Novice
27 Twisted Nerve
Notas iniciais
Depois daquele domingo as coisas começaram a decair, parecendo piorar a cada dia que passava depois o incidente com o pai de Malik. Não eram pensamentos negativos de Altair com relação a tudo a sua volta, mas a tendência de tudo piorar apenas apitava em sua cabeça como um alarme irritante, tentando mostrar o obvio que se seguiria.
Talvez como um aviso, depois de ter suportado o namorado e o irmão desse em sua casa, Altair não pode controlar uma risada ao ter ambos ao seu lado quando seu humor e culpa não estavam grande coisa, sentindo o cansado extremo e a vontade de dormir nunca foi tanta para esquecer a vida real. Era covardia pensar que poderia escapar de tudo que se envolveu, mas ele teria que estar ao lado de todos quando os problema se armassem.
Primeiro que eram semana de provas e entrega de trabalhos, em plena segunda, alunos pareciam ter se tornado exemplos para literalmente colocar a cara nos livros e estudar antes do sinal tocar para irem as suas devidas aulas. O humor de Altair não estava bom o suficiente para se focar, já não bastava o pesadelo que o fez ficar acordado o resto da madrugada, mas diferente de Malik, não ligou ou contou para alguém, apenas se enrolou em seu cobertor. Ele conseguiria carregar o peso do mundo novamente em suas costas, do seu próprio mundo.
Só na primeira aula, uma dor de cabeça começava a lhe incomodar, seus óculos e o reserva já estavam em pedaços, restando as lentes de contado com grau e que ele detestava usar na escola. Seu humor apenas piorava ao ver que o professor Ethan Frye passou um trabalho e uma pesquisa para entregar, sendo que as provas desse seriam apenas depois da entrega. Parecia que sendo pai ou filho, ambos os Frye acabavam irritando Altair de alguma forma.
Apenas notando o sobrenome Frye em sua cabeça, veio a cabeça onde Aurora estaria, pois Altair não a viu, nem Edward ou o primo de ambos. Os Kenway tinham sua ausência e aquilo instigou Altair, sendo contida e apenas olhado para o lugar onde estaria Malik e também notando a ausência do próprio namorado, franzindo o cenho de leve e tendo sua atenção chamada pelo professor Ethan.
O sinal de troca de aulas tocando o despertou de seus pensamentos, coçando os olhos e os sentindo lacrimejar por estarem antes ardendo. Se levantando e apertando o caderno em mãos e ignorando o peso leve da mochila, saindo da sala e seguindo pelo corredor cheio de alunos de outros anos, respirando fundo com alguns alunos esbarrando em si e abrindo seu armário, pegando o caderno e livro para próxima aula e sentindo um de seus livros cair no chão, sendo dois para ser exato.
O pequeno príncipe e O guia do mochileiro das galáxias estavam a tanto ali que tinham dobrinhas em suas folhas, a parte com relevo estava se apagando e aqueles dois livros apenas eram a referência do que tinha acontecido com ele e com outras poucas pessoas. Por ter mencionado um trecho a Kadar, por ter ouvido um de Malik, por saber que mesmo tendo os problemas, aquele livro seria referência.
O cansaço falava mais alto e logo ele teve apenas de sair dali para ir até a sala da próxima aula, respirando fundo e seguindo rumo até o segundo andar do prédio, mas parando ao reparar em uma pessoa já conhecida por alguém, essa que olhava perdida para o celular e ignorava o fluxo de alunos. Altair nunca tinha realmente falado com Arno sem ter Kadar ao lado desse, mas ocorreu de uma única vez o francês ter falado consigo que foi para lhe agradecer por tê-lo ajudado com Malik.
Mesmo receoso e com pressa, se aproximou e notou as pequenas olheiras no olhar do outro de uma noite que passou em claro sem dormir, o cabelo bagunçado e uma cicatriz que marcava o nariz
— Arno?
Engasgando com o próprio susto, Arno apenas olhou perdido para Altair que começava a se preocupar com o outro além de desconfiar um pouco da postura desse diante do aparelho celular. Tossindo e guardando o mesmo, a atenção de Arno voltada para si e mesmo assim, parecia não estar tão presente por momento, como se algo o deixasse aéreo.
— Algo errado? – Altair perguntou, notando o nervosismo desse e apenas respirou fundo com isso – Parece que Kadar não veio, você sabe o por quê? – Indagou, mas a reação cabisbaixa do outro parecia uma resposta pronta para não perguntar nada, mas se enganou.
— Não brigamos se você for concluir pela minha cara de monstro – Comentou com um breve sorriso, mas se desmanchando no mesmo instante – Ele não me contou exatamente o que aconteceu, nem ele ou o irmão carrasco vieram hoje.
– Sabe, o irmão carrasco é meu namorado – Franziu o cenho e cruzou os braços com a risada nasal do outro – Mas e o motivo? Já iremos ter a segunda aula e nem os vi chegar...
— Era isso que eu estava tentando fazer... Kadar não está visualizando minhas mensagens ou as recebendo... – Comentou aflito, atraindo a atenção de Altair – Ontem ele comentou que iria passar na sua casa, mas hoje parece que ele sequer ligou o celular – Falou num tom preocupado – Não sou um namorado controlador, mas quem sempre me acorda de manhã cedo é o Kadar e ele nem deu sinal de vida... Pode falar que é ridículo, mas para mim é estranho.
— É estranho, mas não estou aqui para julgar... – Falou num tom baixo – Se eles chegarem, mande aquela miniatura de Al-Sayf mandar uma mensagem para mim... – Pediu, se preparando para sair e ir até a sua aula.
— Mas ele é maior do que você e menor do que eu, tecnicamente quem é uma miniatura é você – Arno comentou, dando uma risada e fazendo Altair respirar fundo e reclamar mentalmente da dor de cabeça aparecer apenas naquele momento.
Não deu asa para o comentário do outro, apenas rumou até a sala da sua próxima aula, ignorando os alunos comentarem em cochichos sobre algo, abaixando a cabeça na mesa para diminuir a dor, mas não conseguindo um avanço. Anotando apenas o mais importante que o professor passava, colocando em mente que tentaria o caderno de outra pessoa que teria feito toda a lição, talvez Leonardo fosse uma alma bondosa em não sumir com Ezio pela escola para poder lhe passar a matéria.
Os cochichos e comentários dos alunos se tornou bem frequente durante a terceira e quarta aula e só depois ao chegar o intervalo, Altair desejou se esconder na sala de aula apenas para não suportar o barulho do pátio e da bagunça dos alunos, mas não pode. Seguindo junto os outros alunos, tentou procurar com dificuldade Ezio ou até mesmo Arno, mas acabou encontrando ambos e também Leonardo com eles e não gostou nem um pouco de ver a preocupação estampada na face deles.
— Eles não chegaram ainda, não é? – Foi a primeira coisa que perguntou e não obteve uma resposta, apenas sendo notado ao se juntar a eles – Gente, vocês estão me assustando... – Comentou antes de Ezio o chamar para perto – Ezio...
— Ele 'tá bem, ok? Só um problema técnico – Comentou com um sorriso fraco e Altair apenas virou seu olhar para Arno, esse mais aéreo do que antes – Isso deve ser só um jet leg dele, não se preocupe.
— Ezio, eu sei que você também é amigo de Malik e sei que Arno parece saber o que está acontecendo e peço agora com toda educação e paciência matinal que ainda me resta para que me conte o que infernos está acontecendo – Exigiu com a voz um pouco alterada pela dor de cabeça, massageando a têmpora.
— É que... – Ele pensava antes de falar e Arno bufou impaciente.
— Malik e a família dele estão na delegacia – Arno soltou de uma vez a noticia – Kadar não podia enviar nada me informando porque tomaram por precaução o celular dele e do irmão.
Precaução? O que tinha acontecido para eles irem a delegacia logo cedo numa segunda-feira? A preocupação e pânico lhe invadiram e os mesmo pensamentos de culpa o afetaram como antes, mas só pioraram por estar com dor de cabeça e resmungar por conta disso. O que aconteceu?
— Altair? Você está bem? – Leonardo perguntou, mas parecia que a sua voz estava um pouco baixa, baixa demais.
— Estou... – Respondeu num tom baixo, a sua visão ficando um pouco borrada – Estou bem, sempre estou... – Deu uma breve risada.
— Alty? Altair!
Até mesmo alguém gritando seu nome parecia algo distante até que não conseguia mais sentir o próprio corpo e sua visão não conseguiu se focar em mais nada ao ficar totalmente preta.
Seu corpo pesava mais do que o normal e a dor de cabeça parecia menos intenso do que antes, parecia ter acordado de um pesadelo com aquelas frase sobre Malik, com sua preocupação se aflorando mais do que o normal. Mas o problema era que não tinha sonhado nada, Altair parecia estar na enfermaria, a mesma da qual auxiliou Malik quando esse brigou com Abbas, a mesma que acompanhou Maria para poder tomar seu remédio e estranhamente se sentia vulnerável demais ali, um lugar que não deveria transmitir aquilo.
Respirou fundo e juntou forças para se sentar daquela maca, coçando os olhos e se sentindo incomodado por ter tido um apagão e ter as lentes de contato nos olhos, teria de usar o colírio logo.
Não conseguia ouvir o barulho de alunos pelo corredor e concluiu que perdeu metade do dia ali e perdido todas as matérias e possíveis provas surpresas, só de pensar em repor fazia a dor de cabeça voltar e resmungar, fazendo esforço para ir em direção a janela e afastar a cortina para ver o sol não tão forte.
Como não tinham ninguém ali, se retirou para saber o que acontecia, ficando um pouco surpreso no meio do caminho por seu celular ainda estar em seu bolso e que faltava apenas uma aula para todos irem embora. Foi difícil se orientar até a sua última aula, mas só de chegar na porta da sala, o professor Milles e o restante da sala o encarou em completos silêncio, mas apenas o professor se afastou do quadro negro e falou num tom para que apenas Altair escutasse, de que não tinha necessidade dele marcar presença na aula e que era melhor voltar para a enfermaria.
E é claro que Altair recusou voltar para aquele lugar desagradável e perder a aula, mas teve que se afastar e só viu a opção de sentar em frente onde seria seu armário, se zangando por ter provavelmente ter desmaiado, não de sono ou estresse. Talvez por um pouco de estresse, mas não era motivo para ter bancado a bela adormecida.
Não foi necessário esperar tanto os outros alunos saírem das salas e o sinal do termino da última aula tocar. Não foi nem preciso buscar Ezio pelo olhar naquela multidão, esse que estava com sua mochila e apenas o abraçou brevemente, pedindo e quase implorando para que Altair não se machucasse e que logo alguém estaria ali para lhe ver.
Um ponto de interrogação enorme pairava sobre a cabeça de Altair, mas que sumiu ao avistar Malik andar em sua direção, mas sua preocupação de antes se mantinha acessa ao ver o rosto ferido do Al-Sayf, o lábio ferido e o braço esquerdo engessado. Altair não podia deixar Malik sozinho uma noite e o restante de um dia seguinte para quando voltasse a vê-lo, esse estaria acabado e em sua frente, com o olhar sério.
— Você sumiu – Altair falou num tom sério.
— E você desmaiou – Rebateu, o cenho franzido e a voz um pouco rouca – Podemos conversar lá fora? – Pediu e Altair apenas encarou o braço engessado de Mal antes de acompanha-lo até o estacionamento da escola.
Parecia que sua cabeça iria explodir novamente e Altair queria apenas o resumo do que aconteceu, mas só de chegar ao estacionamento e não ver a moto de Mal, respirou fundo para o que teria de ouvir e já estava quase pensando em puxar a orelha desse, mas pensou bem ao lembrar do seu estado.
— O que aconteceu? – Perguntou, cruzando os braços e encarando o outro sério.
— Depois que eu e Kadar saímos cedo da sua casa, deixei meu irmão e recebi uma mensagem de Jacob, o cara que mantem Abbas afastado de ameaças com relação a Maria – Começou, explicando e bufando com a cara de impaciência de Altair – Eu sei o que você vai falar...
— A, sabe né? Só de ver seu braço quebrado, consigo tirar todas as conclusões e virar um Sherlock Holmes da vida – Rebateu, mas não aumentando o tom de voz por conta da dor de cabeça – Não poderia ter esperado chegar hoje de noite? – Franziu o cenho – Quem machucou você, não é fácil ganhar numa lutar contra o temível Al-Sayf – Zombou e Malik apenas deu uma breve risada – Não tem graça...
— Claro que tem – Rolou o olhar – Sei que Maria foi manipulada, que Abbas é mais um idiota do que tolo, que talvez o passado dele apagasse suas ações, mas ele não merece perdão – Falou – Nunca vai merecer – Respirou fundo e encarou Altair – Quero que me responda algo, se é verdade ou mentira o que eu for perguntar.
Aquilo o pegou de surpresa, não esperando aquilo e num momento como aquele, em que ambos pareciam no limite, mas quem ele queria enganar, eles já estavam no limite da paciência e da razão. Apenas concordou e deixou com que o outro prosseguisse.
— É verdade que Abbas beijou você? – Perguntou e foi inevitável que Altair não arregalasse os olhos diante da pergunta – Quero saber se o murro que dei na cara dele adiantou de alguma coisa, por isso a pergunta.
A não... Malik bateu em Abbas por causa daquilo? Do dia em que Altair já tinha se esquecido completamente para não se sentir um idiota por ter sido beijado por alguém como Abbas, o que diabos aconteceu?
— Só responda... – Suspirou cansado, fechando os olhos em negação.
— É verdade... – Confessou num tom baixo – Foi no mesmo dia em que você veio me buscar para ir até a sua casa... Eu não notei quando ou por–
— Não explique, eu só queria saber... – O interrompeu, cobrindo sua boca com o dedo indicador – Por que você não me contou?
— Não estávamos namorando e eu queria esquecer o que tinha acontecido... – Explicou num murmuro – Me desculpe...
— Não peça desculpas, você não quis aquilo e entendo a parte de querer esquecer... – Resmungou – Quando fui ver o que o filho do professor Ethan queria, ele me explicou tudo o que a irmã descobriu e como Abbas estava no meio... Não poderia esperar outra coisa senão confusão e provocações... Eu apenas... – Negou com a cabeça, com a raiva na voz rouca – Apenas não suportei aquele filho da puta falar que beijou você como se fosse um comentário sarcástico, como se você não valesse nada...
— Ei... – Sussurrou, segurando o rosto de Malik com ambas as mãos e o fazendo lhe olhar, o olhar escuro do outro lhe mostrando dor, raiva e agonia – Você arriscou o seu braço em uma briga com Abbas? De novo? – Comentou com um pouco de humor para relembrar Malik da última vez que o Sofian e ele tinham brigado, mas não conseguindo nem um meio sorriso – Você deveria estar bravo comigo, não é?
— Altair, Abbas é um assediador passivo-agressivo e racista – Controlou a voz – Você é melhor do que ele, eu não vou ter raiva de você, apenas decepcionado por não ter me contado, não sai da minha cabeça que aquele babaca beijou você, apenas não sai! – Esbravejou, afastando as mãos de Altair – Desculpe... Eu... Apenas não aguento tudo isso... Primeiro Abbas, depois a delegacia e–
— Mal? – Chamou o nome do outro – O que aconteceu na delegacia? – Perguntou de forma baixa, mas preocupada.
— Não é nada... – Respondeu e aquilo foi com certeza o suficiente para Altair respirar fundo para buscar paciência onde nem deveria ter.
— Malik Al-Sayf – O chamou pelo nome completo – O que aconteceu?
— Vão trocar a guarda e a ronda de policiais na nossa rua... Eles acham que os que já estavam começando a ronda foram subornados e quando me viram chegar lá com o braço engessado... Foi meio óbvio que eles desconfiaram do adolescente sírio, fiquei um bom tempo lá... – Explicou amargamente – Minha mãe até tentou dar uma desculpa... Mas como ela também decidiu usar um al-amira... Isso não facilitou muito, só melhorou com o tio de Aurora pegando o caso...
— E Kadar?
— O pirralho se recusou a deixar mãe sozinha comigo – Riu, mostrando melhorar seu humor – Altair? – O chamou, tendo sua atenção – Eu vou pegar o ônibus para ir até o hospital, você poderia vir comigo? – Pediu e Altair franziu o cenho.
— Eu deveria ir para casa, não sei se ligaram para meu pai ou se posso apagar novamente... – Comentou – Mas por que ir ao hospital? A sua mãe está bem? – Indagou, tentando não se alarmar.
— Minha mãe está boa, Altair... É que recebi uma mensagem de Edward quando consegui pegar meu celular de volta... É que Aurora está no hospital... – Falou com culpa na voz – Ela sempre tenta me ajudar sem se envolver tanto e acaba sendo uma das que se prejudica... – Sussurrou.
— Mas ela não tem nada de errado, por que ela estaria no hospital? Ela estava no sábado conversando comigo... – Falou um pouco perdido.
— Ela tem alguns problemas que me contou que vieram além da perda de voz... Ela já tinha um transtorno e conseguiu fazer tratamento... Mas depois do que vocês dois vivenciaram na sexta... Acho que não adiantou muito... – Murmurou – É estranho que você também está reagindo ao evento de outra forma.
— Transtorno? E como assim reagindo de outra forma? – Indagou de forma um pouco indignada.
— Você sentiu de dor de cabeça hoje? – Perguntou e Altair apenas olhou para qualquer canto sem responder – Aurora tem estresse pós-traumático e ela conseguiu tirar os sintomas que eram terror noturno – Explicou e Altair não entendeu, franzindo o cenho – Ela tenta gritar durante a noite, mas é assim que o problema começa, ela não pode gritar por não ter som nas cordas vocais, ela não pode forçar a própria garganta depois de tratamentos e remédios... Não a voz para gritar e Edward me alertou que ela está na emergência desde sábado a noite... Ele me contou isso apenas agora – Explicou, cerrando o punho da mão direita.
E sábado foi quando Altair tinha conversado com Aurora. Por que o peso na consciência estava mais pesado do que antes?
— Ela é teimosa...
— Ela é sua melhor amiga assim como Ezio é meu melhor amigo – Altair falou num tom de bronca – Não fique chateado por ela, se preocupe antes – Pediu – Vamos, somos os únicos aqui...
Mal apenas concordou e ambos seguiram para o ponto de ônibus, esperando chegar até o hospital e tendo que ver o próprio namorado quase perder a paciência com a atendente e sentir que novamente poderia ficar com dor de cabeça. Mas Malik mudou de ideia e mandou uma mensagem para Edward que em pouco minutos depois apareceu ali, sorrindo fracamente com a presença de ambos, mas desmanchando com a carranca de Mal e o braço engessado dele, notando o quão sério estava o Al-Sayf.
Pegando apenas um crachá de visitante, seguiram pelo corredor, tanto que Altair esperava que alguém começasse a assoviar e aparecer uma mulher de tapa-olho, parecia que no final das contas, Altair também era um senhor referência.
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