele, e me livraria desse peso que é mentir ser outra pessoa.

A confusão continuava do outro lado. Os membros da Ordem ainda lutavam bravamente, e vi Sirius e Lucius mais uma vez em combate. Fui tomada de surpresa por Bellatriz, que parecia tão perplexa ao me ver viva, que seus cabelos pareciam se levantar ainda mais.

– Como pode? – ela gritava em meio a briga, encarando-me.

– Como estou viva? Parece que você não é boa com feitiços, minha cara. – disse, debochando dela. Mesmo sabendo que não era a coisa mais sensata a se fazer.

Bellatriz tentou atacar-me, mas antes mesmo de fazer qualquer coisa, Harry apareceu atrás dela gritando a maldição imperdoável da tortura. Bellatriz caiu no chão, contorcendo-se e gritando.

– Não se atreva a chegar perto dela. – Harry advertiu.

Mas algo atingiu-o em cheio, fazendo-o cair. Não pude ver que feitiço era, mas vi que Harry não desmaiou, pro meu alívio.

Bellatriz, nesse meio tempo levantou-se e sumiu, como muitos daquela sala, que já estava praticamente vazia.

– Onde todos foram? – Harry perguntou, enquanto levantava-se.

Saí em atrás do barulho de feitiços e gente gritando, quando percebi que estavam todos, outra vez, na sala do portal fantasma. Dessa vez, Sirius e Bellatriz travavam uma batalha pessoal.

– Ah não! Pelo amor de Eru! – Disse, já cansando daquela batalha que não parecia ter mais fim.

Quando tentei fazer algo, percebi que não tinha em minhas mãos minha varinha. Eu a perdi em algum momento, e não sabia dizer exatamente onde, e precisava encontrá-la antes de qualquer coisa, antes de levar outro Avada Kedavra nas fuças por ser intrometida demais, medrosa e mesquinha. Aquela briga seria evitada se eu tivesse contado a verdade. E dane-se a profecia, e o que Harry ouviu dela. Aquilo tudo era mesmo culpa minha.

Saí em busca da minha varinha o mais rápido possível. Harry passou por mim a tempo de ver o que ainda estava acontecendo.

Corri até a outra sala, atenta ao chão procurando pela varinha, até ouvir o grito dele ecoar por todo lado. Harry gritava pelo padrinho de modo desesperador, e por acaso eu sabia o porquê.

Eu falhei em salvar Sirius.

Bellatriz apareceu antes mesmo de eu conseguir processar exatamente tudo o que havia acontecido. Era apenas eu e ela na sala naquele momento, e eu sabia que não podia fazer nada por estar desarmada.

Meu corpo tremeu em cada centímetro. Era como se mil facas entrassem nele e rodopiassem, depois saíssem e voltassem de segundo em segundo. A dor não era nada comparado a tudo o que sofri na vida. Entendi o porquê a maioria das pessoas preferem morrer com o Avada Kedavra, do que levar a maldição cruciatus. Morrer era, de fato, muito melhor do que aquilo.

Pude ouvir o eco dos meus gritos soarem por todo lugar. Eram muito mais agudos do que eu conhecia, e podia sentir que, até mesmo de fora, todos tinham idéia do quanto aquilo era terrível. Eu gritava sem parar, juntando o máximo de forças que ainda estavam dentro de mim, algo como um pedido de ajuda, implorando pra aquilo acabar.

Meu corpo então amoleceu por completo. O que consegui ouvir depois daquilo, era a voz de Harry berrando crucio, e de Bellatriz gritando, mais uma vez.

Uma outra voz surgiu, era como um sussurro de morte, ou algo tão horrível e arrepiante. Consegui ouvi-lo, ele dizia a Harry para matá-la.

Era Lorde Voldemort. Tinha certeza disso, mesmo não vendo, mesmo não conhecendo sua voz, o medo que se apoderou do meu corpo e cada centímetro dele sabia que era o mais perverso de todos os bruxos.

– Ela matou seu tio... – A voz dizia, cálida e fria, como uma noite de inverno. – Ela torturou sua amada...

Pronto. Lorde Voldemort realmente sabia quem eu era.

– Não, Harry. – Tentei dizer a ele, numa última tentativa.

Mas Harry era mesmo incapaz de fazer aquilo. E não o fez, o que deixou Voldemort irritado. – aquilo era o fim, sabia disso.

Porém, pude ouvir outra voz ecoar antes do meu corpo dar-se por vencido e desmaiar-me por completo. Não sabia quem era, mas esperei que fosse alguém bom.

Então, não ouvi mais nada.

Notas finais
OMG :'( Me perdoem por matar Sirius de novo. Sério gente, mas eu nem fiz muito triste pra não magoar muito vocês. A revelação a Harry está chegando. Será que ele perdoará Ana? E aí, acharam o easter-egg? Beijos e até o próximo capítulo ♥