Nova era
3 Confabulação
Notas iniciais
Ainda era noite quando ele acordou, ficou sentando algum tempo e ficou admirando o horizonte, ele a olhou para ver como ela estava e viu que ela dormia profundamente, se levantou tirou a poeira de traz da calça e foi em direção a carruagem a procura de algo que pudesse se útil a eles, revirou cada centímetro daquele lugar e o máximo que conseguiu encontrar fui uma faca de mesa e a guardou afinal nunca se sabe quando se vai precisar de algo assim.
Então ele saiu da carruagem e se pôs a olha-la e viu as marca no chão causa pelas pequenas rodas, e o arreio que prendia os camelos estava quebrado e com certeza eles estariam a quilômetros de distancia agora, mas ele ficou de cócoras próximo a carruagem e percebeu que havia varias marcas de pneus ao redor provavelmente eles haviam tentado fugir, olhou para trás e seguiu o rastro por alguns metros , percebeu que eles estavam indo para o leste pelo menos ele tinha um objetivo agora afinal ele não sabia se ela ia querer ir afinal ela ainda estava em choque.
No horizonte o sol nascia preguiçosamente cobrindo a paisagem com seu tom alaranjado deixando um ar de mistério, estava na hora de acordá-la teria que aproveitar o amanhecer para percorrer uma boa distancia, ele se aproximou calmamente dela, e tirou seu cobertor, e pode perceber que seus olhos estavam cheios de olheiras, “ela deve ter chorado a noite toda” pensou, mas não havia outro jeito eles teriam que andar para evitar o mormaço do meio dia, e se o Pai ajuda-se teria de haver uma fonte d’água ali perto, pois além daquela carruagem havia rastro de outras ali perto, então ele segurou no ombro dela e disse com a voz baixa:
–Sara, vamos temos que ir cedo.
–Mãe, não quero ir pra aula hoje, ela resmungou ele não resistiu e deu um sorriso
–Vamos Sara acorde. Ela abria lentamente os olhos e quando o viu lhe deu um tapa que ecoou um pouco. Ele apenas a olhou meio atordoado e em seu rosto havia agora a marca dos cinco dedos perfeitamente estampado em seu rosto, ele apenas se limitou a dizer:
–Desculpe te acordar assim. é que temos que ir logo antes que o sol atinja o seu ápice e sentou ao lado dela esperando-a se recompor.
– Me desculpe é que você me assustou. Ele apenas balançou a cabeça e sorriu sem jeito.
Ela se levantou e foi logo guardando os seus pertences o que não era muita coisa, pelo que pode ver era apenas uma muda de roupa, e um pequeno colar, na qual suspeitava que fosse também um pequeno porta retrato. Que o segurou com profunda delicadeza, e depois deu um suspiro.
Visto que ela já estava preparada ele perguntou:
– Vamos?
–Sim, mas estou com fome e com sede.
–Desculpe Sara não tenho nada aqui comigo, mas sinto que vamos encontrar comida hoje- deu um pequeno sorriso, a propósito não que ajudar com suas coisas?
–Não obrigado não se preocupe, e vamos andado temos que aproveitar a manhã- e foi andando na frente.
A caminhada começou tranquilamente em direção ao leste, e ele sentiu um alivio ao ver os rastros das outras carruagens que passavam por ali, e logo supôs que fosse uma rota comercial, então houve um grito:
–OLHE É AGUA, OLHA, OLHA, OLHA VAMOS- e correu em disparada a um banco de areia e encheu loucamente a boca com areia
–Pare com isso Sara, não ta vendo é areia- ele foi empurrado para traz e aproveitando que o havia derrubado ela montou em cima dele e começou a despejar vários socos em seus rosto, mas de alguma forma ele foi capaz de defender e pelos deuses como ela tinha força. O pior de tudo não era os socos mas sim as rajadas de areia que saiam de sua boca quando ela tentava falar algo.
Ela o tentou lhe da mais um, mas antes que ela pudesse acertá-lo esse se virou derrubando-a no chão dessa vez ele é que ficou por cima dela a abriu os braços e segurou e disse:
–Chega Sara não ver que é areia, você vai acabar passando mal.- ela tentou falar alguma coisa mas um baforada de areia acertou-lhe os olhos, ela aproveitou e novamente lhe acertou o rosto só que dessa vez acertou lhe o nariz, ouvi-se um barulho seco de algo quebrando e logo em seguida um grito. E assim ela voltou a si.
Estava horrorizada com a cena, ele estava por cima dela com a mão no rosto e sangue lhe escorria por entre os dedos e o pior era o grito que ele dava, aquele grito a arrepiava e lhe fazia sentir péssima, por fim com um enorme esforço ele pareceu engolir a dor e ao tirar a mão viu a pior cena que vira desde então, o nariz estava totalmente virado para a esquerda e uma parte parecia esta dentro de seu rosto
Sua mão tremia perto de seu rosto, e a julga pela expressão dele, ele estava terrivelmente assustado, foi então que ela percebeu o que ela ia fazer, ela ia abrir a boca para dizer algo mas foi então que percebeu que a sua boca estava cheia de terra era uma sensação mista de aspereza e “crocancia”, junto com o gosto meio férreo, então ele apertou os dedos indicador e polegar no seu nariz, e com um movimento forte e rápido colocou no lugar, e com mais um movimento o puxou para frente e ouviu-se um barulho forte e seco dentro de seu nariz, esse ultimo grito foi o pior, ela não conseguiu segurar as lagrimas e a abraçou, mas ele a repeliu ela não entedia o porque mas foi quando viu a enorme quantidade de sangue sair do seu nariz, o sangue que havia ficado preso pelo fratura, o sangue foi rapidamente absovido pela areia como se ela também estivesse com sede, e assim que o sangramento cessou ele com uma voz baixa, que por trás dava pra saber que ele estava com muito do disse:
–Desculpa Sara, vamos continuar- ela não se conteve e o abraçou dizendo sem parar:
–Desculpa, desculpa, desculpa , é que estou com tanta sede- ela desmaiou em seus braços.
Ele deu um suspiro, não sabia o por que de ter que cuidar dela, mas tinha certeza que logo saberia o motivo, ele deitou no chão, pegou o que ela segurava e tentou fazer uma espécie de mochila primitiva mas sem muito sucesso, assim que ele tentou por ela, todas as coisas dela se abriram, e o pequeno colar se abriu e dentro havia a foto de duas crianças, uma menina e um menino, ele pôs o colar ao lado dela e percebeu que era ela quando era criança, mas se ele muda-se o ângulo de visão para o dela ele ia perceber que o menino da foto era ele.
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