Notas iniciais
Escrever a batalha é a parte mais difícil, acreditem. Não gostaria de mudar muitas coisas, e nem de deixar de relatar coisas importantes, mas as coisas vão se perdendo, desculpem. Mas aí está a primeira parte da tão esperada batalha no Ministério. Boa Leitura.

– O que aconteceu com Umbridge? – foi a primeira pergunta de Rony quando avistou os amigos voltarem.

– Bom, acho que ela não vai mais incomodar. – Hermione respondeu rindo.

– Os centauros a levaram. – Harry esclareceu. – Precisamos ir para o ministério, e rápido!

– Precisamos? – Hermione perguntou, e eu sabia que era para mim. Eu deveria deixar Harry arriscar?

– Luna teve uma idéia. – Gina disse. Nesse tempo, nem percebi sua presença ali. Na verdade, eu nem faço mais questão, é mesmo perda de tempo.

– Não sei se dará certo. – disse. – nem todos podem vê-los.

– Podemos tentar. – Neville se manifestou.

– Do que estão falando? – Harry quis saber. – Eu não deixarei nenhum de vocês virem comigo. Não mesmo!

– E você vai encarar um monte de comensais e Lorde Voldemort sozinho? Ah, por favor, Harry. – Luna disse.

– Como se eu nunca tivesse feito antes. – Harry comentou. – Eu não quero que vocês corram esse risco por mim.

– Mas nós vamos, e pronto. Todos. É o que devemos fazer. Se não há outro jeito, é melhor irmos todos juntos de uma vez, Harry. – Hermione defendeu. – Será que não percebe que estamos tentando te ajudar? Não vai a lugar nenhum sem a gente.

Harry passou alguns segundos encarando-nos. Parecia estar tentando decifrar o que aconteceria se caso todos fôssemos com ele. Era claro que não éramos os melhores para acompanhá-lo numa batalha, até por que até aquele momento, o único a passar por grandes sufocos eram ele, Hermione e Rony. Talvez Gina – mas essa, pelo que sei, não teve que fazer nada.

– E qual é o plano? – Harry perguntou logo após uma análise detalhada de todos.

– Testrálios. – Luna esclareceu. – Vamos usá-los.

– Pois bem. – Harry concluiu.

Enquanto dirigíamos para a floresta atrás dos bichos, Hermione andava comigo, quase como me culpando por tudo aquilo.

– Você não vai fazer nada?

– Eu vou. Estou indo com vocês, é o que vou fazer. – disse, fingindo não entender sobre o que ela estava falando.

– Mas você pode evitar tudo isso! Você deve impedir que Harry vá até o Ministério.

– Não, eu não posso. E nem devo. Lembra-se de que lhe falei que Lorde Voldemort está atrás de algo que só Harry pode obter? Então, está lá. Eu sei disso. Então, acho que é importante, e Harry deve pegá-lo. Não posso mesmo interferir nisso, me desculpe.

– E o que é que Harry deve pegar?

– Eu não sei de fato. Parece que vamos descobrir.

– Liz? – Harry chamou por mim quando chegamos ao tal lugar onde os bichos estavam. – Eu não quero que vá. – pediu.

– Eu vou. Não adianta tentar me impedir, Harry. Eu preciso ir com você.

– Eu não me perdoaria nunca se algo acontecesse com você. Por favor, eu não posso correr esse risco. – Harry explicou, enquanto procurava minhas mãos. Ele sabia que aquele gesto me fazia morrer de amores por ele. Mas não podia ceder.

– Eu sinto muito, Harry. Mas eu vou com você. Confie em mim, eu não posso deixar você ir sozinho.

– Harry, é melhor que ela vá. – Hermione defendeu-me.

– Mas... – Harry protestava.

– O tempo está passando. – Gina advertiu. Parecia com ciúmes da cena, mas não me importava com aquilo.

– Certo. Mas, por favor, não saia de perto de mim.

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O vôo até Londres foi estranho. Acho que a maioria ali também achou, com exceção de Harry que parece sempre ter uma experiência parecida na manga. Entrar no Ministério foi relativamente fácil, e então percebi que a segurança de lá era tão frágil quanto à do Brasil. Ou isso, ou eles passam tempo demais armando segurança contra trouxas e bruxos poderosos, que se esqueceram dos mais inocentes adolescentes bruxos. Percorremos todo o percurso, Harry sempre me mantendo por perto.

Preciso confessar que o medo se apoderava cada vez mais quando íamos entrando cada vez mais fundo. Harry sabia por onde ir, e nos seguia, fazendo o mínimo de barulho possível, não que eu ache que chamaríamos a atenção de alguém que fosse menos que um comensal da morte. E aquilo me provocava calafrios.

– Você está bem? – Harry perguntou-me baixinho.

– Sim. – menti.

– Me dê a sua mão.

Dei minha mão para ele enquanto andávamos mais até chegarmos numa porta.

– É essa. – Harry disse dirigindo-se para todos. – Cuidado, por favor.

Harry abriu a porta. Era uma sala enorme, cheia de globos, ou bolas de cristal, bem parecidas com que a professora Trelawney usava, só que muito assustador. Andamos mais, ou melhor, começamos quase a correr. Mas o silêncio era algo ruim, pelo menos para mim, que sabia que realmente Sirius não estava ali, e que estávamos entrando numa armadilha do Lorde das Trevas.

Harry parou num dos corredores. Procurou algo no chão, como se o padrinho pudesse ter sido diminuído a ponto de não enxergarmos. Mas não havia nada lá, absolutamente. Nem uma mancha sequer.

– Deveria estar aqui. Sirius deveria estar nesse corredor. – Harry disse desesperado.

– Harry. – Neville chamou. – Têm o seu nome.

Neville apontava para um globo relativamente pequeno e empoeirado que estava em uma das prateleiras. Harry, então, segurando-o, percebeu que se tratava de uma mensagem, algo que ele deveria ouvir. E então percebi do que se tratava. A profecia era o início de tudo, ou o início do fim daquele que não deve ser nomeado.

– Harry... – Hermione chamou. Um vulto de capa preta e máscara apareceu em meio as prateleiras no corredor.

– Onde está Sirius? – Harry perguntou, enquanto segurava ainda mais forte uma de minhas mãos, como se aquilo fosse me proteger do que quer que fosse acontecer.

– Sabe, você realmente precisa aprender a diferença entre sonho... e a realidade. – Era Lúcio Malfoy. Pude reconhecê-lo, já que ainda está vivo depois da batalha de Hogwarts. – Me dê a profecia.

– Se fizer algo, eu a quebro. – Harry ameaçou.

Senti a presença de mais gente nos observando por todos os lados, e minhas mãos começaram a suar enquanto Harry apertava uma delas com bastante força.

– Harry Potter. – Uma mulher de cabelos eriçados e negros apareceu. Era Bellatriz Lestrange, prima de Sirius – e sua assassina.

Ela ria. Um riso agudo que eu poderia jurar que era a partir dele que a maldição cruciatus fora criada.

– Me entregue a profecia, Potter. – Lucius insistia. E não machuco seus amigos, e sua namorada.

Senti Harry soltar minha mão de leve. Pelo visto, não queria que os comensais me marcassem como alvo fraco, que atingiria Harry em cheio.

– Se Voldemort quer tanto isso, por que manda você vir buscar?

– Ousa dizer o nome dele? – Bellatriz gritou. E pude ver que realmente era uma tremenda puxa-saco.

– Se se aproximarem mais, eu a quebro. – Harry insistia. Dava pra ver que o desespero apontava em sua voz.

– Você não gostaria... de saber por que há essa conexão com ele? O Lorde das Trevas e você, senhor Potter. – Lucius falava, e enquanto enrolava Harry, percebi os outros comensais se aproximarem.

Percebi todos se juntarem, na força do medo. Precisávamos estar espertos e prontos para atacar.

– ... eu esperei quatorze anos por isso. – Ouvi Harry dizer. – E posso esperar um pouco mais. – era como um sinal, precisávamos atacar.

– Estupefaça! – Todos gritaram ao mesmo tempo, e saíram em disparada para algum lugar.

Senti Harry me puxar, e corremos para uma direção qualquer enquanto ouvia os outros gritarem feitiços, senti um vento forte passar por cima de minha cabeça, o que fez Harry para bruscamente quase jogando-me no chão.

– Petrificus Totalus. – Gritei em direção ao vento, e vi o vulto sendo jogado do ar em direção a uma das prateleiras.

– Corre. – Gritei a Harry, enquanto puxava-o para qualquer lugar.

Os sons de vidro quebrando denunciava uma luta que começava. Gritos de feitiços e raios iam por todos os cantos, até que todos nós nos encontramos outra vez no meio de uma encruzilhada no corredor.

Foi quando vimos que todos os comensais estavam vindo em nossa direção de uma vez só.

– Reduto. – Ouvi Gina gritar. Mas o feitiço não fez o efeito que tanto esperava.

“Mas o quê?” – pensei.

– Reducto. – então gritei em alto e bom som.

O clarão que se seguiu foi tão forte, que pensei estar cega por uns segundos. Além de atingir os comensais, os globos estavam indo ao chão, junto com as prateleiras. Então, mais um vez, era hora de correr.

– Pra porta. – Harry ordenou, e todos o seguiram.

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Notas finais
O feitiço de Gina deu errado - claro, quero dar ênfase que minha personagem é tão forte quanto qualquer outra, por isso Harry é louco por ela. Não deixem de comentar. Beijos e até o próximo ♥