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24 Carryon my wayward son
Notas iniciais
Foi como um soco, talvez até pior do que quando Abbas surpreendeu e o fez quase como um cachorro maltratado, seu corpo congelado e parado no meio do parque e Aurora tremendo ao seu lado, segurando lágrimas no olhar e a cachorrinha dela a encarava. Altair poderia ver o pânico nos olhos azuis da garota, um medo primitivo, como se já tivesse sofrido com tal ameaça e voltava a ouvi-la novamente.
Medo. Aquilo era tão surreal que Altair ainda queria negar que estivesse acontecendo, queria que fosse um trote, mas não parecia. O sotaque estrangeiro batia com a da senhora Hayat e mãe de Malik, suas mãos suavam enquanto as de Aurora tremiam. Bastado covarde. Raiva, deveria sentir raiva, mas não poderia fazer nada, estavam na mira ou não, não saberia e se tentassem algo, seria um caos.
— Por que calados? Achava que os americanos fossem mais comunicativos com todos — Ria com sarcasmo — Pela sua ficha, não tão comunicativos já que você Altair é britânico e sua cara amiga Aurora é austríaca, encontrada numa estrada no meio de um inverno rigoroso por uma alma bondosa — Contava, dando para ouvir o barulho de algo algum documento sendo folheado — Uma ficha extensa se comparada com a sua Altair.
— O que você quer? — Voz tremula, quase muda e poderia ou não ter sido ouvida, mas com uma risada vinda do celular nas mãos de Aurora, Altair temia ter irritado o outro.
— Já passamos das preliminares? Vamos saber mais um dos outros, tirando que eu já sei boa parte de vocês, como está minha mulher? Presumo que já conhece Hayat — Perguntava e Altair sentiu um nojo subir sua garganta, uma vontade de vomitar com o maldito falando o nome da mãe de seu namorado.
Foi então que um pânico maior atingiu Altair. Namorado. Gravações das câmeras de segurança sendo roubadas e levadas para alguém. É como se o tempo tivesse parado de vez e seu coração fosse bater para fora do peito, agora as lágrimas vinham de Altair e o medo maior fosse dele. Seu pai e ele estavam mortos. Merda, seu pai não merecia uma coisa assim, um filho que lhe traria um fim.
— Vamos concluir que esteja ótima — Falou — Se vamos direto ao ponto, não vou traze-la para Síria, não, eu a traria para o meu país natal, mas como ela e meus dois filhos são "americanos", apenas o mais novo pode vir e—
— VOCÊ NÃO VAI ENCOSTAR UM DEDO NO KADAR, TÁ ME OUVINDO? — Rugira contra o celular, tirando os óculos e secando as lágrimas do seu rosto.
— Essa é a educação que seu pai lhe deu? Se estivesse na Síria, teria sido fuzilado junto do meu filho pelos rebeldes por ter apenas o beijado — Falara com uma voz mais séria e Altair engoliu em seco — E o filho é meu, ele não tem voz para decidir algo como também deitar com outro homem.
— Ele não é um objeto — Rosnou.
— Não, mas é uma fonte de lucro se eu arranjar um casamento com uma filha de um milionário iraniano — Riu com o dito — Olha só, já arranjei e Malik é um caso a parte, teria que me livrar de você e olha só, a chance perfeita, iria abater o estorvo que o prenderia no país — Havia alegria em sua voz, uma alegria doentia.
— Você faria seus filhos sofrerem... Apenas por... Desejos idiotas? — Cada pausa se dava ao nó na garganta, a dificuldade para falar enquanto mais lágrimas vinham. Ele iria morrer. Ele e Aurora, ali no meio de crianças e num dia de sol.
— É por honra meu caro e negócios, mas darei uma lição neles, em Hayat principalmente para ela aprender onde é o lugar dela, para nunca mais sequer me desobedecer e levar o que é meu por direi—
Sua fala não teve fim quando Aurora jogou com força o próprio celular numa árvore, com tímidas lágrimas descendo o seu rosto e olhando para Altair no momento com raiva, mas não raiva dele e sim do homem nojento que falara tudo aquilo. O mundo estava a salvo de pessoas assim ou já não tinha salvação?
Ela rapidamente pegou a cachorrinha Dora no colo, secando suas lágrimas, mas arregalando o olhar para algo atrás dele e empurrando Altair para o chão. O mundo que antes estava lento parecia tão aterrorizante com o tiro de algo, um barulho terrível deixando apenas um zumbido, alguém lhe puxando. Aurora o puxava com pressa para se esconder junto a ela atrás de uma árvore.
Largando a mochila no chão e lhe entregando a filhote de cachorro em seus braços, ela indicou com o dedo para que Altair não fizesse nenhum barulho e ele não o fez, não ousou e então alguém surgiu ao lado deles apontando uma arma e antes que se virasse, Aurora segurou seu pulso e o fez erguer a arma para cima, com os tiros não tendo alvos e sendo ouvido com a pouca audição os cliques sem balas, mas com a visão da garota lutando contra o outro e perdendo.
Então Altair tomou uma atitude. Deixando a cachorrinha de lado e tendo o atirador de costas para si, chutando a barriga da outra e dando a chance Altair tentar sufoca-lo por trás com o braço direito, mas uma cotovelada o fez se curva e afastar, recebendo um soco no rosto e um chute que o jogou no chão, ficando por cima de si e batendo em seu rosto.
Aquilo doía como o inferno e só parou quando o agressor não mais o espancava e sim se debatia com algo atrás de si até ser ouvido um estalo alto e cair no chão, mole e sem consciência. Aurora respirava fundo, tremula e encarando o corpo do homem no chão, se ajoelhando e recebendo a cachorrinha acanhada em seus braços que gania.
— Ele... Ele está morto? — Falava com a voz fraca, cobrindo a mão com a boca — A Meu Deus... Ele está! Porra! Porra... — Sentia uma ânsia de vomito com aquilo — Ele iria matar a gente... E você estava no chão e eu... Eu pensava que podia... Que podia faze-lo para e... Meu Deus... Aurora...
Ela o ajudou a se sentar e o puxou para uma abraço, o deixando chorar. Ele quase morreu e seu pai estava em perigo. Umar. Ele se afastou rapidamente da amiga, assustado.
— Eu tenho que ir, meu pai... Aurora, o meu pai... — Falava tremulo e ela negava com a cabeça — Tenho que avisa-lo... Tenho que... Não posso, isso não pode acontecer... — Novamente ela negou com a cabeça, irritando Altair.
Movendo as mãos e acertando a própria testa, Aurora indicou para que Altair entregasse sua mochila e assim o fez, vasculhando e tomando o celular dele em mãos. Acabou que Altair que teve que desbloquear para ela falar com ele.
|seu pai deve estar trabalhando, vamos a delegacia, mmeu tio Haytham já trabaklhou na poliiciaa e pode nos ajudar... os filho do professor Ethan vão estar lá...|
— Não podemos, pode ser tarde... — Sussurrou — Eles vão prender você! Você matou um homem... — Sussurrava agoniado, notando as mãos tremulas de Aurora enquanto voltava digitar no aparelho.
|Ffoi em legitima dsefesa... literalmente|
E mesmo assim ela sorria. Aurora Kenway era estranha, mas a estranha que tinha salvado a vida de Altair. Sendo forte e o ajudando a levantar, tomando a mochila e resmungando por algo e só então Altair notou uma mancha vermelha na cintura da garota, se alarmando, mas sendo afastado pela outra, digitando um número de alguém pelo celular de Altair e colocando o nome de Edward.
Ele queria apagar o número e ligar para um hospital, mas não conseguiria, mesmo que fosse necessário e vê-la confiar para que ele chamasse o irmão dela já lhe desarmava. Ligou e já se identificou, Altair pensava que fosse chorar no meio da ligação, mas apenas engolia em seco nos surtos de preocupação de Edward Kenway, tendo a chamada desligada depois de contar onde estavam e pedir que alguém especializado em retirar um corpo fosse também.
Afastados do que aconteceu, sentados de baixo de uma árvore e com a sombra lhes cobrindo, chocados, mas quem parecia mais aéreo com o que aconteceu era Altair, se sentia imponente em não fazer nada, em não alertar o seu pai, porque seguindo a lógica dos seriados, poderiam rastrear a ligação até sua casa ou onde Umar estava. Preferia morrer no lugar do pai se preciso do que trazer amargura.
Varias viaturas apareceram junto a uma ambulância, não havia mais ninguém no parque e tinham tantos brinquedos e carrinhos de bebe abandonados depois do que aconteceu que a cachorrinha de Aurora teve como passar um tempo até que os policiais fossem até onde estavam.
Um curativo feito e ficando sentados dentro Perguntas atrás de perguntas e um policia quase se estressou ao tentar "conversar" com Aurora, achando que era mentira de Altair ao contar que ela era muda, mas a postura do policial se alterou ao avistar um homem sem o uniforme se aproximar, colocando-se ao lado de Aurora e pedindo para que o policial se retirasse. Não sabia quem ele era, mas tal parecia ser alguém importante para fazer tal feito.
— Você pode me informar desde quando você e o seu irmão estão envolvidos em assuntos de investigação de dois policiais britânicos? — Vociferou.
— Ela estava apenas ajudando... — Altair se colocou no assunto, a voz fraca, abalada — E é um perito investigativo e uma advogada — Corrigia e o homem o encarava ameaçador.
— E você é? — Indagou.
— Sou Altair, o amigo de Aurora — Cruzava os braços, não se intimidando pela diferença de tamanho, já era o quinto homem maior do que ele — E você seria?
— Sou Haytham Kenway, tio da Aurora e ex-chefe da delegacia local — Cruzava os braços, mas olhando para a sobrinha — Você matou um homem, Aurora — Falava num tom sério e ela abaixava a cabeça — Me foi relatado que tiveram tiros, algum civil poderia ter sido atingido só por você ter ousado enfrenta-lo — Balançava a cabeça — E estou orgulhoso de você por ter evitado o pior... — Suspirou, atraindo a atenção de Aurora e a surpresa de Altair — Eu não estive ao seu lado para lhe defender de Charles, mas você defendeu alguém ao seu lado e vidas inocentes — Sorria — Sua mãe vai na certeza lhe dar uma bronca e depois descontar em mim já que sou o irmão mais novo, mas ela ficara aliviad—
E novamente ela chorava, abraçando o tio. Ela nunca contou sobre como perdeu a voz e o que tinha acontecido, poderia não saber quem era Charles ou como a encontraram abandonada, o porquê Maria poderia fazer algo ilegal por ela, mas a Kenway caçula tinha desmoronado assim como Altair.
Logo Edward apareceu correndo até onde estavam, encarando o tio que logo se afastou. Altair não contava que Edward fosse lhe abraçar e lhe agradecer, pelo quê não sabia, mas deveria ser algo bom pelo que Aurora deve ter dito ao movimentar as mãos e contar algo a Edward.
Não bastava contar ou alertar seu pai, Malik e Kadar precisavam saber, a senhora Hayat foi a mais ameaçada e... Altair sentia raiva só de pensar que não fosse capaz de protege-la. Pediu o celular de volta de Aurora e mesmo ela devolvendo, se retirou da ambulância junto do irmão, indo até alguns policias que escoltavam o corpo. Um fluxo subiu novamente sua garganta, mas engoliu e discou o número, esperando.
— Malik, eu já falei que não vou comprar esfihas ou kibe de carne — Rosnava, mas fazendo uma pausa — Merda, desculpa Alty, pensava que fosse meu irmão, Mal 'tá um saco e—
— Você 'tá bem, Kadar? — Indagava, a voz falhando com a lembrança de momentos atrás — 'Tá em casa? Se tiver, como está sua mãe? — Sorria, mas não conseguindo segurar a primeira lágrima.
— O que aconteceu, Altair? Alguém te machucou? Espera, isso foi barulho de uma viatura? Altair, me conta agora o que 'tá acontecendo — Exigia, falando apressado e Altair sorriu, ele não deveria se preocupar e sim Altair.
— Estou bem, só um pouco... Perdido — Contou, fungando e secando a lágrima.
— O que aconteceu? — Insistiu.
— Eu não posso falar, mas olha, se acontecer alguma merda, quero que saiba que você é um ótimo amigo, o melhor...
— Você está me assustando, me conta agora que merda 'tá acontecendo! — Gritou e Altair não aguentou, afastou o celular, soluçando e cobrindo o rosto — Estão te ameaçando? Eu mesmo dou uma surra em quem for, eu não conto para o Malik se você desejar, mas me fala o que 'tá acontecendo...
— É complicado... — Sussurrou — Vão ligar na sua casa e pedir informações para vocês... Eu vou ficar na delegacia local perto da escola... — Explicou.
— Delegacia? Altair, mas que mer—
Então ele desligou a chamada antes de poder explicar, não queria o Al-Sayf caçula furioso ou lhe culpando pelo celular, de todas as coisas essa era uma das últimas coisas que gostaria de ouvir de Kadar, sentir a culpa, ouvir o medo da voz do outro.
Uma mensagem enviada, mas seu pai não estaria em casa até o fim da noite, talvez ele olhasse o celular depois do trabalho e fosse correndo até a delegacia, mas Altair não colocaria os pés em casa, o medo falava mais alto e ele preferiu acompanhar Aurora e Edward com o tio deles até a delegacia, ele teria de depor já que a prova que era o aparelho celular de Aurora tinha sido destruído no seu ataque de fúria.
O caminho até lá não foi longo, o percurso parecia mais rápido com a distração com pensamentos e preocupações. Estava tudo tão turvo, rápido que não conseguiu notar como andou até a sala de espera da delegacia, Edward tinha ido junto por traduzir o que a irmã falaria e Altair ficou, esperando quando fosse chamado, mas não fizeram e isso só o atormentou, ouvindo em pensamentos o estalo do pescoço do atirador e ele caído no chão, o olhar perdido no nada.
A mochila deixada ao lado e abraçando as pernas, por que eles não o chamaram?
O barulho da porta da delegacia sendo aberta com tudo revelou dois policias segurando uma garota e uma mulher acompanhando logo atrás. Era Maria algemada e Evie Frye a acompanhando até o mesmo lugar onde os Kenway tinham ido. Altair ficou aliviado por Maria não o ter visto, um peso a menos, sentia-se cansado.
As suposições de que Umar apenas iria até a delegacia a noite não ocorreu como o esperado. Quando seu pai o viu, Altair o olhou e viu o rosto de Umar ganhar lágrimas, andando apressadamente e Altair se levantou para ser abraçado, soluçando e apertando com força, a vontade de gritar querendo sair de sua garganta, a culpa por envolver seu pai.
— Me desculpe... Me perdoa, pai... Eu sou um péssimo filho... Me perdoa...
Abafada, sua voz era abafada e estava quase impossível para se entender, seu pai chorava também.
— Não importa o que tenha acontecido, nunca vai ser culpa sua... Porque você é meu filho — Afastava Altair, sorrindo fracamente — Meu filho, meu único filho... Ninguém vai fazer nada a você, nem que tenham que passar pelo meu cadáver... Agora me conte tudo desde o inicio...
E mesmo receoso, Altair contou. De Malik e o país natal, sobre terem "viajado" para longe do pai com uma ajuda de Maria Auditore, os problemas na escola e como Abbas se envolveu com Maria, sobre Aurora o ter ajudado, do homem morto que tentou mata-los. Tudo. Foi como se o mundo tivesse saído de suas costas, mas ainda chorasse como se pudesse ter feito algo, mas acabou que só atrapalhou. Ele era fraco por chorar.
Altair não queria olhar para Umar, ver a decepção em seu rosto, mas tinha que faze-lo e quando viu, um sorriso de canto marcava seu rosto.
— Altair, você é o homem mais corajoso que eu já tive o prazer de conhecer e ter orgulho de chamar de filho... — Contou e Altair secava as lágrimas — Saiba que você não é fraco, pode ser tolo, mas não é fraco, não para mim e filho — Apertava o ombro de Altair — Estou orgulhoso de você, não precisa se preocupar com mais nada.
— Não, tem pessoas mais corajosas do que eu... — Falou, a voz fraca.
— E no final de tudo você ainda se desmerece? — Outra pessoa falou, apoiada na parede.
Malik o encarava, o olhar dele sobre Altair causou uma serie de arrepios, parecia que tinha sido um século que não falava com o Al-Sayf mais velho, uma eternidade que era apenas um semana.
— Você ouviu tudo? — Indagou receoso — Eu—
— Me desculpe por tudo, por ter discutido com você, por lhe envolver nisso tudo... — Falava cabisbaixo — Senhor Umar, me descu—
— Você não tem que pedir desculpas a mim, meu jovem, mas quem vai ter que implorar desculpas é o filho da puta do seu pai — Mesmo que soasse ameaçador, Umar tentava transparecer tranquilidade, mas acabou que deixando Malik surpreso — Você pode ter aparecido e ouvido tudo, mas não sabe o que um homem é capaz de fazer quando alguém ameaça a vida do próprio filho — Desabafou num suspiro — Essa porra tem que acabar...
— Você falou "porra"... — Altair comentou, surpreso.
— Seu velho não pode falar nem um palavrão? — Resmungou e Altair riu com aquilo e Malik também — Se eu não posso falar palavrão, posso muito bem impedir vocês dois de ficarem sozinhos... — Comentou, mas dando uma breve risada com a cara envergonhada de ambos — Estou brincando, fiquem a sós, mas lembrem-se que estamos na sala de espera a delegacia — Informou, pegando a mochila de Altair e se retirando — Cuide do meu filho... — Sussurrou para Malik e se retirando.
Devagar, os passos de Malik soaram pela sala vazia até ficar próximo de Altair, o puxando para perto de si pelos braços e beijando ternamente sua testa, limpando as lágrimas dos seus olhos e sorrindo fracamente, Altair estava com saudades daquele sorriso e de quando tudo era mais simples.
— Eu ouvi o que você disse sobre meu pai, não irei lhe forçar para que me conte agora... Minha mãe está em outra sala preenchendo alguns papeis, parece que o depoimento de Aurora a colocou no meio e minha mãe vai entrar em um sistema de proteção a vitima e testemunha, mas eu queiro que saiba que nada disso é sua culpa e nunca foi, o.k? — Altair concordou — Isso vai acabar e logo estaremos livres disso.
— Eu devia ter ouvido você...
— Altair, uma das coisas que você faz bem é exatamente o contrário, não me ouça quando a situação estiver certa na sua cabeça — Contou, dando uma risada — E é por isso que eu te amo...
— Ama? — Riu descrente.
— É... — Riu, beijando levemente os lábios de Altair — Eu te amo.
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