Nova Geração - Ano 1

15 Meus Novos Amigos Gêmeos


Depois do berrador que Fabian recebera Alvo raramente o via pela escola e se via eram momentos rápidos, como ele virando em um corredor, entrando em uma sala, ou na mesa da Sonserina nas refeições, apesar de ele se sentar bem longe. Isso agradava Alvo, e muito, tudo o que ele queria era ficar longe de problemas e no o que dizia respeito a Fabian ele era a definição de problema. Mas isso incomodava Scorpio, ele achava que todo esse silencio de Fabian era preocupante.

– Ele não vai deixar isso barato Al, ele levou uma bronca do pai na frente da escola inteira por nossa causa. Ele vaise vingar. O que me incomoda é quando.

Talvez Scorpio estivesse certo, mas Alvo tinha outras coisas com o que se preocupar.

...

– Vamos meninos! Precisamos chegar na aula em cinco minutos!

Ele, Scorpio e Violet estavam correndo para chegar a tempo na aula de Historia da Magia dada pelo Prof. Binns – um fantasma – e Violet corria a frente dos dois desesperada. Ela não era do tipo estudiosa, mas odiava chegar atrasada nos lugares. Quando Alvo perguntou a ela sobre o porquê ela respondeu:

– Coisas interessantes podem acontecer enquanto não estivermos lá.

Scorpio dizia que um dia Violet seria uma jornalista no Profeta Diário, Alvo não achava impossível.

Eles continuaram correndo pelo corredor e chegaram até a sala de Historia da Magia. Entraram ofegantes e se sentaram em uma mesa vazia perto da porta, com sorte o professor não os notaria ali.
Ao começar a tirar os livros da mochila Alvo deu uma olhada em volta, aquela aula era dividida entre Sonserina e Corvinal e alguns olhavam para eles com expressões acusadoras, principalmente os corvinos e isso irritou Alvo. Mas tinhas dois garotos da Corvinal que o deixavam intrigado e com aquela vontade de “fazer amizade”. Eles eram gêmeos e Alvo se lembrava deles no dia da seleção. Eles tinham ido antes dele, ambos para a Corvinal. Também tinham sido eles – Alvo descobrira na primeira aula de Historia da Magia quando fez dupla com um deles – quem explodiu o pudim na mesa da Corvinal.

– Mas, por que vocês explodiram o pudim? – Alvo se lembrou de ter perguntado.

– Veja bem, nós só queríamos fazer com que ele ficasse maior. Nós adoramos pudim!

– E em vez disso explodiram ele?

– Bem, sim. Mas o feitiço não saiu totalmente errado, ele realmente ficou maior, só que cresceu tanto que explodiu.

– E por isso meu amigo acabou com pudim de chocolate na cabeça.

– Exatamente! – disse o menino satisfeito.

Alvo gostava deles justamente por isso. Não eram tão sérios e neuróticos como os outros corvinos – pelo menos os do primeiro ano eram assim – eles eram divertidos e descontraídos. Um pouco sonhadores até.

– Então vou pedir que vocês formem pares para responder o questionário da lousa. – disse o Prof. Binns trazendo Alvo de volta para a realidade.

Só agora ele notara que o professor tinha enchido a lousa com perguntas e ele nem tinha aberto seu livro. Olhou com confuso para Scorpio ao seu lado e ele disse:

– Temos que responder todas as 25 perguntas da lousa antes da aula terminar ou ele não nos deixa sair para o almoço.

– O que??

– Pois é, quer fazer dupla comigo?

– AH NÃO! Você vai fazer dupla comigo senhor Malfoy, eu não vou sentar com um corvino estressadinho, eles me fazem sentir estupida. – disse Violet.

– Tudo bem – disse Alvo levantando as mãos em sinal de rendição, ele sabia que não valia a pena discutir com Violet – eu procuro outro parceiro, cara.

Enquanto se levantava da mesa escutou Scorpio dizer “Isso quer dizer que você me acha mais burro que eles?”. Rindo, Alvo rumou para a mesa dos gêmeos.

– Vocês vão ficar juntos ou...?

– Juntos? Eu e ele? Isso seria nojento cara, somos irmãos! – disse um deles.

– Lorcan, acho que ele esta se referindo as duplas. – disse o outro.

– Ah! Mas é disso mesmo que estou falando! Nós já nascemos juntos, por que eu iria querer ficar em uma dupla com você? Nós já fazemos tudo juntos.

Alvo estava meio perdido. Eles iam ou não fazer dupla juntos?!

– Ei cara, pode parar de encarar a gente como se fossemos loucos.

– Não que nós não sejamos loucos. – corrigiu o outro.

– É, mas é falta de educação nos encarar como se fossemos. – concluiu Lorcan.

– Desculpe. – disse Alvo – Então, algum de vocês dois quer fazer dupla comigo?

– Você pode ficar com meu maninho Lys aqui, eu vou sentar com a Maggie, ouvi dizer que ela gabarita todas as lições desse cara. – e Lorcan saiu da mesa em direção a uma garota a uma garota de cabelos castanhos encaracolados que mais pareciam molinhas.

Alvo se sentou na cadeira que estava vazia, ele não tinha certeza se esse era o mesmo gêmeo com quem fizera dupla antes.

– Lysander Scamander – disse o menino loiro ao seu lado estendendo a mão – pode me chamar de Lys.

– Alvo Potter. – respondeu Alvo o cumprimentando – me chame de Al.

– Potter? – Alvo já estava pronto para revirar os olhos com alguma afirmação estupida sobre ele, seu pai ou seu irmão, mas Lysander não fez nada disso – acho que minha mãe estudou com o seu pai.

– Ãh, sério? – Alvo não demonstrava muito interesse quando as pessoas diziam isso, afinal muitas pessoas estudaram com seu pai, mas poucas delas realmente o conheceram e ele estava começando a se costumar com afirmações como aquela.

– Eu sei o que você esta pensando. Seu pai é famoso, muita gente diz tê-lo conhecido, mas eu tenho bastante certeza de que minha mãe era amiga dele.

– Ãh, qual o nome dela? – ele perguntou ainda meio inseguro.

– Luna Scamander. Na época eu acho que o sobrenome dela era Lovegood.

O nome parecia familiar a Alvo, mas como ele não tivera muito conhecimento sobre a vida misteriosamente emocionante que seu pai tivera antes de se casar e ter filhos, ele não podia ter muita certeza.

– Não sei, o nome me parece familiar – ele disse – mas tenho péssima memoria.

– Tudo bem, — disse o menino casualmente – quando tiver certeza me avise.

Alvo assentiu e então disse:

– Que tal respondermos isso logo? Meu estomago esta começando a roncar.

– Achei que você nunca fosse pedir. – disse Lysander.

E então eles passaram a ultima meia hora de aula respondendo coisas como “Quando foi que os Duendes conseguiram liberdade?” “Quem fundou o Gringotts?” “Por que são os Duendes que tomam conta de lá?”.

Quando a aula acabou Alvo agradeceu ao menino por fazer dupla com ele e ambos entregaram suas respostas na mesa do professor.

– Serio cara, se você não tivesse feito dupla comigo eu estaria perdido! Das 25 eu responderia umas 7! – dizia Alvo saindo da sala ao lado de Lysander.

– Ei! E ai como foram? – disse Lorcan alcançando-os perto da porta.

– Bem, e você? – Lysander olhou para o irmão.

– Fui bem. Não graças a Maggie Anderson! Ela se estressou comigo porque joguei algumas bolinhas daquele chiclete acido que compramos na loja de logros dos Weasley no suéter dela e parou de me dar respostas!

– Que absurdo! – disse Lysander irônico.

– Não é? – Lorcan parecia não ter percebido a ironia.

– Ei, meu tio é dono dessa loja. – comentou Alvo.

– Sério? – disseram os dois impressionados.

– Ãh, sim. Ele vive dando uns brindes para mim e pro meu irmão. Eu não uso muito então se vocês quiserem, eu posso dar pra vocês.

– Sério cara?? Isso seria demais! – disse Lysander animado.

– Não brinque com o meu coração Al! – disse Lorcan um pouco alto de mais, fazendo algumas pessoas no corredor olharem.

– É serio! – disse ele rindo – Eu não trouxe elas comigo para cá, mas estão em casa, eu pego quando for pra casa no Natal e dou pra vocês.

Os dois ficaram tão felizes que abraçaram Alvo, Lorcan jogou o braço em volta de seu pescoço e deu um cascudo na sua cabeça. Depois disso ambos saíram puxando Alvo em direção ao Salão Principal gritando:

– Esse é nosso novo melhor amigo, pessoal! Abram alas para esse garoto! Ele é demais!

Notas finais
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