Nova Ordem

10 Capitulo Nove


Notas iniciais
UM PEQUENO AVISO ANTES DE COMEÇAREM A LER: esse capitulo era para ter sido postado na sexta, mas eu cabei adoecendo e não pude escrever nada durante a semana inteira. Me desculpem por ficarem esses dias órfãos d Nova Ordem, mas agora.... TEM CAPITULO NOVVVVVVVVVVO!!!!! aproveitem ♥

Ninguém na sala sabe o que realmente esta acontecendo. Assim que entramos Júlio mandou mais de dez guardas ficarem em frente à porta, e não deixar ninguém entrar.

Eu estava sentado no mesmo sofá da nossa primeira conversa. Chris estava ao meu lado, calado desde a hora que chegou. Pam estava ao lado de Júlio, que por sua vez, estava escorado em sua mesa.

Mais alguns guardas estavam de pé atrás de mim. Todos estavam em silencio. Ninguém queria ser o primeiro a responder, então eu perguntei.

– Alguém pode falar alguma coisa? – disse.

– O que você quer saber? – Perguntou Pam.

– Que alguém me explique exatamente tudo que esta acontecendo aqui.

– Na verdade. – iniciou Júlio. – Ninguém aqui sabe exatamente tudo.

Revirei os olhos. Pam decidiu falar.

– Seu pai nos deixou um caderno. – ela tira o pequeno caderno que encontramos na sala. – Ele explica tudo que nós precisamos saber.

– Espera. – digo. Me levantei do sofá e fui em sua direção. – Esse é o mesmo caderno que encontramos ontem à noite. Como vocês já leram tudo em menos de um dia?

– Outra verdade. – diz Pam. – O Júlio foi o único que leu o caderno inteiro.

– Como? O caderno estava naquela sala. Você disse que ninguém nunca tinha ido lá!

– Essa foi uma pequena mentira. – diz, mas Júlio a interrompe.

– Eu fui o único que entrei lá. – explica. – Na capa do caderno seu pai diz que você só poderia ler quando estivesse pronto.

– E vocês têm certeza que eu estou pronto?

– Mais que certeza. – Pam. – A ideia de te levar ate o laboratório foi minha. Eu achei que você indo lá, talvez, você se lembraria de alguma coisa. Que talvez seu pai já o tenha trago aqui, mas você não se lembrava.

– Eu nunca estive aqui antes. – Meus punhos estão cerrados, mas tento controlar minha raiva. – Será que tem mais alguma coisa que vocês esconderam de mim?

Júlio e Pam se olharam. Eles tinham mais coisas para contar.

– Um dia antes, de tudo isso acontecer, seu pai apareceu na minha casa pedindo para eu cuidar desse caderno. – disse Júlio. – Ele não disse o que tinha escrito, mas disse que eu não poderia ler de jeito algum. Eu fiquei assustado, confesso, mas eu sábio, ao contrario dos outros, que o seu pai não estava louco. Eu sabia que alguma coisa estava acontecendo com o nosso mundo, mas ninguém acreditava em mim. Ninguém dava ouvidos ao que o seu pai fala, por isso ele veio atrás de mim. Disse que eu precisava salvar o máximo de pessoas possíveis e trazer ate aqui. – seu olhar rodeia toda a sala.

– Porque ele não esta aqui? Porque ele não quis se salvar?

– O seu pai voltou para salvar a sua mãe, mas não conseguiu chegar a tempo. –

Eu não digo nada. E a sala volta ao silencio.

Minha cabeça esta dando mil voltas e tendo entender mais um milhão de informações. Nada fazia mais sentido pra mim. Não depois que tudo isso aconteceu. Quem imaginaria que realmente aconteceria um apocalipse? E, muito mais entendível, que seu pai estria por trás disso tudo?

– Tudo aconteceu naquela noite que você dormiu em minha casa. – Júlio a voltou a falar. – Seu pai queria que você e minha família fôssemos os primeiros a chegarem aqui. Tudo que ele me pediu foi que protegesse você como se fosse meu filho. Você seria uma peça importante para o nosso futuro.

– O que realmente aconteceu lá fora? – Chris finalmente falou. Teve momentos que eu esqueci completamente da sua presença. Mas ele estava fazendo o de sempre, observar, com cautela, tudo que estava acontecendo. E ele era muito bom nisso.

Pam encarou Júlio novamente. Agora ela estava diferente, fez um não com a cabeça para Júlio.

– Eu preciso contar. – disse ele.

Pam, inesperadamente, sai em direção à porta. Júlio indica aos guardas que ela poderia sair. Ela sai sem olhar par trás.

Júlio se vira para nós dois.

– Ele ainda não superou o que aconteceu. – Ele para e respira. Vi que ele estava com receio em falar. O encarei, fazendo ele ler o meu olhar e ver que eu estava perdido. Se eu sou “destinado” a nos salvar, então, eu precisava saber o que aconteceu.

– Como eu disse antes. – ele fala. Me fazendo soltar um suspiro. – Seu pai estava trancado naquele laboratório durante os últimos meses de vida. Ele abandonou a faculdade, abandonou o trabalho e, até mesmo, sua família. Ele estava tentando inventar um antidoto.

– Para que? – Chris se altera.

– Par tentar salvar os animais. Nós descobrimos que alguns animais de estimação, como Gatos, cachorros, Papagaios e outros animais vinha sofrendo algum tipo de surto. Todos esses animais estavam incontroláveis.

– O que eles fizeram? – perguntei. – O que eles fizeram pra acabar com toda a cidade e com todo o mundo?

– Começou como um pequeno caso de gatos que estavam arranhando e mordendo seus donos. Depois foram papagaios que estavam destruindo suas gaiolas e atacando todos que chegassem perto deles. Mas começamos a nos preocupar quando os cachorros começaram a matar seus donos.

Chris se ajeitou no sofá. Eu continuei paralisado, apenas ouvindo.

– Seu pai percebeu que isso não era normal. Cães podem sim matar pessoas, mas matar onze pessoas em uma única semana? Isso era estranho demais.

– Eu me lembro disso. – Todos os olhos estavam em Chris, te mesmo os guardas. – Minha tia tinha sido atacada pela cachorrinha dela e um dia depois o meu primo também foi mordido por ela.

– Mas é normal cães moderem pessoas. – disse. – isso é um mecanismo de defesa deles.

– Mas não eram apenas mordidas. – Chris se levanta. – A cachorrinha tinha arrancada a perna da minha tia e o braço esquerdo do meu primo. Isso não é normal. Eles morreram cinco dias depois dessa “mordida”.

– O que o meu pai estava tentando fazer aqui? – Me virei para Júlio. — Um antidoto par o que? Ele sabia o que estava acontecendo?

– Ele acreditava que os animais estavam sob efeito de alguma substancia, que quando aplicada fazia os animais terem esses comportamentos selvagens.

– Ele não conseguiu encontrar essa “cura”?

– O dia que você foi lá para casa, foi o dia que tudo piorou. Todos os animais começaram a atacar qualquer humano que viam pela frente. – ele levantou as mangas da camisa. Seu braço direito estava coberto por arranhões. Arranhões profundos. – Minha gata fez isso.

Ficamos sem reação. Era inacreditável tudo aquilo que estávamos ouvindo.

– Eu recebi uma ligação do seu pai dizendo que era hora. O que aconteceu depois disso você já sabe.

Me sentei no sofá e tentei compreender tudo. Tentei encaixar todas as novidades nas minhas poucas lembranças que tinha. Os animais, o meu pai, a cura, a Nova Ordem, o carro o caderno... Palavras e lembranças começaram a vir em minha mente. Com elas, uma dor de cabeça insuportável surgiu.

– Victor, o que esta acontecendo com você? – Chris está em pé o meu lado.

– E... – tento falar, mas minha voz falha.

Meu braço começa outra vez a coçar. O mesmo braço, o mesmo lugar. Mas dessa vez não é só ele. Minha cabeça estava doendo, meu corpo estava tremendo e minha visão começava a escurecer.

Tento gritar por ajuda, mas minha voz simplesmente sumiu. Tudo que me lembro de ver era Chris, tentando entender o que estava acontecendo comigo, e Júlio, escorado no mesmo lugar desde a hora que chegamos. Ele não estava nem um pouco preocupado, muito pelo contrario, tinha um sorriso estampado na cara.

Depois disso tudo que vi foi o escuro. E então desmaiei.

Notas finais
OBS: Contagem regressiva para o final rsrs' :3