Nothing Is Bigger Than Love

17 Capítulo 17 - Insanos e... Iguais?


Notas iniciais
Desculpem a demora :( em compensação aqui tem um capítulo novinho o/ uhuul. kkk Fiquei feliz porque ele nem está tão pequeno... Talvez eu só poste uma vez por semana pq as aulas começaram D: enfim kkk chegaa de enrolação. obs: Fiz uma página para a fic, para ter mais interação, sei la (o que o tédio não faz com as pessoas) https://www.facebook.com/NIBTL

Depois de a Zara fazer essa loucura em mim eu pensei: Putz, minha mãe vai me matar! Onde eu estava com a cabeça?! E a menina ainda colocou o nome dela... Fui tomar um banho quente e quando a água começou a cair no lugar da tatuagem, ardeu muito. Tipo, muito mesmo. Tinha um pouco de sangue seco lá, e quando fui reclamar para a Zara que eu estava tento quase uma hemorragia, ela disse "é só sangue." Só sangue? Eu estou quase ficando sem sangue!
Talvez eu esteja sendo um pouquinho exagerado. Um pouco...
Antes de eu perceber, já havia escurecido e resolvi ir na cozinha comer alguma coisa. Peguei uma maçã na geladeira e a doida apareceu.
—O céu está tão cheio de estrelas hoje. –Olhei para a janela desatento, a procura de um assunto. –Está vendo?
—Bem, é para isso que servem os olhos. –Pude notar um pequeno sorriso em seu rosto. Independente disso, não parecia muito feliz mesmo tendo conseguido sua vingança em forma de tatuagem.
—Para ver as estrelas? –Eu ri levemente.
—Não. –Deu de ombros. –Para enxergar a imensidão. Para sentir algo além das estrelas.
Para tudo! Zara esta sendo profunda? Com certeza bebeu. (Ignore o para tudo, ele soou algo muito bizarro).
—Bebeu quantas doses hoje? –Arqueei as sobrancelhas.
—Não bebi. –Falou seria.
—Você ta bem? Achei que sua única filosofia quando está sóbria é que dormir faz bem. –Achei que ela ia rir ou me bater. Não fez nenhum dos dois.
—Eu só estou confusa. –Zara sentou na bancada. Ok, agora vou ser o psicólogo dela. –E dormir faz muito bem. –Resmungou. É, ela esta sóbria.
—Confusa com...?
—Não é da sua conta. –Falou pelo costume. –E além disso, você não ta nem aí.
—Tem razão. Eu não ligo. –Dei de ombros. –Mas você quer ajuda, e eu estou com tédio. Então vá em frente.
—O que você faria se... –Suspirou. –Se...
—Se? –Cruzei meu braço e apoiei as costas na geladeira. Essa vai ser uma noite looonga.
—Digamos que, em uma situação hipotética... Você tem a chance de realizar um dos seus maiores desejos. Só que para isso, você tenha que realizar perto de uma pessoa que eu... Quer dizer, que você não quer ver tão cedo. Porque ela te magoou. O que faria?
—Minha mãe sempre me disse para seguir meu sonho, independente da situação. –Suspirei entediado. Que desejo ela quer realizar sem eu perto?
—Tenho que admitir a drogada já disse algo que preste. Obrigada. –Ela desceu da bancada.
—E eu sou essa pessoa que você não quer ver tão cedo? Como te magoei? –Zara riu sem humor.
—Nem tudo se trata de você little boy. –O que ela acabou de me chamar?
—Se trata de que então? Ou quem.
—Eu marquei há alguns meses uma viagem. Muito importante para mim! Serio, muito mesmo. Vou surfar e mergulhar. Um dos locais tem tubarões, e acho que você já sabe que eu amo eles!
—E que problema tem nisso?
—Eu... –Suspirou triste. –Há alguns meses eu namorava um idiota. Marcamos essa viagem juntos. Falei com ele mais cedo e... E ele vai de qualquer jeito. –Bateu a cabeça propositadamente na parede.
—Não vai nessa viagem. –Falei rápido demais. –Quer dizer... Se ele te magoou...
—Mas você acabou de dizer que...
—Você não confiaria num conselho da minha mãe né? –Por favor... –Quer dizer, você mesma a chama de drogada!
—Está com ciúmes baixinho? –Pela primeira vez nesta conversa ela sorriu verdadeiramente.
—Não... Vá se quiser... Só estava... –Gaguejei.
—Com ciúmes. –Zara riu de uma maneira fofa. Não. Ela nunca é fofa.
—Só estava tentando ajudar. –Comecei a andar para fora da cozinha, mas ela segurou meu braço.
—Você fica nervosinho com ciúmes. –Sorriu. –Principalmente quando descobrem o que está sentindo.
—Eu não estava com... –Tampou minha boca com o dedo para me calar.
—Não tem problema. É difícil não se apaixonar por mim. –Saiu rindo, e percebi que estava brincando nessa parte.
Mas será que é verdade? Eu só estava tentando cuidar da minha "irmã", certo? Não que eu a veja como minha irmã ou algo do gênero, mas...
Mas nada. Eu odeio a Zara e pronto.
Então por que tudo me diz que isso é mentira?
Droga, droga, droga.
Eu não posso estar realmente me apaixonando por ela.
Não sei o que me deu... Subi as escadas correndo para encontrá-la mesmo sabendo que a Zara não iria sair da casa.
—Você precisa ir a essa viagem. –Falei rápido e sem fôlego algum.
—Ok, você precisa parar de ser bipolar. –Arqueou uma sobrancelha e deitou no sofá. É, ela tem razão.
—Zara. –Ajoelhei perto do sofá para ficar da altura do sofá. –Quão importante essa viagem é para você?
—Em uma escala de 0 a 10, eu diria 9,5. –Virou o rosto e disse olhando para mim.
—E a única coisa que está te impedindo de ir, é o drogado do seu ex namorado? –Roubei os apelidos dela, é isso mesmo produção?
—Acho que sim. –Ela piscou levemente. –Por quê? O que o garoto maravilha vai fazer para salvar o dia? –Disse irônica.
—Simples, eu vou com você.

Acho que ela não esperava isso. Esperava qualquer coisa, menos eu me oferecer para fazer companhia para ela.
—Qual é o truque? –Me encarou.
—Você tem sérios problemas com confiança. Sabia disso?
—O que quer em troca? –Pensei na resposta mais idiota o possível. Não satisfeito, respondi algo mais idiota ainda.
—Só quero que você realize seu desejo sem que nada te impeça.
—Sério? –Zara ainda estava desconfiada.
—Só quero fazer algo diferente e acho que isso ia tirar meu tédio. –Nessa versão com certeza ela acredita.
—Obrigada! –Ela saiu do sofá e me abraçou ajoelhada também. –Isso é muito importante para mim.
Eu falo algo fofo, ela desconfia. Eu falo algo idiota, ela me abraça. Lógica da Zara.
—Tá, tanto faz. –Agora o que ela vai fazer? Me beijar?
—Não fala assim comigo. –Soco. No. Estômago. Dói. Muito. Só para avisar. Acho que vou vomitar depois dessa. –Não sei por que quer ir, mas agora não tem volta.
—Também não sei por que quero ir. –Porque sou um idiota, talvez.
—Você vai amar! –Acho que não. –Já mergulhou com um tubarão uma vez e vai amar mergulhar com vários!
Acho que não tinha prestado atenção nessa parte da conversa.
Tubarões?
—Relaxa, –Sorriu irônica. –se aparecer algum tubarão grande, ele vai achar que você é só um peixinho pequenininho que não irá saciar sua fome.
—T-tubarão grande? –Gaguejei igual uma criança assustada. No momento eu era uma.
—Às vezes temos vantagens em ser pequenos. Você pode se esconder atras de uma alga pequena, enquanto assiste o restante de nós sermos devorados. –Falou fazendo uma careta imitando o tubarão. Eu acharia engraçado se ela não estivesse me assustando.
—Eu deveria me lembrar de como você é antes de querer te ajudar. –Balbuciei revoltado.
—Tadinho. Chama sua mamãe. Ah, é verdade, ela não vai te escutar.
—Blá blá blá. –A imitei falando de uma maneira engraçada.
Agora somos duas crianças retardadas brigando. Já que estamos nessa mesma, vou continuar sendo criança.
—Eu sou a Zara. –Falei zombando. –Sou revoltada e odeio todo mundo que quer me ajudar. Ao menos é claro que seja um tubarão.
—Sempre soube que você gostaria de ser eu. –Mostrou sua língua com um piercing no meio.
—Por que eu gostaria de ser essa coisa ai? –Falei fingindo desprezo.

Somos oficialmente crianças. Sim, oficialmente.
—Qualquer coisa é melhor do que você, então não me surpreenderia se gostasse de ser algo como eu. –Virou os olhos.
—Algo como você? –Arqueei uma sobrancelha. –Como assim algo como você?
—Diga-me você Lucas. –Falou com raiva. –O que é algo como eu?
—Acho difícil encontrar algo igual você. Tão briguenta, chata, irritante, estranha, alternativa, com manias esquisitas... –Zara virou os olhos. –Mas ao mesmo tempo legal... Linda, diferente, engraçada e sei lá. Acho impossível encontrar alguém assim. Tão... Zara.
—E o que mais? –Arqueou uma sobrancelha desconfiada.
—Mais? –Dei um passo em direção a ela, enquanto a mesma recuava outro. –Ah sim, tem muito mais.
Eu me aproximei e ela recuou de novo, até a parede impedir que se afaste de mim. Apoiei uma mão na parede, e olhei diretamente nos seus olhos. Estavam com um brilho azul, mas nunca soube se eram realmente lentes ou sua cor natural.
Coloquei uma mão no seu rosto, e puxei para mais perto do meu.
—E impossível ser mais perfeita. –Falei quando era difícil diferenciar minha respiração da dela. Zara arregalou seus olhos.
—Lucas... Não pode me beijar de novo. –Sussurrou meio confusa.
—Eu posso. –Passei minha mão pelo seu pescoço e ela veio ao meu encontro.
Nossos lábios se tocaram levemente. Depois aprofundamos o beijo, ela pegou meu cabelo e puxou um pouco. Ainda bem que a Zara consegue controlar sua força...
A minha mão que estava na parede agora foi para sua cintura. Nos separamos rapidamente para conseguir fôlego, e voltamos a nos encontrar.
Até que a campainha toca. Nunca odiei visitas como odeio agora.
—Salvos pela visita inesperada. –Zara sorriu de lado.
—Eu atendo. –Raiva pode expressar o que sinto agora.
—Tudo bem. –Falou e se jogou novamente no sofá. Zara não parecia com raiva, e sim relaxada.
—Você não vai conseguir se livrar muito rápido de mim. –Ai a visita idiota toca de novo na campainha.
—Ah, vou sim. –Falou irônica.
—Não vai. –E ai eu desci as escadas para ver o ser impaciente que batia na porta.
Era um homem alto e forte que estava ali. Ele era bronzeado pelo sol e seu cabelo era muito escuro. Tinha alguns piercings na cara e um alargador na orelha esquerda, pequeno comparado ao da Zara. Assim que ele me viu começou a rir.
Ótimo, meu cabelo é piada para todo lugar agora.
—A Zara está?
—Quem quer saber? –Fechei a cara.
—A pessoa que vai te quebrar se não responder. –Personalidade parecida com a dela... Droga. Sinto que já sei quem é.
—Ela não está. –Tentei inventar uma mentira rápido. –A Zara foi na cozinha. –Putz. Eu sou idiota. –Na cozinha da mãe dela. Na casa da mãe.
—Ela esta fazendo uma sopa para a mãe morta? –Me empurrou para o lado igual à Zara faz comigo. Bem "levemente".
—Henrique? –Zara apareceu na escada. –Que diabos está fazendo aqui?
—Vim saber se vai a viajem. –Falou casualmente como se eu não existisse.
—Ah ótimo. –Resmunguei.
—E quem é o rosinha? –Apontou para mim.
—Não é da sua conta. –Resmunguei de novo. Ele fingiu não ouvir. Nem parecia que eu estava lá.
—Eu vou, idiota. –Zara respondeu brava. –E o rosinha também.
Rosinha? Serio isso?
—E por que ele vai? –Arqueou uma sobrancelha.
—Porque eu quero. –Me ignoraram de novo. Bom saber que ninguém da à mínima para mim.
—Sai da minha casa Henrique. Agora. –Retrucou.
—O que eu fiz? –Fez uma cara de santo. Se eu tivesse coragem, ia voar na cara daquele babaca.
—Sai agora, você ouviu a Zara. –Tentei falar firme, mas gaguejei ao ver o tamanho dele.
—Ou o que? Você vai pintar meu cabelo de rosa? –Virou os olhos. –Sai do armário idiota.
—Ou eu chamo a polícia. –Serio que eu disse isso? Ele olhou para mim e começou a rir.

—Para eles catarem seus restos mortais? –Zombou. –Não preciso nem me preocupar em tentar matar você. Os tubarões vão te usar de palito de dente.
—Já chega, vaza. –Zara se aproximou dele. O tal de Henrique não se mexeu. –Se alguém vai zoar ele, serei eu.

Ela estava me defendendo? Ou só cansou da cara dele mesmo? Segunda opção é a mais valida.

—Me obrigue. –Henrique disse, e a Zara encarou como um desafio. Ai ela fez o que sempre faz comigo. Deu um soco nele. E um chute. Nem preciso falar onde.
Como teve coragem de bater em um cara desse tamanho eu não sei. Mas... Funcionou. Ele foi embora, mancando.
—Até a viagem. –Gaguejou. –Espero poder afogar esse boiola quando estivermos lá.

Nem todo mundo que pinta o cabelo de rosa é gay! Alguns só fazem apostas com pessoas malucas...
Após o idiota bater a porta, eu percebi uma coisa:
Ele poderia ter uma parte podre, poderia ser infinitamente idiota. Mas é só olhar para o jeito insano de ser que você vê... Como ele e a Zara são iguais.

Notas finais
E então? vejo vcs nos comentários *-* beijoos