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30 You Know Too Much – Aurora e Maria


Notas iniciais
Elas não são um casal, antes de mais nada, não achei interessante fazer um capítulo da Aurora com o Jacob... Mas espero que isso explique o porque ela sai da escola e não ia com o irmão para casa.

Primeiro vieram as perguntas e ela não sabia lidar com tantas, poderia chorar para distrai-los como quando criança, quando os policiais bateram em sua casa e sua irmã gêmea dormia e não acordava com seus gritos, para Maria gritar naqueles momentos aliviava sua alma, lhe tirava os tormentos de seus ombros, até mesmo sua raiva era descontada em sua voz.

A delegacia perto da escola nunca parecia ter se destacado tanto como naquele momento, enquanto era interrogada e a cada pergunta, sua feição ficava confusa e perdida, lembrando do caso que existiam o policia bonzinho e o malvado poderia deixa-la perdida no mar em que já estava.

Aquilo já estava indo longe e ela se perguntava se sua mãe irresponsável tinha pegado os potinhos dos remédios antidepressivos que chegaram recentemente. Sua mãe achava que conseguiria esquecer a morte da filha e o marido na prisão, achando que se inibiria de sensações e ficaria ausente. Era uma tola.

Uma sala de interrogação e uma policial segurando um gravador, falando que horas eram e Maria sabia que era o momento para tomar seus antidepressivos, apenas sua maquiagem e o seu sorriso não seriam o suficiente para suportar novamente, ela não tinha em quem mais se sustentar. Malik não olhava mais para ela, como se fosse o pior dos monstros, como se tivesse apunhalado ele pelas costas. Aquilo doía, machucava tanto que ela não podia pedir ajuda para Aurora, nem mesmo quando conseguiu criar coragem, ela apenas a fitou como se fosse uma desconhecida, lhe dando as costas.

O potinho e um copo d'água deixado em cima da mesa e ela bebeu, engolindo o remédio em seguida e pelo que pareceu piscar os olhos, em um momento estava sentada normalmente e no outro se sentia tonta, o rosto quente e uma dor de cabeça gigantesca. Parecia que tinha gritado e a policial de antes apontava uma arma de choque para si, o olhar frio sobre Maria como se ela fosse cometer alguma loucura.

Então o gravado ali fazia sentido.Seu transtorno de dupla personalidade. Isso explicava a dor de garganta e a dor de cabeça, o branco do que poderia ter acontecido. Tocando o dedo no gravador, ela sabia que a arma ainda estava apontada para si e nem mesmo isso foi o suficiente para o que ouviu. Ouvir a si mesma berrando, confessando coisas que nunca teria conhecimento, encontros com uma pessoa que trabalhava com seu pai, troca de informações com grupos perigosos e entre eles outra pessoa, um tal de Faheem Al-sayf.

A pior de todas foi ouvir que tomou conhecimento que outras pessoas estavam ali lhe ouviram confessar, entre elas a sobrinha do ex delegado, Aurora Kenway. Não era ela gritando ali para Aurora, não era e sentiu o peso em suas costas ficar maior ao se ouvir culpando uma pessoa que não tinha relação alguma com suas dores.

"Você me abandonou como o meu querido exnamorado!"

Lágrimas desciam de seu rosto, se levantando e ignorando as ordens da policial para se sentar, falando contra o vidro que não mostrava tudo, vendo apenas seu próprio reflexo e sentindo raiva, mas implorando.

"Você é tão traiçoeira quanto ele"

Não era verdade! Ela não tinha nada a ver com seus problemas, Aurora não era o aquele tipo de pessoa que Maria era.

"Tenho nojo de ter lhe conhecido"

Ela foi a única que lhe fez se distrair dos problemas de sua casa quando eram crianças, foi sua amiga, se preocupou consigo e recolheu suas lágrimas quando sua mãe e pai brigavam a noite.

"Eu só pensei em lhe ajudar e o que você faz? Atrapalha tudo! COMO SEMPRE FEZ!"

Não. Não. Não.

Algo a picou através da blusa que usava, causando um choque por todo seu corpo e a paralisando por completo, fazendo seu corpo se encontrar com o chão e derrubar a cadeira. Se contorcendo e sentindo antes de apagar a luz daquela sala machucar seus olhos e o frio do chão lhe abraçar junto do escuro.

Quanto tempo tinha se passado? Maria sabia que ali era um centro clínico psicólogo do estado, queria saber porque não foi julgada ou algum advogado pegou seu caso e a deixou largada ali. Seu rosto não estava pintado e parecia que tudo estava cinza. Por que estava tudo cinza?

Tinham salas e salas, corredores e outras pessoas como em uma coletiva apenas para preencher o vazio. Uma garota falava sozinha aos sussurros, uma senhora olhava para a parede de forma estranha enquanto um assistente entregava um copinho com o que pareciam ter remédios dentro para alguns dos outros que Maria não reconhecia.

Um dos enfermeiros a chamou e a acompanhou até uma pequena sala da qual já tinha um segurança e uma figura familiar.

— Leãozinho... — A chamou, tendo a atenção de Aurora para si e andando devagar para poder conseguir abraça-la, soluçando e enterrando seu rosto no pescoço dela.

Sendo mais alta que a Kenway, sentia o afago da mão dela em seu cabelo. Aquilo parecia se tornar uma rotina, tanto que não notou direito quanto tempo se passava, parecia dopada demais pela falta de cor ao seu redor.

Ela não podia falar e Maria não poderia nunca ajuda-la a recuperar o pouco de voz que ela já teve, se antes ela culpava a garota por não ter estado ao seu lado e não saber por completo o que aconteceu com Aurora, Maria tinha noção de que não existiam finais felizes, que o final era apenas a parte triste e que se aquele fosse um começo, que ela se tornasse feliz.

Notas finais
Eu estava pensando em começar uma fanfic nova de Assassin's Creed, duas, mas uma delas é se passando em um período histórico... Não sei se ficaria bom, mas eu acho interessante. Lemon - You know too much