Novice
8 A Little Less Conversation
Notas iniciais
Um pensamento passava pela cabeça de Altair ou novice, um breve e curto pensamento que o fez cometer um ato que doeu até em si ao comete-lo que foi chutar as partes baixas de Abbas, mas o pensamento foi um simples "Abbas ficou louco".
Como ele queria saber o porque das mudanças de humor e da raiva estrema que Abbas tinha com ele, o porque ele ser tão temperamental e sem paciência desde a infância e também nessa fase da adolescência.
Abbas caia da cama e balançava de um lado para o outro, choramingando como uma criancinha e tal cena poderia ter feito Altair rir, mas não se poderia rir quando Abbas Sofian tinha acabado de beija-lo.
— Você é louco! Sai do meu quarto, nem que seja rastejando! — Gritou incrédulo com a mão na boca e o olhar arregalado de raiva — Sai!
— Você me chutou... — Resmungou e Altair se viu obrigado a respirar fundo, bem fundo e não pensar mil vezes seguidas que tinha sido beijado pelo cara que deveria odiá-lo — Você que é um idiota, novice.
— Como sinto falta do Malik me chamando de novice, pois vindo de você é como se fosse um ofensa! — Rosnou, rolando o olhar com o drama de Abbas — Era isso ou era arrancar sua boca fora — Declarou, se levantando da cama e indo até a porta e a abrindo — Cai o fora— Falava cada palavra lentamente.
— Falar é fácil, não é Alt? — Resmungou e Altair franziu o cenho com a "intimidade" de que Abbas achava que tinha por falar uma abreviação de seu nome.
— Não ouse me chamar assim novamente — Falou friamente, engolindo em seco em seguida por ter Abbas ao seu lado, quase saindo do quarto.
— Senão o quê? — Sorriu em modo desafiador — Vai chamar o seu ex-namoradinho do Al-Sayf? Eu vi o circo que vocês dois tiveram no intervalo, parece que o caminho está liberado — Riu zombeteiro e saiu finalmente do quarto, deixando Altair alterado em raiva e confusão com o que aconteceu.
Saiu segundos depois não ter a presença de Abbas por ali e correu para o banheiro, o trancando e lavando sua boca de imediato, preferindo se lavar novamente para tirar aquilo se si, mas nem aquela memória sairia tão fácil de sua mente.
Respirava fundo. Tinha brigado com Malik e não iria para casa dele e agora Abbas tinha finalizado o dia com algo muito legal, um beijo. O que poderia dar de errado?
Em relutância, destrancou a porta do banheiro e saiu do mesmo ao ouvir seu pai chama-lo para poder finalmente jantar. Parecia que a noite nem começara direito e não tinha previsão certa para terminar, mas talvez a situação pudesse piorar depois daquilo.
Descendo as escadas, a ideia de ter pulado da janela para fugir daquela situação ainda era considerável, mas enfrentar a fúria de Umar não era uma boa escolha e decepciona-lo diante de um amigo antigo também não era agradável. Seu pai já era solitário e ter uma visita mesmo que dos Sofian, ver a face sorridente e aproveitar uma boa conversa era o que valia.
Na mesa de jantar, os três ali presentes já se serviam e a contragosto, Altair sorria para a visita, sentando-se do lado do pai e ficando na frente de Abbas, rindo por dentro da cara de dor que o outro tentava disfarçar e tossindo ao ouvir a pergunta de Ahmar se seu filho estava bem, ficando mais surpreso ainda quando o outro negou não ter acontecido nada. Pelo menos isso Abbas não contaria.
O assunto entre eles variava e Ahmar elogiava a comida que Altair tinha preparado, se surpreendendo quando o mesmo preparou tudo mesmo e não comprou num restaurante. Não tinha como tudo ficar ruim, o pior já tinha passado e Altair comemorava em sua cabeça, fazendo um dancinha de vitória.
— Então, Alt — Ahmar falou, chamando a atenção de Altair — Abbas falou que na escola teve uma briga e que você estava no meio dela.
— Ainda queria saber porque o diretor não comunicou a mim ou a você Ahmar — Umar falou amargo — Meu filho não fez questão de falar nada.
— Não tinha o que falar porque eu não briguei, só tentei separar as pessoas da brigas ou pelo menos para-la — Resmungou, olhando desconfiando para Abbas que sorria malicioso, poderia rir se não tivesse comendo — Não é, Abbas? — Altair sorria forçadamente.
— Claro, mas e o tal Malik, não é? Ele é brigado contigo? — Ahmar indagou.
— Pelo contrário, somos muito amigos, mais do que amigos se parar para pensar — Deixou o garfo pousado no prato, limpando a boca com um pequeno guardanapo e rindo por dentro da cara de bravo de Abbas — Sim, mais do que amigos naquele sentido, Umar — Terminou e ficou surpreso ao ouvir a companhia tocar — Se me derem licença, preciso atender... — E levantou-se.
Mil pensamentos vieram a cabeça de Altiar quando ele abriu a porta e ainda sim ouvi o som dos talheres sobre os pratos. Aquele olhar sério de quem iria fuzilar o mesmo e o encarava como se pudesse reconhecer as malditas palavras que tinha dito para as pessoas da mesa e que incluíam seu pai. Parecia que Malik tinha um audição que o tivesse feito ouvir a basbaquice de Altair no jantar e agora dera o ar de sua graça.
— Você veio... — Murmurou e o outro não falara nada — Quer entrar? — Malik negou com a cabeça e Altair mordia o lábio inferior em sinal de nervosismo — Veio me buscar então? — Malik concordou e Altair pode apenas suspirar — Já volto... — Adentrou e deixou Al-Sayf em pé do lado de fora, indo até a sala de jantar e engolindo em seco antes de falar — Pai? Eu não avisei, mas vou dormir na casa de um amigo para fazer um trabalho.
— E esse amigo é o que acabou de tocar a companhia? — Umar indagou, mostrando um pouco da incredulidade das palavras do filho — O que seria o seu "mais do que um amigo"? O que você ainda protege por causa da briga?
— Por favor, vou pegar minhas coisas... — Proferiu e preferiu nem olhar para Abbas.
Correu para o seu quarto e pegou rapidamente a sua mochila, descendo e se despedindo de seu pai e da visita, mas ao ouvir seu nome ser chamado por Umar teve de suspirar ao notar que o mesmo o acompanha até a porta, encarando Malik ao vê-lo carrancudo.
— Cuide bem do meu filho e não pense que só por tê-lo ao seu lado que eu permito por completo.
— Pai! — Tivera de chamar a atenção de Umar e olhou encabulado para Malik, da qual tinha o cenho franzido — Vamos — Empurrava o Al-Sayf em direção a moto.
Quando o mesmo deu partida na moto e seguia para onde seria sua casa, Altair pensava do porque não ter pensado em falar que não iria mais, pois entre um Sofian e um Al-Sayf, Abbas é fichinha para levar uma porrada do que Malik que o quebraria inteiro, mas não gostaria de passar pelo beijo novamente. Balançou a cabeça com tais pensamentos e agarrou com um pouco mais de força o corpo de Malik, sentindo o calor que a jaqueta dele transmitia e agradecendo por estar com o capacete e não ter que sentir aquele cheiro do outro como foi com a camisa. Maldita fosse aquela camisa que o fez pensar coisa de um cara que falou em apenas um semana, Altair se xingava por parecer uma princesa dos filmes da disney e sentir ou pensar algo assim em menos de cinco dias.
Estranhou o fato da moto ter parado em frente a uma casa de dois andares como a sua. Assustou-se com o movimentar do braço do outro e que o mesmo pegava um controle pequeno para que a porta da garagem abrisse e adentrasse com a moto. Sentiu-se um pouco tonto ao por os pés no chão e se recompôs quando o olhar gélido de Malik o fitou, como se quisesse matar Altair.
Engoliu em seco e deixou o capacete na moto como o outro, o seguindo para fora da garagem e adentrando uma casa simples e iluminada, sentia o cheiro de comida pronta e pensou porque não comera um pouco mais em casa, mas não abusaria da hospitalidade e do clima pesado que ambos ali tinham.
— Mal? Filho? — Uma voz feminina chamava por Malik e uma moça menor que o próprio Altair apareceu, saindo da cozinha e sendo abraçada pelo próprio filho, mostrando ser tão pequena diante do filho — Oh, quem seria esse rapaz adorável? — Sorria de forma acolhedora e parecia carregar um sotaque forte de outro país.
Altair não tinha reação de como reagir, Malik era a cara da mãe quando sorria e quando a mesma veio em sua direção o acolhendo em um abraço, sentiu-se confortável e estranho o fato de gostar tanto por não ter tido uma mãe.
— Esse é Altair, Altair essa é minha mãe, Hayat — Pela primeira vez ele mencionava a palavra para Altair, mas parecia o fazer por causa de Hayat — Mãe, tenho de fazer um trabalho com Altair e o mesmo irá dormir aqui em casa, ele pode?
— Se ele já está aqui, não vejo motivos para dizer não — Respondia de forma humorada, segurando o braço de Altair — Deve estar com fome, eu fiz o meu melhor quibe para essa noite — Comentava enquanto o arrastava para a cozinha.
— Mamãe... — Malik resmungava e rolava o olhar, fazendo com que Altair risse da sua reação — Precisamos ir...
— Deixe de ser chato, Mal. Altair precisa engordar assim como Kadar, parece que vocês jovens só se importam com dietas e outras coisas.
Se pelo menos Altair pudesse virar e ver a cara de vergonha de Malik, ele não precisaria de mais nada para poder rir, pois isso já quebraria o clima tenso que tinha entre ambos.
Não se sentia tão pequeno no momento por ter Hayat ao seu lado, sentia-se até feliz por ter a presença de uma mãe ao seu lado, a casa era tão familiar e distante do que tinha crescido que ficaria até triste quando fosse embora, não que sua casa com seu pai Umar fosse uma coisa ruim e triste, mas era diferente.
— Talvez você seja o Altair que Kadar e Malik tem gritado pela casa — Se Altair não tivesse puxado uma cadeira para se sentar, teria caído no chão com as palavras de Hayat — Gritando não, brigando algo sobre "ele é meu amigo" e "não converse com Altair pelo meu celular", coisas desse tipo — Comentou e Altair riu, observando a mesma mexer nas panelas e colocando na mesa um prato do que seria o tal quibe — Pegue — Ofereceu e Altair não tinha como recusar, pegando um quibe e o mordendo — É bom, não é? — Indagou e Altair balançou a cabeça em concordância como uma criança — Tire a mão Malikizinho!
Dessa vez foi impossível não rir, quase se engasgando com a cena e notando bem de perto o olhar zangado de Hayat que se assemelhou a Malik, mas ria pelo nome que a mesma deu ao filho. Nunca imaginou que um dia veria Malik recuar diante de uma bronca, mas afinal de contas era da sua própria mãe. Espera, ele recuou
— Você já comeu tudo hoje ao chegar da escola e quase roubou mais depois de ter chego do trabalho — Falara séria e a atenção de Altair foi direcionada para a palavra "trabalho" — Você sabe fazer, nem o seu irmão pegou.
— Ele pegou, Kadar não é nenhum santo — Resmungou, ficando ao lado de Altair e roubando o quibe que estava na mão do mesmo e o comendo.
— Ei! — Falara de boca cheia e não desmanchou a cara de zangado com a face fria de Malik — Era meu.
— "Era" — Fez aspas com os dedos, também falando de boca cheia.
— Finalmente falou comigo! — Apontou o dedo na cara de Malik.
— Meninos, nada de falar de boca cheia, é feio — Hayat os repreendia — Pode levar o prato, Altair — Sorria e Altair concordou sorrindo também.
Se Umar não fosse tão na dele e mais paterno, Altair não se sentiria na tentação de deixar de voltar para casa e morar com os Al-Sayf, mas claro que ele não o faria por Malik provavelmente querer quebrar sua cara.
O sotaque de Hayat lembrava o de Umar, quando pequeno Altair lembrava quando seu pai tropeçava nas palavras por diversas vezes e só então pode concluir que a mãe de Malik e Kadar era estrangeira e ambos seus filhos também eram, mas Altair nunca notou uma falha nas palavras do pequeno Kadar e do troglodita do Malik,
Enquanto acompanhava Malik quarto, mal passaram pela primeira porta quando o nome de Altair foi chamado, sendo abraçado por trás e arrastado para o cômodo. Kadar fechara a porta do que seria do seu próprio quarto e Altair franzia o cenho com o olhar assustado do outro, cruzando os braços depois de deixar a mochila no chão e se sentar na cama, parecendo pedir algum tipo de explicação apenas com o olhar enquanto comia um dos quibes do prato que tinha trazido.
— Você falou com a minha mãe... — O mesmo sussurrou, estando apoiado de costas na porta.
— Sim, ela foi muito gentil e deixou um pouco de comida comigo — Respondeu depois de engoli o quibe — Não contei nada, seu irmão nem desconfia da sua sombra, mas suspeito que ele deva estar ouvindo por trás da porta — Comentou e Kadar arregalou o olhar, voltando a abrir a porta e gritando com Malik que por incrível que parecesse, estava realmente tentando ouvir o que ambos conversavam.
— Ele é meu parceiro de trabalho... — Rosnou Malik e Altair riu da careta do mesmo.
— Grande coisa, eu o chamei para ficar aqui em casa, então... Deixe de ciúmes com seu namoradinho — Mostrava a língua e fechava a porta na cara de Malik — Então, onde paramos? — Indagou.
— Você estava falando sobre eu ter falado com sua mãe — Altair falou, rindo e deixando o prato no criado-mudo — Não sei porque esse medo todo com Arno, ele pode ser tudo, menos a estereotipização do francês pegador — Argumentou, olhando melhor o quarto do mesmo e vendo o monitor do computador ligado com algum jogo pausado.
— Meu irmão ainda pode ouvi-lo — Reclamou, Kadar.
— E você falou que eu sou namoradinho dele, seus argumentos são inválidos — Falou com o cenho franzindo ao ver a cara vermelha de Kadar — Mas Malik tem razão, não sei se ao sair pela porta ele vai me matar, mas tenho que ajuda-lo a estudar para um teste vocacional do Al Mualim, se ele não entender algo do que se trata do tema do trabalho, todos do grupo vão ficar com zero — Suspirou, parecia que lembrar de detalhes escolares não colaboravam com a mente de Altair — Mas não vou ficar muito tempo no mesmo cômodo que aquele brutamontes do Al-Sayf, se me esquivei de Abbas hoje para dormir na casa do pior valentão, tenho que faze-lo —Dava de ombros.
— Tenho um pouco de pena de você... Malik quase me atropelou na saída da escola, xingando qualquer pouca coisa pelo que você deve ter feito — Riu e Altair só rolou o olhar — Mas o que aconteceu com você e o Abbas?
E não tinha como deixar de explicar o que acontecera, não tinha até alguém bater na porta e salvar a noite maravilhosa cheia de histórias de beijos e pegação que Altair tivera com Abbas Sofian. Malik arrumara um jeito de entra no quarto e sem mais e nem menos, pegara Altair pelo braço, o arrastando dali e o levando para o que seria o seu quarto.
O cômodo inteiro era impregnado com seu cheiro e os tons que cobriam as paredes do quarto eram escuros, diferente do quarto de Altair, o de Malik era mais organizado. Sem muita opção depois de adentrar o quarto do Al-Sayf mais velho, preferiu puxar a cadeira para a escrivaninha que ficava do outro lado do quarto, longe o suficiente para fugir da ira de Malik e clamar socorro.
— O que aconteceu com o meu irmão que você esconde? — E pensar que a primeira pergunta seria sobre Abbas, mas se aliviou um pouco, mas também ficou decepcionado ao saber que o outro não se importava mesmo com ele — E não venha com desculpas de "eu prometi não contar nada". Kadar é meu irmão e se algo acontecer com ele, Altair... Você pode ser muito legal e até mesmo engraçado tentando dar um tapa, se é que aquilo é um tapa, em alguém, mas eu vou quebrar você — Rosnou, indo até Altair abaixando seu rosto próximo do outro em sinal de ameaça, mas para Altair aquela distância que foi cortada era um sinal de ameaça em outro sentindo.
— Eu... Se ele é mesmo seu irmão, ele deveria confiar em você para contar algo assim — Explicou, esquivando-se de Malik e ficando de costas para o mesmo, dando de ombros e engolindo em seco ao ouvir o outro bufar — É sério, Malik... Se eu contasse, Kadar nunca mais confiaria em você ou em mim — Falou com tensão e se arrependeu de tais palavras ao ter sido levantado da cadeira e não sentir seus pés tocarem o chão por ter a gola da camisa sendo segurada por Malik.
— Acha isso engraçado? Meu irmão quase foi suspenso porque ele ajudou não apenas você como a mim naquela briga com o babaca do Abbas, deveria agradecer — Falava num tom sério e gélido enquanto Altair apenas concordava com a cabeça — Vamos terminar essa merda de estudo, não quero que Al Mualim grite em meu ouvir por não saber pelo menos quem foi Ricardo coração de leão — Falou, soltando Altair e indo até o computador — Vá pegar suas coisas.
— Eu deveria deixa-las com você para ter que se virar sozinho — Resmungou num tom baixo, mas parecia que Malik ouvira — Quero dizer, já vou busca senhor Al-Sayf — Falara num tom inocente e apreçou em sair do quarto.
Tivera de escapar das constantes perguntas de Kadar ao ter retornado para o quarto do mesmo, sendo comprado até com os kibes que tinha deixado por lá, mas recusou e voltou para o que seria um segundo inferno depois do que passou com Abbas, seria difícil esquecer algo como aquilo e se recusou a fazer uma cara de desgosto com tal memória ao adentrar o quarto de Malik, jogando a mochila na cama do mesmo e se sentando.
— Está conversando com quem? — Indagou acusatório para Malik, cruzando os braços diante do mesmo que estava de costas para si, com sua atenção voltada para o computador.
— Ezio tentando de alguma forma descobrir se Federico está aqui em casa — Respondeu e virou-se para Altair que tinha o cenho franzido — O quê? Você não sabe? — Indagou descrente e levantou-se da cadeira, ficando do outro lado da cama e abrindo a mochila de Altair, parecendo vasculha-la sem tanto interesse — Federico costumava fugir e se abrigava aqui em casa por conta da bondade de Kadar — Dava de ombros.
— Por que ele se escondia na casa de vocês? — Perguntou curioso, já esquecendo que brigara no começo da manhã e a alguns minutos atrás com Malik, ignorando o fato do mesmo também mexer em mochila.
— Por que você tem uma cueca do Homem-Aranha? — O ar faltou por alguns segundos do pulmão de Altair enquanto observava Malik segurar uma cueca sua, sentindo o rosto esquentar e o virando quando Malik parou para olhar sua face — O quê?
— Devolva! — Tomou a cueca e puxou a mochila para perto, ignorando a cara desconfiada de Malik e se assustando quando o mesmo puxara de volta a mochila, como se fosse um cabo de guerra — Não tem a mínima graça!
— Claro que tem graça! — O outro falara, rindo e aproveitando da distração de Altair que estava na mochila para conseguir tomar a cueca de volta — Cara, você é magro de ruindade — Alargava a cueca.
— Malik Al-Sayf, me devolva isso!
A paciência de Altair tinha acabado e o bom senso também ao ter atravessado a cama para tentar tomar a peça intima das mãos de Malik, mas numa tentativa falha ao ter uma esquiva do Al-Sayf. Altair se encontrava na beirada da cama quando tentou pegar a cueca das mãos do outro, o que aconteceu de resultado da esquiva foi o mesmo se segurando em algo para não cair, mas por destino puxara algo consigo, trazendo o impacto de algo contra o seu corpo no chão.
Malik em cima dele e frente a frente de seu rosto, a face de Altair não poderia estar mais corada. E novamente o dia poderia ficar ruim, mas ficou bem pior quando a porta do quarto foi aberta e a voz de alguém os fez notar o que estava acontecendo.
— Oh, vejo que estou atrapalhando algo... Vim apenas avisar que o jantar está pronto... — A voz de Hayat soara perdida e envergonhada, mas não tão envergonhada como o próprio Altair se encontrava no momento.
— Senhora Al-Sayf... É um engano... — Tentou argumentar, mas a mesma já tinha se retirado sem nem mesmo ouvi-lo — Merda...
— Ela vai falar tanto no meu ouvido amanhã quando você for embora... — Malik comentou indiferente a posição que se encontrava, fechando os olhos e balançando a cabeça em sinal de negação, mas não notara quem nesse curto momento Altair prestara atenção em como ele ficara mediante a situação, levantando-se e puxando o braço de Altair para que o mesmo levantasse.
As palavras sobre ir embora afetaram os pensamentos de Altair, não queria ir embora e não era por Malik estar ali e sim como foi aceito por Hayat e Kadar, em como ambos foram gentis com ele.
Ficou confuso e desconfiando quando Malik chamara sua atenção para estudar por poucos minutos antes de descer para poder jantar. Mesmo já tendo jantado, Altair não recusou a ideia de se juntar aos Al-Sayf.
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