Novice
11 Fancy
Notas iniciais
Acordar tarde não era algo normal para Altair, mesmo quando era fim de semana, o despertador tocava antes das dez da manhã para que tudo fosse arrumado e que Umar não passasse fome fora de casa durante o trabalho. O caso é que nenhum despertador tocou ou o seu parecera para acorda-lo, não, ninguém deu o ar da graça de acorda-lo, pois nem em casa estava.
Sonolento e com dor nas costas, acordou de supetão ao notar que dormira sentado e com a cabeça deitado ao pé de uma cama, estranhando o fato de nem ser o seu quarto. Lembrando aos poucos o que tinha acontecido no dia anterior e xingando certo italiano por ter insistido para que Altair ficasse, como uma festa do pijama. Italiano idiota e sua ideais mais idiotas ainda.
O óculos perdido na bancada e canecas com cheiro de café forte, Altair acabou por levantar e encarar a posição bizarra que Ezio estava deitado na cama, babando como uma criança. A pergunta que não calava era como Leo gostava de um ser como o Ezio, principalmente um Ezio babão.
Como todo domingo, o dia passou de forma lenta, tirando apenas as partes em que Altair perseguia Ezio por causa de alguma brincadeira idiota ou por causa que Petruccio e Ezio faziam uma brincadeira idiota, e pensar que não bastasse quase cair de cara no chão, Claudia se juntava. Eles não tinham pena de Altair.
Umar tinha ficado até tarde e ignorou o filho para que o mesmo aproveitasse a companhia do Auditore, o que deixou Altair um pouco puto foi o próprio pai nem avisa-lo que voltaria para casa. Grande Umar. A ausência de Federico não era mais estranha pela "casa" e a breve aparição de Giovanni pareceu deixar todos que sabiam do assunto tensos, nem mesmo o Mario conseguiu deixar o clima mais tranquilo e Altair se sentiu um intruso entre a família.
Com conversas paralelas, logo Altair preparou-se para ir embora, com direito de Petruccio insistindo que ele ficasse e se agarrando na sua perna, Ezio rindo de fundo e Cláudia o puxando contra a direção da porta.
Ezio acabou por dar uma carona depois de se assustar com a face vermelha de Altair, falando para que todos parassem ou o mesmo iria explodir de raiva.
Ao ter chegado em casa e fechado a porta de casa com força, Umar surgiu da cozinha vestindo um avental florido, prestes a rir da carreta de Altair e do mal humor do filho.
— Me deixou no meio de lobos...— Rosnou de raiva enquanto Umar gargalhava — Nunca mais faça isso novamente, me deixaram gordo! — Brandou, adentrando e entrando na cozinha, vendo a bagunça que se tinha — Pai!
— Você deveria ser grato por ter comido algo e você é gordo de alma, duvido que Maria Auditore não o tenha lhe mimado — Comentou, parando ao lado de Altair — Não se preocupe, eu arrumo a bagunça.
— Espero que sim, pois eu nem vou tocar em nada — Deu de ombros, saindo da cozinha e indo para o quarto.
O trabalho quase pronto e faltando a parte da irmã caçula de Edward Kenway, Altair não poderia estar mais feliz por logo não ter que encarar a carranca de Malik, mas por incrível que pareça essa semana de convivência com o Al-Sayf fez com que Altair se acostumasse com a presença do mesmo, seria estranho não tê-lo ao seu lado, digamos que até mesmo lhe chamando de mosca pelos óculos que ele usava.
Arrumando-se para dormir, no dia seguinte acordara cedo por causa de Umar, seu pai parecia feliz em querer levar o próprio filho para a escola no carro novo e Altair não contestava sua felicidade, até o mesmo estava contente pelo pai, um esforço que valeu a pena.
Com a blusa dos weeping angels de doctor who e seu costumeiro suéter em mãos, saiu do quarto já com a mochila nas costas e pegando uma fruta na bandeja da mesa, sendo empurrado para a garagem por seu pai e rindo quando o mesmo saíra com o carro com pressa.
Na porta da escola e tendo se despedido de Umar, Altair notara a pouca quantidade de alunos e aproveitou a manhã gélida do inicio do mês e adentrou a escola, olhando para os lados para ver se a entidade chamada Abbas já tinha chegado e não notando sua presença ali, dirigiu-se para sue armário rapidamente, guardando seu material e pegando um livro de ficção cientifica.
Com o pátio vazio, apoiou-se na parede e em silêncio iniciou sua leitura, a brisa bagunçava de leve seu cabelo e com um sua distração, ignorou com o passados dos minutos o barulho do pátio aumentar e a movimentação de alunos ficar mais intensa, deixando até de notar a aproximação dos que conhecia.
— Pequeno Altair! — A voz de Edward acabou por assusta-lo um pouco, encarando o azul vivido que eram os olhos do mais velho — O que você está lendo? — Altair rolou o olhar com o falso interesse do outro.
— O que você quer, Edward? — Fechando o livro, pode ver o sorriso maroto o mesmo, um sorriso de alguém que não tinha limites, bem diferente da irmã que era tímida e doce.
— Você não notou o tempo passar enquanto lia isso, não é? — Indagou — Quero uma ajuda sua e como você não atrai suspeitas... — Dava de ombros, despreocupado e alheio a curiosidade de Altair com o repentino assunto.
Com longo suspiro e o cenho franzido, Altair não se intimidou com a diferença de tamanho ou muito menos com as poucas cicatrizes no rosto do Kenway mais velho.
— Da minha ajuda? Sou tão inútil... — Deu de ombros e Edward riu, negando com a cabeça e deixando Altair com um pouco de raiva por tal reação — Fale logo, tenho que ir para a sala depois — E encarou o pátio com o movimento dos alunos e logo entre eles, Ezio que lhe acenou e Altair retribuiu.
— Pelo que me falaram, você estudou com Abbas na pré-escola — Falou num tom sério, deixando Altair um pouco surpreso.
— Tinha que falar no demônio... — Riu e encarou qualquer outro ponto do pátio, notando ao longe Malik chegar e encara-lo e por incrível que pudesse parecer, andar até onde Altair estava — Fale o que irá fazer e porque.
— O babaca do Abbas mexeu com a minha irmã semana passada e dias depois com uma das minhas amigas, a Anne Bonny e não, elas não foram as únicas — Se Abbas declarara de uma maneira que gostava de Altair e que mesmo assim fazia o que fazia com as meninas, nem digno de pena ele era — Quero uma prova para fazer com que Abbas não mexa com ninguém, que não assedie ninguém ou seja um bully violento — Explicou.
— Contarei tudo o que sei depois — Sorriu e Edward fez o mesmo, olhando para Malik da qual já estava ao seu lado — Malik?
— Preciso falar com você — Exigiu num tom de voz sério, olhando de soslaio Edward — A sós — A risada de Edward foi ouvida e Altair temeu um pouco aquela atitude, Edward era pareô para brigar com Malik e Altair não queria presenciar uma discussão em plena segunda-feira — O que é tão engraçado? — O cenho franzido da face do Al-Sayf fez Altair estremecer e colocar-se entre ele e Edward.
— Guia do mochileiro das galáxias, pode pegar emprestado e ler se quiser — Entregou o amado livro para Edward e o ignorou em seguida — e você — Virou-se para Malik — Me fale o que quer enquanto vamos para a sala de aula — E o puxando para longe de Edward, observando o loiro rir de algo e guardar o livro na própria mochila, sumindo pela multidão de alunos.
— O que vocês dois estavam conversando? — Indagou e Altair rolou o olhar com a pergunta.
— Não é de seu interesse, agora... — Antes de entrarem na sala, Altair o parou e antes que pudesse falar, o murmúrio do corredor começou a ficar intenso e mesmo poucas pessoas dentro entrado na sala, a movimentação ficou mais intensa até as pessoas se afastarem e darem passagem para alguém.
O barulho de salto ecoava e olhando diretamente para a pessoa que vinha, o tom azul do olhar da mulher tinha semelhança com dos irmãos Kenway, mas tinha um toque a mais, mais ameaçador e predador. Altair ficou admirado com a mesma, seus óculos escorregaram um pouco e ele apenas voltou para a realidade quando Malik segurou seu queixo, obtendo sua atenção e tendo de ver a carranca do mesmo.
— Ela é bonita — Altair comentou, sendo empurrado por Malik entrando na sala — Quem seria ela?
— Não sei e nem quero saber — A resposta do outro o deixou surpreso, uma saia que Malik Al-Sayf não prestava atenção — Não me deixaria surpreso se ela fosse semelhante as lideres de torcida — Resmungou.
— A Lucy não é como as lideres de torcida que você não para de babar — Rebateu, atraindo a atenção de Malik, atingindo a memória do mesmo sobre a semana anterior, quando tinha dado um belo de um tapa na face do outro.
— Falou o ser humano que encarou a famosa Maria Thorpe — Altair se segurava para ao invés de usar a mão na cara de Malik, usar a mochila que tinha "tijolos" na mesma.
— Obrigado, acabou de me falar o nome da garota que passou pelo corredores — Cruzou os braços, sorrindo vitorioso.
— Vai por mim, ela não é bonita, nem por dentro e nem por fora — O olhar sério de Malik fez com que Altair perde-se a postura de vitória.
Como assim? Ele já conhecia a tal Maria Thorphe para falar dela? Que pergunta, claro que conhecia, Malik era o homem que adentrava sonhos das meninas das escolas, principalmente os de Altair e... Não, os de Altair não.
— E deveria confiar no seu conselho? — Franziu o cenho, desconfiado.
— Prefere sofrer nas mãos dela? Vá em frente que eu não vou estar do seu lado quando ela fizer o estrago — Deu de ombros e aquela resposta deixou Altair desarmado.
— É óbvio que você não me ajudaria, nem meu amigo é e eu não teria amigos da maneira que eu sou — As palavras custavam a sair e a garganta de Altair doía, olhando para qualquer canto que não fosse o olhar escuro de Malik — Você só precisava de um nerd para fazer o seu maldito trabalho... Alias, vou entrega-lo hoje e você não terá motivos para conversar comigo... — Terminando de falar, afastou-se de Malik e deixou a sala, quase que esbarrando em alguém e vendo que era a tal Maria— Com licença...
— Ei, docinho? — O tom de voz doce e delicado o fizera pensar o que Malik tinha contra alguém como Maria.
Virando-se para a mesma, ela parecia observa-lo com atenção e um biquinho manhoso surgiu em seu lábios rosados, o olhar azul lhe encarando de forma caridosa. Não se importando quando a mesma o puxou pela mão e o trouxe para perto, ficando frente a mesma.
— Parece que alguém está sofrendo... — As mãos macias tocaram o rosto de Altair em sinal de tranquilidade, mas ele não se sentia tranquilo, sentia um turbilhão de sentimentos lhe passando pela cabeça em relação ao Al-Sayf e Maria não tinha o olhar que trazia a paz que ele desejava, não era ela que ele queria estar em paz e sim com outro alguém — Qual o seu nome?
— Altair... — Respondeu fracamente, negando com a cabeça tais pensamentos, soltando sua mão da outra e bagunçando levemente seu cabelo — Olha, tenho de entrar... — Não, não tinha, não tinha de ter paciência com Malik ou muito menos encara-lo, mas era necessário entrar para entregar o trabalho de história, ele não se perdoaria se Aurora se ferrasse por conta de uma discussão de dele e de Malik.
— Claro — Sorria — Sabe, eu estou meio perdida... Faz um certo tempo que não venho para a escola e troquei de período, você saberia me dizer onde fica o laboratório? — Perguntou em um tom de vergonha.
— Tem dois laboratórios, um no outro andar no final do corredor a direita e o outro no segundo prédio, fica em frente a sala de informática — Orientou e ela concordou.
— Obrigado, Alty. Sabe, não importa por quem esteja triste, você merece alguém melhor — E numa piscadela, Maria se distanciou até a escada para o outro andar.
Adentrando a sala, todos os alunos estavam presentes, menos o professor. Altair sentiu uma pontada de raiva caso o professor al Mualin faltasse, e num suspiro andou até o seu lugar e largou a mochila na cadeira. Não dando tempo de respirar, Altair notou a presença de Aurora ao seu lado, lhe estendendo um bilhete e Altair anotou mentalmente sobre aprender linguagem de sinais para conversar com Kenway mais nova.
Não confie nela.
Já não bastava Malik e agora Aurora, o que raios Maria tinha feito para ter antipatia até da inocente Aurora? Só faltava Kadar e Ezio terem a mesma opinião...
Maria não parecia ser o monstro de sete cabeças e custando a prestar atenção na aula com o professor eventual, o que gerou a raiva de Altair, a aula dobradinha se arrastou com o tempo e logo depois da terceira aula o sinal do intervalo tocou.
Sendo o primeiro a sair da sala, Altair evitou Malik que parecia vir falar consigo e até mesmo Aurora, caminhando para um canto afastado e esbarrando em Edward, o chamando para conversar.
— Qual o seu plano contra Abbas? — Indagou, já ficando nervoso com o sorriso do Kenway, nervoso pelos olhares dos amigos deles e da própria irmã.
— Se vamos falar no demônio, não o vi hoje — Comentou, coçando o queixo — Sabe o que aconteceu?
— Não — Mentiu — Talvez ele tenha viajado para bem longe — Um sonho que nunca se realizaria.
— Você mente muito mal, pequeno Altair — Riu, mas ficando sério — Isso não é por mim e sim pela minha irmã, sei que vocês mal se conheceram e não tenho o direito de pedir nada a você, mas apenas um pode do Abbas pode faze-lo deixar todos da qual ele atormenta em paz.
— Não seria mais fácil soca-lo? — Sugeriu, Altair.
— Seria, mas não quero deixar Aurora ou Connor falando no meu ouvido — Negou com a cabeça — Pelo visto a violência não leva a lugar nenhum.
— Diga isso as pessoas que ganham dinheiro com a guerra... — De longe pode ver Malik com Kadar, ambos parecia discutir algo e quando a presença de Arno se pôs entre ambos, Malik parecia quase voar para o pescoço do francês
— Parece que alguém não está muito feliz com o novo casal — Edward comentou — Parece até um romance proibido.
— Não, nem um pouco... Preciso ajuda-los... — Suspirou, se afastando e indo até onde os três estavam.
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