Notas iniciais
Gente, mil perdões.Minha rotina está bem diferente em relação ao ano passado e eu não to tendo tempo suficiente para escrever.A escola ta muuuuuuuito puxada.Mas é isso aí, o capítulo não me satisfez muito, mas eu vou postar porque eu sei que foi mancada minha demorar tanto pra postar hahaha Eu apressei um fato que era para acontecer só daqui uns 4 capítulos, isso pra não ficar td girando só entorno do casal, se não fica chato e monótono de ler.

Boa leituraaaaaa

Mal consegui racionar direito e logo já senti a pressão gostosa do seus lábios quentes sobre os meus.Seguia o ritmo dos seus movimentos, nos beijávamos com pressa, fervor, como se este momento fosse o mais esperado a muito tempo.

Minhas mãos passaram por suas costas e chegaram até seu braço, apalpando-o, sentindo cada músculo delineado.Prendi meus dedos em seus cabelos macios e apertava-o com força, tentando de alguma forma descarregar o fogo que sentia.

Infelizmente o ar faltou.Seus lábios se desgrudaram dos meus e seguiram uma trilha de beijos até chegar no meu pescoço.E foi aí, que um som muito alto e conhecido soou, revelando uma música do Chris Brown.Meu celular vibrava no meu bolso traseiro e isso definitivamente acabou com todo o clima de antes.

Afastei com delicadeza Ethan, que mantinha seus olhos grudados nos meus transmitindo confusão.

Se tivesse uma corda no quarto me enforcaria agora mesmo.

Atendi o celular impaciente e frustrada.Uma Tracy chorona estava do outro lado da linha, implorando para que eu aparecesse no quarto ou ela iria cortar os pulsos imediatamente.Isso sempre acontece quando ela enche a cara em alguma festa.Disse que apareceria em 5 minutos e desliguei o telefone já pensando em uma desculpa boa o suficiente para abandonar aquele ser perfeito para ajudar minha colega de quarto que está bêbada.

— Eu preciso ir.Minha colega se machucou e precisa de cuidados. — esta foi a minha “desculpa”.

— Ela não sabe se cuidar sozinha? — ele disse manhoso.

— Definitivamente, não.Nos vemos amanhã. — disse e depositei um beijo rápido em seus lábios.

— Eu quero um beijo de boa noite mais convincente. — seus braços me puxaram rapidamente pela cintura e logo iniciamos um longo e demorado beijo.

(...)

Eram 2 horas da tarde e eu já estava na metade do meu livro.Ontem a noite com Tracy não foi tão complicada como eu imaginava, eu cheguei e só precisei dar um banho nela enquanto a ouvia reclamar do quanto se sentia mal por Lizzie ter transado com seu ex namorado.Depois ela deitou na cama e logo adormeceu.

Senti meu estomago se contorcer de fome e fui até o refeitório, que estava vazio.Que novidade.

Enchi meu prato de comida e comi enquanto observava um casal no campus.Pareciam realmente apaixonados.Isso fez com que eu me questionasse, como é amar?É um sentimento bom?Machuca?Eu nunca havia sentido esse negócio, mesmo com meus 16 anos de vida.

Na verdade foram poucos os contatos que tive com o sexo masculino.Todos em festas, quando eu estava bêbada e sem meus sentidos.Não me recordo de nenhum, apenas o de ontem, e foi uma experiência boa.Gostaria de repetir a dose muitas vezes.

Minha reflexão sobre a vida amorosa que eu não tenho e o ocorrido de ontem durou todo o meu almoço, e a minha tarde também.O livro pode esperar.

(...)


Narrador onipresente

Madrugada de segunda-feira, 01:23.


A noite estava nublada e silenciosa.Todos os alunos e sujeitos que trabalhavam no internato já dormiam.Exceto dois estudantes.Eles trocavam palavras baixas em um local escondido da escola.

Ambos vestiam casacos com toucas que privavam qualquer um de reconhecê-los.

Foram poucos minutos e logo cada um saiu com suas respectivas “mercadorias”.Estavam ansiosos para suprir de uma vez por todas seus vícios.

Cada um seguiu seu caminho, logo amanheceria e todos, inclusive os dois que vagavam o lugar pela madrugada, teriam uma maratona de aulas cansativas durante o dia.


P.O.V Cassidy

As aulas seguiram com rapidez pela manhã, logo já era almoço e todos iam em direção ao refeitório.Hoje teria macarronada, isso com certeza me deixaria mais feliz.

Comia devagar enquanto Maddie contava o que fez durante seu fim de semana.

— Amiga, eu tenho muita pena de você por ter passado o fim de semana ao lado do mala do Dave. — ela falava enquanto enfiava uma colher cheia de mousse de chocolate na boca.

— Na verdade, eu nem o vi nesses dias.Passei o sábado com Ethan e domingo com um livro que peguei na biblioteca.

— Como assim você passou o dia com um ser daqueles e não me contou?! — disse com indignação.

— Só rolaram alguns beijos e...

— TÁ BRINCANDO?EU NÃO ACREDITO QUE VOCÊ FINALMENTE...

— Não termina. — disse tampando a boca dela com as mãos e fixando meu olhar furioso no dela.

— Tudo bem, mas isso é totalmente animador.Agora que você tem um namorado vai aprender a ser mais carinhosa e cuidar mais da sua aparência.É claro que isso requer um pouco de tempo mas pode ter certeza que vai acontecer! — amiga é para essas coisas mesmo, jogar na sua cara as verdades.

— Ofendeu.E eu não tenho um namorado. — disse fazendo drama com a mão no peito.

Ainda tinha um pouco de tempo para a próxima aula, então fomos caminhar pelo campus, onde vários casais mostravam todo o seu afeto me deixando com um pouquinho de inveja.Parece que tudo em torno de mim me faz lembrar que eu sou uma solteirona de plantão que o máximo que consegue é dar uns amassos com um carinha.

Espantando os pensamentos sobre carência, voltei ao rumo que a conversa tinha tido anteriormente, Dave.

Eu não o vi o fim de semana inteiro, o que é bastante estranho, já que ele sempre fica comigo quando estou sozinha no internato.Ele também não deu sinal de vida hoje mais cedo.

O sinal bateu me assustando, fui até a sala já me preparando psicologicamente para mais uma tarde de aulas chatas.

(...)

Adolescentes desesperados por liberdade saíram da sala de aula atropelando menininhas indefesas como eu.Juntei meu celular caído no chão e graças ao Pai nada de trágico tinha acontecido.Agradeci mentalmente.

Caminhei lentamente olhando para os lados para evitar mais atropelamentos desnecessários.Segui até o alojamento do último ano em busca do paradeiro de Dave.

Bati algumas vezes na porta mas não obtive resposta, então me achei no direito de eu mesma abri-la. Encontrei Dave de olhos fechados com head fones.Ele ainda não havia notado a minha presença.

Sentei ao seu lado na cama e toquei em sua perna, tentando chamar a sua atenção.Ainda de olhos fechados, ele sorriu com satisfação do meu gesto, provavelmente ele esperava que fosse uma das vadias que ele se relaciona por ai.

Bati com força no seu braço e ele finalmente abriu os olhos.Que estavam vermelhos, como se tivesse chorado.Meu coração acelerou uma batida, eu estava nervosa.Ele não estava bem.

— O que você quer? — ele falou indiferente.

— Eu queria saber porque você sumiu, não me procurou no fim de semana e nem deu ar da graça esta manhã.

— O que te importa?Vai cuidar da sua vida medíocre com a sua amiga estúpida e me deixa em paz.

Isso definitivamente machucou.Arregalei os olhos, surpresa com as poucas mas dolorosas palavras.Não conseguia me pronunciar devido o choque do momento.Olhei fixamente para suas orbes escuras tentando procurar um pouquinho de arrependimento, mas só encontrei frieza.Saí do quarto apressada e decepcionada.Dave nunca me tratara assim, nunca ouvi nada mais sujo sair de sua boca.

Sem me dar conta já sentia as lágrimas rolarem por todo meu rosto e meu nariz escorrendo.

Foram pouco mais de 48 horas para que as coisas mudassem totalmente, nada fazia sentido!

Notas finais
Então, eu fiz o capítulo ouvindo essa música: (http://www.youtube.com/watch?v=uuZE_IRwLNI) que não coincide com o capítulo mas é linda.

Comentem dizendo o que acham que o Dave tem e o que a Cassy devia fazer a respeito.Bjosssss