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31 Sick — Kadar e Arno
Notas iniciais
Kadar não esperava que ao final do terceiro ano pudesse viajar e conhecer outro lugar do mundo, atravessar o mar e pisar em solo que seria julgado como um cão e que homens tripudiariam por estar de mãos dadas com pessoa que ama, Arno Victor Dorian, o homem que Kadar ainda não acreditava estar junto de si e ser o motivo de sua felicidade, claro, um dos motivos.
Lembrava claramente quando Malik quase saiu da faculdade no meio da noite apenas para impedir a decisão de Kadar em ter sua festa de formatura na França. Irmãos mais velhos são uma graça e Malik não deixava de participar da regra. Ainda bem que existia Altair para segurar o irmão e dar “sermões” que Kadar não gostaria nem de saber como seriam.
Também ficou receoso por deixar a mãe sozinha, mesmo que fossem só por algumas semanas e elas sempre o advertia sobre o perigo de desconfiarem dele, mas acima de tudo nunca abaixar a cabeça quando falarem de suas origens, sua mãe era uma ótima pessoa, a melhor que conhece e ninguém nunca irá supera-la, não quando se tinha seu irmão e o namorado no mesmo patamar de preocupação.
Segurava com certa insegurança o braço de Arno, sendo guiado pelos corredores de desembarque, ignorando as pessoas a seu redor falando francês, e seguindo até certa parte do aeroporto para poderem buscar suas malas. O olhar de Kadar era temeroso diante os segurança, temia deixar o amado envergonhado por ser abordado em relação a sua etnia e traços do país de origem, mas nada ocorreu para seu alivio, mas não pode evitar notar o olhar das pessoas ali ao seu redor, vários de desaprovação por estar próximo de outro homem ou por ser sírio, mas sempre de pessoas de idade avançada.
Do lado de fora do aeroporto, por mais que tive fosse uma área urbana, as árvores naquela estação do ano tinham seus brotos colorindo a paisagem, marcando e deixando turistas maravilhados e Kadar sorrindo bobamente por nunca ter visto tal coisa. Nem quando Kadar acompanhou Malik e Altair em São Francisco havia aquele show de flores desabrochando.
Antes que pudesse notar, uma mulher com uma placa em mãos com seus sobrenomes chamou a atenção de Arno, recebendo uma chave de carro depois de assinar um papel de identificação. Um olhar de indagação tomou a face de Kadar e Arno sorriu com a mesma, o beijando brevemente em seus lábios e ignorando por estarem em um local cheio de pessoas.
— ‘Tá, como você conseguiu pagar o aluguel do carro? — Perguntou curioso, estranhando por sentar no lado esquerdo do carro sendo que na América ele deveria sentar na direita.
— Não fique zangado, mon amour, por incrível que pareça, sua mãe avisou em cima da hora que pagou algumas coisas para nós — Explicou, ligando o motor do modesto carro e dirigindo pelas ruas movimentadas de Paris.
Kadar ria com o diferente idioma, podia já ter se acostumado com Arno falando francês consigo, mas nunca se acostumaria com várias pessoas falando ao mesmo tempo, nunca. Passaram pelo centro, perto do Arco do Triunfo e Kadar engoliu em seco como tal lugar tinha um trânsito assustador apenas por causa da sua fama entre os turistas.
Chegando e estacionando em uma estreita rua, ambos saíram do carro e Kadar olhou curioso o pequeno prédio de três andares cor azul a sua frente, mas voltando a si para ajudar Arno a pegar as malas e carrega-las para dentro do prédio, tiveram apenas de subir o primeiro andar e resmungarem por carregar as malas.
— Primo! — Uma mulher grávida os abordou no começo da escada, nem esperando e abraçando Arno de lado, o deixando soltar as malas e rindo da sua cara surpresa.
Sua barriga mostrava já estar nos seus poucos meses de sua gestação, seus cabelos presos e vestido longo mostravam a maneira simples que tal mulher era. Seu sorriso era parecido com de Arno e Kadar franziu o cenho desconfiado com a abordagem da mesma, talvez o namorado tivesse esquecendo-se de avisar que alguém da família iria recebê-los, mas pela cara desse, até ele não sabia da presença da mulher a sua frente.
— Pensei que não viria, mas pelo visto veio e trouxe companhia — Sorriu maliciosa para Kadar, o mesmo da qual sentiu o rosto esquentar — Não se acanhe, sou Amélie, prima deste adorável rapaz — Empurrou Arno para o lado e beijou a testa de Kadar — Bem vindo as maluquices da família Dorian – Uma piscadela no final fez Kadar rir e Arno bufar de impaciência, talvez por ter sido deixado de lado e ignorado.
Já aturava o namorado, não precisava saber por familiares deste que o mesmo era problemático, riu da careta de Arno com o que sua prima tinha dito, poderia finalmente conhece mais do francês. Kadar acabou por bater na própria testa ao ouvir de Arno que esse tinha esquecido as chaves do apartamento, mas Amélie acabou por balança um molho de chaves na frente da face de Arno, rindo quando o mesmo resmungou, lançando uma piscadela para Kadar assim que a porta foi aberta.
Amélie tagarelava enquanto ambos ajeitavam as malas no chão da sala, abrindo a janela e olhando um para o outro quando notaram que todos os móveis estavam descobertos e que tudo estava limpo. Olharam para Amélie e viram a mesma dar de ombros com a pergunta silenciosa, seria um perigo a mesma ter a chave do apartamento sendo que ambos ficariam sozinhos e a mesma poderia entrar de penetra.
Lhes foi oferecido o café da manhã no apartamento dela e a barriga de Arno roncou, fazendo barulho pelo cômodo inteiro e fazendo com que os três rissem daquilo, aceitando o almoço de Amélie e apenas deixando rapidamente as malas num canto.
Diferente do apartamento em que ficariam, a sala do apartamento de Amélie era colorida e florida, algumas tulipas com seus brotos fechados e sofás com um pano azul tricotado sobre esses, com almofadinhas com estampas de gatinhos. Aquilo era adorável, mas pela careta de Arno, podia-se considerar que aquilo era estranho.
O barulho da chaleira soou por todos os cômodos e a mesa de jantar estava exposta com comidas diferentes, misturando doces e salgados e uma torta caseira de maçã. Kadar se ofereceu para ajuda-la a colocar tudo na mesa, contrariando essa quando falou que não precisava de auxilio, que sabia se guiar mesmo grávida e que estava acostumada, mas Kadar se recusou e até Arno ajudou.
Enquanto ele se incomodava em ter educação, Amélie enchia o prato com torta doce e salgada, pegando até um pouco do chá de camomila e enchendo também o prato de Kadar que se contentava com o pouco, falando em francês palavras que Arno traduzia e esse até repreendia a prima por algumas frases que Kadar nunca saberia o que significava.
Logo não demorou para quando terminaram, a porta do apartamento ser aberta e mostrar um homem robusto e que Amélie foi até esse, lhe beijando ternamente. Kadar segurou uma risada com outro careta do namorado, resmungando algo e sendo apresentado ao marido de Amélie, Lahanche Axeman Dorian.
Kadar não pode esconder o desconforto com o olhar critico do marido de Amélie, esse que fez poucas perguntas, mas que sorriu fracamente quando ele e Arno se retiraram depois de ajudarem a arrumarem as coisas.
Mesmo conseguindo a chave do molho da prima de seu namorado, Kadar indagou o porque o senhor Lahache lhe encarou de forma estranha e Arno apenas pediu para que Kadar ignorasse, mas Kadar não conseguiu por momento.
Parecendo uma criança, Arno correu até o quarto, pulando na cama e dando risadinhas que Kadar apenas bateu na própria testa com a alegria do namorado.
— Finalmente, paz... — Arno espreguiçava-se na cama de casal — Agora só falta a faculdade e o meu velho me perturbando sobre a minha profissão... — Resmungou choroso.
Kadar riu com aquilo, tirando os sapatos e deixando a cortina cobrir a janela, caminhando em seguida para cama e sentando-se no colo do francês.
— Sério que vamos falar sobre a faculdade? — Sussurrou, abaixando-se até ter seu rosto próximo de Arno, mas levando-se até o lóbulo e o mordiscando levemente — Estamos sós... — Kadar sabia provoca-lo, tinha imaginado como seria por em prática tal provocações quando estivessem sozinhos, quando poderia ter total atenção de Arno para si, sem interrupções.
Suas mãos procuraram as de Arno, enlaçando com as suas e as fazendo seguir rumo a sua cintura, deixando com que o mesmo apertasse suas curvas de forma lenta e deleitosa, fazendo os toques gélidos de sua mão percorressem a pele de Kadar por debaixo da blusa, ousando por ventura atravessar o limite para dentro da calça do outro.
Sem tirar os olhos um do outro, os azuis dos olhos de Kadar fitavam intensamente, Arno se perdia facilmente naquele tom, era sua perdição, parecendo se igualar a um oásis maravilhoso em meio ao deserto e Arno o atravessaria com orgulho para ter sua conquista, o seu amado.
Tomado num beijo, Kadar abaixou-se sobre Arno enquanto o mesmo prosseguia com a caricia em seu corpo, aproveitando e se sustentando com um braço e com o outro deixando que sua mão apertasse com vontade o tecido que acobertava a pele do francês, resmungando e xingando contra os lábios de Arno as vestimentas que ele usava.
Mordendo com volúpia e desejo o lábio inferior deste e se distraindo ao sentir o movimentar da cintura de Arno, suspirando ao sentir a ereção desperta do mesmo roçar contra si e sorrindo quando uma das mãos que lhe apertava saiu de onde estavam para tirar a braguilha do cinto.
Kadar sorriu com a ousadia e iniciativa do namorado, deixando de toca-lo e erguendo-se, tirando por fim a sufocante blusa e deixando seu peito exposto, tendo a total atenção de Arno e o seu sorrido malicioso. Lambendo seus lábios em total degustação, voltando a ficar por cima de o francês e o beija-lo com ardor, tendo sua língua envolvendo-se com a do outro, explorando incansavelmente e tendo o mesmo.
Saindo de cima de Arno, Kadar riu com a presa do outro ao vê-lo tirar sua calça e cueca, ignorando a vergonha da completa nudez e tirando a camisa que o outro trajava, não esperando muito e abocanhando o mamilo rosado exposto, o chupando e deixando com que o barulho de tal ato soasse para todo o quarto. Sorriu ao ver o deleite na face de Arno, contemplando o quão sortudo era por ter o francês como seu namorado e parceiro, por ter o amor retribuído.
Suas mãos serpentearam o torço de Arno e com uma mão começou a beliscar levemente o outro mamilo, ouvindo o que se pareciam ser xingamentos em francês. Parando o que fazia, suas mãos tatearam quase que cegamente o cinto da causa do parceiro enquanto o mesmo aproveitava e chupava seu pescoço, o mordiscando levemente e sussurrando palavras em francês, alguma dessas Kadar já reconhecia.
Não demorou muito para que Arno estivesse totalmente nu como Kadar, o tom de pele de ambos se chocava, mostrando claramente a diferença entre ambos e numa admiração que deixou Kadar envergonhado por alguns segundos, não gostava quando Arno lhe encarava tanto. Mesmo ainda ajoelhados na cama, Arno juntou seu membro com o do amado, passando o polegar pela glande avermelhada de ambos.
Teve que agarrar os ombros de Arno para não cair de costas na cama, gemendo o nome do mesmo e mordendo o ombro quando ele movimentou a mão. Kadar quis derreter, ser tocado daquela forma o fazia querer ser tomado por inteiro, os movimentos ficando intensos e Arno beijando desajeitadamente sua têmpora.
Reclamou quando Arno cessou os movimentos, o deitado na cama e esticando-se para pegar algo no chão e mostrando o que era, Kadar sentiu o rosto esquentar e a respiração ofegar de excitação. O pote de lubrificante foi deixado de lado enquanto Arno colocava a camisinha.
Kadar ergueu as penas, as separando e deixando o silencioso convite para que Arno se aproximasse assim que deixou o liquido viscoso do lubrificante em seus dedos, os abaixando até a entrada do pequeno Al-Sayf, arrepios subiram a espinha desse devido ao conteúdo gélido, mas estremeceu mais ainda ao sentir aos poucos ser invadido e preenchido pelo primeiro digito.
Apertava o lençol da cama, fechando os olhos e respirando fundo, deixando seus lábios entreabertos e suspirando ao sentir Arno mexer devagar o dedo dentro de si, explorando sua cavidade com receio. O incentivo maior foi quando Kadar abriu seus olhos azuis quase fechados para Arno, o desejo estampado na íris azuladas e a luxuria se contorcendo em seus lábios que continham os gemidos.
Arno não conseguia conter-se e por fim deixou outro dedo adentra Kadar, não esperando muito para mexê-los e encontrar uma parte que despertou um grito engasgado de Kadar, assustando Arno, mas não o intimidando a ponto de parar, tendo mais reações do amado a cada toque naquela área, sentindo sua ereção doer e ansiando pelo toque e alívio.
— N-não... A-Arno...
Arno olhou para Kadar e a visão do mesmo o deixou por parte chocado, Kadar chorava de excitação. Suas lágrimas desciam por sua face, tímidas. Arno sabia bem o que o outro estava pedindo, queria que ele parasse senão iria gozar sem tê-lo dentro de si, iria se desmanchar sem nem ao menos Arno ter tocado seu membro que já tinha sinais de que poderia chegar ao ápice.
Beijando rapidamente a coxa de Kadar, Arno retirou os dois dedos e pegou meio que desengonçado o frasco do lubrificante, deixando escorrer sobre seu próprio membro.
— Se doer, grite para eu parar, mas não torture minhas costas caso goste — Disse, dando um breve beijo nos lábios de Kadar.
— Convencido... — Sussurrou sôfrego.
A penetração causou grande desconforto, a dor chegou assim que a glande o adentrou e mesmo com o pedido de Arno, Kadar agarrou as costas do francês, suas unhas curtas começavam a causar o estrago necessário. A cada pedaço que o membro de Arno penetrava, Kadar perdia o folego, lutando para aceita-lo e quando por fim foi preenchido, respirou fundo assim como Arno que beijava lentamente seu pescoço.
Devagar, Arno movia-se, retirando pela metade sua ereção e voltando a penetrar o pequeno Al-Sayf, chocando suas peles e causando novamente a dor em Kadar. A mão que segurava a cintura desse envolveu seu membro, o movimento para fazer com que a dor fosse diminuída.
Arno sabia que demoraria para encontrar novamente a próstata do outro, por tal movia-se com mais afinco para a surpresa de Kadar, até novamente achar o ponto de prazer na terceira estocada, notando o arquear da costas do mesmo, colando seus peitos e envolvendo suas pernas ao redor da cintura de Arno. Seus braços enlaçando o pescoço desse e gemendo de forma explicita e sôfrega o nome do francês.
Rolando o olhar só de ser acertado naquele ponto, seus lábios ficando aberto e não deixando escapar nada mais do que palavras desconexas, sentindo seu pênis latejar ao ouvir o bater das estocadas contra si, ansiando o toque naquela parte e o tendo novamente.
Sendo erguido, Arno aproximou-se na cabeceira da cama e prensou as costas de Kadar, o cercando e movimentando com mais afinco, beijando desajeitadamente a boca de Kadar e mordendo o lábio inferior do mesmo no processo.
O formigamento tomava o baixo ventre de Kadar, seu corpo estava mostrando os espasmos e contorcendo-se ao ter gozado, manchando não apenas ele e sim Arno, esse que logo estocou mais e fitou Kadar até chegar o seu limite.
— Isso foi melhor do que a encomenda... — Kadar falou com pouco e dificuldade, deitado agora e sentindo Arno deitar ao seu lado na cama — Eu quero fazer novamente... — Pediu, olhando com malicia para o namorado.
— Quem diria, eu tenho um monstrinho sexual... — Comentou rindo o francês.
— Têm e agora se prepare, Arno Victor Dorian, esse monstrinho ainda tem para lhe oferecer e cobrar.
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