Notre Musique

1 Première partie


Notas iniciais
Bonjour!! Bienvenue à minha primeira fic de miraculous :))) Queria muito fazer uma oneshot desse casal *.* É a minha primeira entãooo, espero que gostem e críticas bem vindas ♥ Obs: Essa história se passa logo após o epsódio Silencer Bisous, Eve

Você é uma garota extraordinária, Marinette. Clara como uma nota musical, sincera como uma melodia... Você é a música que vem tocando na minha cabeça desde o primeiro dia que nos conhecemos...

Marinette não conseguia dormir. Rolava pela cama colocando o travesseiro sobre seus ouvidos, remoendo-se tentando afastar todos os pensamentos que a atormentavam naquela noite. Céus...

Por quê, Luka?

As palavras do menino invadiam sua cabeça deixando-a à beira da loucura total. Não era para ela estar pensando nele. Não, com certeza, jamais. Devia estar pensando naquele loiro com orbes de safira que tanto admirava, que tanto a deixava sem palavras que era incapaz de olhar sem se derreter por completo. Então, por que aquela noite era tão diferente? A razão era que estava perdida na memória daquela tarde quando, repentinamente, encontrou-se em frente a um vilão que lhe disse coisas muito belas.

Marinette grunhiu. De fato, logo ela surtaria. Será que aquilo era realmente uma declaração de amor? A garota não havia ouvido aquelas palavras por uma só vez, mas duas. Duas vezes que Luka a encarou ternura, a encantou e a deixou sem reação... E achava que só havia um garoto que era capaz de fazer isso com ela.

Já estava cansada. Precisava de uma resposta urgentemente. Talvez até por isso não tenha notado quando se levantou da cama com uma determinação tremenda no olhar, sequer tinha controle sobre si mesma quando seguiu para a sacada de seu quarto e encarava o céu estrelado de Paris. Enquanto Tikki a acompanhava silenciosamente, a kwami mal pôde perceber quando a garota chamou por seu nome para, então, cometer uma das maiores loucuras já havia feito.

— Tikki, transformar!

Sua voz soou calma e pacifica enquanto se transformava em Ladybug. Era como se já não comandasse seus movimentos, estava a mercê da curiosidade e aflição que atingiam seu coração. Pulou com seu ioiô de prédio em prédio. Sorte que era o meio da madrugada e estava escuro, poucas pessoas notariam a heroína mais amada de Paris percorrer a cidade em sua loucura. Ela sabia para onde estava indo. Embora não tivesse um plano e estivesse pouco consciente – o que era raro para a joaninha – ela tinha um destino certo. Porém, havia uma parada no meio do caminho que não era capaz de ignorar. Chegando perto da mansão da sua não tão secreta paixão, dirigiu-se para o lado dela e pousou no prédio a frente da janela do quarto dele.

Do quarto de Adrien Agreste.

Não conseguia ver muita coisa, sequer queria. Não planejava stalkear o modelo – pelo menos, não daquela vez. Pôde observá-lo de longe enrolado em suas cobertas, provavelmente há tempos adormecido.

Suspirou.

Fazia meses que tentava mostrar seu interesse para o garoto e ele nem notava, mesmo que todos os amigos dela dissessem para a heroína o quanto era óbvio que ela apaixonada por ele.

Soltou mais um suspiro. Mas dessa vez, vindo seguido de um leve sorriso de canto. Adrien devia considera-la muito para ser incapaz de enxergar algo tão evidente. Embora estivesse feliz pela amizade que tinha com ele, aquilo não deixava de machuca-la aos poucos a cada dia. Afastou esses pensamentos. O quanto mais pensava sobre Adrien e Luka, mais ficava confusa. Deixou o garoto adormecido para trás, nem notando que já o havia esquecido para seguir seu rumo ao rio Sena.

Meu deus, Marinette... O que está acontecendo com você?

Se ela soubesse a resposta, provavelmente não estaria naquela situação.

Passando pela torre Eiffel teve de tomar mais cuidado. Podia ser o meio da madrugada, mas também era Paris, a “cidade do amor” e “cidade Luz”. Casais apaixonados e festas rodavam pela praça e Ladybug teve de fazer um esforço enorme para não ser percebida daquela vez. Chegando às margens do Sena, observou seu destino. Um certo barco atracado que fora muitas vezes seu lar e de seus amigos durante os ensaios e encontros divertidos. O que faria agora? Não fazia ideia. Mas quanto mal pôde notar, já estava ao lado da embarcação indo até a escotilha do quarto dele. Não sabia onde estava com a cabeça quando a abriu e entrou na cabine, mas foi silenciosamente ao centro enquanto tentava se acostumar com sua própria loucura.

E lá estava ele. Adormecido de costas para Marinette. Estava aliviada, provavelmente poderia sair despercebida dali quando terminasse. Vagou seus olhos pelo quarto, andando de mansinho procurando qualquer coisa que poderia dar uma pista sobre os sentimentos do garoto quanto a ela. Sentia que não encontraria nada, mas já que já estava naquela situação, não custava tentar. O ambiente já lhe era familiar. A guitarra encostada na mesa do computador, as palhetas penduradas na parede... Sorriu com a memória de quando e ele lhe deu uma do Jagged Stone, quando se conheceram. Ela nem sabia tocar, mas guardava aquela peça como um bem precioso... Então era naquele momento que tudo havia começado...?

Voltou-se para a mesa, revirando uns papéis jogados sobre ela. Eram partituras. Não sabia lê-las, mas passou seus olhos por elas até encontrar algo que fez seu coração disparar como um raio, forte e completamente descompassado.

Marinette

Era o que estava escrito em uma das partituras... O que significava aquilo? Era uma uma música para ela? Sorriu de leve ao ver seu nome. Então era isso, Luka realmente podia sentir algo por ela. Além de agitado, seu coração estava aquecido. Ainda haviam perguntas, mas ela já tinha o suficiente para aquela noite. Precisava sair logo do quarto e partir para sua casa antes que alguém desconfiasse.

Porém, deve-se lembrar que Ladybug é Marinette, e todos sabem como é Marinette quando se trata de amor. Sua distração a fez bater perna da mesa e, consequentemente, fez a guitarra do garoto cair fazendo um barulho mais alto do que ela gostaria. Ela petrificou. Em um instante conseguiu orar para mil deuses diferentes, mas nenhum podia ajudá-la naquele momento.

— Mas o que... – Ela viu Luka acordando, virando-se para a heroína – Ladybug!

Sua surpresa era evidente, o garoto tinha olhos arregalados para ela, enquanto saía do cobertor e levantava-se. Ele usava uma regata branca e calças de moletom pretas, corando de leve ao acordar de vez e pensar que a garota estava em seu quarto.

— O que faz aqui?

Ela tinha que pensar, e rápido.

— B-Bom! É-É que... – “De pressa!” pensou Marinette. Tinha que se lembrar que ali ela não era a garota desastrada, e sim Ladybug. Tentou se acalmar e dizer alguma coisa – D-Desculpa invadir seu quarto assim... É que... Se eu falar, pode não contar para ninguém?

— Claro, Ladybug – Luka respondeu de prontidão, ainda questionando como a heroína de Paris fora parar em sua cabine.

— Eu tenho uma amiga e... Bem... Ela meio que acha que gosta de você, aí eu estava preocupada e vim até aqui para ter pistas se você sentia o mesmo e agora estou aqui... Sério, sinto muito por isso... – Respondeu fazendo um biquinho fofo.

O garoto ainda estava atônito.

— Como assim? Quem? – Seu coração saltitava de leve.

Ladybug o encarou, não havia mais escapatória.

— Marinette... Marinette Dupain-Cheng – Somente disse. Viu a reação de Luka, que guardava um sorriso bobo no canto dos lábios, achou muito fofo. Aproximou-se dele – A Mari me mandou mensagem hoje, falando que você tinha dito coisas muito bonitas para ela, e que estava confusa... Eu não queria que ela se machucasse.

Marinette se sentia mal. Odiava mentir – mesmo que já tivesse se tornado um hábito necessário – e já havia mentido demais para ele hoje. Luka que sempre fora tão atencioso com ela, o garoto realmente não merecia aquilo.

— Nossa! Isso é... Incrível. – Disse ele. Ladybug suspirou aliviada, parecia que ele tinha comprado a ideia – Eu jamais a machucaria, disso pode ter certeza.

O sorriso calmo habitual de Luka voltou ao rosto do menino, inevitavelmente fazendo a heroína sorrir também.

— Sabe, Luka. Marinette não sabe que eu vim aqui... Então, poderia não comentar nada com ela? Somos amigas meio afastadas, mas ela pode perceber quem eu sou e peço que você não tente descobrir também.

— Claro! – A garota sorriu com aquilo, ela sabia que podia confiar nele – Já que vocês são amigas, pode ouvir uma música que estou escrevendo para ela? Não está acabada, mas espero que ela goste...

Marinette corou levemente. Como ele podia ser tão fofo?

— Com certeza, Luka! – Ela sorriu amigavelmente. O garoto deu tapinha ao seu lado na cama, indicando para que a heroína se juntasse a ele. Luka se agachou pegando sua guitarra caída – Não vai acabar acordando a sua família? – Ela perguntou.

— Vou tocar baixinho, e mais, minha mãe e minha irmã só um terremoto para acordarem, então... – Ladybug riu com o comentário – Pronta? – Questionou ele já com a paleta posicionada.

Ela assentiu e o garoto começou com os primeiros acordes. Como na primeira vez, Marinette sentiu que ele era um mágico. Podia não entender nada de música, mas o som dele a fazia se teletransportar para um lugar novo, confortável e extremamente prazeroso. Ele tinha a concentração voltada para a música, deixando a garota confortável para fechar os olhos e curtir aquela melodia que, naquele momento, impregnava sua alma e envolvia seu ser. Era tão delicada, fina... “Com certeza Marinette gostaria muito” Riu mentalmente com o próprio comentário. Quando abriu os olhos, Luka ainda tocava. Suas mãos moviam-se delicada e calmamente pelas cordas do instrumento. Todavia, os olhos deles não estavam voltados pra lá, mas sim para ela. A garota via confusão e curiosidade neles, como se fosse capaz de enxergar sua alma, mas de um jeito estranhamente bom. Pelos deuses... Ela podia reparar bem agora, eram de um azul límpido, como o céu seu mais caloroso dia de verão.

A música não combinava com o ambiente. Enquanto ela soava leve e melodiosa, os olhares deles estavam em completa batalha para ver quem despia mais os segredos do outro. Quando ela acabou, Ladybug estava levemente corada com a atenção do garoto que, percebendo, desviou o olhar.

— É muito linda, Luka! – Disse ela por fim. Era a primeira vez que ganhava uma música, nunca achou que uma coisa dessas podia acontecer, e que seria algo tão bonito.

— Obrigado... – Retribuiu ele com seu mais sincero sorriso — Ela é suave, boa para dançar, esperava convidar a Marinette para dança-la comigo...

Aquele comentário fez saltitar o coração da joaninha novamente.

— Então o faça, acho que ela iria gostar.

— E você, aceitaria?

Agora que não tinha mais batimentos cardíacos mesmo. Como assim? Luka percebeu a confusão estampada na heroína, sorrindo de lado com isso.

— Desculpa por ter sido akumatizado e ter trazido tantos problemas, também obrigado por ter salvado Paris de... Mim. Eu poderia ter machucado a Marinette e jamais me perdoaria se isso acontecesse, então, deixe-me agradecer...

Ladybug escutava tudo atenta, sorrindo calorosa para o garoto depois.

— Não precisa se desculpar... – Disse pondo uma das mãos no ombro do azulado – Pessoas boas são akumatizadas num lampejo de má sorte, você não tem culpa. E mais, salvar Paris é meu dever, também não precisa agradecer.

— Nesse caso, permita-me agradecê-la por ter salvado a mim? – Luka levantou da cama, estendendo a mão para a heroína.

Ela não compreendia. Mas ele tinha um olhar tão decidido e uma voz tão doce que a fez se esquecer disso, rendendo-se esticando a mão para o cavalheiro a sua frente. Ele inevitavelmente sorriu, logo colocando a música – que por sorte já havia gravado – para tocar no seu celular.

Ela estava nervosa com aquela decisão mas, antes que pudesse pensar mais, Luka já havia delicadamente tomado a mão dela e posto sua a sua muito levemente na cintura da garota para começarem a dança.

Começou muito devagar, com passos para os lados em movimentos bem suaves. Num momento, Luka fingiu que derrubaria a garota, assustando-a e riu com isso. Marinette fez cara feia para rir também logo em seguida e, sem que percebessem, aquela dança já estava mais ritmada, alegre e leve como se fossem dois dançarinos profissionais em frente a uma imensa plateia ou dois amantes escondidos numa dança só deles. A jovem heroína sabia que não era nenhum dos dois casos, então eles criavam uma terceira opção: dois amigos que faziam se sentirem numa única canção. Ela estava tão leve e feliz que mal percebeu a música acabar, desfazendo-se dos braços do garoto. Quando se separaram, viu que ele exibia o mais largo dos sorrisos e seus olhos mostravam o verdadeiro brilho dos céus.

— Obrigado por me acompanhar nessa dança, Ladybug... – Ele disse finalmente, fazendo uma reverência a ela, arrancando risadas da mesma.

— A honra foi toda minha, Luka Couffaine – Sorriu em resposta.

Com o céu negro que se fazia do lado de fora do barco e o cansaço que atingia a jovem heroína, ela entendia que era hora de partir, dando um leve selinho na bochecha do rapaz.

— Lembre-se: é o nosso segredinho! – Disse piscando para ele, antes sair pela escotilha do quarto e partindo de volta para as ruas de Paris.

*****

Marinette acordara surpreendemente cedo naquela manhã. Apesar de ter dormido pouquíssimas horas, estava mais disposta do que nunca e com um sorriso no canto de seus lábios que não sairia de forma alguma.

— Aparentemente alguém teve uma noite boa, afinal! – Ouviu a voz da sua kwami brincalhona, mostrando a língua para a mesma enquanto vagava seus olhos pelo guarda-roupas.

— Engraçada, Tikki! – Respondeu ela no mesmo tom divertido. Como tinha acordado mais cedo, poderia se arrumar melhor para a escola. Decidiu botar um leve vestido branco e soltar os cabelos, deixando-os presos somente a uma tiara igualmente branca dando um toque gracioso ao seu visual. “É bom dar uma mudada!” pensou com um ar alegre.

Logo se vira na hora de ir para escola, pegando sua mochila, sua bolsinha e chamando Tikki para acompanhá-la. Somente se deu tempo de dar um beijo de bom dia nos pais antes de sair de casa, levando alguns macarons para comer depois. Queria encontrar Alya para conversarem antes da aula, havia muita coisa para contar para ela, embora ela talvez devesse omitir alguns detalhes.

Chegando na calçada da escola, sentiu-se meio constrangida. Todos os olhares estavam voltados para ela no seu caminhar até à porta do pátio.

— MIGAAAAA, QUE ISSO! – De longe ouviu Alya gritar, enquanto se aproximava da roda de suas amigas, que sequer a derem oportunidade falar – Tá um arraso, gata! Meu Deus!

— Verdade, Marinette! Tá abalando! – Comentou também Alix.

A garota já não podia mais deter a vermelhidão do seu rosto, só agradecendo às amigas com um sorriso sem graça.

— Hummm... Tudo isso é pra impressionar um certo loirinho de olhos verdes, hein? – Alya perguntou com um tom completamente malicioso.

— Hein? Quê? Não é isso... – A heroína tentou argumentar, mas parecia que ninguém acreditaria nela mesmo. Apenas riu com as amigas enquanto esperavam o sinal bater para entrarem para sala de aula.

— Aí, amiga... – Começou Alya, olhando de relance para atrás de Marinette – Se não tem nada a ver com o cachinhos dourados, vai nessa.

Enquanto a garota tentava entender o que a outra havia dito, a amiga a empurrou para trás, quase caindo se não fosse por um par de braços.

— Marinette, você tá bem? – Perguntou um garoto a levantando. Ela reconheceria aquela voz, aqueles cabelos loiros e aqueles olhos verdes safira em qualquer lugar.

— T-To sim! – Respondeu enquanto tentava se recompor, ouvindo os nada discretos risos das amigas atrás de si – Sou só desastrada! Obrigada, Andrien... – Disse com um leve sorriso.

— Uou! Você está linda hoje, Marinette! – Comentou o garoto, um segundo depois corando com o que disse – Quer dizer, não me entenda mal... Especialmente linda hoje! Digo, não! É que...

A garota estava surpresa, nunca viu Andrien Agreste tão corado. Apenas riu enquanto o cortou.

— Obrigada de novo, Andrien... – Disse por fim, mostrando um sorriso com graça. Despediu-se dele e voltou-se para suas amigas novamente, que estavam todas, literalmente, de queixo caído.

— Mari! O que foi isso? – Perguntou Alya.

— A rainha da auto confiança finalmente despertou em você? – Era a vez de Mylène.

Marinette apenas revirou os olhos divertida para as meninas, que novamente riram.

— E aí, meninas? Qual é a graça? – Nem tinham percebido a aproximação de Juleika, que se juntava à roda.

— Tamo rindo da Mari! O que mais seria? – Comentou Alya, recebendo uma careta da melhor amiga.

— Mas o que aconteceu com você, Juleika? – Rose se pronunciou – Normalmente você é a primeira a chegar, até a Marinette chegou antes de você.

— Sério isso?! – Praticamente gritou a mestiça – Vocês tiraram o dia para tirar com a minha cara, só pode!

Novamente o grupo entrou em gargalhadas. Marinette já até achando graça também, mas tinha que manter a pose.

— Foi o doido do meu irmão – Disse Juleika – O Luka acordou tarde e ainda tive que espera-lo para vir com ele.

— Mas por quê? Ele nunca vem... – Comentou Rose.

— Bom, ele disse, abre aspas: quero passar mais tempo com a minha irmãzinha querida, oras! – Citou fazendo uma vozinha engraçada, as outras riram – Mas acho que não é isso...

Seu tom e olhar foram mais sugestivos. Inevitavelmente, fazendo todos os olhares se voltarem para uma certa garota.

É, Marinette Dupain-Cheng, parece que hoje não é o seu dia...

Ou talvez seja...

Marinette olhou para trás, vendo que Luka se encontrava ao pé da escadaria do colégio, com uma camiseta branca por baixo do casaco marrom folgado, carregando sua mochila num dos ombros. Ele já devia estar na escola dele, não devia?

— Vai lá falar com ele, amiga! – Deu força Alya.

— É melhor mesmo, Marinette. Aquele bobalhão vai ficar aqui o dia todo até você falar com ele, e ainda é capaz de te culpar pelo atraso no colégio! – Disse Juleika divertida.

A mestiça mal conseguia ouvir as amigas. Ao longe pôde ver o sorriso que ele lhe lançava, quase a quebrando por completo.

— Olha, Mari. A gente te espera lá dentro, se divirta, tá! – Disse Alya a empurrando para a escada, logo desaparecendo com as outras garotas para dentro do colégio.

Amava a Alya, isso era fato. Mas ela tinha que parar de, literalmente, empurra-la para cima dos garotos. Riu com esse pensamento.

— Oi...

Foi despertada por aquela voz. Aquela bendita voz que a atormentou durante a noite, que tirou o seu sono e a fez perambular pela cidade quase sem rumo.

— Oie, Luka! – Mas nada daquilo parecia mais importar. Estava de novo em frente aos olhos límpidos daquele garoto, orou novamente a todos os deuses que, para daquela vez, não deixasse sua boca grande não deixar escapar nenhuma informação sigilosa.

— Você tá linda! – Disse ele olhando Marinette por completo, com o sorriso mais bonito que a garota já vira ele dar.

— Obrigada! – Esforçou-se para não corar – Mas um certo metido a guitarrista não devia estar no colégio dele, no outro lado do Sena? – Disse a mestiça com um ar brincalhão.

— Talvez... – Retribuiu ele no mesmo tom – Mas, sabe, imaginei que uma certa garotinha ia precisar da minha ajuda para alcançar a prateleira de cima.

Luka completou com uma piscada direcionada à garota e, num movimento rápido, tirou a tiara que estava na sua cabeça, deixando seus cabelos soltos por completo.

— Ei! – Exclamou ela. Odiava isso, ele era muito mais alto que ela – Devolve, Luka!

— Nananinanão! Isso é por me chamar de metido a guitarrista! – Disse com humor. Levantou a tiara por cima da própria cabeça, assistindo à uma Marinette, em vão, pulando para alcança-la.

— Maldade... – Comentou ela com graça. Afinal, não tinha nada de maldoso no sorriso dele, deixou-se levar pela brincadeira.

— Mas agora é sério, Marinette... – Disse Luka, atraindo a atenção da mestiça – Queria saber se amanhã você não ta afim de ir lá em casa... Tenho uma música nova e queria que você ouvisse.

O olhar dele era o mais caloroso possível. Marinette não pôde deixar de sorrir. Amanhã era sábado, caso Hawk Moth não tivesse planos, ela também não teria.

— Eu iria adorar... – Respondeu somente – Mas agora, pode me devolver a tiara?

— Nah, gostei dela. Posso te dar amanhã? – Perguntou o garoto. Marinette revirou os olhos e assentiu em concordância, ele realmente era terrível.

— Mais alguma coisa, alteza? – Perguntou ela com humor.

Luka lhe sorriu. Mas não um sorriso qualquer, um caloroso, dotado de uma alegria que ela era incapaz de descrever. Mal sentiu-o se aproximar perigosamente dela para, a centímetros de distância, tomar a palavra.

— Na verdade, tem mais uma coisa sim...

Ele se aproximou mais, levando sua mão delicadamente ao queixo dela a mantendo firme enquanto seu rosto estava cada vez mais perto. Marinette sentiu sua respiração falhar enquanto Luka levava os lábios dele aos seus ouvidos e, num sussurro, o mundo desapareceu.

O tempo parecia não passar e a jovem heroína ficou completamente paralisada. Sentiu-o abandonar seu ouvido, passando os lábios por sua bochecha depositando um beijo ali para, enfim, se distanciar. Observou-o se afastar, cada vez mais longe, brincando com a tiara e, um tempo depois, colocando-a em sua própria cabeça em direção ao outro lado do Sena.

Marinette certamente ouviu o sinal bater indicando o início das aulas e sentiu as pessoas desaparecerem para dentro do prédio. Porém, ela ainda não se movia. A brisa de Paris levava seus cabelos soltos ao vento junto ao seu vestido. O belo vestido branco que ela mesma fizera. Tão claro quanto a neve...

Ainda olhava desnorteada para frente e, mesmo que o garoto já nem estivesse mais no seu campo de visão, ainda podia sentir hálito quente dele que tinha se arrastado até o seu pescoço lhe causando um arrepio. Porém, nada comparado ao efeito daquelas palavras. Ainda podia ouvi-las, ditas num sussurro, tão calmas e despreocupadas. Aquelas palavras que, assim como as que ele havia dito no dia anterior, mudariam a vida da jovem heroína por completo sem que ela mesmo as notasse chegando.

“Você fica linda de vermelho, Marinette...”

Notas finais
Merciiii por lerem até aqui! ♥ Comentem aí se gostaram, até uma próxima :))) Bisous, Eve