Nosso Nome Na Lista.

25 Capítulo 25 – Um Casal Perfeito?


Notas iniciais
OLÁAAA!! Desculpem a minha demora para postar, mas eu tava fazendo prova no meu curso de francês e andei meio distraída e.e tipo assim, com a cabeça nas nuvens e.e Mas aí está esse capítulo e acho que algumas pessoas - aquelas que gostam de caras sádicos e masoquistas - vão surtar no fim desse capítulo... Eu só acho, né? Nunca se sabe '-' Agradeço aos reviews de: > Senhorita Foxface > Sara Gabriely > Laladhu > Gabrielle Chase Jackson > GiuMaktub > Born To Die > Katp > Cleozinha > Mine > GiovannA > Chionn > allinegmar > Matilda > Prin > RKéthully > LuuhRocha > Kika Pichsterzy > AkumaKun > Gabriela Duarte > Red Queen > Lanny Puckett > Chaslorid CURTAM O CAPÍTULO!! Bisou

Capítulo 25 – Um Casal Perfeito?

Olivia e Helena estavam na minha próxima aula.

Como eu cheguei atrasada (motivos bem óbvios pelo desalinho da minha roupa), não deu para eu conversar com elas. Mas eu olhei algumas vezes para ter certeza que elas não estavam putas comigo. Ainda mais porque eu não fiz nada de errado. Todavia, Olivia não me olhou nenhuma vez sequer.

Ela estava destruída.

Aparecer na lista era o seu sonho! Um sonho bobo, mas ainda assim...

Respirei fundo e olhei para Paloma. Para minha surpresa, ela estava me olhando, desesperada. Ela direcionou o olhar para Olivia e voltou a me olhar sem saber o que fazer. Gostaria de dizer que eu sabia o que fazer. Que eu tinha um plano para ajudar a minha amiga... Mas eu não tinha.

Quando a aula acabou, Olivia quase pulou para fora da cadeira e saiu correndo para os corredores. Olhei para Paloma e ela suspirou.

– Ela fez isso no fim do primeiro horário também – confessou a morena. – E só ficou pior quando nos encontramos com Gabriel, Josh e Duncan... Eles foram cruéis com Olivia e... Você nem sabe o motivo, não é?

Eu suspirei e cruzei os braços.

– Quentin me cotou tudo – respondi. – Ele me contou de Olivia e Helena... E me contou de vocês também...

Paloma desviou o olhar, envergonhada.

– Fiquei... Eu estou puta e magoada. Por que vocês não me disseram nada?! Por que vocês continuaram fingindo?! – eu perguntei. – Sabe como é horrível saber por terceiros?!

A morena pareceu desconfortável.

– Eu sei... Desculpa, Letty... É que Olivia tinha o maior medo de ser descoberta. Você viu o que ela fez com Helena... Ela dizia que o único meio de não ser pega mentindo era, primeiro, não falar da mentira; segundo, diminuindo o número de pessoas que soubessem da mentira...

Paloma suspirou, derrotada.

– Não que isso tenha funcionado... – resmungou.

Eu suspirei com ela e entrelacei nossos braços.

– Bem... O que podemos fazer agora é ficar do lado dela – eu disse. – Estaremos lá se ela precisar. Se não precisar, ainda estaremos lá. Fechado?

Paloma sorriu, agradecida, e fomos atrás de Olivia em nossa próxima aula. Sinceramente, se eu não estivesse tão cansada de tudo isso (das mentiras, do sentimento de que estou perdendo ou de que perdi coisas importantes) talvez eu até me importasse com a mentira das duas. Mas que tipo de pessoa eu vou ser se me afastar de Olivia quando ela mais precisa de mim?

Resposta: o tipo de pessoa que eu odeio.

Como eu marquei de me encontrar com Quentin no almoço, passei os últimos horários grudada nas garotas. Dando conforto à Olivia, cujos sonhos foram destruídos, e contando para Paloma que – apesar do ressentimento de Olivia com Quentin – eu e ele éramos um casal. Dizer que ela ficou “surpresa” seria eufemismo.

Na hora do almoço, Olivia teve que dizer adeus àquela mesa cheia de pessoas falsas e chatas que agora lhe olhavam torto e faziam brincadeirinhas sobre a sua sexualidade. Não acho que ela perdeu muita coisa se sentando sozinha em outra mesa. Ainda mais depois que Paloma e eu nos sentamos com ela.

– Então... Depois da festa você se entendeu com Helena? – eu perguntei diretamente à Olivia.

Ela ergueu o olhar para mim. Como se decidisse se eu estava debochando ou sendo sincera. Com um suspiro irritado, ela concordou com a cabeça. Ao menos era uma reação. Paloma acariciou o ombro dela. Ela não se afastou e eu sorri... É bizarro como as coisas parecem ter uma conotação diferente quando você sabe da verdade.

Quentin se aproximou da nossa mesa e se sentou ao meu lado.

– Oilá! – ele disse de modo bem retardado para mim, antes de me dar um beijo nos lábios. – Oi, Paloma e ser insensível e sem coração, reflexo desse mundo desumano e capitalista que descarta os sentimentos puros!

– Olá sua praga intrometida e irritante que agora está trocando saliva com a minha amiga loira gostosona – Olivia retrucou, brincando com a comida.

Eu sorri. Não só porque aquilo era inusitado como também porque Olivia reagiu.

– Como é que é? – perguntei confusa.

– Desde a festa estamos assim – Quentin respondeu me abraçando. – Você sabe como as pessoas me tratam, não sabe? Ou me amam ou me odeiam.

Quentin riu e eu ri também.

– Por que você não está na mesa dos seus amigos que se acham legais e super demais? – ela perguntou debochada, olhando para aquela antiga mesa com mágoa.

– Bem... Porque minha linda namorada está aqui – ele respondeu bem meloso, esfregando seu rosto no meu. Sua barba de dois dias me espetou agradavelmente. Quis ronronar como um gatinho. – E também porque sou alérgico à hipocrisia.

Olivia olhou para ele como se não acreditasse na resposta de Quentin.

– Letty, quer fazer alguma coisa depois da escola? – ele me perguntou pegando a minha mão na sua. – Algo romântico como... O trabalho de biologia?

Eu sorri, olhando para os nossos dedos entrelaçados. Era uma boa sensação morna que estava subindo pelo meu braço e se espalhando pelo meu corpo.

– O.K. – eu respondi. – Mas vai ter que ser depois da minha sessão com a psicóloga da escola... Hoje eu tenho que falar muito com ela.

– Ah... O.K... – ele respondeu pensativo. — Hum... Podíamos falar de bulimia no nosso trabalho – ele comentou pensativo. Olhei para ele, horrorizada. – É um fato atual... Duvido que você seja a única... E você sabe em parte como é isso...

– Não... Não... Não! – eu respondi, envergonhada. Quentin me olhou, surpreso. Eu acho que havia gritado. – Eu não quero falar sobre isso para a sala toda... Eu não quero... Nem me lembrar do que eu fiz... Foi estúpido... – Eu corei. – E eu só fiz porque era uma garota insegura que só queria atenção...

Quentin olhou para Paloma e Olivia. Elas me olhavam com simpatia.

Meu namorado, então, me abraçou e pediu desculpas. Não havia porque Quentin pedir desculpas. Ele não havia feito nada de errado. Parte de mim acreditava que era uma boa ideia... Mas parte de mim não gostaria de ter que compartilhar isso para as pessoas. Para pessoas que fariam brincadeirinhas sem graças e não levariam a sério.

– E chove no paraíso – disse a voz debochada de Yvonne, antes dela se sentar na nossa mesa; ao lado de Quentin.

Eu, Olivia e Paloma olhamos para ela com assombro.

– Hum... Desculpe, você não devia estar com suas amigas líderes de torcidas e dando em cima dos jogadores do futebol? – Olivia perguntou debochada.

– Bem... O cara mais charmoso e simpático da escola está aqui, então... – Yvonne deu de ombros, com um sorriso provocante. Olhou para Quentin e deu uma piscadela que me esquentou o sangue. – E você, hein... Quem diria... Beijando garotas!

Quase que eu atravesso Quentin para dar um soco naquela cobra.

– Não que eu me importe – Yvonne completou.

– E essa, senhoras, é Yvonne Tybolt tentando se enturmar – Quentin interveio antes que eu, Paloma e Olivia pulássemos em cima da garota. – Ignorem os comentários maldosos e pensem no belo gesto de apoio à nossa causa sentando-se aqui.

Pensei no que ele disse e observei o sorriso amarelo de Yvonne. Eles me acalmaram. Ele tinha razão na última parte. Ela adorava a Lista tanto quanto Olivia então ela deveria estar fazendo um esforço incrível só para ficar perto de Quentin (duvido que ela o tivesse feito só pelo nosso trio de amigas).

Ah, mas também me ocorreu que ela poderia ter escolhido se sentar conosco para: 1) roubar Quentin de mim porque ela é a pessoa que mais tem motivos para fazê-lo; 2) como ela havia desaparecido da lista depois da minha resposta para ela, estava na hora de pensar como voltar para lá... E Quentin seria uma ótima escada.

Coloquei o braço do meu namorado sobre os meus ombros e entrelacei nossos dedos novamente. Sim. Eu queria que ela visse que estávamos ótimos, obrigada.

– Mas o que aconteceu com você ultimamente? Anda tão sensível e esperto hoje... – provoquei-o.

– Eu sempre fui esperto e sensível, tá? Se você não percebeu, é cega! – ele respondeu fingindo ar de ignorância.

Tirei o seu braçode cima de mim com raiva e fiz uma careta para ele.

– Vocês são tão retardados – Olivia resmungou, com uma sombra de sorriso.

– É para a segurança de vocês. Aparentemete, Letty fica louca de desejo quando resolvo ser maduro – ele me provocou.

Corei e escondi meu rosto em minhas mãos enquanto ele ria.

Dessa vez eu não me contive e dei um tapa de “para com isso seu zoeiro” no braço dele. Quentin atendeu ao meu apelo, apesar de meio tarde, e se calou, resolvendo comer o seu almoço antes que ficássemos sem tempo.

...

– Então... Trabalho. Na minha casa. Depois da sua consulta? – ele sugeriu no fim das aulas, enquanto caminhava comigo pelo corredor até a secretária.

Eu corei apesar de não me alterar muito.

Na casa dele? E o lance de não poder levar as garotas lá? Todavia, eu ainda estava curiosa. Como seria a casa de Quentin por dentro? Como seria sua mãe e seus irmãos? Perdida em imagens agradáveis de homens educados, inteligentes e bonitos... Eu demorei em responder. Babando nas minhas fantasias.

Quentin estalou os dedos em frente aos meus olhos.

– O.K! – eu concordei animada demais.

– Você ainda sabe onde fica? – ele perguntou. Antes que eu pudesse responder, ele arrancou um papel e reescreveu o endereço. – Caso você não se lembre.

Eu sorri e ele me deu um beijo de “até logo” que me deixou meio “fora-do-ar” um pouco. Fiquei observando Quentin (e sua bunda linda) se afastarem desprocupadamente pelo corredor. Talvez eu fosse uma tarada, ou tivesse pegado algum vírus de Helena que acabou me deixando assim. Sei que antes eu não ficava babando nas bundas dos outros. Tenho certeza.

Virei-me e segui para a secretária.

– Letty! Letty! – Ellen gritou pelo corredor quase vazio. A garota loira praticamente pulou em cima de mim. Então ela resolveu cantar (gritar) no meu ouvido: – Você se vai sem olhar para trás! Correndo atrás de um novo sonho! Fico triste e sozinha! Dóooi de maaaais!

– Ellen? – chamei, surpresa. Aquela é mesmo minha meia-irmã?

Desde quando ela conhecia a música de encerramento de “Shaman King”?

A garota loira me soltou e sorriu para mim. Nem parecia a garota que estava puta com a pressão da minha mãe em cima dela para o concurso de beleza (que seria dali a menos de dois meses).

– Tudo bem com você, Letty? – ela me perguntou, como uma pessoa normal agora. – Mamãe não me contou o que aconteceu... Mas...

– Eu tô bem – a interrompi, encolhendo-me. – Er... Eu preciso conversar com a psicóloga, tá? Podemos nos falar mais tarde?

Ellen me olhou desolada, mas concordou com a cabeça. Senti-me mal por cortá-la daquele jeito e por não compartilhar o que estava acontecendo, por isso eu a abraço forte e vou para a sala de Rebecca. Eu só não sei se devo meter a família de Ellen no meu problema de família.

Você não a considera a sua irmã? Como você pode não comentar sobre assuntos familiares? Bem, uma coisa era a minha mãe ser a “mãe” dela, outra coisa era meu pai ser o meu pai.

Caminhei para a sala da Rebecca querendo fugir da culpa por deixar Ellen de fora dsse lado da minha vida. A secretária olhou para mim e caminhei até a sala da psicóloga, sentindo que novamente seus cinquenta minutos seriam muito bem utilizados.

...

Eu sabia que estava sendo ridícula.

Quem estivesse observando o meu carro parado em frente àquela casa bonita e completamente normal durante quinze minutos, pensaria até que eu era uma motorista de fuga a espera de um bandido. Isto é, se minha tentativa de arrumar o meu rosto não tivsse sido percebida pelo suposto observador. Respirei fundo e encarei a casa de Quentin.

“Ela pode esperar mais algumas horas, não pode?” perguntei a mim mesma reflexivamente. “Quer saber de uma coisa... Estou cansada de ir atrás das pessoas. Por que uma vez na vida elas não vêm atrás de mim?!”.

Pulei para fora do carro e respirei fundo mais uma vez. Eu tinha coisas mais importantes para fazer do que tentar me entender com a miha mãe – apesar de a psicóloga dizer que o mais lógico era colocar a Sra. Victoria Freeday em primiro lugar. “Mais lógico?! Eu estou cansada de colocá-la em primeiro lugar, sempre!”.

Bati na porta com força, sem perceber.

Pela primeira vez, eu não me sentia leve e muito menos aliviada ao ir para a psicóloga. Eu estava estressada... E furiosa. Aquela era a mulher que havia praticamente me empurrado num abismo de depressão! Como as pessoas podiam pedir para eu tirar satisfação com ela quando era ela quem deveria se sentir culpada uma única vez na vida e vir atrás de mim para explicar as coisas?!

– Olá-...

Puxei Quentin pela gola da camisa e o beijei quase esmagando os meus lábios com os dele. Não aprofundei. Ainda acho que rua não é lugar para dar “showzinhos”, todavia, ele tampouco fez o mesmo.

Quando ele me afastou, eu percebi por quê.

Não era o Quentin...

– MEU DEUS! QUEM É VOCÊ?! – eu gritei, recuando e quase tropeçando nos degraus que levavam a varanda decorada com trepadeiras nas colunas que sustentavam uma parte mais pronunciada do segundo andar.

Sem dúvida, eram os mesmos cabelos longos e de mechas delicadamente onduladas, e tão escuras que tinham um brilho quase azulado. Também era o mesmo rosto de feições marcantes, olhos estreitos... Todavia, havia um sorriso mais indulgente em seus lábios, mais provocante. E seus olhos eram azuis. Não havia meio termo neles.

– Olá... Garota-bonita-que-acabou-de-me-beijar, você gostaria de entrar para terminarmos isso? – ele perguntou, provocando-me totalmente.

Eu pisquei, aturdida. Como alguém poderia ser tão parecido com o meu namorado?! Resposta: Sendo o irmão dele, Dã!

– Ai MEU DEUS! – gritei de novo, começando a ficar vermelha e a hiperventilar. “Que linda forma de conhecer o cunhado, Letty”. – Er... E- eu acho que... te confundi, com outra... pessoa?

Dei um sorriso amarelo de “me ajude, estou mortificada!”.

Ele deu um meio sorriso de canalha de novo. Prefiro os sorrisos de Quentin.

– Oh, que pena – ele respondeu cruzando os braços. Ele deu passagem na porta: – Queira entrar, por favor. Você deve ser... Letty?

Passei por ele totalmente encolhida. Não suportando ter que ficar tão perto de seu corpo depois daquela cena deplorável do meu “eu-distraída”. Limpei a garganta que coçava.

– V- você ouviu algo de mim? – perguntei, quase sem voz.

– O tempo todo – ele respondeu com um tom de sarcasmo que não entendi.

Olhei para ele, confusa, mas sua postura deixou claro que ele não esclareceria.

– A propósito, sou Guilliam – ele se apresentou. Inclinando-se para sussurrar: — E acho muito feio você beijar pessoas que nem sabe o nome.

Eu corei ridiculamente. Totalmente desarmada e desprevinida. Ele gargalhou da minha reação. Aquele cara era puro mal. Mal como Helena. Sei que ele fez de propósito só para me provocar.

– Letty! – Quentin apareceu, enfim.

Virei-me para ele, ficando de costas para Guilliam e a porta de entrada, encontrando-o descendo as escadas que davam para o segundo andar. A sensação podia se comparar à de ver o sol surgindo num dia tempestuoso. Sorri e deixei que ele me abraçasse e me puxasse para longe de Guilliam.

Ele havia tomado um banho e seus cabelos negros estavam molhados e divididos em mechas onduladas e (agora eu percebia) um pouco mais curtas que de Guilliam. Ele usava uns óculos de armação quadrada que condizia perfeitamente com a forma de seu rosto, de modo que me deixaram encantada.

Ele parecia tão sexy... E inteligente.

– Não sei o que você está dizendo para ela, mas deixe-a em paz, viu? – Quentin avisou para o irmão assim que se meteu entre nós dois, com um braço em volta de mim. – Seu sádico.

Guilliam deu um meio sorriso indulgente novamente.

– Digamos que eu fui bem feminista... Deixei a dama fazer tudo por si só – ele zombou puxando um maço de cigarros. – Você fez uma bela escolha, por sinal.

Eu corei novamente. Ai, que tortura! Pessoas cometem erros!

– Você conhece as suas regras... Para fora. Mamãe vai ficar uma fera se encontrar as cortinas cheirando a cigarro de novo. – Quentin mandou apontando para a porta. Depois, sua mão desceu pelo meu braço até a minha mão. – Bora para o meu quarto?

Eu sorri, aliviada.

– Você não vai dar aquele beijão nele, não? – provocou-me Guilliam, acendendo um cigarro que pendia convidativamente no canto da sua boca.

O alívio passou.

– Para fora, Guilliam – Quentin avisou mais uma vez.

– Cain, cain – O homem disse, imitando ganidos de cachorro e abrindo a porta da casa. Saiu cantando: – “It’s been a hard day’s night. I’ve been workin’ like a dog It’s been a hard day’s night”.

E o alívio… Voltou.

Notas finais
Eu sei que ficou confuso essa última parte, mas a Letty vai explicar tudo depois, tá? --------------------- PREVIEW: "- Seu irmão é bizarro – eu comentei, encolhida, enquanto Quentin me guiava por um corredor largo depois da escada. – Ele me lembrou de Helena... Quentin bufou, segurando a minha mão. - Ele praticamente ensinou tudo o que essa garota sabe. Eram tão grudados que mamãe jurava que ia acabar em namoro, assim como os pais dela também – ele respondeu, parando em frente à uma porta escura. – Às vezes, acho que era ele quem deveria estar fazendo teatro, não eu. Ele sempre gostou de um drama."