–GUILHERME

–Não sei por que ele é tão tagarela nenhum de nós entende nada. –Falei para Lê.

–Nem eu. Boa noite meninos. –Respondeu ela entrando no dormitório onde a cor rosa reinava. Tive vontade de implicar, mas ela entrou depressa demais e eu não tive tempo.

Virei-me para o Feiticeiro e notei que ele se parece um pouco comigo (com mais altura). Depois de virar no corredor que usamos para chegar até onde deixamos Letícia, eu tentei falar com ele.

–Qual é seu nome mesmo? –Ele juntou as sobrancelhas e inclinou a cabeça paro o lado, um sinal claro de dúvida, então me esforcei mais. –Aaah, what’s your name? –Perguntei torcendo para que minha pronúncia saísse aceitável.

–I’m Carter Woodhand. –Respondeu contendo o riso. –But I already told you that.

–E aí Carter? Antes de me levar até o dormitório, você pode me arrumar alguns biscoitos ou sanduíche? –Perguntei na maior cara de pau, estou faminto! Ele fez cara de dúvida outra vez, isso já começava a me incomodar.

–Ok, vamos por mímica. –Continuei. –Tenho foooome. –Falei com as mãos na barriga e depois apontei para minha boca.

–Oh, are you hungry? –Fiz que sim com a cabeça. -follow me to the kitchen, should have something to eat there. –Terminou Carter fazendo um gesto com a mão para que eu o acompanhasse.

Caminhamos até a cozinha em silêncio (eu fiquei muito feliz por isso). Quando chegamos, o Feiticeiro pôs-se a remexer nos armários, depois de alguns instantes me passou um pacote de biscoitos e uma lata de refrigerante e pegou o mesmo para si.

–Eu não gosto disso. –Falei apontando a lata na minha mão e fazendo cara de nojo só para facilitar o entendimento.

–Don't you like it? –Confirmei e passei a latinha para ele. -What about this? –Falou Carter me oferecendo uma lata de suco.

–Bem melhor, obrigado. –Agradeci e aceitei a lata de suco sabor laranja.

–Well, well... we have looters in the kitchen. -Disse uma menina surgindo do nada, acompanhada por uma velhinha. A menina era magra, pele clara, cabelos louros compridos (muito bonitos) e a voz dela também é muito bonita. A velhinha parece bastante com minha avó paterna.

–Hello Olive, Hello Mrs. Gutenberg. I brought a new Hero to eat something. –Respondeu Carter.

–Oi. –Disse com um aceno.

–Aluno de intercâmbio? –Perguntou a menina em português, a pronúncia dela é muito boa.

–Sim, venho do Brasil. Eu me chamo Guilherme, mas pode me chamar de Gui. Qual o seu nome? –Perguntei a ela, fiquei tão animado por ter alguém com quem conversar que acabei falando rápido demais. Carter parece legal, só que as conversas são sempre pela metade.

–Muito rápido! –Falou ela rindo. -Ainda estou aprendendo português. É um prazer conhecê-lo Gui, meu nome é Olive.

–Olive, qual é a sua Classe? –Perguntei. Carter parecia entediado brincando com o fogo dos dedos.

–Hmm Humano? É isso? –Disse ela.

–Você é uma garota, então é Humana, com “A”. –Respondi.

–Humana! –Exclamou ela sorrindo.

–É seu primeiro ano aqui? –Perguntei a Olive.

–Ainda não estudo aqui, apenas ajudo a vovó. –Ela indicou com a cabeça a senhora, que nesse momento despejava água fervendo em uma xícara.

–Você fala português muito bem. –Elogiei. -Eu conheço duas Humanas, uma delas estuda aqui há alguns anos, a outra começa esse ano.

–Obrigada! Talvez eu já conheça a que já estuda aqui.

–C'mon, boy, you need to settle, unpack and everything. –Carter se levantou e pediu que eu o seguisse. –Bye, Olive.

–See you, Carter. Tchau, Gui. –Despediu-se ela.

–Até mais.

Andamos por mais alguns corredores e subimos alguns lances de escada, então viramos em um corredor de piso vermelho com detalhes dourados, vasos grandes e estátuas brancas empunhando lanças outros tipos de armas o decoravam. Eu já sabia pelas cores que ficaria por aqui. É um lugar muito bonito, bem mais legal que a parte dos Metamorfos.

–You stay here, dude. Good night. –Falou ele apontando para a porta.

–Boa noite, fera. –Disse abrindo a porta.

É ainda mais bonito do lado de dentro. Uma sala circular, com doze estátuas rentes às paredes, os deuses... Uma lareira adornada com imagens em alto relevo de batalhas, criaturas mitológicas e deuses gregos. Eu adorei esse lugar! Olhando melhor, pude notar portas que levam aos dormitórios, supus. Procurei pala porta do meu, Lê ficou no 13 feminino, então eu fico no 13 masculino. Encontrei a porta certa e entrei por ela. Os alunos só chegam no dia do Primeiro Festival, logo o quarto estava vazio. Escolhi minha cama, e comecei a desfazer as malas. Comigo trouxe um caderno e lápis de cor para poder desenhar, algumas fotos de casa e dos meus amigos, poucos livros e minhas roupas.

No meio do caminho comecei a enfiar tudo de qualquer jeito nas gavetas, não vou conseguir manter tudo dobrado e arrumado mesmo. Terminei de gurdar minhas coisas e resolvi conversar com os meus amigos, já são quase 23h, porém ninguém dorme cedo. Peguei o celular e deixei mensagem em um grupo que todos nós participamos.

–Gui- [Acabei de desfazer as malas, td aqui é incrível. Amanhã envio algumas fotos.]

Ouvi barulhos do lado de fora, resolvi me levantar e ir checar, acho que mais algum Herói chegou. Abri a porta e dei de cara com Letícia sentada sobre a lareira balançando as pernas como se estivesse sentada em um balanço de praça.

–Vamos explorar esse lugar? –Convidou ela.

–Você ficou maluca?! –Perguntei nervoso. –Você quer ser atingida por um raio ou qualquer coisa assim? Desce daí!

–Relaxa são só estátuas. –Disse ela pulando para baixo.

–Eu não sei se são só estátuas, normalmente na ficção os deuses as usam para enviar mensagens. –Falei olhando para cada uma das esculturas. –Como chegou até aqui?

–Eu fiquei invisível e segui vocês até a cozinha, então vi umas luzes engraçadas pela janela, lá fora perto da torre. Eu resolvi ir até lá, no meio do caminho ouvi barulhos estranhos na floresta e voltei. –Contou a fujona. -Ficar invisível tanto tempo me deixou exausta, passei na cozinha e comi um pouco, vocês já tinham ido embora, mas eu vi a direção que tomaram e fui por lá também. Demorou um pouco, mas aqui estou eu. –Concluiu ela abrindo os braços e fazendo se curvando como um artista depois de um espetáculo.

–Você perdeu o juízo mesmo, e acho que eu também. Vamos até as luzes? –Perguntei.

–Pensei que ia amarelar. -Provocou

–Cala a boca. Você quer procurar a Lais?

–Eu até quero, só que isso vai tomar muito tempo e ela não é muito de quebrar regras.

–Verdade. –Concordei. –E então, você lembra o caminho? –Perguntei.

–Algumas partes eu lembro, não deve ser tão difícil. Vamos andando.

Depois de três ou quatro caminhos errados, conseguimos encontrar a saída. Realmente existiam luzes flutuantes ao redor e dentro de um tipo de casinha. Logo começamos a ouvir os barulhos da floresta.

–Acho que são lobos. –Eu disse.

–Devem ser, vamos ficar de olho nessa floresta. –Sugeriu Letícia.

Quando chegamos perto o suficiente, descobrimos que a casa na verdade era uma estufa e que as luzes eram fadinhas.

–Que bonitas! –Falei.

–Não toca nelas, podem ser venenosas. –Lê me advertiu.

–Não vou tocar, só quero tirar uma foto. –Falei me aproximando de uma fadinha lilás.

–Acho que já passou da hora das crianças dormirem. –Ouvi a voz e não ouvi ao mesmo tempo, parecia ter soado na minha cabeça.

–Ouviu isso Gui? –Perguntou Letícia se aproximando mais de mim e me puxando para longe da fada.

–Ouvi, será que elas estão falando com a gente? –Falei. Quando nos viramos para olhar ao redor, vimos uma mulher de cabelos azuis e feições sérias de braços cruzados nos encarando.

–Des-desculpe senhora, a gente só estava o-olhando. –Gaguejou minha prima.

–Não tem o que ver aqui, voltem já para dentro. –Disse a mulher estranha, ela parecia irritada, contudo a voz não transparecia.

–Desculpe. –Falei quando passamos por ela.

Andamos apressados de volta para a escola.

–Ela era humana? Parece um andróide, é mecânica demais... Sinistra demais. –Falei.

–Tomara que não seja uma professora, já começamos mal com ela.

–Deve ser uma doida qualquer. Toda escola tem um funcionário que gosta de meter medo nos alunos, e ela parece ser desse tipo. –Disse meio confuso, meio irritado por não conseguir a foto.

–Amanhã nos falamos, boa noite. –Despediu-se Letícia dobrando no corredor rosa.

–Boa noite. –Disse e rumei para a sala das esculturas.

Faltam agora quinze minutos para meia-noite, nunca fui de dormir cedo (além do que dormi bastante durante a viagem), resolvi então checar se alguém respondeu a mensagem. Sentei-me no chão exatamente no meio da sala das estátuas e olhei as mensagens, nenhuma resposta.

Entrei no dormitório peguei papel e lápis para rabiscar alguma coisa. Voltei para a sala das estátuas e comecei a desenhá-las para me distrair. Comecei por Afrodite por motivos óbvios [Risos]. Alguns minutos depois, enquanto trabalhava nas pernas da deusa do amor, recebi uma mensagem. Desbloqueei a tela do celular e abri o grupo, a mensagem era do Igor e dizia:

–Igor- [Como foi a viagem? Já passou o rodo nas gatinhas?] Ri bastante e respondi:

–Gui- [Kkkkkk a viagem foi boa, ainda não cara, mas conheci uma bem legal agora há pouco! Eae me passa as novidades.]

–Igor- [Ah moleque! Kkkkk eu comprei uma camisa com estampa de uma capivara vestida de pirata lol]

–Gui- [Kkkkkk ta soltando fogos né?]

–Kevin- [Igor, capivaras e piratas... Amor eterno. Gui terror das novinhas!]

–Gui- [Eu só conversei com ela Kevin kkk, aliás, é a única pessoa desse lugar q parece saber falar português]

–Igor- [Putz... Cadê o Renan?]

–Kevin- [Velho dorme cedo esqueceu? Kkkkkk]

–Igor- [KKKKKK]

–Gui- [Kkkkk galera meu cel ta descarregando, amanhã a gente conversa, boa noite o/ ]

Assim que a mensagem foi enviada o celular desligou, não deu tempo nem de receber as mensagens que eles estavam digitando.

Apanhei o papel e olhei para a escultura, quando o fiz notei alguém andando em direção ao outro dormitório 13, o feminino.

–Letícia você ficou doida garota? –Briguei. –O que veio fazer aqui de novo? –Levantei e fui até ela, mas não era Letícia...

–Você me confundiu com outra pessoa. –Disse a menina em tom sério passando pela porta sem dar explicação nenhuma. Prendi a porta com o pé antes que ela fosse fechada.

–Quem é você? –Perguntei- Acho que te conheço de algum lugar... –Falei

A garota parecia meio irritada, ela me lembrava minha mãe. Bem magra, cabelos pretos no meio das costas, olhos verdes intensos, mesma altura que eu.

–Tamires, estudamos juntos há um ano e parte desse ano. –Falou ela deixando as malas ao lado da cômoda mais próxima.

–Ah sim, agora me lembro. Então você também é uma Excepcional! Que bom, achei que não teria nenhum outro Herói pra conversar... não falo inglês.

–Legal. –Disse ela tentando fechar a porta outra vez, mas impedi novamente.

–Por que essa cara de azedo? –Perguntei. -Era pra você estar feliz, olha onde você está! –Completei com um gesto indicando a sala.

–Primeiro porque quando eu começo a me enturmar na escola antiga depois de uma mudança e sou obrigada a mudar de escola outra vez, e segundo eu não cultuo esses deuses, sou cristã e não sei o que deu nos meus pais quando permitiram... quando me obrigaram a vir para cá. –Explicou ela. –Serve como resposta?

–Ah sinto muito, mas não devia ser tão negativa. Aqui existem pessoas muito legais, eu já conheci duas e só estou aqui há algumas horas, além disso, a Lais também veio estudar aqui. –Falei. –E sobre sua fé... não há nada que impeça você de continuar com ela, eu não vejo problema em uma coexistência.

–Tanto faz, eu preciso descansar, boa noite. –Dito isso, Tamires me empurrou e bateu a porta.

–Hey espera, volta aqui! –Gritei e fui ignorado. –Doida. –Falei para mim mesmo.

Sem sono nenhum e com a criatividade perdida, larguei o desenho pela metade e me joguei na cama de baixo da beliche que escolhi. Que dia maluco, acordei em casa e agora estou em outro país, já dei risada, já levei bronca, e dormir que é bom nada...

–----

Tive um sonho legal, mas não lembro com o que era, olhei o celular: 07:40h, 621 mensagens. Ignorei as mensagens e fui procurar um banheiro para me lavar antes do café. No caminho notei que mais alunos haviam chegado, vários uniformes diferentes. Tomei um banho rápido (meu cabelo já está grande demais pra ficar arrepiado, foi difícil deixar do jeito que eu queria) e encontrei a cozinha sem problemas por causas das andanças noturnas de ontem. A toalha das mesas agora tinham as cores das Classes e os alunos estavam separados conforme as mesmas.

Em uma olhada rápida vi na mesa dos Humanos Lais, Bia e Olive rindo bastante, além de outras poucas pessoas desconhecidas; Letícia acenou para mim da mesa dos Metamorfos quase vazia, algumas pessoas tentavam falar com ela; na mesa dos Feiticeiros vi Carter e um menino de capelo preto e óculos rindo enquanto tentavam usar os poderes, alguma coisa os atrapalhava, deve ser a menina de cabelos ruivos e cacheados que mantinha os dedos indicadores apontados para eles; Na mesa dos Noturnos e na dos Caçadores sem nenhum aluno pra contar história; Só Tamires ocupava a mesa dos Heróis.

–Mais calma? –Perguntei me sentando de frente para ela.

–Estou. –Respondeu Tamires. -Desculpa por ontem.

–Bobeira, não foi nada de mais. Animada para o Primeiro Festival?

–Na verdade um pouco, eu diria curiosa. –Respondeu a Heroína.

–Acho que vai ser incrível! Você quer fazer um tour pela escola? –Perguntei. –A irmã da Lais já estuda aqui há algum tempo, ela ficou de levar a gente pra conhecer a escola depois do café.

–Eu vou. –Respondeu ela.

–Você já sabe que deus ou deusa te escolheu? –Perguntei.

–Ainda não, na verdade até agora eu achava que todos eles ajudavam em alguma coisa. –Respondeu Tamires esvaziando a caneca de chocolate. –E você?

–Pois é, eu também ainda não sei. Acho que a gente descobre pra que serve nesse Primeiro Festival.

–Deve ser...

–Vamos lá, acho que ela já terminou de comer. –Disse indicando Bia com a cabeça.

Levantamos e seguimos em direção à mesa dos Humanos, Lais já estava de pé apressando a irmã. Vi Letícia na mesa dos Metamorfos, agora lotada, e a chamei.

–Bom dia! –Disse Bia com um grande sorriso. -Estão animados pro Primeiro Festival?

–Muito, mas o que acontece nesse festival? Ah, quase me esqueci... Lais se lembra da Tamires da nossa turma? Ela também foi chamada pra estudar aqui e é da minha Classe!

–Oi Lais, oi gente. Ainda to meio perdida, o passeio pela escola deve me tirar algumas dúvidas. –Falou Tamires. –Ainda não conheço sua prima, Gui.

–Ah é verdade, me esqueci. Tami, essa é a Letícia, Metamorfa... Lê, essa é a Tamires, Heroína.

–Oi, tudo bem? –Perguntou Letícia para Tamires.

–Tudo, prazer em conhecê-la. –Respondeu Tamires enquanto trocavam beijos na bochecha. –Gostei do seu cabelo, muito bonito.

–Obrigada! –Agradeceu Letícia sorrindo. –Eu pensei em mudar...

Eu já imaginava o que vinha agora, olhei para Lais e ela também já havia entendido.

–Besteira, está... –As palavras de Tamires morreram enquanto o cabelo da Metamorfa mais exibida de Woodhand passada de preto e liso para cobre e cacheado.

–Metamorfa... Agora eu entendi. –Falou a Heroína ainda surpresa com a mudança e tocando o cabelo da Letícia. –Você estuda aqui há quanto tempo?

–É meu primeiro ano aqui, mas eu tenho um controle sobre as transformações acima da média. –Respondeu com o nariz quase tocando a testa de tão empinado que estava com o orgulho próprio.

–Agora que vocês todos já se conhecem chega de papo furado e vamos andando. –Chamou Bia. –Primeiro vamos ver se encontramos uniformes pra vocês, assim já vão entrando no clima.

Olhei minha prima com o canto do olho tentando segurar o riso. –Vai ficar ótima de rosa! –Não aguentei muito, acabei rindo, e ela fez gestos feios com o dedo médio e isso me fez rir ainda mais por saber consegui irritá-la.

–Aonde a gente vai primeiro? –Quis saber Tamires.

–Ela vai levar a gente até a secretaria, vamos pegar os uniformes e depois explorar tudo isso! –Disse Lais aumentando a voz ao poucos até terminar aos berros no fim da frase com os braços abertos, e isso fez todos caírem na gargalhada, o entusiasmo dela ultrapassa os níveis normais.

Quando chegamos à secretaria Olive estava organizando papeis em pastas coloridas de tamanhos variados enquanto, mais ao fundo, a avó preenchia documentos com muita pressa

–Gandhi, Bom dia! –Saudou Bia ao entrar. –Good Morning Mrs. Gutenberg. -A senhora sorriu acenou e voltou ao trabalho.

–Bom dia! Como posso ajudar? –Perguntou sorrindo

–Deixe eu contar... precisamos de dois conjuntos de uniforme dos Heróis, um pro Guilherme e outro pra Tamires, um conjunto de Humano pra Lais e um de Metamorfo pra Letícia. –Pediu Bia, apontando cada um enquanto anunciava os nomes.

–Certo, vou buscar. –Olive disse e logo depois saiu saltitando depois disso. Ela lembra bastante a Lais com esse jeito alegre.

Não demorou nem cinco minutos e ela já estava de volta com as roupas nos braços.

–Eu não posso entregar o equipamento que vocês precisam para as aulas, mas depois algum representante das Classes vem aqui buscar. –Explicou ela entregando nas mãos de cada um de nós os pacotes com o uniforme. Acho que o papo de "ainda estou aprendendo português" não era bem verdade.

–Agora vão até o banheiro e troquem de roupa. –Pediu Bia. -Vou esperar vocês aqui, tem um banheiro no fim do corredor à direita.

Andamos até o banheiro as garotas entraram no feminino e eu sozinho no masculino. Me troquei rápido e fui até o espelho...

Gostei do que vi!

Notas finais
Aeeee Tami agora ta na fanfic! kkkkkk Obrigado (de novo) Mariana pela força no inglês o/