Novo amor - Fanfic Harry Potter (atualizando)
23 Capítulo 23: Nada que eu possa mudar.
Notas iniciais
– Harry? Harry!... – Minha voz falhava cada vez mais ao tentar despertá-lo.
Os olhos de Harry se abriram aos poucos, tentando focar a presença dos amigos ali presentes, curiosos para saber o que havia acontecido, exatamente.
– Você desmaiou. – Hermione disse enquanto ajudava Harry a por os óculos.
– Sirius... Sirius... – Harry repetia, confuso.
– Está tudo bem com Sirius, Harry. Não se preocup... — disse, tentando acalmá-lo, e de algum jeito convencê-lo de que não havia nada de errado com seu padrinho.
– Eu vi... Ele estava sendo torturado por Voldemort. Eu preciso...
– Não, Harry. Sirius está bem. Diga à ele, Hermione, está tudo bem. – Insisti em minha afirmação. Sabia que Hermione entenderia o que eu estava tentando fazer.
– É, Harry. Está tudo bem. Foi um sonho.
– Não, não foi. Foi como aconteceu com o senhor Weasley. Por favor, precisam acreditar em mim. Enquanto estamos aqui, meu padrinho está sendo torturado.
– Harry, você não pode levar isso a sério. – um tom de desespero pendia em minha voz. Por mais que eu soubesse o que realmente estava acontecendo, eu não podia contar, ou seria meu próprio fim.
– Tente conversar com Sirius antes, Harry. Quer dizer, antes de fazer qualquer coisa. – Rony interveio.
– Ele está no ministério. Eu vi... a porta. Ele está lá, eu vi... por favor, preciso ir atrás dele. É a única família que tenho.
Como aquilo doeu. Eu sabia que Harry tinha apenas Sirius que realmente o amava muito, e que perdê-lo era muito doloroso pra alguém como ele, tão sozinho no mundo, que enfrenta tudo pra proteger as pessoas que ama.
– Harry, Rony tem razão. Tente ver se consegue comunicar-se com Sirius antes, por favor, não vá correndo para o ministério. Pode ser uma armadilha. Lorde Voldemort pode estar te enganando, Snape disse que isso poderia acontecer. – insisti.
– Ela tem razão, Harry. Não pode ir assim pro ministério atrás de seu padrinho. É perigoso. – Hermione completou.
– Tudo bem, tudo bem. Mas como vou falar com ele? Todas as redes de flu foram barradas, e é o meio mais rápido, pela lareira.
– Todas, exceto uma... – Hermione disse, pensativa.
– A rede da direção... quer dizer, a sala de Dolores Umbridge não está bloqueada. – concluí.
– Ela não está lá nesse momento. Não depois do que aconteceu, mas podemos dar uma olhada. – Rony completou. – Lá, você pode tentar entrar em contato antes de qualquer coisa.
– Tudo bem. Mas rápido, o tempo está passando, e se ele estiver com Voldemort, ele pode estar...
– Não pense nisso. – Disse a ele, tentando parecer o mais segura possível. – Sirius está bem, vai ver. Mas anda logo, temos pouco tempo.
Não podíamos chamar a atenção mais que o necessário nessa hora. Harry precisava chegar à lareira de Umbridge antes que ela desse as caras por lá, o que eu achava difícil.
– Neville, Luna e Rony, por favor vão com Harry. – Hermione pediu. – eu e Liz ficamos de vigia por mais abaixo.
Quando os quatro iam até o escritório, senti Hermione me puxar pra uma sala vazia. Eu sabia que devia dar explicações para ela, mas tinha medo do que provocaria.
– Pode me dizer o que sabe.
– Sirius não está lá. É o que sei.
– E como tem tanta certeza? – o tom de voz de Hermione parecia muito ameaçador. Imaginei como ela seria em situações de extremo perigo. Talvez ainda descubra.
– Ok! Não me julgue depois do que vou dizer. A culpa na é minha, lembre-se disso.
Harry tem história, já lhe disse isso. O que sei é o seguinte: no ano em que Sirius Black morreu...
– O que? – Hermione chocou-se.
– Por favor, só escute... No ano em que Sirius Black morreu no Ministério da Magia, Lorde Voldemort podia entrar na mente de Harry – isso, você já sabe – e, percebendo tal ligação, lançou em sua mente, no final do período letivo, uma visão em que seu padrinho está sendo torturado por ele. Isso fez – ou fará — com que Harry vá atrás dele, no Ministério. Lorde Voldemort quer uma coisa, e essa só pode ser achada por Harry. Mas por favor, eu não posso contar a ele. Eu não posso mudar o passado.
– Sirius... ele vai realmente morrer? Como, se ele não está lá?
– A Ordem da Fênix.
Hermione fez que entendeu com apenas uma expressão de puro terror.
– Então... a Ordem vai ajudar Harry. E então, Sirius morre?
– Eu acho que não posso dizer mais nada a você. É errado.
– Você tem razão. Mas sabe o que é muito mais errado? – Mione dizia, encarando-me severamente. – você deixar uma das pessoas que Harry mais ama morrer, por ter que esconder sua verdadeira identidade.
– Você não entende, não é? – Começava a falar alto, com um toque de desespero na voz. – Dizer a verdade implica em ter que contar tudo. Se eu fizer isso, se eu contar, tudo no futuro pode mudar. Talvez depois disso Harry não sobreviva, talvez o Lorde das Trevas vença. Entende, Hermione? Eu não posso mudar o passado.
– Mas você já mudou!
Houve um minuto de silêncio entre nós. Eu sabia que Hermione estava certa, mas eu também não estava errada. Eu não podia contar, teria graves conseqüências.
– Talvez Harry tenha conseguido falar com Sirius. – Hermione finalmente disse.
– Talvez...
– Precisamos ir ver.
Mione e eu fomos até o beco onde dava para a sala da diretora, e pro meu desespero, vimos que nada deu realmente certo. Harry havia sido pego por ela, que estava exaltada e quase aos berros, pedindo ao professor Snape mais uma de suas poções veritasserum. Porém, o professor recusou, dizendo que o conteúdo já havia acabado há alguns meses.
– Senhor Potter. – ela dizia, tentando recuperar a compostura. – Ou diga o que pretendia fazer, ou sofrerá graves conseqüências.
– Ana . – Hermione me chamou a atenção, mas falou baixinho. – Por favor. Você precisa dizer a Harry que não há nada de errado.
Ouvi Dolores dizer que precisaria usar uma maldição em Harry para contar.
– Eu não posso. – respondi, já com lágrimas nos olhos. Aquela situação estava muito pior do que imaginava.
Vi Draco de um lado. Ele ria. E eu queria socá-lo até a morte depois disso.
– O senhor não me dirá quem é Almofadinhas... – Umbridge concluiu, tirando a varinha das vestes.
Hermione encarava-me enquanto eu estava lá, paralisada e com tanto medo do que veria, que resolveu agir por conta própria.
– Pois bem.
Mione seguiu até Dolores, e juro que até chegar lá meu coração havia parado instantaneamente.
– Professora... – Hermione chamou atenção para si. – Eu digo o que é Almofadinhas.
– Hermione!... Não! – Rony exclamou.
– Não tem mais saída, Ronald. – ela continuava. – Harry estava tentando falar com o professor Dumbledore. Sobre... a arma. Que a arma está pronta.
“Arma?” – pensei. Hermione com certeza não poderia me entregar a Harry na frente de Dolores. Mas o que estava fazendo?
– Isso... a arma. Não podemos mais... esconder. Vamos mostrar a ela.
– Isso. Quero saber, que é essa arma? – Umbridge perguntou curiosa.
– Vamos ter que lhe mostrar. Harry... me ajude?
A confusão era visível no rosto de Harry.
– Claro. Vamos.
Depois disso, Hermione se dirigiu à mim o mais breve possível, para não levantar muita suspeita.
– Fique pronta. – disse, enquanto descíamos as escadas. Eu vou com Harry, e você fica aqui. Tire o pouco tempo pra pensar se vai contar, e se não fizer isso, aceite que a culpa da morte de Sirius será sua.
Essas palavras doeram em meu coração mais do que qualquer coisa. Com toda certeza, eu não poderia dizer nada, então era aceitar que era mesmo minha culpa.
“Harry nunca iria me perdoar.” – conclui.
“ A não ser que eu impeça a morte de seu padrinho, lá, no Ministério.”
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