Notas iniciais
Então, primeiramente quero agradecer aos meus reviews e leitores, mesmo que não sejam de graaaande quantidade são muito significantes e especiais pra mim. Segue o segundo capítulo da fic, hope you like it.
P.S: Eu prometo aumentar o tamanho dos meus capítulos, é.

– Senhores passageiros, sejam bem vindos a nossa linha de viajem, espero que todos estejam bem acomodados, eu sou a aeromoça Juliet e passarei a vocês as instruções necessárias para uma boa viajem... – Iniciou uma ruiva com um uniforme azul marinho e um chapeuzinho um tanto engraçado na cabeça, todos prestavam atenção nas instruções dela, e mesmo se tentasse tudo o que ouvia era um bando de blábláblás, por isso, nem tentei. Em vez disso, coloquei os fones de ouvido e comecei a apertar alguns botões logo à cima de mim, só parei quando a máscara de oxigênio caiu na minha cabeça, o que me fez gargalhar tão alto que todos me olharam com aquela cara de você-é-muito-infantil-tenha-modos. E eu óbvio, retribui a gentileza com um lindo e gentil: Vão se foderem.

A viagem fora longa e cansativa, ver aquelas nuvens me davam sono e fome, e como a comida do avião era horrível, me restou somente a opção de dormir. Só acordei quando me sacudiram, me pedindo para por o cinto que iríamos pousar, eu obedeci. Em seguida cocei os olhos, tentando despertar o sono torcendo para que aonde fôssemos tivesse um bom lugar para comer, de preferência um lugar que venda bacon. Por falar em lugar, o sono foi tanto que me esqueci de irritar o Ethan para ele contar aonde iriamos, mas agora não adianta, já vou descobrir mesmo.

– Surpresa! – Disse o meu agente já na porta do avião, enquanto eu ainda me arrastava tenta alcança-lo. É realmente fora uma surpresa e tanto, confesso que fiquei tão boquiaberta que acho que meu queixo bateu no chão e voltou. EU ESTAVA DE VOLTA PARA SEATTLE, INACREDITÁVEL.

– Eu tô sonhando? – Gaguejei.

– Não.

– AAAAAAAAAAAA, EU NÃO ACREDITO QUE VOCÊ ME TROUXE AQUI. – Falei. Quer dizer, gritei. – TEAMOTEAMOTEAMOTEAMOTEAMO!!! – Beijava sequencialmente o rosto de Morris, que virava o rosto.

– Eu desconfiava, mas me deixa respirar. – Disse, soltando uma gargalhada. – E bem, nem sei se você vai ter muito tempo para aproveitar a cidade.

– É, eu também nem sei se as pessoas que eu quero ver, ainda moram aqui. – Desanimei.

– Ahh Samantha, se não morarem paciência.

– É! – Exclamei na tentativa de me conformar.

– Senhorita Samantha Puckett, siga-me. – Disse um rapaz, bonito até por sinal.

– E você é?

– O responsável por você enquanto estiver por aqui.

– E você Ethan? – Desviei meu olhar para o meu agente, que suspirou.

– Eu vou voltar amanhã para Londres, Sam.

– Mas, mas.

– Sem ‘mas’, eu tenho umas coisas a resolver lá na agência. Peço que me perdoe, e que pelo amor do Cristo, o obedeça. – Disse mais baixinho, apontando para o garoto.

– Fica tranquilo, xuxu. – Falei enquanto entrava no taxi.

Minhas orbes não pararam no lugar, relembrando cada canto da cidade. Eu havia sentido tanta falta daqui. Desci do automóvel e fui em direção a entrada do hotel, mesmo que tenha morado nesta cidade a vida toda, eu nunca havia visto este hotel por aqui. Na verdade, acho que nunca havia entrado nessa rua, ou vindo para este lado.

– Quarto 739. – O rapaz falou, em seguida pegando as chaves e me entregando.

– Valeu. – Agradeci indo ao elevador, e ele entrando logo atrás. – Eaí, qual teu nome?

– Ah, desculpa nem havia me apresentado. – Ele riu de uma forma nervosa, não entendi o porquê. – Sou Jeremy. Mas pode me chamar de Jerry, se quiser.

– Prefiro chamar de Jeremy. – Dei de ombros. – Cheguei. – Disse saindo do elevador e correndo o olho pelas portar do corredor, procurando o número do meu quarto.

– É lá. – Ele apontou, segurando meu ombro e guiando-me até a porta com um 739 bem grande.

– Você vai..

– Não! Vou te acomodar, e já irei para minha casa. Eu moro um pouco longe, confesso. Mas eu deixarei o endereço em um papel, qualquer coisa tem um taxi a sua disposição, é só ir pra lá. Certo?

– Certo né. Mas acho que não vou precisar. – Disse já me jogando na cama, estava morta. E também queria que ele se mandasse de uma vez.

E foi o que ele fez, primeiro claro, escreveu algo em um papel branco que eu nem dei trabalho de ler, e saiu. Graça a Deus.

– Alô? Preciso de uma bacia de frango frito.

– Certo.

Depois de fazer o meu pedido de lanchinho da tarde, sentei na poltrona ao lado da cama, ligando a TV. Mas claro que tinha que ter algo pra incomodar, a campainha havia tocado. Tomara que fosse meu frango!

– Quando dizer que o serviço de quarto é rápido eu não imaginava o quan... Pam?

– Prefiro que me chame de mamãe.

– O que? Como? Por que? – Eu estava boquiaberta e perplexa ao ver ela bem na minha frente. Como tinha coragem? E desde quando saiu da cadeia?

– Precisamos conversar meu bebê. – Começou, fazendo aquela voz infantil que toda mãe faz quando quer te envergonhar. Mas é claro que ela não precisava fazer nenhum esforço para isso.

– Não quero conversar com você, Pam. – Dei ênfase no ‘Pam’, ela não era mais minha mãe, desde que me fez separar dos meus amigos.

– Você ainda está brava comigo, Samantha?

– O que você acha?

– Isso é infantilidade sua sabia? – Disse, entrando no apartamento, sem nem ao menos pedir permissão. – Eu não tive culpa, você sabe disso.

– Eu não sei de nada, moça. Eu nem a conheço. Queira sair do meu apartamento ou eu chamarei os seguranças para tirá-la daqui.

Por que minha vida não poderia ser mais simples. Só eu, uma poltrona, um programa de comédia e um balde imenso de frango frito? Shit.

– Filha...

– NÃO ME CHAME DE FILHA, PERDEU ESSE DIREITO QUANDO ESTRAGOU MINHA VIDA!

– Samantha..

– PARA, DEU, CHEGA. NÃO QUERO MAIS FALAR, SAI DAQUI.

– Eu vim me desculpar, mas estou vendo que não adianta. Não importa quanto tempo passe, você vai continuar sendo esta sem caráter que nem...

– Você, ou o papai? Eu tenho até escolha, não é?

Pam não disse mais nada, virou as costas e saiu. Já eu joguei a primeira coisa que vi na minha frente na parede, fazendo um estrondo imenso.

– V-Você quebrou o abajur?

– Quem é você?

– Eu perguntei primeiro.

– Quebrei e daí?

– E daí que você vai ter que pagar. Eu sou o gerente deste hotel, Samantha.

– Foda-se, cadê meu frango frito?

– Está aqui. – Me entregou o balde.

– Valeu.. E ah, sobre o abajur, eu mando meu agente te pagar logo, ok?

Assentiu e saiu. Ethan vai me matar. Isso se Jeremy não me matar antes.

Larguei o frango em cima da mesinha de canto, e peguei aquele papel que nem me dei o trabalho de olhar antes, nele estava um número de telefone e o endereço.

– Rua... Peraí, eu conheço esse endereço. – Era o do condomínio da Carly e do Freddie. — Eu não acredito que Jeremy mora por lá! – Liguei para o taxi, fechei o quarto e claro, peguei o balde de frango frito e saí.

(...) — Para este endereço. – Mostei o papel. O taxista assentiu, ligando o carro e seguindo para o condomínio.

O caminho desta vez foi logo reconhecido, o que me vez sorrir lembrando-me de tudo o que aprontei. Não demorou muito para que chegássemos ao Bushwell Plaza, entreguei o dinheiro ao moço e desci do automóvel.

– Uau. – Foi só o que eu consegui dizer, o lugar estava exatamente como antes, exceto pela tintura que parecia ter sido renovada.

Adentrei o local calmamente, e dentro, também estava exatamente como antes. Com direito a Lewbert e tudo. Sim, ele estava ainda na recepção. Mexia em uns papéis, enquanto coçava a sua verruga.

– Leeeeeeeeeeewbert! – Não sei por que disse isso, na verdade acho que senti falta desse mala-sem-alça.

– Quuuuuuuié? – Levou um susto, e ergueu a cabeça, me olhando. – Sam? – Ele parecia surpreso ao me ver, e garanto que estava da mesma maneira.

– Sim, sou eu.

Ele piscou algumas vezes na tentativa de voltar ao normal.

– O que você está fazendo aqui, coisinha?

– Eu voltei por uns tempos. – Menti. Não voltei por uns tempos, só estou fazendo um trabalho, Samantha. Pare de tentar convencer a si mesma.

– Ahhhhhhhhhhhhh tá. – Deu de ombros, é, era o mesmo Lewbert de sempre.

– Hey, Lew? Você sabe se Carly e Freddie ainda moram aqui? – Perguntei por fim, meu coração acelerou, esperando pela resposta.

– Sinto muito, mas não.

Eu achei que estava preparada para ouvir coisas desse tipo, mas não, a dor de que eu vim aqui por nada apareceu. Eu tinha uma esperança, de que poderia reencontrá-los, mas vejo que tudo só passou de lembrança. Droga Samantha. Eu deveria ser adulta? Mas adultos também choram, não?


Notas finais
Será que o Lewbert está mesmo dizendo a verdade? Comentem pelo review. Beijinho, e até o próximo capítulo ♥ ♥