Nova era
2 Ela?!
Notas iniciais
.....................................................................1................................................................
Assim que ela o viu , ela deitou o corpo carinhosamente no chão, como se ainda estivesse vivo, e correu em sua direção parando perto da carruagem, afim de arrancar um imenso pedaço de madeira, ele pensou que ela não conseguiria mas mudou de opinião rapidamente quando ouviu um estralo seco, e com uma enorme força ela arrancou um enorme pedaço de madeira e tornou a correr em sua direção só que dessa vez gritava enquanto corria:
–VOCÊ O MATOU, POR QUE FEZ ISSO COM ELE? ME RESPONDAR POR QUE!!!!!!!!!!!!!
Ela apenas a olhava com uma certa frieza que ele próprio desconhecia, e assim que ela se aproximou o bastante e ergueu a mão com o pedaço de madeira para acerta-lhe a cabeça, ele esperou o movimento de descida e rapidamente girou o corpo para o lado, afim de desviar do golpe dela, assim que a “arma” dela tocou o chão ele a chutou com força, tirando-lhe algumas gostas de sangue de seu pé, e ainda espantado com o chute ele a abraçou não sabia o por quê daquilo, apenas agiu institivamente, então ela começou a ser debater violentamente, ele a abraçou mas forte, e junto com isso ela tentava loucamente acerta suas bolas, mas a posição em que ele a abraçou tornava difícil ela fazer o que queria.
Então novamente aquela voz que o mandará ir para o norte falou de um jeito quase inaudível “O nome dela é Sara, apenas cuide dela..” por uns instante ele afrouxou o abraço, e isso foi mas do que suficiente para ela se soltar e avançar em cima dele, com uma rasteira ela o derrubou, e com um movimento rápido montou em cima dele, e lhe deu inúmeros socos, ele nada fez, seu pensamento estava em outro mundo, foi após alguns longos segundos que o ele sentiu a dor em seu rosto e o gosto ferroso de seu próprio sangue quando estava preste a receber mas um, ele segurou o punho e disse com uma voz que mesclava frieza com compaixão:
–Eu não o matei Sara, eu apenas....- ela não escutou mais nada ao escutar seu nome, sabia que seu rosto era conhecido por muita gente, mas como esse estranho podia saber tal coisa, ela fora surpreendida com um pequeno empurrão em seu ombro.
–Você tem um belo jab,- disse enquanto mexia o queixo para ver se estava tudo no lugar- mas sim vamos nos apresentar prazer Sara eu sou o.......- Ele não conseguia lembrar do próprio nome e forçou para lembrar, então veio-lhe uma enorme dor de cabeça e tudo ficou escuro.
.......................................................................2..........................................................
Quando ele acordou, estava em seu quando e onde.
Mais algo parecia diferente, não só as arvores pareciam menores, mas a vizinhança em si estava diferente, olhou ao redor e mesmo ela estando diferente de como ele a conhecia a reconheceu de imediato, foi então que ele se viu.
A sensação de ver-se como terceira pessoa é totalmente estranha, você ver ao mesmo tempo tudo e ao mesmo tempo não ver nada, o que mais incomodava era a sensação de ver através dos próprios olhos, do eu daquele tempo e dos seus olhos como se fosse uma outra pessoa. E então ele se lembrou daquele momento que ele estava prestes a conhecer pela segunda vez o mesmo momento que ele sentia como se fosse magico e único na sua vida.
Eu estava com oito anos tinha acabado de cair de minha bicicleta recém ganhada, e estava novamente da minhas primeiras pedaladas sozinho. Da garagem de casa ate o portão que da acesso a rua é leve declive e a gravidade me ajudava a “andar” de bicicleta e começava a rir enquanto descia por alguns segundos, e só parava quando o pneu dianteiro encostava na portão.
Repeti isso mais algumas vezes ate me da por satisfeito, naquela época eu não via mas tinha alguém me observando na casa em frente, deixei de lado por enquanto e tornei a me olhar, e estava disposto a tentar pedalar sozinho, dessa vez fui tentar na calçada e olhei novamente para casa de frente a minha e a pessoa continuava a me olhar, por alguma razão sentir um aperto no peito, o meu eu de infância continuava ludibriado com o seu presente e no via nada afinal era uma criança, tornei a ignorar o observador e um sorriso se formou no meu rosto.
Eu vestia uma camiseta do Mickey e uma bermuda que apesar de ser do meu tamanho teimava em continuar caindo, segurava o guidom da com aparentemente força, levantei minha perna e a passei por cima da bicicleta, e então com uma perna me apoiava e a outra em cima do pedal, e vendo aquilo me lembrei que minhas mãos suavam muito e inconscientemente eu apertava os freios e soltava, fato que só percebi isso agora me vendo como terceira pessoa, desviei o olhar de mim e olhei novamente para o janela, e dessa vez pude ver claramente que a pessoa que me observava era uma menina albina, seus olhos claros quase sem cor me hipnotizavam, mas não pude vê-la por muito tempo, assim que o sol bateu em seu rosto ela desapareceu por entre as cortinas ela aparentava ter a mesma idade que a minha naquela época.
Voltei a olhar para mim, nesse momento eu dava impulso com o pé de apoio e pedalava com o outro assim que eu levantava o pé de apoio a bicicleta perdia o equilíbrio e a bicicleta ia em ziguezague, e eu tornava a usa o pé como apoio, foi quando vi algo estranho, uma pessoa toda vestida de branco e com longos cabelos pretos se aproximou de mim não vi de onde ela tinha vindo o que tornava a coisa meio incomum, e também não dava para dizer se era homem ou mulher, essa pessoa e com um jeito carinhoso se aproximou mais um pouco e quando eu estava preste a dar mais um impulso, ela segurou no guidom e embaixo do assento e foi me acompanhando fazendo com que eu me equilibrasse, mas eu não me lembrava de nenhuma pessoa ter me ajudado a andar de bicicleta eu aprendi sozinho.
Então o mundo a minha volta foi sumindo lentamente, quase que ficando transparente e tudo ficou escuro.
.......................................................................3......................................................................
Então ele se levantou sobressaltado, não tinha certeza se aquilo tinha um sonho ou não, ele passou a mão em suas têmporas sua cabeça ainda latejava, então ele foi surpreendido quando ela o jogou um pedaço de pão em seu colo. E notou que o sol estava se pondo e próximo a eles havia cerca de cinco túmulos meio rústicos então ela perguntou:
–Como você sabia o meu nome de verdadeiro?
–Eu não sei direito, ela me olhou tentando enxergar algum traço de mentira em meu rosto.
–No momento vou deixar como tá. No momento não sei o que você é ou o que aconteceu aqui, ela olhou para os túmulos e uma lagrimas escorreu em seu olho, eu poderia te deixar morrendo aqui, mas ao ouvir meu nome algo me fez fraquejar.
–Como as pessoas daqui te chamam?
–Irís, ela me respondeu sem me olhar foi então que percebi que a mão dela estava totalmente esfolado suja de areia e sangue coagulado e pensei ” quanto tempo será que ela levou para escavar aqueles túmulos e quanto tempo eu fiquei desacordado”.
O tempo começa a esfriar com a ausência do sol e ali não havia fogo , ele abriu a boca para perguntar algo à ela mas mudou de ideia ao ouvi-la chorar, ela estava deitada de lado olhando para os túmulos, ela tentava esconder mas vez ou outra um gemido saia dos seus lábios, ele já havia passado por aquilo, e sabia que aquele era o momento que era teria q ficar só, tenta ajuda-la agora só iria fazer as coisas ficarem pior, afinal ele já havia passado por aquilo, ele se levantou e foi ate a carruagem todo ensanguentada, a procura de algo que servisse como cobertor, ele achou um tecido grosso, que por coincidência não estava sujo de sangue e era o grande o suficiente para eles dois, então ele pegou um pedaço de madeira pontiagudo e furou o tecido , logo em seguida pôs um dedo de cada mão no buraco e rasgou o pano assimetricamente dividindo ele assim em dois, então ele se aproximou dela e estendeu o maior pedaço para ela e disse:
–Tome a noite vai ser muito fria.
Ela nada disse apenas o pegou e o pôs entre os braços, ele se distanciou cinco passos e se cobriu , lentamente o sono veio vindo, naquela noite não houve mas incidentes e nem sonhos
Fale com o autor