Nova Ordem
4 Capitulo Três
– Que porra foi essa que acabou de acontecer? – Chris se levanta do chão. – É isso que acontece quando fazemos coisas que não devemos. Podemos ir agora?
– É melhor você se acalmar primeiro. – falei. Também me levantando. – Que lugar é esse?
– Certamente um lugar em que não deveríamos estar. – responde Chris.
– Eu tenho uma lanterna aqui. – disse Pam.
Ao ligar a lanterna pouco do local ficou, mas dava para observar bem. Era um tipo de sala com algumas mesas feitas de metais. As paredes eram brancas e algumas possuíam uma extensa fileira de espelhos. Quando Pamela mudou de lado pude avistar uma tomada.
Assim que liguei meus olhos se fecharam imediatamente. – acredito que o de todos. – A luz era forte demais, e até nossos olhos se acostumarem com ela permaneceram fechados.
– Isso é um laboratório? – perguntou Pam.
– Algum dia, talvez tenha sido. – disse. – Tem certeza que ninguém conhece esse lugar?
– Absoluta. – respondeu ela. – Ninguém nunca ouviu falar de um lugar desses.
– Talvez não tenha tanta importância assim. – resmungou Chris. – Esse lugar esta cheio de poeira, não deve receber visitas há muito tempo.
Mexi em alguns papeis que estavam em cima de uma das mesas. Tapei meu nariz, pois cobria parte de toda a mesa. Revirei algumas paginas dos papeis, a procura de algo de importante que pudessem conter, e realmente tinha.
– Eu acho que sei de quem era essa sala. – falei entregando o mini caderno para Pam, que observou a pagina em destaque.
– Isso era dele? – perguntou espantada. — Como ninguém descobriu isso antes?
– Talvez, ninguém daqui queira mexer com o passado.
Pam continuou a ler, enquanto eu procurava por qualquer coisa que dissesse o porquê de estarmos ali.
Minha vontade de descobrir o real motivo de tudo ter acontecido começou há dois anos. Estávamos tendo uma um reunião quando um dos guardas disse ter recebido algum tipo de sinal vindo lá de fora. O nossos atua líder, Júlio, encobriu a noticia dizendo que eram apenas ondas sonoras capitas pelo satélite de uma estação de radio antiga. Claro, nenhuma estação de radio tem como programação uma mensagem pedindo ajuda.
Infelizmente todas as evidências sobre essa tal mensagem sumiram e ninguém, ate hoje, sabe dizer o que realmente aconteceu.
Fui tirado do meu pensamento quando senti uma formigação no braço, cosei, mas ela não parou. Muito pelo contrario, só piorio. Dei um grito quando minha mão começou a arder, o formigamento já havia se tornado uma dor insuperável.
Pam e Chris logo vieram em minha direção, mas ambos não sabiam o que fazer. Em uma fração de segundos eu já me via ajoelhado no chão. As luzes começaram a piscar e a dor foi ficando cada vez mais insuportável. Arranquei o relógio do meu pulso tentando amenizar a dor, e foi quando tudo voltou ao normal.
As luzes voltaram e meu braço parou de arder.
– O que diabos aconteceu com você? – Chris estava de boa aberta ao meu lado.
– Eu não sei. Meu braço começou a coçar, depois começou a arder e... – procurei ar, mas inda era difícil voltar a respirar. — Eu não sei.
– É melhor irmos. – Pam estava ao meu lado, ainda com o mini caderno em mãos. – Já esta ficando tar...
Antes que pudesse terminar ouve um barulho na porta, como uma explosão, e um exercito de guardam vinham em nossa direção.
– Tarde demais. – disse Chris erguendo os braços para cima.
Com um movimento rápido das mãos, Pam guardou o pequeno caderno no bolso e foi em direção aos guardas.
– Eles estão comigo. – disse se aproximando. – Eles já estão voltando...
Ela novamente foi interrompida, agora por um dos guardas.
– Vosso líder requer a sua presença imediatamente. – diz o guarda. Não para Pam, mas para mim.
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