Novice
29 Oceans
Notas iniciais
Às vezes algumas coisas engraçadas sempre acontecem com Altair, desmaiar era um clássico e novo exemplo, ter dor de cabeça era outro exemplo maravilhoso e a ironia de sofrer em menos de dois ou três dias já não o surpreendia mais, nem mesmo quando sorriu ao lado de seu namorado, vê-lo sorrir mesmo com o braço quebrado e o rosto machucado por uma briga envolvendo Altair, não importava o quanto ele tivesse discutido naquele dia que não valeria brigar por algo passado, Malik o defenderia.
As coisas boas pareciam não durar, parecia algo tão injusto, mas só por pensar o que passou para ter esses breves momentos era algo que o deixava mais leve, mais conectado e ligado com o que considerava bom e que ajudou a melhorar, mas parecia que tudo só teve tendência a piorar.
Quando acordou, a luz do lugar parecia cega-lo e arder em seus olhos, tendo de piscar algumas vezes até que se acostumou e se assustou por estar num quarto de hospital, sentindo-se tão vazio e quase tonto, como se tivessem o deixado dormir por tanto tempo ou tivesse até mesmo tocado numa roca e furado o dedo.
Sua barriga doía pela fome e sentia-se fraco, vulnerável demais e patético. Mas então veio a memoria do que aconteceu, do que passou e segurou um soluço de choro, já tinha chorado demais para se permitir derramar mais lágrimas, se negava a largar o resquício de seu orgulho para se humilhar e mostrar que estava quebrado. Altair não era uma coelho assustado.
Uma enfermeira apareceu logo depois que acordou, fazendo perguntar e perguntando se ele se sentia melhor. Altair estava péssimo e ela ainda perguntava coisas como essa, seu humor não estava dos melhores para ouvir perguntas óbvias, queria ter respondido, mas segurar sua língua era a melhor opção do que descontar a sua raiva em alguém, ele era melhor do que aquilo.
Então o medico veio depois, contando o que aconteceu. Não foi exatamente o que Altair esperava ouvir, parecia que o médico sabia do gatilho que poderia deixa-lo nervoso ou alterado, contando apenas que ele desmaiou no meio de um conflito, que sua costela estava quase fraturada por ter recebido alguns chutes e que até mesmo o acontecimento da semana passada com Aurora colaborou para sua situação piorar.
Contou os remédios que logo ele teria que tomar e a comida que logo outra enfermeira iria trazer. Ele já tinha a leve impressão que a comida do hospital seria a pior coisa que ele comeria em sua curta vida de adolescente.
Pela luz do lado de fora, parecia que ainda era cedo, ele tinha acordado e sentia o frio da manhã entrar, querendo andar pelo quarto, mover o corpo e deixar de sentir a dormência em seu corpo, mas repensando quando a enfermeira chegou e Altair encarou em silêncio a comida que era iogurte e um purê estranho que estava no prato, sentindo falta da comida queimada de seu pai naquele momento. Logo o pensamento de seu pai passou como um relâmpago em sua cabeça, perguntando antes da enfermeira sair onde estava seu pai ou responsável.
Umar tinha ficado o tempo todo ali no hospital, tendo apenas que sair naquele dia em que Altair acordou e outra pessoa estava em seu lugar como um favor. Poderia ter entrado em pânico, fazendo mais perguntas para saber se não estavam mentindo de seu pai estar bem, mas se o fizesse, talvez o medicassem para dormir como faziam nos filmes.
Então ele comeu com uma careta, sendo deixado depois de terminar e engolir dois remédios, sendo deixado novamente sozinho, mas ligando uma televisão pequena que tinha ali, o que mudou com outra pessoa entrando e fazendo Altair indagar sua presença ali, percebendo que talvez essa fossa a pessoa que estivesse como favor.
— Espero não ser um incomodo... — Hayat entrava receosa no quarto, não usando o pano que cobria sua cabeça, deixando o volume de seu cabelo solto e um sorriso fraco em seu rosto.
— Não é incomodo... — Repetiu, Altair com a voz fraca e tentando sorrir — Só acho que não precisa quebrar sua rotina para saber se estou bem... — Contou.
— Devo a seu pai e a você, vocês são minha família agora — Falava, enquanto puxava uma cadeira para se sentar ao lado da cama de Altair — Me preocupei ao saber que tinha vindo para aqui e o vendo agora, parece que virou um monge de tão frágil que aparenta.
Ele estava tão ruim assim? Essa pergunta flutuou sobre sua cabeça, mas parou ao notar que Hayat se abraçava, como se tivesse sido...
— O que aconteceu com você? — Perguntou preocupado, notando o nervosismo dela.
— Nada com que deva se preocupar — Não tinha sorriso dessa vez para acalmar a situação.
— Por favor... — Pediu, pegando as mãos de Hayat e apertando de leve como modo de acalma-la.
— Você não precisa de mais preocupações, meu querido — Tentou ignorar o assunto, mas Altair apenas negou com a cabeça.
— Senhora Hayat, se ainda estou vivo é para ter mais preocupações, elas não vão acabar.
Ela o olhava receosa, havia a dor em seus olhos e parecia que contar o que tinha acontecido parecia doer, tanto que Altair já estava preparado para se desculpar quando ela começou.
— Eu era muito nova quando meu pai arranjou um casamento para mim... Eu não conhecia muito além das minhas terras e tive que me mudar para outra nação... — Contava, mas talvez fosse a sua maneira de chegar ao assunto — Mesmo quando Malik nasceu, não conseguia sentir raiva de alguém tão pequeno e frágil... — Sorriu ao contar a historia, uma lagrima solitária descendo seu rosto e sendo seca rapidamente — Quando Kadar veio ao mundo... Parecia que ele e Malik me iluminavam naquele sofrimento... Meus únicos bens preciosos...
— Você nunca pediu ajuda? — Indagou e Hayat negou com a cabeça.
— Para quem eu iria pedir ajuda? As mulheres obedeciam aos maridos e eu seria castigada... Meus filhos tirados de mim... Então me restou o silencio... Até que Maria Auditore me ajudou, então nunca tive que me calar novamente.
A cabeça de Altair estava em branco, não conseguia imaginar tamanho sofrimento que alguém tão boa e carinhosa como a senhora Hayat possa ter sofrido, era difícil de imaginar um mundo cruel para pessoas tão boas.
— Ele tinha mais pessoas contratadas... — Explicou com a voz fraca, mudando de assunto — Tentei impedi-los de chegar até Kadar, mas teve um preço... — Soltou a mão de Altair, passando a mão na barriga — Já enfrentei ele por muito tempo para ter medo de uma misera arma — Contou de forma vazia — Ele não iria levar o meu querido filho... Me sinto culpada por naquele dia até Arno estar em casa... Malik não estava presente para cometer uma loucura e quem se sente culpado é ele também, por não ter me protegido... É um bom garoto, meu menino.
Malik e sua síndrome de heroísmo, mas dessa vez Altair não rolou o olhar ou resmungou algo que o desmerecesse, quem não iria se culpar por não ter protegido quem ama? Ele mesmo se sentiu assim quando tentou de alguma forma impedir que uma bala o acertasse seu pai. Nunca voltaria a desmerecer algumas atitudes de Malik novamente.
— Mas não vamos falar disso, já sofri o suficiente para me apegar ao passado, mas não posso esquecer que boa parte disso tudo é minha culpa — Respirou fundo — Mas eu arrisquei vir para a América para proteger as únicas coisas que valiam a pena salvar.
— Não se importava com você ou com sua segurança? — Indagou, Altair.
— O que restava em mim para salvar? — Sorriu — Altair, quando se vive em meio a caos e algo tão puro como minhas crianças para salvar, eu poderia ter deixado meus filhos nas mãos de Maria Auditore, mas ela se recusou a me deixar depois de ter me ajudado... Mas ainda não queria deixa-los sozinhos para seguirem só, não em um país que tinha raiva de minhas origens...
— E você escolheu vir para uma terra que poderia fazer pior com você e com seus filhos... — Altair falou num tom baixo, escutando a televisão com as noticias.
— Nossas escolhas, a escolha das nossas crianças em tempos como esse, cercadas de um campo de guerra idealista fanático — Hayat contou com pesar — A única escolha das crianças é ficar ou fugir, mas o destino sempre é o mesmo. Vivemos num mundo cheio de caos, mas com coisas que podem ainda nos fazer crer que algo ainda valha a pena.
Sentia o peso, a história se contada daquela forma, a impotência não o afetava mais por ter ajudado ou tentado de alguma forma impedir algo, mas aquilo não era algo que poderia ser apagado com o tempo, era uma memória gravada e fazia parte do passado da pessoa, às vezes é necessário alguém aguentar seus próprios demônios e com Hayat não foi diferente, mas os demônios não eram dela e sim as marcas.
— Por isso eu peço com todas as minhas forças, não culpe a linda pessoa que você é por algo que é minha culpa, minha por envolver meus filhos, por envolver você e seu pai, Maria Auditore e todos... — Sussurrou, apertando novamente as mãos de Altair.
— Não é culpa sua, nunca foi — Falou, mas guardou em pensamento tudo o que queria falar, que foi o pai dela sobre o casamento, que foi o marido violento dela ou até mesmo o preconceito dela por ser árabe, ninguém é culpado pela cultura e história que uma nação faz.
Aquelas palavras pareceram causar alivio em Hayat Al-Sayf, Altair já se portou de tal maneira quando o peso de algo ruim parecia ter sido retirado de suas costas, mas era uma coisa profunda que não seria esquecida, ela viveria para lidar com aquela culpa menos torturante pelo resto da vida.
Lágrimas solitárias desciam aos poucos seu rosto e mesmo que Hayat estivesse ali para lhe acolher e tentar cuidar dos danos de Altair, ele queria recolher as feridas dela e torna-las dele. A abraçando, sem se importar por estar naquela cama estranha e desconfortável de hospital, a ouvindo soluçar enquanto escondia seu rosto. Ele não conseguiu segurar as lágrimas também, Hayat de certa forma estava tentando ser a mãe que Altair não teve a chance de conhecer, a essência era a mesma, talvez não fosse, mas era algo bom.
Ela não se permitiu chorar por tanto tempo, se afastando e segurando o rosto de Altair, sorrindo e falando algo em árabe, rindo da cara confusa dele e traduzindo como "meu menino", beijando ternamente a testa dele, se retirando da sala e dando passagem para outra pessoa que Altair menos esperava ver, mas que estampou um sorriso ao ver o exagero, afinal de contas, Ezio era exagerado quando podia, mesmo quando carregava balões motivacionais.
Uma recomendação do médico até que Altair tivesse alta foi não comer nada como chocolate ou balas de alcaçuz, Ezio fez questão de esconder um bombom e uma bala de alcaçuz quando passou pela recepção do hospital para pegar o crachá, olhando para trás e pedindo para que Altair o acompanhasse. O plano de ficar no hospital era melhorar e não ficar pior, então Altair teve que recusar, respirando fundo e apenas observando o Auditore amarrar os balões na cadeira do quarto.
As novas tinham sido contadas, ser uma terça-feira e logo no fim das aulas, Ezio contou o que aconteceu em sua casa, a antiga antes de se retirar com sua mãe. Altair pensou que tudo acabaria explodindo ou alguém acabaria explodindo, mas não. Pelo que Ezio contava aos poucos, descrevendo o ocorrido o fez notar que mesmo deixando orgulho de lado, Giovanni pediu desculpa para todos e implorou desculpas principalmente de Federico e Ezio, tendo de engolir o orgulho até mesmo ao pedir desculpas a Vieri que pelas palavras de Ezio ainda zombou falando que não tinha escutado direito.
Aquilo gerou algumas risadas e Altair confessou para o amigo que seu pai tinha conversado com Giovanni, pedindo conselhos e Ezio piscou algumas vezes sem reação, talvez incrédulo ou tentando absorver o impacto. Por Giovanni ser um homem difícil de lidar, essa tipo de coisa era tão estranha de se ouvir que o Auditore achava que não acreditaria se não ouvisse do próprio Altair ou por saber que Umar já trabalhou na casa/mansão Auditore.
Altair não ficou decepcionado por Malik não visita-lo, preferiu até mesmo assim, pois a cada momento que fechava os olhos, lembrava dos irmãos Al-Sayf, se apegando apenas a momentos bons, tendo de ouvir Ezio contar que recebeu uma carta da faculdade que faria na Itália, que foi aprovado e sorria com orgulho. Altair também sentiu orgulho, mas ele não estaria ali com ele quando precisasse, mas o outro ainda teve que fazer a piada de que conversariam via skype.
Só por comentar o que o Auditore estava fazendo ali ao invés de estar na escola o fez rir sem graça, coçando a cabeça e olhando para qualquer canto do quarto que não fosse Altair que o encarava feio, cruzando os braços e dando uma bronca de se caso Ezio ainda quisesse realmente aquela vaga da faculdade, era melhor ele sair do hospital e ir para a escola ante que pegasse algo ali do quarto para tacar nele.
Não precisou avisar outra vez, Ezio beijou o topo de sua cabeça antes de sair e deixar alguns doces escondidos debaixo do travesseiro de Altair, pegando um dos balões e dando para ele.
O silêncio reinou naquele quarto, mesmo que a pequena televisão estivesse ligada, mas estava sozinha e sentia medo por alguém aparecer e fazer algo e foi assim que seu dia se seguiu adormecendo pela tarde e só acordando com alguém segurando sua mão.
Malik parecia menos péssimo do que antes, mas Altair não se importou em se sentar e o puxa-lo para um abraço, controlando suas lágrimas e escondendo seu rosto no pescoço dele.
— Eu sinto muito, muito mesmo... — Malik falou fracamente, beijando a cabeça e testa de Altair, seus olhos se mostrando molhados quando se afastou do abraço — Me falaram que você acordou hoje... Sai mais cedo do trabalho... — Falou fracamente enquanto segurança o rosto de Altair com sua mão boa.
O braço dele ainda estava engessado e Altair tentou não pensar naquele último momento, o quão parecido o pai de Malik se parecia com ele.
— Não arrisque seu trabalho por mim... — Sorriu de forma acolhedora, fechando os olhos e sentindo o calor da mão dele — Eu iria espera-lo aqui, além de que logo eu teria alta em breve... — Explicou, suspirando e sentindo um arrepio leve na espinha.
— Preciso ver se ainda está inteiro, mas pelo visto nós estamos quebrados... — Contou — Ya'aburnee, Altair...
— Não sei falar árabe, senhor espertinho — Falou com a voz arrastada e os olhos ainda fechados, mas o cenho franzido levemente.
— Não existe uma tradução boa para isso, mas é "você vai me enterrar" — Explicou, beijando a testa de Altair — Seria ao pé da letra "como eu poderia viver sem você?".
— Soa mórbido... — Sorriu — Aqui na américa falamos "eu amo você"... — Sussurrou — Estão todos bem, acho que posso dormir melhor a noite... Tirando que vai sair caro comprar outro óculos novo e remédios — Contou com humor, mas percebendo Malik bufar e rir nasalmente — O quê? — Indagou confuso.
— Esqueci que você usa óculos — Comentou rindo.
— Meus óculos são o meu charme, como você pode esquecer meus óculos, Malik? — Indagou um pouco indignado e sorrindo ao ver o rosto do outro iluminar.
Ele queria fazer o rosto de Malik se iluminar mais vezes e faria o possível para que isso acontecesse. Se perguntou mentalmente porque Malik não falou ou indagou de Faheem, mas talvez a mesma preocupação dele era como a de Hayat, não querer alarmar ou deixar Altair em pânico, mas ele não era um coelho assustado para ficar com medo de alguém que já deveria estar sendo julgado.
Ele não falou de Maria, não contou sobre Aurora ou até mesmo Kadar, Malik deixou assuntos que o preocupariam de fora, mas Altair queria saber, queria saber se todos estavam bem, se Maria realmente tinha se envolvido com Faheem ou se Aurora tinha melhorado.
Mas Altair sabia de uma última coisa, ele era eternamente responsável por aquilo que cativou.
Ele nunca foi tão feliz ao sair daquele hospital no dia seguinte, tendo de ouvir de seu pai que iriam mudar de casa por conta das circunstancia anteriores. Altair queria estar perto de um sofá para cair com aquela novidade, o que seria um pouco mais longe da escola e talvez por consequência longe do trabalho de Umar.
Não questionou seu pai, apenas sorriu fracamente e concordou com aquilo. As semanas que se arrastaram com provas, a responsabilidade de ser o último ano do ensino médio e por consequência esperar a aprovação de faculdades ou cursos técnicos, não demorou muito para dois meses depois do ocorrido, faltando apenas dois meses para concluir a escola, Altair chegou da escola acompanhado de Malik, vendo seu pai sorrir com orgulho e lhe entregando uma carta.
Altair apenas congelou de surpresa enquanto Malik sorria, o abraçando já sem o gesso e ele ainda não tinha expressão, apenas rindo fracamente e apertando a mão que o envolvia naquele abraço, tinha sido aceito na faculdade.
Kadar não parecia ser mais ausente, sempre que Altair estava no intervalo ou na saída para ir a biblioteca da cidade, ele e Arno se ofereciam para acompanha-lo, mas Altair negava falando que não gostaria de ser um candelabro, mas sendo ignorado e puxado pelo braço do Al-Sayf mais novo, rindo com esse que apesar de bancar a criança, estava realmente atento em mostrar o seu melhor, sendo auxiliado pelo namorado que o ensinava seu idioma com dificuldades. Altair apenas observava de longe ambos em silencio, sorrindo com aquilo e ficando aliado pelas coisas ruins não terem afetado o mais novo.
Malik parecia uma gracinha tentando distrair Altair durante as provas finais, parecia tentar faze-lo esquecer das coisas ruins que aconteciam, mas eram difíceis de esquecer, como do dia anterior os irmãos Frye contatarem o pai de Abbas e o levantado para conversar com o pai, Jacob tinha mandado uma mensagem avisando que ele estava fora de perigo, mas não escaparia das "brincadeiras" que fez para os outros, muito menos a agressão que fez a Altair.
Não tinha magoa ou raiva de Abbas, Altair tinha pena dele, diferente de Malik que ainda queria bater em Abbas para esse aprender uma lição e sendo sempre repreendido por Altair que violência nunca resolvia nada, apenas piorava. Com pesar, Malik recuava e se silenciava em concordância.
Uma das coisas que Altair fazia antes de todos seguirem seu rumo era "conversar" com Aurora de maneira estranha na linguagem de sinais, sempre errando e tendo que desistir por alguns momentos quando essa pegava uma agendinha e sorria com compaixão para ele, como se mesmo que ele tentasse, ela não iria faze-lo se esforçar de maneira tão intensa.
Dias ela faltava e quando ia para escola, na saída não ia com o irmão ou o primo para casa, não contando a ninguém o fazia e Altair desconfiava ser encontros com o filho do professor Ethan, mas como a Kenway caçula já mencionou, ela não conversaria sobre garotos com Altair.
Altair parecia saber mais do que antes, conhecia cada um e entendia os motivos para terem levados todos até aquele ponto, de alguns que parecia ser agressivos e se mostraram terem seus motivos e mudarem, já outras não buscaram ajuda por temerem o pior, mas não mudarem por dentro. Alguns com problemas e que eram apenas incompreendidos e não sabiam o que acontecia, outros que não se intrometiam em assuntos por já ter sofrido e mesmo assim não deixou ninguém sozinho.
Também tinha a pessoa curiosa que era ele, que era o novice que não sabia de nada e se arrependia de saber e se amargurava por pensar em algo como voltar atrás de seus atos e suas perguntas.
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