Novice
9 Dear future husband
Notas iniciais
Altair já havia jantado, mas fazer a desfeita de não ficar com os Al-Sayf durante o momento era um incomodo, mesmo com Malik insistindo para a mãe que o amigo já tinha comido em casa antes de chegar, não serviu como desculpa para Hayat, da qual puxara Altair pelo braço até a cozinha, fazendo questão de lembrar o momento constrangedor de minutos atrás no quarto de Malik.
Claro que ela não esqueceria de comentar o filho que estava por cima de Altair, no bom sentido, se é que existia um bom sentido em ver Malik por cima de Altair com o rosto bem próximo do mesmo.
Kadar durante o jantar se esquivava das perguntas da mãe e do irmão sobre o mesmo estar estranho e quando o olhar do Al-Sayf mais novo se em encontrara com de Altair, o mesmo só podia ler o olhar de que não contasse sobre Arno.
O falatório na mesa não se prolongou e mesmo Hayat insistindo em encher o prato de Altair, não conseguira mudar a opinião do mesmo.
— Sabem, eu não tenho nenhum preconceito com homossexuais – Hayat cortara o silêncio na mesa, olhando de canto para Malik e em seguida para Altair, ignorando o fato de Malik engasgar com a comida e encarar Altair com um sorriso inocente, pelo menos era isso que se parecia – Acho que é normal esse tipo de relacionamento homo afetivo – Concluiu com outro sorriso.
— Mamãe... O que você quer dizer com isso? – Kadar indagou com o cenho franzido, aliviando o clima tenso que se estendia de Altair para Malik, parecendo rir das bochechas coradas do irmão – Eu não notei antes, onde estão seus óculos Altair? – Perguntou e Altair suspirou ao se lembrar de horas atrás em casa com Abbas no seu quarto.
— Em casa, mas tenho outro na mochila e no momento estou com lentes de contato – Respondia, deixando de lado o prato da qual lhe foi oferecido com a comida, sorrindo de forma acanhada para Hayat.
— Você deve ficar uma graça com óculos – Hayat comentou, fazendo as bochechas de Altair ruborescessem – Não fique assim, pequeno Altair, ignore as palavras de uma velha como eu – Sorria largamente, levantando e tendo a ajuda de Kadar para retirar os pratos vazios da mesa.
O encarar silencioso de Malik sobre Altair o fez estremecer e sentir um breve arrepio na espinha com o lembrar do que acontecera no quarto, com direito a lembrar-se do comentário de Hayat sobre ele ser uma graça. Altair estava longe de concordar com aquilo e apenas afastou seu olhar para outro ponto, ignorando Malik e levantando-se também, oferecendo ajuda com a louça suja e sendo prontamente respondido que não era necessário, para ele era necessário ajudar por ser a visita, mas Hayat pareceu insistir com palavras e pediu que Kadar fosse com Altair para o quarto.
Mesmo discordando, aceitou sair da cozinha e ser guiado com Kadar para o seu quarto, passando por Malik da qual ainda estava sentado e não o encarava, mas ouvindo que se parecia uma discussão em outro idioma e se mordendo por não saber do que se tratava antes mesmo de deixar de ouvir as últimas palavras ao se distanciar.
No quarto de Kadar, o mesmo lhe ofereceu um controle de videogame e mesmo Altair lhe convencendo que não sabia jogar, o pequeno Al-Sayf apenas pode rir e insistir que o mesmo jogasse, falando que o jogo era fácil. Altair suspirara com a insistência do outro, sentado na cadeira em frente ao computador e focando o olhar na tela com o nome do jogo chamado “Assassin’s Creed”.
— Enquanto eu jogo, pode falar tudo sobre Arno, tá Kadar? – Altair falara, virando o olhar brevemente para o mais novo e vendo o rosto do mesmo ficar vermelho, dando uma risada breve risada da timidez do outro. Ele poderia ser tímido diante do assunto, mas ao ficar perto de certo francês talvez a timidez fosse de menos.
— Ele apenas me beijou... – Comentou constrangido e Altair praguejou por quase morre pelos inimigos, olhando de soslaio para Kadar e notando que o mesmo tinha fechado a porta do quarto, mas não a trancando – E eu respondi... – Concluíra com a voz baixa, deixando com que seus dedos tocassem os lábios e sorrissem de forma tão fofa que Altair se viu obrigado a pausar o jogo.
— Se ele lhe obrigou, sabe que Malik vai dar uma surra nele, não sabe? – Virou-se para o mais novo, o encara do preocupado depois de pausar o jogo.
Se não tivesse presenciado o chute que Kadar deu em Abbas, ainda o acharia inocente e livre dos problemas e brigas que seu irmão tinha, mas Altair ainda pensara de tal maneira e se preocupava com os sentimentos que o outro poderia ter por Arno, não era apenas o fato do francês ter terminado com Élise e sim que o mesmo tinha a ficha de brigas idêntica de Malik. Se Malik ou Élise soubessem o que estava acontecendo debaixo de seus narizes, fariam algo que magoaria o pequeno Kadar.
— Altair? – Kadar lhe chamara a atenção e viu pelo olhar azul do mesmo a preocupação e o receio.
Como poderia querer ser tão protetor com alguém que nem era seu irmão? Suspirou profundamente e sorriu, tentando transparecer tranquilidade enquanto pensava de alguma forma em esconder por mais algum tempo o caso Kadar e Arno.
— Sei que meu irmão pode acabar brigando com Arno, mas ele não tem total culpa de tentar me defender de alguém, acabei gostando de alguém no passado e acabei que me ferrando — Comentou e Altair franzia o cenho, mas mordia o lábio para controlar a vontade de perguntar quem era a pessoa que já conquistou o amor de Kadar — Por que essa cara? Quer que eu conte quem é? — Perguntou e Altair não pensou duas vezes em concordar com a cabeça — Só não comente com ninguém, ok? Apenas meu irmão sabe e ele tem muita raiva dele — Espera, era "ele" e não "ela"? — Bem... Ele era— A porta se abrira com tudo e Malik aparecera com uma carranca, indo até Altair e o puxando, impedindo Kadar de falar o nome.
— Idiota! Eu estava jogando! — Reclamou ao ser jogado na cama e se calando ao ter a face de Malik próxima a sua, o encarando.
Ele estava muito próximo e Altair tentava de alguma forma olhar para outro canto do quarto de Malik. O que poderia ter acontecido com o mesmo para ter aquela reação ridícula? Parecia que ele desafiava as leis de proximidade com outro individuo de proposito. Bufando e devolvendo a carranca, levantou-se e pousou as mãos na cintura, tentando ignorar a diferença de tamanho e força que ambos tinham.
— Pare de ser tão infantil e fale o que quer ao invés de puxar as pessoas até onde você quer, é ridículo — Falou e quase fraquejou diante do franzir de cenho do outro e a risada que formaria nos lábios do mesmo — Vamos voltar a estudar, sim? Pelo que eu me lembre, estou aqui pelo Kadar — Coçou o queixo, fingindo estar pensativo — E não me jogue na cama de novo, sua mãe acha que temos algo — Afastou-se até a mochila, vendo no chão rapidamente sua cueca e a tomando, colocando na mochila.
Mesmo com o auxilio que dava para Malik, o mesmo não parecia ter dificuldade em aprender o conteúdo, e por incrível que poderia parecer era Altair que pedia ajuda ao Al-Sayf, o que aparentava era que o mesmo já sabia o tema da matéria.
— Como você sabe de tudo isso? — Indagou, fechando o livro e sendo encarado Malik ao seu lado, virando-se para esse deixando seu olhar pousar brevemente na tatuagem que estava exposta no braço do outro.
— Aprendi na minha escola em Masyaf, na Síria — Respondeu e o olhar de Altair se arregalou um pouco — Não sou um refugiado se é o que está pensando — Comentou, rolando o olhar da cara de assustado de Altair — Minha família se mudou para cá quando eu ainda era uma criança, antes do caos ser tão alarmante e todos serem falsos preocupados — Deu de ombros, fechando o livro em suas mãos e tomando o de Altair — Vá dormir, não quero um peso morto aqui em casa num fim de semana — Declarou, levantando-se e indo até o computador.
— Não sente saudade da sua casa? — Indagou, encarando Malik e se perguntando do porque o mesmo contara aquilo para si.
Altair não era nada de Malik, não passara nem uma semana que tinham se conhecido e já acontecera coisas que poderiam ter acontecido durantes meses por causa da intimidade que ambos tinham e pelo nível de palavras e ofensas dirigidas.
Sem ter uma resposta, respirou fundo e tomou sua mochila, deixando os livros de história sobre a cama e se retirando do quarto e sem ser impedido, fechou a porta e quase se esbarrou com a senhora Hayat. Como alguém tão doce poderia ter um filho tão bruto?
— Altair, precisa de alguma coisa? — Perguntou de forma amigável — Se quiser posso trazer para você e Kadar alguns doces — Prontificou-se e Altair apenas negou com a cabeça — Malik falou algo desagradável? — Era incrível como em apenas um olhar uma mãe conseguia enxergar algo de errado e com a senhora Al-Sayf não foi diferente.
— Não, senhora Hayat.
— Se algo acontecer entre vocês, saiba que gostaria de saber, não gosto de saber que o único colega de escola de meus filhos veio aqui acabe brigando com os mesmos por causa de uma teimosia que vem da família — Comentou com um humor, mas suspirando em seguida — Você é um menino doce, Altair, poderia vir aqui mais vezes e saiba que será sempre bem vindo.
Os passos de Hayat diminuíam de acordo que seguia pelo corredor e Altair não precisou se virar ao ouvir a porta do quarto dela ser fechada. Será que aquilo era ter uma mãe?
Preferindo trocar de roupa para dormir, seguiu para o que se parecia o banheiro e trocou-se, saindo do mesmo e indo até o quarto de Kadar, adentrando o mesmo e podendo apenas segurar uma risada ao ver o outro deitado sobre o teclado do computador, parecendo até babar e balbuciar algo durante o sono.
Deixando a mochila no chão e acordando o outro, recebendo resmungos de que ainda queria dormir, Altair tinha pena de acordar um adolescente que mais se parecia uma criança, mas uma criança maior que o próprio Altair.
Os olhos azuis lhe fitaram em ameaça como Malik o fazia e por um instante possibilitou se era certo acordar Kadar, gaguejando ao perguntar para o mesmo onde dormiria e suspirou em alivio ao vê-lo levantar da cadeira em frente ao computador sem reclamar por ter sido acordado.
Acabou por ajuda-lo e encolhia sua curiosidade sobre quem teria sido a pessoa da qual Kadar tinha gostado, afinal de contas, quando o mesmo iria contar, Malik tinha que ter entrado no quarto como um furacão. Parecia que a todo momento que Altair ficaria sabendo de algo importante, sempre tinha alguém para atrapalhar, mas tal assunto do pequeno Kadar era tão intimo como o passado de Malik na Síria, seria muita falta de educação em se envolver e pelo simples fato de começar a conhecer os irmãos Al-Sayf em menos de uma semana.
— Poderia parar de me encara e perguntar o que lhe aflige? — Kadar falara ao ter terminado de arrumar o colchão ao lado da cama, atraindo a atenção de Altair e rindo da cara confusa do mesmo — Não me encare, fica estranho alguém me olhar assim, como se eu tivesse feito algo errado — Dava de ombros, deitando-se na cama e Altair fizera o mesmo no colchão.
— Não precisa contar nada a um desconhecido da escola — Argumentava, suspirando e cobrindo-se — Parece que isso o machuca até hoje...
— Mas a culpa é minha, se eu não tivesse me afeiçoado tão rápido... — O silêncio se fez presente por alguns segundos e temendo trazer o passado, Altair se prontificou para desculpar-se, mas não pereceu necessário quando Kadar voltara a tomar a palavra — Ainda serei ingênuo se eu o visse na rua...
— “você é responsável por aquilo que cativas” — Citou e riu ao ver o rosto de Kadar parar na beirada da cama, com o olhar de curiosidade — É do “pequeno príncipe”... Olhe, quem quer que tenha sido a pessoa que lhe magoou, ele é responsável por ter lhe cativado e tem de temer o seu irmão, não é o caso do Arno — Falou convicto — Gostar de alguém não é fácil por simplesmente se ter temores — O porque de falar tais coisas parecia sem sentido, e além do mais, como ele poderia ajudar com aquelas palavras?
— Você alguma vez já gostou tanto de alguém que chegava a doer? — Indagou com a boca contra o lençol, abafando sua voz.
Se Altair já gostou de alguém? Ele mesmo vivia estudando tanto que gostar de alguém parecia ser surreal. Não que nunca tivesse parado para admirar ou ver a beleza de alguém, mas sentir todas as descrições básicas de quando gosta de alguém? Nunca tinha acontecido, até o começo da semana quando Al Mualin passara o trabalho.
Foi então que Altair arregalou o olhar quando recordou dos momentos em que se pegava em êxtase com o perfume de Malik e de quando admirou sua tatuagem em seus braços, e de quando ignorou todos os alarmes possíveis quando brigava. Aquilo não poderia estar acontecendo... Não. Era impossível!
— Altair? Alt? Você está bem? — Indagou preocupado — Eu falei algo errado?
— Hã? Não, foi apenas uma coisa que passou pela minha cabeça, uma coisa bem desagradável — Balançou a cabeça, afastando os pensamentos que começavam a lhe incomodar como chamas de um incêndio estranho que não afetavam apenas a mente e sim seu corpo, causando um pequeno arrepio passar por sua espinha — Não, nunca tive o prazer de gostar de alguém, mas se gostasse, não seria essa palavra poderia descrever o que eu sentiria pela pessoa e sim um "eu amo" — Silenciou-se por alguns segundos, refletindo com suas palavras e pensando por meros segundos que talvez não fora tão certo assim confessar tais palavras.
Sempre quieto consigo e sem incomodar a privacidade alheia, quem garantiria que poderia confiar em Kadar, o irmão de Malik Al-Sayf? Poderia não ter provas o suficiente de que o mesmo era de confiança, mas pensar tal coisa de alguém que chutara a cara de Abbas... Era ser no mínimo idiota e a oferta de Kadar para dormir em sua morada e ficar no seu quarto, Altair se sentira culpado por desconfiado do garoto e péssimo por tal.
— Isso é muito romântico para um nerd como você, Alt — Zombou e Altair franziu o cenho com o apelido, tinha ignorado na primeira vez que o mesmo tinha chamado sua atenção, mas ali Altair tinha consciência do que ouvirá — O quê? Nunca chamaram você de Alt? — Perguntou e Altair suspirou cansado.
— Já chamaram sim e a pessoa que fez questão de faze-lo foi o Abbas... — Resmungou e paro para pensar que antes dele, Malik também o tinha chamado de "Alt", tal lembrança o fez corar.
— Seu nome é complicado — Kadar dava de ombros e Altair não ousou responde-lo, engolindo em seco e se perdendo em suas memórias com o irmão do outro ali — Durma, você terá de ter paciência ao ver um Al-Sayf acordado, é como se fosse um bicho do mato — Falara, saindo da beirada da cama, saindo da visão de Altair.
— A é? — Achava que logo cedo de manhã não veria a cara de Malik e iria embora para casa quando poderia, mas tais palavras de Kadar sobre ter paciência ao irmão quando acordasse era como se fosse ficar ali por mais tempo, talvez a tarde toda.
— É, nossa mãe o acorda cedo para não perder a hora do trabalho — Explicou e Altair estranhara tal coisa — Mal tem que repor o trabalho por ter faltado essa semana.
A não, pensou Altair. Será que no dia que o Kadar parecia fala era o que Malik tinha ido para sua casa? O brutamontes do Al-Sayf tinha perdido sua carga horaria para estudar e ajuda-lo a fazer uma droga de trabalho? Altair poderia se sentir péssimo depois daquilo, mesmo não tendo provas que era sobre tal.
— Boa noite, Alt — Kadar falara e Altair respondera com um murmuro para o pequeno Al-Sayf.
Sentindo aos poucos com o peso das cobertas o peso que se seguia em sua consciência por ter batido na cara de Malik, mas relembrou o real motivo de tê-lo feito e repreendeu tal culpa, xingando Mal-- Mal não, Malik, em pensamentos e tentando ao máximo atrair o bom e desejado sono, mas pensando em coisa da qual não queria até que o mesmo viesse.
Não notando quando seu olhos pesavam e que cairá num sono, em seus sonhos não haviam figuras, apenas sons e dos mais constrangedores que poderia existir, gemidos e suspiro sendo emitidos, carne se batendo e nomes sendo pronunciados e entre esses nomes era Altair que o pronunciava, clamando por alguém e logo sentia algo estranho lhe tomar conta, um calor e desejo desconhecido tomar conta de cada parte do seu corpo.
Até que o sonho mostrara sua imagem e sem ser apenas um ser presente, Altair notava-se deitado e com alguém sobre si, tendo detalhes de uma tatuagem nos braços, tribais e se contornando na pele, o olhar escuro do outro sobre si com um brilho de malicia e desejo, o sorriso predador lhe tomar sua face e as palavras sendo sussurradas em seu ouvido.
"Novice"
Fechara os olhos com o apelido sendo dito por aquela pessoa, sorrindo satisfeito e cercando seus braços sobre o pescoço do outro, aproximando seus rostos e sentindo os lábios daquele quase perto dos seus.
— NOVICE! — O grito que ecoara pelo quarto fizera Altair acordar se supetão, abrindo os olhos assustados para os lados até se focar com dificuldade na porta do quarto, que era por segundos desconhecido para si, de Kadar — Levante adormecida e você também Kadar, a mãe 'tá chamando você para ajudar no café da manhã — Resmungou e Altair permitiu olhar curioso para a aparência do Al-Sayf mais velho que era ter os cabelos bagunçados e a roupa amassada — Trate de dar um jeito nisso — Apontara para as partes baixas de Altair e se retirava do quarto.
Ao se tornar mais desperto e consciente das palavras de Malik, Altair olhava para o corpo descoberto e principalmente para o meio de suas pernas, sentindo o rosto arder de vergonha e voltando a se cobrir antes que Kadar despertasse por completo e visse sua situação, mesmo que ele tivesse ouvido as palavras de Malik.
Altair queria desaparecer naquele exato momento.
Levantando-se do colchão, e perdendo o equilíbrio por alguns segundos e olhando para Kadar que parecia esparramado na cama, babando e roncando levemente, arrancando algumas risadas de Altair enquanto despertava de maneira melhor, arrumando os lençóis e o colchão num canto separado e não percebendo que Kadar também acordara.
— Odeio acordar cedo de manhã — Resmungava e Altair apenas concordava com a cabeça, agradecendo pelo mais novo não ter ouvido seu irmão gritar e falando da situação que Altair tinha se encontrado ao acordar e que não existia mais — Meu irmão está chato, não é? — Indagou.
— Eu ouvi isso, pirralho! — Malik parecia gritar do corredor e Kadar pode apenas rolar o olhar, se levantando da cama e deixando de lado a arrumação da mesma.
— Kadar? — Altair chamara a atenção do Al-Sayf mais novo, tendo o olhar azul do outro em si e se indagava se seria correto perguntar algo aquela hora da manhã, mesmo o outro tendo falado de si, parecia que a sua curiosidade falava mais alto e num suspiro, iria perguntar o assunto inacabado de ontem — Sobre ontem... Quem era a pessoa que lhe magoou? — Antes mesmo que Kadar saísse do quarto, o mesmo virou-se para Altair com uma face triste — Não precisa me contar, é que eu só fiquei curioso...
— Federico... — Murmurou.
— O quê? — Perguntou descrente.
— Federico Auditore — Pronunciou novamente antes de se retirar do quarto.
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