Notas iniciais
Esse capítulo traz duas surpresas que não revelei no outro, muahaha :3 Boa leitura!

- Recebi uma proposta de emprego na Inglaterra e você vai ter que ir comigo, mocinha. Não posso te deixar em outro país, é perigoso e..

- COMO ASSIM PAI? NÃO É PERIGOSO, VIVO SOZINHA A UM ANO E MEIO E NUNCA ME ACONTECEU NADA! EU SEI ME CUIDAR! – comecei a gritar desesperadamente.

- Mas filha, acha que eu gosto de ficar longe?

- Eu sei que fica preocupado, mas eu tenho que ficar aqui! Sabe aquela banda que a Mary me apresentou? – tentei ficar calma. – Eles são super legais, super gente boa e nos convidaram pra ir em uma turnê com eles e eu não posso me mudar, não agora.

- E você acha mesmo que eu ia deixar você ir? Um bando de roqueiros tatuados irresponsáveis, vou saber se eles usam drogas? Se eles bebem?

- NÃO, AÍ JÁ É DEMAIS! – gritei, andando pelo apartamento e segurando forte meus cabelos a ponto de arrancá-los. – Não tenho 13 anos pai, você nem mora mais comigo! Como quer mandar no que vou fazer ou não?

- Você vai pra Inglaterra comigo sim, e não vai nessa turnê de jeito nenhum. Comece a arrumar suas coisas, vamos nos mudar pra lá daqui uma semana. – disse meu pai, tentando ficar calmo.

- Tá bom né, fazer o que. – eu estava quase chorando. Só não quis chorar na frente dele, eu odiava chorar na frente de alguém.

- Já são duas horas da manhã, vou pra casa dormir. E você deveria fazer o mesmo, viu?

- Tá bom, vai, tchau. – eu disse, seca.

Comecei a chorar. Eu andava de um lado pro outro e pensava: porque, porque? Agora não. Vou ficar longe da minha melhor amiga, e do Matt e.. Porque eu pensei nele? Ok, enfim... Eu não sabia o que pensar. Morei minha vida inteira ali no Brooklyn, em NY, onde eu conhecia tudo e todos.. Pra depois, me mudar pra Inglaterra, onde eu não conhecia nada.

Eu estava tão animada pra ir na turnê com o Avenged, e agora, meu pai estraga tudo. Não que eu tenha ficado “triste” pelo emprego dele, mas ele poderia me deixar nos Estados Unidos. Ia ser tão legal. A Mary também iria, ela é uma ótima companhia. E eu ia ver o Matt e.. Peraí, porque estou pensando nele de novo? Enfim, eu não queria ir de jeito algum.

Acho melhor eu ir logo no apartamento da Mary pra ela me contar aquela história do Zacky.

Mary

Aquela noite foi legal e agitada, mas um pouco estranha.

Eu ouvi gritaria no apartamento da Lisa, fiquei preocupada então saí correndo. Quando abri a porta, vejo algo na minha frente. Gritei e o tal ser gritou também.

- PUTA QUE PARIU, QUE SUSTO MARY!

- Ai Lisa. – passei a mão na testa. – Eu ouvi gritaria no seu apartamento e ainda mais esse susto, quase morri.

- Agora me conta aquela história entre você e o Zacky, ano passado...

- Ok, entra aqui. – disse eu, ainda tremendo por causa do susto.

- Bom, é o seguinte.. – não agüentei, comecei a chorar. De novo.

- To ficando preocupada. – disse Lisa, secando minhas lágrimas.

Sentamos no chão da minha sala, então comecei a contar.

- Bom, assim.. ano passado, fiquei com o Zacky no meu terceiro show. Sempre tinha rolado um clima entre a gente, até que ele tomou coragem e me beijou. A coisa começou a ficar mais séria.. Ele veio na minha antiga casa, pediu pro meu pai, que ainda estava vivo, pra namorar comigo. Ele me deu uma aliança e disse que nunca ia me deixar. Passou uma semana, até que fui na casa dele de surpresa e o vi com uma mulher loira, na cama, os dois pelados e o resto você já sabe. Fiquei olhando aquilo, paralisada, e comecei a chorar. Saí correndo do apartamento com vontade de me matar, não era possível. Eu fui pra casa, peguei um estilete e quando eu ia me cortar, o Zacky chegou me pedindo desculpas. Eu o xinguei e ameacei cortá-lo, mas eu nunca ia fazer isso, claro. Então ele me deu um soco muito forte na barriga, doeu tanto que quase parei de respirar. Depois, ele saiu sem fazer mais nada. Consegui me recuperar, mas eu nunca o perdoei mais por causa disso.

- Eu não acredito! – Lisa ficou com os olhos arregalados. – Não sabia que o Zacky era capaz de fazer isso! Te trair, e ainda depois, te bater e sair correndo.

- Eu também não sabia, ele parecia um anjo. Me protegia de tudo, falava que ia ficar comigo pra sempre. Mas ele me provou o contrário. É, por isso a gente não se fala direito até hoje. O problema é que não sei resistir ao Zacky. Se não fosse aquele garçom, a gente tinha se beijado hoje e pronto, eu ia sofrer de novo. – comecei a chorar de novo.

Lisa me abraçou e fiquei chorando ali, e lembrando da cena de quando cheguei no apartamento e vi o Zacky com aquela ridícula. Eu tinha que superar aquilo, por mais que ele ainda me deixasse louca.

Zacky

- Zacky, não quer mesmo voltar pro bar? Eu vou dar uma volta por aí... – disse Matt. Ele estava bêbado, mas nem tanto. Já eu...

- Não, vou ficar no hotel mesmo. E amanhã preciso conversar com você, cara.

- Sobre a Mary né?

- É, enfim, tchau. – bati a porta do carro meio forte.

Cheguei no hotel morrendo de sono.

Mas vi a Mary. Eu ainda sentia aquela atração por ela. Fui um canalha completo ano passado, confesso.

Quase nos beijamos no barzinho depois do show, mas ainda bem que o garçom nos interrompeu, porque não ia prestar depois. Eu já sabia que ia ser igual ano passado.

Mas porra Zacky, agora a garota não quer mais olhar na sua cara. Sim, eu ainda era louco por ela. Mesmo depois de ter traído ela, eu ainda a queria. Não sei como, mas ela me conquistava. Aquelas coxas grossas, o cabelo preto comprido... E aquele jeito dela todo atrapalhado, me deixava louco.

Já era quase 3 da manhã. Deitei, tentei tirar todos esses pensamentos da minha cabeça e dormi.

Matt

Levei Lisa e Mary pra casa. Aproveitei que era perto do hotel onde eu e Zacky estávamos hospedados e levei ele também. Eu pensei em voltar pro bar, dei umas voltas na rua... mas fui pra casa. Não teria graça sem a Lisa.

É, eu estava meio atraído por ela. E dessa vez, não era só pelo corpo, como a maioria das mulheres. Eu amava seus olhos, sua boca, seu jeito decidido e divertido, e.. Porra Matt, você tá apaixonado é?

Acho que eu estava. Aquela garota me enfeitiçou mesmo. Decidi dormir, quando ouço meu celular tocando...

- Alô? – eu atendi, meio com voz de sono.

- Matt? É a Lisa.. – uma voz doce invadiu meus ouvidos.

- Ah oi Lisa! Tudo bem?

- Não..

- Que foi? – fiquei um pouco preocupado.

- Meu pai não deixou eu ir na turnê com vocês.. A gente vai se mudar pra Inglaterra. Insisti pra ele deixar eu ficar aqui em Nova York e ir com vocês depois pra lá, mas não deu certo. Ele é meio implicante, ficou falando “ai porque esses rockeiros todos tatuados irresponsáveis bêbados” e tal... E desculpa ligar essa hora, mas é que..

- Ok, ele está certo que somos tudo isso.. – tentei rir. – Mas como assim, Lisa? Você tem que ir. – comecei a ficar desesperado.

- É Matt, foi mal, não é culpa minha. Desculpa mesmo. – respondeu ela, com uma voz triste que me doeu o coração, só de ouvir.

- Mas a turnê vai passar pela Inglaterra, quem sabe você não pode ir no show...

- É, tomara. Que dia vocês saem daqui de Nova York?

- Hoje de noite. Depois eu vou na sua casa pra gente se despedir, não sei quando vou te ver de novo... – porra Matt, se despedir? Você conhece ela a um dia. Ok, tente se controlar.

- Ok então, tchau. – ela disse, ainda com uma voz triste.

- Boa noite, dorme bem.

Eu mesmo não dormi. Fiquei pensando em como seria melhor se a Lisa fosse na turnê e pensei até em convencer o pai dela, falar com ele... Mas ele não me levaria a sério.

Já era quase 4 da manhã. Peguei no sono e esqueci de tudo, até da ressaca maravilhosa que eu teria que enfrentar daqui algumas horas.

De repente, alguém bateu na porta do meu quarto, e a abriu. Tentei ver a cara e... Eu não podia acreditar. Agora?

Notas finais
Não se esqueçam das reviews, rá. Espero que tenham gostado.