Nossos momentos

2 Capítulo 2 - A primeira vez que saímos juntos


— Alô, caixa postal do Adrien. Aqui é a Marinette eu queria falar com você então me retorna assim que puder. – falei totalmente desesperada e arremessei o celular na cama próximo de onde estava minha amiga Alya.

— Marinette você é uma peça. – Ela debochava de mim todas as vezes que eu tentava algum contato com Adrien. Mas tudo bem, se eu estivesse no lugar dela, eu mesma tiraria uma da minha própria cara.

— Qualé, Alya? Não é como se eu pudesse chegar nele e dizer: Oi, gatinho, eu adoraria ir ao cinema com você, mas a única forma de conseguir falar com você sem espumar pela boca é através dessa droga de aparelho. – Eu estava revoltada comigo mesma, eu queria ter uma mísera chance com o garoto dos meus sonhos, mas eu mal conseguia completar uma frase diante dele.

O meu desespero era imenso, contudo ele ficou ainda maior quando uma terceira voz se fez presente entre nós duas.

— Para confirmar sua mensagem digite 1, para excluir digite 2.

— Exclui isso, Marinette. – Agora Alya parecia tão desesperada quanto eu.

Meus dedos trêmulos seguravam o celular da forma que podiam e eu cliquei com a mira certeira no botão que faria aquele pesadelo acabar, mas o destino parecia gostar de me pregar peças.

— Seu recado foi salvo.

Minha amiga gargalhou tão alto que tenho certeza que dava para escutá-la lá da rua e eu não sabia mais o que fazer da minha vida, tudo o que eu conseguia pensar era em cavar um buraco no chão, enfiar minha cabeça nele e nunca mais sair de lá.

=°.°=

Assim que o treino de esgrima terminou fui até meu armário pegar minhas roupas, tomar uma ducha e me trocar. Quando parei para verificar meu celular havia um recado na caixa postal, imaginei que fosse o Nino, afinal ele era uma das poucas pessoas que se comunicava comigo através do celular, entretanto tive uma surpresa ao ouvir uma voz feminina quando coloquei o aparelho na orelha.

— Alô, caixa postal do Adrien. Aqui é a Marinette eu queria falar com você então me retorna assim que puder. – A mestiça falou correndo, como se estivesse atrasada e devo admitir que a forma dela falar com a caixa postal me fez dar uma pequena risada.

Escutei uma segunda voz seguida da de Marinette e ela parecia rir de toda aquela situação.

— Marinette você é uma peça. – Aquela voz também parecia familiar e notei que a principal garota a deixar o recado para mim já não se encontrava com o celular em mãos, os sons estavam mais longe do que o normal.

— Qualé, Alya? Não é como se eu pudesse chegar nele e dizer: Oi, gatinho, eu adoraria ir ao cinema com você, mas a única forma de conseguir falar com você sem espumar pela boca é através dessa droga de aparelho. – Meu queixo foi ao chão, eu realmente não estava esperando por essa e não pude evitar a gargalhada, assim como Alya também fez naquele momento.

O recado aparentemente acabou do nada, logo agora que eu estava interessado em ouvir mais de tudo aquilo e foi então que me dei conta que a Marinette tinha acabado de me chamar para ir ao cinema. A primeira coisa em que pude pensar é: este é meu primeiro encontro.

Voltei minha atenção para o celular e descobri que não tinha o número da Marinette na minha agenda e rapidamente digitei uma mensagem para o Nino.

“Cara, preciso de um favor seu. Você tem o número da Marinette?”

Fiquei esperando ansioso pela resposta a qual não tardou a chegar.

“Tenho sim. O número da Marinette é

0165325744.

Mas me diz aí porque é que você tá querendo o número dela?”

Eu sabia que o Nino não ia perder a oportunidade de perguntar o porquê de eu querer o número dela, não esperaria menos dele.

“Longa história, mas vou resumir. A Marinette me deixou um recado pedindo para ir ao cinema comigo, só que ela tava um pouco nervosa e acabou não deixando o contato dela.”

Enviei a mensagem e retornei o contato para Marinette. Tocou várias vezes antes de cair na caixa postal, a julgar pelo recado que ela tinha me deixado era bem capaz que estivesse com vergonha de me atender, então liguei novamente.

— Alô, Marinette? – Do outro lado da linha só conseguia ouvir a respiração profunda de alguém.

— Fala alguma coisa, Marinette. – Essa com certeza era Alya.

— Oi, Adrien – gaguejou.

De repente eu já não sabia mais o que falar também e toda a minha atitude se esvaiu por entre meus dedos.

— Eu ouvi seu recado. – Um silêncio mortal se fez entre nós e por um instante acreditei que ela desligaria a ligação na minha cara, mas antes que isso pudesse acontecer continuei. — Eu adoraria ir ao cinema com você. – A minha boca estava seca e eu nunca imaginei que palavras tão simples de serem ditas se enrolariam na minha língua. — Só espero que não se importe de ter que participar de uma pequena fuga comigo.

— Aham. – Foi tudo que ela conseguiu pronunciar.

— Então é melhor que esteja me esperando em frente ao cinema daqui há uns… – Chequei as horas. — Daqui uns 40 minutos.

— Tá bom. — A voz dela soou como se ela estivesse prendendo a respiração por muito tempo.

— Então a gente se vê daqui a pouco.

Assim que desliguei verifiquei que Natalie e o Gorila já estavam me esperando na porta da frente, e é nesse momento que eu daria um prêmio para a pessoa que inventou a porta dos fundos. Minhas fugas seriam bem mais difíceis sem ela.

=°.°=

Depois de andar um bocado e tomar muito cuidado para não ser pego cheguei ao local combinado, Marinette já estava lá esperando encostada na parede, os dedos se entrelaçavam uns aos outros, a cabeça baixa e os olhos observando o chão.

— Oi, Marinette – disse ofegante.

— Oi. – Ela respondeu hesitante.

Marinette era o tipo de garota que eu admirava. Ela era uma amiga sincera e sempre disposta a ajudar os outros, ela tinha também um lado divertido e estabanado que sempre me fazia rir.

Olhando para ela nesse momento ela parecia um pouco assustada com a situação, o que me fez sentir necessidade de confortá-la e fazer com que ela se sentisse à vontade.

— Seu convite para um cinema foi ótimo. Eu estava mesmo querendo assistir a um filme que está em cartaz. – Ela sorriu um pouco mais tranquila, contudo ainda parecia um pouco tensa. — Vamos comprar as entradas? – questionei.

— Claro – respondeu ainda utilizando de uma única palavra.

Marinette pareceu se esforçar em responder meus questionamentos com o mínimo de palavras possíveis e quando tentava falar frases mais elaboradas acabava embaralhando tudo.

Nos divertimos enquanto víamos o filme e ela demonstrava um semblante tranquilo e alegre quando a sessão acabou.

— Foi muito bom nosso encontro. Espero que não fique chateada de eu sair correndo, mas a Natalie deve estar louca me procurando essa hora.

— Eu também gostei muito, Adrien. E não tem problema, eu entendo que tenha que voltar logo pra casa. – Ela parecia muito mais leve agora e tudo o que eu queria era poder conversar por mais tempo, mas precisava partir.

— Então a gente se vê amanhã na escola – disse.

— Até amanhã.

Antes de sair despedi-me com um beijo em seu rosto e pude ver sua face ficar rosada, logo depois enquanto andava de volta para casa sentia algo diferente, parecia remexer no estômago, e não conseguia parar de pensar em como seria ao vê-la no dia seguinte.

Notas finais
Mais um capítulo saindo do forninho e com um POV puxado pro lado do Adrien que é meu xodozinho do coração.