Nossos momentos

1 Capítulo 1 - A primeira vez que nós falamos


Dizem que a primeira impressão é a que fica e nós dois não começamos com o pé direito.

Toda a minha má impressão sobre Adrien Agreste começou quando Chloé Bourgeois começou a dizer que o supermodelo e amigo incrível dela iria estudar na mesma sala que a gente. Só conseguia imaginar que, sendo amigo da Chloé, boa coisa esse rapaz não era.

— Tadinha, Sabrina. Ela não sabe quem é Adrien Agreste. — As duas riam da minha ignorância, como se eu não passasse de uma ameba.

Naquele momento eu só gostaria de ter o super poder de explodir a cabeça de algumas pessoas com a mente, duas pessoas para ser mais específica. Não bastasse elas roubando o meu lugar, ainda caçoavam de mim. E tudo por causa desse bendito Adrien Agreste.

Ele não parecia ser nada demais e, para ser honesta, até pensei em falar com ele já que a única pessoa que não saia do pé dele era aquela loira metida, por fim resolvi ficar na minha e concentrar minha atenção na minha outra colega nova de classe Alya. Ela era uma pessoa legal e estávamos nos dando muito bem.

Logo depois do nosso intervalo o garoto novo começou mostrar suas garras de gato traiçoeiro e foi quando peguei ele no flagra colando chiclete no meu banco.

— Então o amigo da Chloé resolveu mostrar a que veio – acusei.

— Eu não…

— Não precisa explicar nada, estou vendo perfeitamente o que você acabou de fazer. Com licença.

Adrien voltou ao seu lugar e parecia um pouco decepcionado, lógico, a pequena armadilha dele não tinha funcionado. Só me restou colocar uma folha de papel naquela imundice e rezar para que não rasgasse e sujasse minhas roupas.

Quando as aulas acabaram tive que ir ao banheiro e assim que saí da escola me deparei com a chuva que caia, eu, como sempre, não tinha levado meu guarda-chuva e fui pega de surpresa pelo tempo. Acreditava que tudo mundo tinha ido embora, entretanto Adrien surgiu com um guarda-chuva a tiracolo me mostrando que eu estava errada.

— Sabe, não fui eu que colei o chiclete na sua cadeira. – disse com a voz baixa, quase parecia o ronronar de um gato. — Na verdade eu estava tentando tirar o chiclete que a Chloé tinha colado no seu banco.

Eu o observei atentamente, tinha algo que estranhamente me fazia acreditar naquelas palavras.

— Eu nunca fui a escola antes e não tenho amigos, espero que a gente possa se dar bem. – Seu pedido soou como uma súplica e ele estendeu o guarda-chuva em minha direção.

Eu queria dizer que tudo bem, que nós poderíamos ser amigos, mas algo me deixou entalada e as palavras não conseguiram chegar a minha boca. Por fim apenas acenei com a cabeça e aceitei a sua gentileza.

— Até amanhã então, Marinette. – O sorriso sincero dele aqueceu meu coração.

— Até amanhã… – foi tudo que consegui gaguejar ao ver ele descendo os degraus e ir em direção ao automóvel que o esperava.

Fiquei alguns segundos me perguntando o que que era tudo aquilo que tinha acabado de acontecer e porque minhas pernas pareciam fracas a ponto de me escorar nas paredes.

Naquele momento eu não sabia, mas logo iria saber.

Notas finais
Era pra ser um desafio, logo me desafiei a escrever em primeira pessoa coisa que não costumo fazer.

Tenho em mente algo curto então não esperem capítulos longos demais.

Até o próximo capítulo :*