Nova Geração - Ano 1
16 Quadribol!
Alvo podia não estar no time de quadribol, mas na manhã do primeiro jogo da temporada – e também o primeiro da sua casa – ele acordou extremamente animado. Ele e Scorpio se encontraram com Violet na sala comunal e foram para o Salão Principal tomar café antes do jogo. Todos estavam ansiosos.
– Então, quem joga hoje? – perguntou Alvo coma boca cheia de comida.
– Sonserina e Grifioria. – disse Scorpio.
– Aparentemente esse jogo sempre abre a temporada. – disse Lorcan sentando-se ao lado de Alvo.
– A rivalidade entre as casas é a maior emoção do jogo. – concordou Lysander sentado ao lado do irmão.
– Vocês podem sentar aqui? – perguntou Scorpio.
– Não sei. – Lysander deu de ombros.
– Parece que sim, estamos sentados não estamos? – respondeu Lorcan.
Violet sorriu
– Eles estão certos.
Depois que Alvo fez dupla com Lysander, ele e Lorcan começaram a passar muito tempo com ele e consequentemente com Scorpio e Violet, eles apareciam o tempo todo, no fim de uma aula, quando eles estavam a toa perto do lago, na biblioteca, as vezes Alvo ficava irritado só de vê-los esperando por ele no fim de um corredor, mas ai eles começavam a conversar e eles sempre riam tanto juntos que era difícil ficar bravo com aqueles dois. No fim eles acabaram conquistando Scorpio e Violet também, o que resultou em muitas risadas altas demais na biblioteca.
– Quem vocês acham que ganha o jogo? – perguntou Violet
– Sonserina, claro! – anunciou Scorpio.
– Não sei, o apanhador da Grifinoria é bom. – disse Alvo.
– A apanhadora. – corrigiu Lysander – Olivia.
– Isso, e tem o meu irmão no time, ele é bem competitivo.
– Ele é batedor. – protestou Scorpio – Não altera muito o resultado.
– Engano seu. Já vi pancadas de balaços desacordarem um goleiro por um jogo inteiro. Quero ver você ganhar um jogo sem goleiro. – disse Lorcan.
– Pegue o pomo antes que o outro time tire vantagem disso. – disse Scorpio satisfeito.
– Ãh... Meninos. – Violet chamou.
– Isso seria um golpe de sorte. É bem mais possível que você perca o jogo. – Alvo contestou.
– Meninos...
– Mas se o time pegar o pomo...
– Você não pode basear um jogo em “se” cara... – Lysander balançava a cabeça como se aquilo fosse a coisa mais estupida já dita.
– Pessoal...
– Então quer dizer que vocês todos acham que a Grifinoria vai vencer?
– Não sei eu... – Alvo não conseguiu terminar de falar.
– VOCÊS SÃO UNS IDIOTAS SURDOS EU SÓ SABEM FALAR SOBRE QUADRIBOL! PRESTEM ATENÇÃOEM MIM!
Os quatro meninos ficaram parados encarando ela. Ela bateu as mãos na mesa e se levantou.
– Deus, eu devia arranjar amigas. – e saiu batendo os pés ara fora do Salão Principal.
– O que deu nela? – Lorcan olhou confuso para Alvo.
– Não sei. – ele deu de ombros.
...
Era hora do jogo, todos os alunos iam ansiosos para o campo, Alvo estava vestido com seu uniforme normal, mas tinham alguns alunos com rostos pintados metade verde metade branco, alunos com placas com letras brilhantes magicas que diziam “Sonserina é campeã” e depois mudavam para “Grifinoria fede” e isso era só do lado deles do estádio, do lado da Grifinoria era quase a mesma coisa, um mar vermelho e dourado com placas anunciando a vitória da Grifinoria e dizendo como a Sonserina era ruim. Alvo nunca pensou que estaria olhando daquele ângulo para a torcida da Grifinoria, mas também nunca pensou que não se sentiria mal com isso.
As outras duas casas estavam divididas entre as torcidas, a Lufa-Lufa quase inteira torcia pela Grifinoria já a Corvinal estava bem dividida. Parecia que nem todo mundo gostava da Sonserina, Alvo não podia culpa-los. Ele próprio não tinha a melhor das impressões mesmo sendo dela.
O jogo começou. Os jogadores da Sonserina jogavam bem, alguns jogavam sujo, mas não eram maioria, os da Grifinoria também estavam indo bem. O capitão do time da Sonserina e artilheiro era Lucas, seu irmão Fabian era o apanhador e Marcus e Brutus os batedores – os que jogavam sujo – e tinham duas meninas artilheiras, o goleiro era um cara grandalhão do sexto ano que era mais rápido do que parecia. Já o time da Grifinoria tinha dois meninos como artilheiros e uma menina chamada Alice, Olivia era a apanhadora, James e outro garoto eram batedores e Fred o goleiro. O jogo ficou no zero a zero por pelo menos trinta minutos, Alvo conseguia pegar um balaço que acertava um artilheiro na boca do gol e então a goles ia parar com o time adversário e nenhum apanhador parecia ter visto o pomo de ouro. Aquilo parecia estar se arrastando até que Scorpio gritou do seu lado:
– O Fabian é cego ou o que? O pomo já passou do lado dele três vezes e ele esta lá gritando com os outros jogadores!
– Espere, como vc esta vendo isso daqui? – perguntou Alvo estreitando os olhos – Eu não enxergo nada!
– Esta bem ali cara! – ele apontou para algum ponto a uns sete metros a direita de onde Fabian estava.
– Não consigo ver nada. – Alvo desistiu de esticar o pescoço.
O jogo continuava rolando, dessa vez com um gol para a Grifinoria, Alvo começava a ficar nervoso. Se Fabian perdesse podia ficar nervoso e querer descontar nos novatos que ele mais odiava. Faltavam poucos dias para o Halloween e ele não queria passar a comemoração com bandagens de verdade na fantasia de múmia. Mas pior que ter que aturar Fabian irritado serie ver o seu irmão perder um jogo. Ele sabia muito bem como ele era competitivo.
– GOL PARA A SONSERINA! – gritou o aluno que narrava o jogo.
Ótimo, agora o jogo estava empatado. O nervosismo de Alvo crescia. Ele ficou espantado de perceber que não estava realmente preocupado em como seu irmão o Fabian iam ficar e sim estava ficando irritado de não poder estar lá para ajudar. Para jogar e fazer a diferença.
Mais algumas dezenas de minutos e os jogo estava 70 a 60 para a Sonserina com duas faltas para a mesma. Alvo estava roendo as unhas como louco quando sentiu alguém chegar do seu lado.
– Quem esta ganhando? – perguntou Violet.
– Sonserina, mas é por pouco.
– Alguem já viu o pomo?
– Não. Quer dizer, Scorpio já, mas ele não pode avisar Fabian daqui.
– Aquele menino é um tapado.
– Não brinca?! – disse Alvo finalmente desviando os olhos do jogo – Você esta bem?
– Estou.
– Tem certeza? Depois daquele ataque lá na mesa eu achei que você não fosse aparecer pelo resto do dia.
– Eu pensei no assunto. – foi a vez dela desviar os olhos do jogo e encara-lo com grandes olhos verdes-musgo – É só que... as vezes sinto falta de uma companhia feminina entende?
– Esta cansada da gente?
– Não! Só que existem algumas coisas que não posso conversar com vocês posso?
– Você sabe que pode falar sobre o que quiser com a gente.
– Ah é? Qualquer coisa?
– Qualquer coisa. – garantiu Alvo.
– Então me diga, qual dos protagonistas da novela que passa no canal bruxo você acha mais bonito? E que cor de esmalte você prefere? Turquesa ou azul piscina?
– Eu... O que?!
Ela riu.
– Ok, isso não foi justo! Eu nunca poderia saber nada disso.
– Uma menina saberia.
– Qual a diferença entre turquesa e azul piscina afinal?
– Esqueça Alvo – ela ria bem alto agora – Eu estou bem.
Ele ia falar mais alguma coisa, mas o bom senso de Scorpio estava desligado e ele gritou:
– Vocês dois querem calar a boca? Estou tentando ver o jogo aqui... ELE VIU O POMO! ELE VIU O POMO!! – Scorpio gritava e pulava na arquibancada.
Uma coisa era certa, Scorpio amava quadribol mais do que tudo e não importava o quanto ele odiasse Fabian, quando ele agarrou o pomo antes da apanhadora da Grifinoria que estava a dois centímetros da tão importante bolinha dourada Alvo podia jurar que ele desceria da arquibancada e daria um beijo nas bochechas de Fabian como uma mãe orgulhosa. Aquele pensamento o divertiu.
Com o fim do jogo todos foram para seus respectivos salões comunais, os alunos da Sonserina fazendo a maior algazarra, claro. Alvo viu seu irmão tentando sair de fininho pelo meio da multidão – passando bem longe dos alunos sonserinos comemorando – e foi até ele.
– Ei, vocês jogaram bem. – disse ele.
– Não tanto quanto precisávamos.
– Vão ter outros jogos, vocês podem se recuperar.
– Nós não podemos perder mais nenhum jogo e vocês tem q perder pelo menos um. – o jeito como ele se referiu a “vocês” incomodou Alvo.
– Ei cara, eu não tive nada haver com isso. Culpe a sorte do Fabian.
– Sorte que nada, aquele inútil é bom mesmo. – resmungou James – ele pode demorar pra achar o pomo, mas quando acha ninguém consegue pegar antes dele.
– Ãh, James – Alvo tentou tomar cuidado com as palavras – tem uma coisa que ando querendo te perguntar.
– Fala ai maninho.
– Foi você quem escreveu na parede da Sonserina com o leão rugindo.
– Isso não foi uma pergunta.
– Foi não foi?
– Talvez. Mas por que o interesse?
– Por que aquilo foi demais! – ele riu – Mas o que esta me deixando curioso é como você fez isso.
– Você deve ter uma ideia.
– Mas, como o Mapa poderia saber a nossa senha?
– Ah, isso foi fácil de conseguir. Alguns minutos de conversa com um dos novatos, um pequena pressão – ele estalou os dedos da mão em forma de punho – e a promessa de deixar ele em paz depois disso e pronto! Senha da Sonserina fresquinha saindo.
– O papai ainda não percebeu que o Mapa sumiu?
– Que eu saiba não.
– Você acha que ele ficaria muito bravo se descobrisse?
– Al, se ele não quisesse que fosse achado, não estaria num lugar tão fácil.
– Estava nas coisas dele. No escritório dele. – disse Alvo erguendo as sobrancelhas.
– Viu? Fácil demais. Ele queria que achássemos. Agora, vá festejar com seus amigos, hoje a noite vai ser longa na sua sala comunal se as festas da Sonserina forem metade tão divertidas quanto as da Grifinoria. – ele piscou para Alvo e saiu em direção ao castelo.
Alvo se surpreendeu com a atitude de James, ele não costumava ficar tão calmo quando perdia alguma coisa. Aquilo começou a incomodar ele e então resolveu compartilhar seu incomodo com Violet e Scorpio quando se reuniu com eles que o esperavam no meio do caminho entre o campo e o castelo.
– Alvo, ele provavelmente só esta sendo maduro. – disse Violet.
– Você não conhece o meu irmão. Ele não é maduro. Isso não faz parte dele.
– Talvez ele te surpreenda.
– Você não entendeu. Ele pode estar completando cinquenta anos de idade, alguém vai se sentar em uma cadeira com uma almofada de pum e ele vai começar a rir como um idiota por quinze minutos pra depois assumir que foi ele quem colocou a almofada lá!
– Você devia dar um pouco de credito ao seu irmão. – disse Violet censurando-o.
– Ugh! – Alvo detestava essa mania que Violet tinha de estar sempre certa – O que você acha Scorpio?
– Não sei. O irmão é seu, se você acha que ele vai aprontar alguma deve saber do que esta falando, afinal você o conhece. Melhor irmos para a sala comunal e ficarmos de olho caso alguma coisa estranha aconteça.
– Você é um puxa saco! – exclamou Violet e saiu batendo os pés na grama em direção ao castelo.
– Cara, eu realmente não sei como ela pode passar de uma pessoa tão legal pra uma neurótica em alguns segundos. – disse Scorpio olhando a menina furiosa.
– Meninas. Todas elas são assim. Eu tenho muitas primas, posso dizer que são todas assim. Numa hora estão bem, na outra você tem medo de que te furem um olho.
Scorpio concordou e ambos foram para o castelo conversando sobre as jogadas incríveis que tinham sido feitas no jogo.
Chegando à sala comunal eles se assustaram com a transformação repentina do lugar. A sala que normalmente era tão quieta e organizada estava lotada de gente por todos os cantos, todos os sonserinos resolveram ficar fora de seus quartos naquela noite. Tinham faixas verdes e prateadas penduradas por todo o salão e uma mesa com petiscos de festa e suco de abobora arranjados por um garoto do sexto ano que tinha um contato na cozinha. Tinha um radio que tocava uma musica das Esquisitonas num volume tão alto que Alvo sentia as coisas vibrarem. Era estranho ver como as pessoas serias que eles viam todos os dias transitar por ali podiam estar tão sorridentes e descontraídas agora. Alvo até viu Lucas com uma garota no canto do salão. Ele não fazia ideia de quem fosse, mas também não tinha nada com aquilo.
Ele e Scorpio se acabaram de tanto comer e em algum ponto durante a comilança dos dois, Violet apareceu e começou a conversar com eles como se nunca tivesse saído nervosa fazendo buracos na grama onde pisava. Eles não viram problema naquilo, a ultima coisa que queriam naquele momento era discutir com ela. Eles começaram a jogar snap explosivo por um tempo com outros sonserinos do primeiro e segundo ano, mas quando a sala começou a esvaziar e só ficaram os mais velhos e os casais – e tinham muitos deles ali – eles deram boa noite para Violet e foram para o dormitório.
Quando entraram no longo corredor que levava aos vários dormitórios masculinos Alvo escutou uma porta bater alguns metros à frente e de lá saiu um garoto loiro que ele reconheceu como Fabian – a luz das velas penduradas na parede ele parecia ter sombras no lugar dos olhos azuis entediados.
Nervoso Alvo puxou Scorpio e eles tentaram chegar à porta do seu dormitório antes que Fabian os visse – não deu certo – Fabian os olhou com ferocidade e foi para cima deles como um animal.
– Seu melequento! Graças a você meu pai pensa que sou um inútil e esta ameaçando me mandar para a escola trouxa por um ano! Um ano! – ele agarrou Alvo pela camisa.
– Largue ele Fabian ou nós iremos chamar o monitor. – disse Scorpio.
– Você quer dizer o meu irmão? – disse Fabian irônico.
Scorpio pareceu notar o quanto tinha soado estupido e ficou vermelho – pelo menos era o que parecia a luz das velas – Alvo não podia deixar que Fabian o tratasse como saco de pancadas pelo resto do ano. Ele tinha que reagir.
– Agora você não pode pedir ajuda Potter, seu irmão não esta aqui pra te ajudar e eu vou transformar o seu rosto numa massinha de criança. – ele abriu um sorriso quase animal e preparou o punho.
Alvo não teve muito tempo para pensar. Ele empurrou Fabian com toda a sua força fazendo com que o menino o soltasse e se afastasse um ou dois passos. Foi o suficiente para Alvo gritar para que Scorpio corresse e ambos saíssem de volta para o salão comunal. Eles conseguiram correr até o meio do salão antes que Fabian os alcançasse e puxasse Alvo para trás pelas vestes. Ele caiu no chão de costas e sentiu o ar deixando os pulmões.
Todos no salão agora prestavam atenção no que estava acontecendo. Scorpio tentou enfrentar Fabian, mas ele simplesmente empurrou o menino que era quase trinta centímetros mais baixo contra um sofá e então ele se agachou e apoiou o joelho no peito de Alvo.
– Sabe, nas férias, meu pai sempre me inscreve em uma academia de boxing junto com o meu irmão. Nós aprendemos a dar socos muito bem lá. – ele arregaçou as mangas da camisa branca – Acho que você pode se interessar em aprender um deles.
Fabian parecia louco. Seus cabelos antes sempre penteados estavam bagunçados e espetavam para todos os lados, seus olhos azuis não pareciam entediados, pareciam os de um animal raivoso, ele tinha olheiras em baixo dos olhos o que o deixavam com uma aparência ainda pior. Ele terminou de dobrar a manga da camisa, olhou para Alvo com um sorriso psicótico no rosto e se preparou para baixar o braço. Alvo se preparou para aguentar a dor sem chorar como um bebe e fechou os olhos.
E então o peso de Fabian saiu de cima dele.
– Me solte! Me solte agora! Você não tem o direito! – berrava Fabian.
– Eu sou seu irmão mais velho e tenho o direito de fazer o que quiser com você enquanto estivermos aqui! E você não vai bater nesse garoto de novo! – gritou uma voz mais grave.
Alvo abriu os olhos hesitante, parecia bom de mais para ser verdade, mas Lucas – o irmão mais velho e bombado de Fabian, que também era o monitor – estava segurando o menino que esperneava como se fosse uma boneca de pano impedindo que ele desfigurasse o rosto de Alvo. Ele se levantou e não sabia muito bem se deveria agradecer, antes que dissesse qualquer coisa duas mãos femininas tocaram em seu rosto e Victorie se agachou na frente dele.
– Você esta bem? – ela perguntou com sua voz melodiosa.
– E-estou. – disse ele confuso – O que você esta fazendo aqui?
– Isso não importa. – ela olhou rapidamente para Lucas e de novo para Alvo – Ele não te machucou de novo não é? – perguntou ela mais insistente.
– Não, estou bem. – ele garantiu – Por que você esta aqui?
– Não importa Al. Esta tudo bem agora, certo? – ela olhou para ele como quem encerra um assunto.
– Ei, vocês dois! – disse Lucas olhando para Alvo e Scorpio enquanto ainda segurava Fabian – Para as camas. Deixem que eu resolvo aqui.
Ele preferiu não discordar do cara que tinha acabado de salvar seus dentes de serem quebrados. Alvo puxou Scorpio pela manga e eles estavam chegando na porta do corredor dos dormitórios quando todos escutaram um estalo alto e uma bomba de fumaça vermelha com brilhinhos dourados explodiu na sala comunal da Sonserina cobrindo tudo com o que parecia pó de fadas com as cores da Grifinoria. Um rugido de leão soou pela sala e depois o hino da Grifinoria começou a tocar.
– Eu sabia! – disse Alvo para Scorpio.
Lucas ficou furioso e se esquecendo por um instante de Fabian soltou-o para tirar a varinha das vestes e desativou o feitiço sonoro que tocava o hino da Grifinoria. Fabian olhava com muita raiva para os sofás de couro preto agora cobertos de glitter vermelho e dourado. Alvo e Scorpio não ficaram ali esperando que ele se lembrasse deles. Correram para o dormitório e Alvo foi obrigado a escutar Scorpio assobiando o hino da Grifinoria até pegar no sono.
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