Notas iniciais
Bem, quero agradecer novamente pelos reviews, e pedir que continuem mandando, por que só assim eu me sinto animada pra continuar *-* E ah, eu estendi um pouco mais o capítulo desta vez.
Quero dar os créditos a minha inspiração a música You, da The Pretty Reckless, pois foi ouvindo ela que consegui escrever as partes mais Seddies desse capítulo >< Então se puderem ouvi-la enquanto lê, seria mais cute. EUIEUEHIUEH
Enfim, hope you like it.

Entrei no elevador, era o terceiro andar o do Jeremy, e já que vim aqui vou resolver algumas coisas com ele. Olhar o design do elevador e ouvir o barulho que fazia das faltas de manutenção era exatamente como antes, quando eu, Carly e Freddie voltávamos do ‘Vitamina Da Hora’, rindo e comentando da calça alaranjada da velha do bloco C. Lembrar-me disso, me fez gargalhar alto dentro do elevador, sorte estar sozinha.

- Claro Freddie, como se a sua mãe fosse te dar essa liberdade toda. – A porta do elevador se abriu, e essa voz conhecida ecoou em meus ouvidos. Era a voz de Carly. Não só a voz, era ela... E Freddie. Meu coração estremeceu, eu o senti entrar em colapso não sabendo se batia tão rápido ao ponto de sair pela boca, ou simplesmente parava de batucar. Pisquei forte duas ou três vezes, para ter certeza se não estava vendo uma miragem.

Engoli um frango que comia ao seco, quase me afogando e abri a boca em espanto, nem me importando se meus lábios estavam sujos ou com frango mastigado entre os dentes. Não demorou muito para que me fitassem, e fizessem a mesma cara de surpresa que eu. Até que Freddie quebrou o silêncio.

- Sam? – Não idiota, a sua avó, pensei. Mas apenas assenti, esboçando um sorriso feliz. Desfazendo toda aquela cara de enterro que estava a alguns minutos atrás.

- É, Freddie. Sou eu.

- Ai. Meu. Deus. – Foi Carly que falou desta vez, quer dizer, quase soletrou a frase letra-por-letra.

Mais alguns segundos de silêncio, para digerir aquele encontro inesperado a ambos. Já que desde que Lewbert havia dito que não moravam mais aqui, eu desisti totalmente de reencontrá-los. Peraí, Lewbert filho de uma égua. Dou um jeito nele depois.

- Vocês ainda moram aqui?

- Sim. – Responderam como em um coro ensaiadinho.

- Mas Lewbert disse que não.

- E você acredita nele? Fosses embora e esquecesse como as pessoas são? – Carlotta sorriu, erguendo as sobrancelhas.

- Não, esqueci não. Eu ainda sei que o Freduardo continua sendo um nerd comedor de meleca. – É, eu havia esquecido como insultar ele era tão bom, e ele me olhar com aquele olhar 43 era tão arrepiante. O que? Arrepiante não, *cof* horripilante.

- Continua a mesma Sam de sempre. – Ele disse, desfazendo aquela cara de bravo e sorrindo pra mim. Eu de alguma forma automática e imbecil, retribuí.

- Abraço? – Awwn, ela sempre fazia isso. Era a primeira a pedir um abraço em trio, não importa em que situação. Todos nos aproximamos, e nos abraçamos. Aquele abraço envolvente e aconchegante que eu não sentia a anos, aquele que eu sentia taaanta falta.

Depois que nos soltamos, Freddie indagou: — Estava procurando a gente? — Com essa melação toda, esqueci até onde descer. Mas eu acho que depois desse reencontro, nem iria para o Jeremy.

- Não exatamente, o meu agente substituto mora aqui. Jeremy, conhecem?

- Jeremy, do terceiro andar?

- Sim Freddie, é ele.

- Ah, é o novo namorado da Carly.

— Cala a boca, Freddie. Eu só saí com ele umas quatro vezes.

- Hm, Carlotta-pega-agentes-de-modelos.

- Shhhh, eu não sabia que ele trabalhava com modelos e essas coisas.

- Ah. Enfim, o mundo é pequeno mesmo.

- Pequeno demais. — Freddie concordou com o meu pensamento anterior, em seguida saindo do elevador que já havia sido aberto umas três vezes.

- Vamos? – Carly me puxou. — O Spencer vai ficar MUITO feliz em te ver!

Ahhh, que saudades dele. Ele sempre fora meu companheiro de competições, sempre me ajudando e vice-versa. Mesmo sendo mais velho, nunca notei muito a diferença de idade em relação a nossa ‘amizade’.

- Spencer, temos visitas. – Minha melhor amiga escancarou a porta.

Spencer estava fazendo mais uma de suas esculturas, é, realmente as coisas não mudaram em nada. Ele ergueu o rosto, me fitando.

- Sam? – Fez a mesma expressão dos outros dois a alguns minutos atrás.

- É, sou eu. – Sorri, correndo para abraçá-lo.

- Senti sua falta, pequena. – Disse se desfazendo do abraço – Quer dizer, nem tão pequena né? – Riu.

Ele não havia mudado quase nada, quer dizer, só com os traços mais amadurecidos, afinal, agora ele já estava na casa dos quarenta. Mas, o jeito de falar, de agir, e de pensar nas esculturas estava exatamente como a quatro anos atrás.

- Também senti sua falta. – Falei por fim.

- Ei, Sam. Você vai ficar quanto tempo aqui? – Spencer perguntou.

- Não sei, tenho uns trabalhos como modelo por aqui. Mas não sei quanto tempo vai durar.

— Sabe, eu ainda tinha esperanças de que você voltaria a morar na cidade.

- Não precisa ficar borocoxô Carlotta, eu também queria morar aqui de novo. Mas você sabe, não estou muito bem com a Pam. E eu já tenho uma vida construída lá em Londres.

- É uma pena. – Freddie disse, suspirando. É impressão minha ou ele estava mais... Meigo? Quer dizer todos estavam diferentes, Carly estava crescida, havia criado mais corpo, apesar de continuar com o mesmo jeitinho fofo estava mais madura e tals, mas Freddie... Bem, ele estava MUITO diferente. Havia crescido, o corpo mais definido, os dentes mais alinhados e perfeitamente brancos, e o olhar mais hipnotizante. Sim, eu já admiti que sentia algo por ele, uma mistura de muito ódio com uma pitadinha – minúscula – de desejo. Mas essa pitadinha me fazia sentir diferente quando perto dele, e agora, olhando-o novamente depois de quatro anos, era como voltar a reviver tudo aquilo. O primeiro beijo, o meu primeiro amor, a primeira vez que senti aquelas malditas borboletas em meu estômago, que agora, parecem mais uma selva inteira. AAAAAA se eu não precisasse dele para armazenar meus frangos fritos, eu juro que o arrancava. Junto com meu coração, talvez assim eu me sentisse mais... Normal.

Spencer me convidou para dormir hoje por lá, ia fazer os deliciosos tacos de macarrão e nos divertir muito. Freddie também dormiria, mesmo que Marissa dissesse que não, ele já tinha vinte anos, aprendeu a finalmente lidar com sua mãe. Eu liguei para Jeremy, que concordou sem problema algum, claro né, se quisesse namorar Carly teria de ser primeiro aprovado por mim.

- Então, o que vocês fazem por aqui? – Um saco de Doritos, 2,5 L de Coca-Cola e uma bacia imensa de Mashmellows, tudo espalhado pelo antigo estúdio do iCarly, que agora era um lugar chamado ‘lembranças’ de-nostalgia-pura.

- Eu trabalho como Web Designer em uma empresa. – Freddie falou.

- E eu, dou aula de ballet para criancinhas.

- Desde quando você atura crianças, Carly?

- Desde sempre, quer dizer, desde que precisou arrumar um emprego. – Disse Freddie zoando.

- É, e sabe. Elas nem são tão ruins, você tem que ver, são uns amores. E ficam uma gracinha dançando.

Eu gargalhei, Carly pareceu aquelas mamãe corujas, toda orgulhosa de seus baixinhos ranhentos.

- Mas, e você? Como anda as coisas em Londres? – Freddie indagou, empurrando uma mão cheia de Doritos boca a dentro.

- Bem, eu sou uma modelo, que tem que ficar trancafiada em casa, como se eu estivesse engaiolada. Mal posso comer meus frangos fritos ou bacon. Minha vida é uma bosta. – Disse e me joguei para trás, depositando minha cabeça na almofada lilás atrás de mim.

- Eu jurei que você diria ao contrário.

- Ah Carly, você sabe que eu não sou assim. É uma porcaria, toda hora me comparando a Melanie, me dizendo o que fazer. Eu ODEIO.

- É, nossas vidas um sem os outros é tão... Chata. – Ele suspirou, caindo em uma almofada também.

- Realmente.

- Mas, vocês não andam juntos?

- Não, é raro quando nos encontramos.

- Ah, eu jurei que depois que eu me mudasse, vocês namorariam.

- Nunca. – Falaram em coro. E ouvir um ‘nunca’ do Freddie, era bastante... Legal. Afinal, se fosse o Fredward de anos atrás ele falara algo mais ou menos assim: “Nós ainda vamos namorar” ou “Eu até tentei, mas a Carly não quis.”

Eu dei de ombros, enfiando uns dez Mashmellows na boca.

- Mas comendo desse jeito, não vai ter espaço para os tacos de macarrão. – Spencer entrou, se jogando em um dos puffs vazios.

- Ahá, deixa com a mamãezinha aqui que ela come. – Eu disse, levantando a cabeça para fitar o melhor-cozinheiro-de-tacos-de-macarrão-do-mundo.

- Sam é um saco sem fundo mesmo. – Disse Carly, revirando os olhos e empurrando o saco de Doritos quase vazio para mim. Freddie fez o mesmo com os Mashmellows e como refrigerante.

- Ihhh, já tão desistindo da batalha tão facilmente? – Disse, derramando o resto dos Doritos na minha boca. – Fracos. – Falei por fim, de boca cheia.

Quarenta e cinco minutos depois, o Spencer desceu para terminar os tacos de macarrão e a Carly foi junto para ajudar.

- É, então... A sós. – Freddie disse, eu assenti nervosa.

Desde que terminamos e eu fui embora, nunca mais fiquei sozinha com ele. E eu confesso que o silêncio constrangedor que ficou no ar, me tortura, por que tanto eu quanto ele sabemos que cedo ou tarde teríamos de entrar NAQUELE assunto. Eu sinceramente preferia mais tarde... ao contrário dele, que começou a falar.

- Precisamos conversar né?

- Sobre? – Menti não saber do que se tratava, como eu sou inútil.

- Você sabe... a gente.

- O que tem a gente? Somos amigos, certo?

- Samantha, para de fingir. Eu sei que você entendeu. – Suspirou.

- É que... – Respirei fundo, na tentativa de localizar uma frase com sentido para ser dita, já que minha cabeça parecia uma sopa de informações que estava disposta a ser comida pelo monstro... como num sonho que tinha.- .. Eu não sei se estou pronta pra falar sobre isso. – O encarei, notando a dúvida em suas feições. – É que assim, você sabe... Eu me apaixonei por você, eu te magoei, você me magoou, nós nos magoamos. Falar de nós ainda me dói, por que simplesmente não existe mais esse nós, como antes. – Eu já não o encarava mais, perdi a coragem que sempre disse ter, agora eu era só a Samantha Puckett sem máscaras, uma garotinha indefesa desviando seu olhar do garoto por quem morre de amores.

- Eu entendo... – Ele buscava meus olhos, que se escondiam propositalmente atrás da franja. – Mas Sam, você sabe o que eu sinto por você, e isso nunca vai mudar. Eu não acho que deveríamos desperdiçar essa outra chance que a vida nos deu de concertar as coisas. – É, ele parecia agir como sua idade. Pelo menos tentava achar soluções da forma mais adulta que podia, enquanto eu, só me escondia, como uma criança com medo.

- Não tem o que concertar, o que tivemos foi legal mas eu tenho que aceitar o fato que acabou. Eu nem moro mais aqui, como acha que podemos concertar com essa distância toda? – Disse, fitando o chão.

- Eu não vejo nenhuma distância agora, entre mim e você, os meus lábios e os seus. – Ele disse calmamente, levantado o meu queixo me obrigando a olhar para aqueles olhos negros tão viciantes, que agora brilhavam. E aquele lábio tão convidativo. Por que ele tinha de ser tão irresistível? E então ele encostou sua testa na minha, deixando nossos lábios cada vez mais perto, e então eu senti que estávamos tão ligados – como antes éramos – que eu podia sentir seu coração bater no mesmo ritmo que o meu. – Eu te amo, Samantha. Como nunca amei outra garota antes. – E ele fechou os olhos, e eu fiz o mesmo, depositando uma de minhas mãos em sua face. Seu hálito de menta invadiam minhas narinas, e eu já quase sentia seus lábios nos meus, a distância era quase incalculável quando...

- GALERINHA! – Carly entrou porta adentro, me fazendo por impulso empurrar o Freddie. – Argh, eu atrapalhei né... – Ela disse, sem graça. Eu juro que amo minha melhor amiga, mas agora eu queria mata-la. – Bem, a comida tá pronta.

- Bem, vamos comer então. – Freddie disse se levantando, e eu poderia ver que a mesma vontade que eu tinha de matá-la, ele também tinha. – Você vem?

- Não. Quer dizer, eu já vou descer. Só vou... – Eles assentiram e desceram.

E eu? Bem, eu fiquei ali pelos próximos dez minutos encarando o teto e pensando no quase beijo. Em Freddie. Na minha vida. E como que eu poderia arrumar isso tudo? Afinal, dizem que a felicidade só bate na porta uma vez. E se a minha estivesse pedindo pra entrar?

Notas finais
Sim, o Lewbert estava mentindo. Menino mal né? -q
Mas quem se importa com ele, afinal, o trio se reencontrou, né? Pena que o beijo ficou só no quase. E meu amores, o que vocês acham que a Sam deve fazer? Beijinhos, e até o próximo capítulo ou nos reviews já que respondo todos :3