Nostalgia
2 Capitulo 2
Notas iniciais
Sem muita demora liguei para minha mãe, precisava ser resgatada nessa manhã assustadora. Peguei o celular e fui nos meus registros procurando pelo nome “ Marcinha Diva “(sim nome da minha mãe). Depois de alguns minutos esperando a mulherzinha da operadora falar, finalmente escutei a doce voz da minha querida mãe.
— O que você quer Stephany!? — perguntou ela esperanto um belo argumento, por eu ter ligado.
— Mãe preciso que você venha me buscar, tenho um encontro hoje! – Respondi muito rápido, quase sem respirar.
— Você ta achando que sou sua motorista Stephany? Venha andando, a casa é bem aqui pertinho —Notei que estava escutando Blackstreet Boys.Era óbvio que eu estava fazendo faxina na casa. — Além do mais, to muito ocupada arrumando a casa! — Sorri concordando com meus pensamentos.
— Mãe você já viu o calor de hoje, se eu for andando vou chegar ai tostada — argumentei quase choramingando.
— Meu Deus Stephany, você não tem jeito! — escutei ela desligando / pausando o som e pegando a chave do carro — Chego ai em cinco minutos, fique no lugar de sempre, se eu ficar te esperando vou te dar um cascudo, ta me escutando ? — Usando o mesmo tom de voz de quando quer me matar por fazer essas coisas em cima da hora.
— Escutei mãe, vou desligar! Bjs e Tchau — Desliguei o celular e fui para a portaria do colégio.
Minha mãe não é o tipo de mãe que bate no filho por besteiras, mas se eu ficar enchendo o saco dela como eu estou fazendo nesse momento, ela vai se estressar rapidinho. Ela odeia ser atrapalha por mim eu meu pai quando estar fazendo algo importante, então tenho que evitar ligar para ela o máximo possível.
Depois de esperar 10 minutos, finalmente ela chegou, passando pelos porteiro e cumprimentando eles, deu a volta pelo colégio ( por que não tem como cortar caminho ) e parou na minha frente, entrei sem pensar muito e comecei uma conversa.
—Então como estava sua faxina?—Perguntei esperando uma bela patada.
—Estava ótima até você me ligar e a cobrar? — ela me olhou — Coloquei créditos para você semana passada, o que foi que você fez, engoliu ? — eu sorri pelo modo como ela tentou achar um modo de eu ter “gastado” os créditos tão rápido.
—Meus créditos não acabaram, só não quero gastar eles com você. — argumentei
— Ta falando que não sou importante? Escuta aqui Stephany eu te pari — o modo como ela tentou mostrar que era importante me fez rir. E sim estamos discutindo na frente dos porteiros da minha escola.
—Mãe não é que você não seja importante, mas preciso de PA em Amor Doce — Sorri para tranquilizar ela e a mim, que logo em seguida ligou o carro e foi direto para casa.
Chegando em casa minha mãe fez o favor de dar play no DVD, continuando com a música que tinha acabado de escutar pelo telefone e fico pensando “ os vizinhos mais próximos deve ter um pequeno ódio em seus corações, pela minha mãe “. Mas pulando a parte da minha mãe, fui até a sala e liguei para Gui :
— Alô ? — Uma voz cansada atendeu do outro lado da linda, como se tivesse acabado de acordar de um pequeno cochilo.
— Alô Guilherme ? Aqui é a Stephany. — Falei esperando uma mudança na sua voz e foi o que aconteceu.
— Oi Stephany, me ligou por causa da comemoração? — Ele me perguntou esperando um “ Sim “.
— Na verdade te liguei para falar que não vou pode ir — as palavras saíram da minha boca sem ao menos eu analisar.
— Não tem problema, a galera disse que não ia mesmo! — “ galera? Como assim pensei que fosse só nos dois” pensei com angustia.
— Então tá a gente se fala depois, Tchau — coloquei o telefone no gancho, sentei no sofá devagar e fitei o nada.
— Stephany, esper... — tarde demais eu já tinha desligado o telefone, a única coisa que ele podia escutar do outro lado da linha era “ PI,PI,PI...”.
Sentada fitando o nada durante alguns minutos, pensei em dizer a Guilherme que nunca mais iria me ver. Mas não queria engolir minhas próprias palavras.
Quase para 13:00 da tarde, minha mãe grita meu nome e eu não a respondo por que estava completamente apagada no sofá, não vi nem a hora que adormeci, simplesmente escutava um ecoo com uma voz familiar lá no fundo dos meus ouvidos.
— STEPHANY !! – Gritou minha mãe — STEPHANY GREY SE NÃO VIM PARA MESA, VAI MORRER DE FOME ! – Gritou de novo com o mesmo tom de voz que a anterior.
— JÁ TO INDO MÃE ! — com a voz rouca e fraca tentei devolver meu argumento.
Quando reuni coragem para sair do sofá, fui em direção a cozinha. Mas antes virei o olhar ligeiramente para o telefone, para minha tristeza não tinha nenhuma chamada que me fizesse ter esperança que aquilo não passava de um mal entendido.
Mais tarde, em torno da 00:00 noite, despertei com um barulho. Não era qualquer barulho, era o som do meu celular, falando que tinha mensagem. Com o rosto apertado contra o travesseiro, tentando achar o celular em cima do criado mudo do lado da minha cama, virei o olhar para aquela tela luminosa. Quem pode ser uma hora dessa?, pensei. E por incrível que pareça, era a pessoa que eu esperava me ligar durante todo o dia, isso mesmo era o Gui. Sua mensagem diz:
" Fiquei pensando o dia todo o fato de você ter desligado o telefonema na minha cara, eu fiz algo de errado? Desculpa estar mandando está mensagem tarde assim, mas não foi fácil achar seu número. Boa Noite! Ass: Gui "
Fiquei ocupada demais tentando reunir os motivos que justificassem por que o Gui estava se sentindo culpado, mas tentarei " explica-lo" amanhã. Não sou boa em mentir, mas quando se trata de um sentimento, tudo muda completamente.
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