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23 Control


Notas iniciais
Eu demorei? É mas vocês podem ler ao invés de querer me esganar mentalmente né? :v Aproveitem! o/ E eu to na bad, zerei life is strange... tipo, cara... apenas não ;A; podem já adivinhar quem chorou como bebê.

Só o passar da semana inteira Altair se viu se afastando mais de Malik, desviando dele quando o chamava e usando desculpas tolas de lições de casa e trabalhos, só que o mais difícil era por serem da mesma sala, mas era apenas puxar conversa com Desmond ou Shaun.

Uma pena que esses encaravam com medo o Al-Sayf e encaravam Altair em seguida, metade da escola sabia que Altair namorava Malik, claro que aqueles dois sabiam disso, mas pareciam nem querer acobertar Altair. Nunca conversara realmente com aqueles dois, mas daquela vez se viu que o mundo não girava ao redor de si e ficou sabendo de coisas que nem imaginaria poder acontecer. Coisas essas foram saber de um boato sobre o porque Vidic ter sido preso. Assédio com alunas da escola e Altair ficou de queixo caído ao ouvir que Lucy era uma dessas alunas. Então Al Mualim ameaçou Vidic por causa disso, ele tinha a palavra e prova com alunas sobre isso.

A cada momento apareciam pessoas mais e mais nojentas a sua volta e o mundo parecia não ter outra saída, agora entendia a raiva tremenda que Malik deveria sentir de seu pai ou o que antes poderia ter sido um parente seu, mas a pergunta era porque Al Mualim estava fazendo algo como aquilo, mesmo não podendo voltar para a América e era pouco capaz que voltasse, para quê? Nunca notou que esse poderia ser um parente do Al-Sayf.

Ainda tinha Maria Thorpe, a garota com transtornos mentais e que achava não ter nenhum, achava não ter nada de errado consigo e que eram as pessoas que traziam os problemas, como quando Altair comentou sobre ela ter conversado com Malik no intervalo e ela não se lembrar de nada. Altair prontamente pesquisou sobre dupla personalidade e viu que o caso de Maria era mais grave, parecia que já estava agravado, mas mesmo assim queria ajudar, tentaria ajudar quando Malik não pode.

Estava sendo um caso a parte, Aurora mandava mensagens de como lidar com a tal outra personalidade de Maria e o que não falar para ela. Até tentou indagar o quanto a Kenway caçula sabia, mas apenas foi ignorado por ela. Conseguiria algum dia saber o porque tanta raiva dela com Maria, mas o ponto no momento não era aquele. Estava tudo uma bagunça que Altair nem conseguia numerar direito. Mensagens recebidas de Malik e depois o silencio desse, Kadar tentando aproxima-los e Aurora ignorava os pedidos de ajuda do Al-Sayf, até "resmungou" e pediu que eles se resolvessem logo.

Como se fosse fácil falar, não era ela que estava passando por um situação que deixava os cabelos em pé e os nervos a flor da pele. Malik provavelmente o odiava depois daquela discussão, tinham as desvantagens do pai dele saber onde estudava e Altair levava isso em consideração, não era idiota em ignorar isso e até alertou seu pai sobre o infeliz, não falou exatamente nomes e nem mencionou o nome de Malik, apenas pediu para Umar tomar cuidado com as pessoas na rua ou até mesmo algum carro suspeito. Já não bastava seu pai ficar atento com Giovanni da qual não apresentava ser uma ameaça, não quando Umar também sempre passava no novo apartamento de Maria Auditore.

Não ligava mais a televisão com as noticias que se passavam, o que acontecia por na Europa e alguns americanos ficarem temerosos com estrangeiros, se mesmo que não tivessem atentados terroristas na América do Norte, o medo era o mesmo, os pedidos de morte eram muitos. Era uma questão sociológica e cultura, mas tudo aquilo estava ficam num ponto muito extremista, tanto de uma parte quanto de outro. Altair não nasceu na Síria para poder ter a voz de defesa, mas também não nasceu na América para atacar os extremistas, mas cresceu no país para ter medo o suficiente de que qualquer um era capaz de fazer uma loucura.

Justo na sexta-feira, Aurora fez um pedido que Altair não considerou estranho, mas apenas desconfiou por achar que esse poderia estar ajudando Kadar em alguns de seus planos para fazer o irmão e Altair se entenderem, não que ele estivesse com raiva do Al-Sayf mais novo, mas era um assunto apenas para ele e Malik resolverem, mesmo que demorasse um tanto para discutirem sem machucarem um ao outro.

A Kenway pediu para que lhe acompanhasse até o parque a algumas quadras longe da escola, um pedido um tanto normal quando na saída uma mulher ruiva e mais velha a abraçou e Altair logo a reconheceu. Jennifer Scott Kenway, a mãe de Aurora. Se já tinha acompanhado Aurora até a sua casa uma vez, ou condomínio, viu apenas de longe a mãe da amiga.

— Não sei porque me pediu, mas você mesma poderia ter pego Dora lá em casa — Reclamava, notando logo Altair — Você é o jovem que minha filha deve ter mencionado não? Ele é namorado de Malik? — Indagou e Aurora apenas concordou, tomando dos braços da mãe um filhote de cachorro, segurando com cuidado a coleira — Acho que nos vimos apenas de vista, mas você parece ser um bom garoto — Sorriu — Não se atrase, seu irmão pode estar conversando com seu tio Haytham na delegacia, mas você ainda tem que ter cuidado — Advertiu e Aurora rolou o olhar — Mande uma mensagem se precisar de algo.

Com um beijo na testa, Jennifer se despediu da filha e seguiu o caminho oposto de ambos. Um enorme sinal de interrogação pairava na cabeça de Altair com tudo aquilo. Com a coleira amarrada em uma mão, e o celular em outra, essa era a maneira mais fácil de Altair poder entender o que a outra dizia já que os bilhetinhos eram inúteis ali.

|conheça dorinha, minha distração para mostrar que está tudo bem e minha fiel amiguinha depois de juno, a minha planta|

— Juno? Nome estranho para uma planta — Comentou, rindo e recebendo uma careta — Eu tive um peixinho que se suicidou por minha casa ser triste, então Juno é um nome normal — Deu de ombros — Mas por que estamos indo ao parque? — Indagou, curioso — Poderia ter chamado algum amigo do seu irmão como Adéwalé ou até mesmo Anne Bonny.

|altair, meu pequeno gafanhoto, Ade ou Anne iriam me dedurar para meu irmão sobre o que estou fazendo e eu não quero nem um pouco isso, estou lhe ajudando.|

— Ainda não entendi — Balançou a cabeça de forma negativa, bufando impaciente e Aurora rolava o olhar.

|Jacob Frye, vamos nos encontrar com ele e Abbas no parque, precisamos conversar|

— Você está mesmo afim daquele filho do professor não é? — Indagou de forma maliciosa ao ler a mensagem, Aurora podia não corar por conta da sua pele escura, mas seus olhos azuis lhe entregavam — Qual é, eu sei, não fique com vergonha... — Falou de forma companheira — Malik pode ser meu primeiro namorado ou pessoa que eu me envolva, mas eu sei quando alguém está gostando de outra pessoa.

|ele é cinco anos mais velho do que eu e meu irmão sempre afasta os meninos de mim quando apresentam interesse|

Bem, aquilo explicava muito Altair ser chamado no lugar dos amigos de Edward.

— Mas por que eu? — Indagou, ainda curioso.

|porque você é meu amigo, isso não é o suficiente?|

Ela franzia o cenho, parecendo chateada e Altair respirou fundo, se desculpando em seguida, mas é claro que ela era sua amiga, não tanto quanto Malik era, mas mesmo assim era estranho.

— E esse Jacob, nenhum interesse? — Perguntou e a garota o encarou de forma séria, pegando até o filhote de cachorro e o abraçando — Não desconte na Dora, ela não tem culpa... E por favor, que não tenhamos problemas, eu não posso nem me defende direito... — Falou com um fio de voz, notando a uma quadra de distancia o parque.

Como era sexta, algumas crianças que tinha acabado de sair da escola aproveitavam a chance de brincar, a cachorrinha Dora latia e sorrindo Aurora a colocou novamente no chão, sendo guiada pela filhote.

Um pouco mais a frente, debaixo de uma árvore Altair avistou Abbas e logo ao lado dele uma mulher e o cara da qual já estava familiarizado. O filho do professor sorriu ao avista-los, ou melhor, sorriu para Aurora e só de Altair virar o olhar para a amiga, essa o encarava sem emoção. Ou ela estava sendo durona como Edward?

— Olá, acho que esse foi o melhor modo de conversamos e trazer esse pirralho aqui — A mulher falou, dando tapinhas na cabeça de Abbas — Sou Evie Frye e vocês já devem conhecer o convencido do meu irmão gêmeo mais novo — Sorriu para ambos.

— Você sempre tem que falar que é a mais velha? É desnecessário — Rebateu Jacob — É bom saber que veio querida, mas e o seu irmão? — Indagou e Altair franziu o cenho, será que ele sabia que Aurora era muda?

— Ele está na delegacia com o tio — Se colocou no meio das apresentações, sorrindo sem graça — Sou Altair, namorado de Malik e vim aqui acompanhar minha amiga — Explicou, engolindo em seco ao notar ser avaliado pela tal Evie.

— Namorado? Não seria você o que foi agredido por esse carinha aqui? — Perguntou Evie — Achava que estava com medo dele.

— Eu entendo um dos motivos que o levou a agressão, ele nunca realmente chegou a uma agressão até isso acontecer — Explicou, acanhado e apontando para o ferimento na boca.

— Pois bem, como advogada, estou acompanhando um caso criminal com meu irmão e meu pai, Abbas é um pouco calado, mas cooperou em negociação da segurança do pai, claro que não poderia chegar com um papel formal de proteção a testemunha com o nome de Abbas para o pai dele, ainda não — Explicava — Por isso pedi para que o irmão de Aurora e Malik viesse até aqui, teríamos de depor na delegacia, mas já que seu irmão já está lá, facilita um pouco as coisas e já que você, Altair, não é? — Altair concordou — Você poderia depor? Você foi a vitima e isso seria um álibi para baixar a pena de prisão desse aqui.

— Mas seria realmente para a defesa dele? — Perguntou.

— Seria para acabar com a merda que eu acabei me envolvendo — Pela primeira vez Abbas abrira a boca para responder, a voz fraca e sem soar ameaçadora para Altair — E já que você está aqui e Aurora também, eu gostaria de pedir desculpas a você, Kenway... — Falou e Aurora cruzou os braços, o encarando séria.

— Que merda você fez com ela? — Rosnou Jacob, virando-se para Abbas e ignorando esse engolir em seco.

— Ele foi racista e ameaçou ela — Altair não tinha nenhuma intenção de esconder mais o que Abbas fez, se ele iria para justiça por seus atos, nada mais justo do que duas autoridades ficarem sabendo — Mas já que você está se desculpando com ela, por que não com as outras garotas da escola da qual assediou? Você já assediou Aurora também e assédio é uma agressão verbal ou física— Falava num tom sério, olhando de canto para Aurora que o olhava, surpresa — Anne Bonny, Mary Read, Lucy Stillman... A lista pode ser estendida pela testemunhas... Aurora não foi a única...

— Isso pode aumentar a sua pena, mesmo você ainda sendo menor de idade — Evie se colocou devagar entre Jacob e Abbas, encarando o Sofian como se fosse uma mãe dando uma bronca num filho — Isso se as garotas não chamarem uma gangue como a nossa que lhe protegeu a nossa ordem para lhe espancar — Falava de forma séria, enfatizando a palavra "gangue" — Então, Abbas Sofian, quem era o outro fornecedor de drogas além daquela garota Thorpe?

— Vocês ainda não pegaram essa informação? — Altair perguntou, incrédulo.

— Não podemos força-lo a nos contar algo, oferecemos um abrigo e ele preferiu mandar uma mensagem ao pai falando que estava na casa de um amigo — Evie explicou — Agora, Abbas... Vai nos contar?

— Ele é influente... — Falou Abbas.

— Não nos importamos... — Rosnou Jacob, já impaciente — Você já fez muita merda antes mesmo de usar essas porcarias, causou muito estrago e ainda dá essa desculpa? Aquela garota pode mandar você para cadeia — Apontou para Aurora — E com um bom advogado ao lado dela e das outras garotas, fica difícil um advogado publico lhe tirar da cela.

— Robert De Sable... — Contou em um tom baixo, mas encarando o filhote de cachorro que latia para ele — Ele é um professor de química renovado de uma faculdade do outro estado...

— Já ouvi falar desse cara, ele tem uma fama em uma faculdade em Londres também, mas por que drogas com aparência médica? Falsificados — Evie indagou pensativa.

— Porque Maria Thorpe pediu, ela não me contou o porque fazer toda aquela merda... Ela não faz para beneficio próprio, é como se uma vida dependesse disso — Ralhou — Curar alguma doença...

Sendo cutucado, Aurora estendeu o celular para Altair que o pegou e a encarou de forma assustada para a amiga.

|eu sei porque Maria está fazendo isso, só não pensei que fosse mesmo verdade...|

— O que você quer dizer? — Indagou, atraindo a atenção dos gêmeos Frye e de Abbas — Aurora, o que você quer dizer com isso? — Estendeu o celular para que ela lhe explicasse e ela o fez de forma rápida.

|posso estar sendo convencida demais, mas acho que Maria está fazendo isso por mim|

— Por que ela não está falando conosco? Ela sabe que não precisa ter medo — Evie falou com cautela e Aurora apenas rolou o olhar, digitando no celular e mostrando a tela do aparelho para todos verem.

|EU SOU MUDA|

Delicada como um cavalo. Altair bateu na própria testa, mas resmungando por lembrar que essa ainda estava machucada. O olhar dos gêmeos foram de incredulidade e Altair concluiu de vez que nenhum deles sabia que ela era realmente muda, principalmente Jacob.

— E o cachorrinho fala no seu lugar como no filme up? — Jacob falou com humor e a cachorrinha Dora rosnou para ele — Olha, ela gosta de mim — Falou com uma voz fina, tentando tocar na outra, mas quase recebendo uma mordida na mão — Garotinha má — Apontou o dedo em sinal de bronca.

— Vocês não notaram quando eles chegaram que ela é muda? Ou que o irmão dela deveria ter falado? — Se intrometeu Abbas.

— Ela é muda e isso é um ótimo motivo para assediar uma garota que não pode gritar por ajuda, não é Abbas? — Falou num tom sombrio, ignorando Abbas engolir em seco, mas Evie se pôs entre ele e o irmão — Vai ver ele merece ir preso.

E pensar que Altair estava envolvido nisso tudo. Suspirando, notou a Kenway pegar a cachorrinha e digitar rapidamente, mostrando para Altair e pedir para que ele perguntasse se eles iriam mesmo a delegacia ou falar com os federais, pois se bem que Altair lembrava, os gêmeos eram estrangeiros junto do pai, então tudo aquilo era algo maior.

Deixando a coleira e a Dora nos braços de Altair, Aurora digitava apressadamente no celular para poder explicar melhor a situação, a cachorrinha latia e lambia Altair e o máximo que ele fez foi segurar uma risada ou outra com as tentativas da filhote tentar se encaixar em seus braços. Ainda bem que Malik não estava ali para ver aquela cena. Malik, só por pensar nele deveria se sentir culpado por tudo que falou com ele naquele dia e que acabou se afastando por medo, por orgulho mesquinho.

Ao lado de Aurora, Jacob observava cada palavras que ela digitava antes de mostrar a todos e Altair obviamente não gostou nem um pouco daquilo, mas não reclamou. Ela saberia dar um lição no filho do senhor Frye sozinha como naquela dia. Ao terminar de digitar, ela deu o aparelho para Jacob ler para todos.

|eu morava ao lado da casa dela quando tinha seis anos, ela sempre tentava brincar comigo e num dia ao me ver já sem voz, ela jurou se livrar da pessoa que fez isso comigo e que me faria voltar a falar novamente... mas o gatilho para ela ter desenvolvido toda aquela ira foi o pai dela... ele ficou alcoólatra e... a mãe não a ajudava, nem ela ou a irmã gêmea, eu não sei muito da história porque eu tive uma cirurgia e me mudar|

— Ela me contou que perdeu a irmã, será que foi por conta do pai? — Indagou Altair.

— Isso explica o porque ela era tão filha da puta, veio da infância — Abbas falou com escárnio.

— Eu estou a dois palmos de dar um murro em você e vai ser maravilhosa a visão de você agoniando no chão — Jacob ditou ainda olhando para o celular, mas sem olhar para Abbas — O gatilho deve ter sido a morte da irmã, Malik nos avisou que ela não é completamente sã do que faz por conta do transtorno mental, mas o que fez com que tudo piorasse deve ter sido a personalidade contrabandista lhe ver sem voz, recordando do passado e da promessa.

— Se é assim, ela levou para o lado literal em se livrar do cara que te deixou muda? — Altair indagou meio horrorizado.

— O trauma sempre é revivido pela vitima que acaba se tornando um perigo, mas isso é estranho, esse tipo de coisa só é mais desenvolvido depois dos vinte anos... — Jacob explicou, coçando o queixo — Mas isso está meio vago, falta alguma explicação nisso...

— Se ela matou alguém por exemplo, não é? — Enfatizou Altair, um pouco exaltado e recebendo o aparelho celular — Se a outra personalidade pensa em ajudar Aurora, por que usar o melhor amigo dela?

— Talvez ela tenha um álibi melhor, mas não foi tão intencional — Jacob falou — Ela parecia gostar mesmo de Malik como ele falou.

Estava tudo tão ligado, mas ainda havia a questão dos remédios para uso próprio, Maria os usava para se despertar com a outra personalidade e nem sabia disso, a receita para obtê-los tinha sido trocada e a enfermeira não estava nem lá para medica-la. Ela própria reclamou da mãe estar de conversar com enfermeira, a observando, mas Altair achava que o improvável já tinha acontecido, a outra personalidade tinha subornado a enfermeira. Mas por que ela sabia do pai de Malik? Essa era a pergunta que martelava agora.

— Caralho, isso parece uma daquelas cenas de seriado e eu sou o idiota que está apenas admirando tudo, isso é muito legal — Abbas quebrou o silêncio, recebendo um olhar reprovador de todos — O quê? Vai me dizer que isso não parece aquele seriado "mentes criminosas" ou até mesmo "CSI"? — Sugeriu e Evie rolou o olhar — Tentei descontrair.

— Abbas, você faz um bem maravilhoso ao mundo ao ficar quieto, já seria uma conquista universal — Jacob falou quase como isso fosse na intensão de calar o outro, conseguindo até — Ótimo, agora temos que ir embora, isso era o suficiente... Alias, precisamos interrogar um careca que faz metanfetamina e é professor de uma faculdade, soa familiar? — Deu uma piscadela e Aurora sorriu, balançando a cabeça de forma negativa — Sei que você entendeu a referencia, querida.

— Por favor, menos Jacob — Evie o puxou pelo braço — Mandaremos uma mensagem se precisarmos de algo — Falou, andando e puxando o irmão, sendo seguida por Abbas.

Enquanto os três se distanciavam, a cachorrinha começou a latir e lamber novamente o rosto de Altair, o fazendo resmungar e ter ela retirada de seus braços por Aurora. Altair perguntou se Aurora gostaria de ir para sua casa ou a acompanhar até o apartamento onde morava, ela deu de ombros no final e deixou Dora no chão, digitando e perguntando se ele faria o jantar. Um sorriso surgiu no rosto de Altair e ambos seguiram caminho para fora do parque.

O toque do celular de Aurora fez com que ambos parasse e ela atendesse a ligação, arregalando o olhar com as palavras que alguém falava e afastando o aparelho do ouvido, tocando no viva-voz.

Olhar só, não esperava falar com vocês dois num ambiente tão agradável, cheio de crianças e mães com seus bebês — A voz de uma homem soava ao celular e aparecia "número desconhecido" na tela — Mas que falta de modos, eu sou Faheem Al-Sayf, pai de Malik e Kadar. E por favor, não corram... — Pediu, suspirando — Será muito feio a visão de dois jovens e um cachorrinho abatidos em pleno dia sem nuvens.

Notas finais
Jacob manja das referências :v referências em todo lugar, e a piada sobre Robert ser careca não escapou. Ah, eu esqueci de postar o link da fanart (https://scontent-iad3-1.xx.fbcdn.net/hphotos-xlp1/v/t1.0-9/12821575_1675147862760439_598958293165981854_n.jpg?oh=d0539871ca10c219420eb22ae95443e8&oe=5783802C) E culpem criminal minds, me inspirei no seriado... Mas nunca que Jacob seria tão dedutivo assim :v Me avisem qualquer erro. Halsey - Control