Nosso Nome Na Lista.

2 Capítulo 2 - Sessões Psicológicas.


Notas iniciais
Oláaa,
Bem, essa história não tem uma data prevista porque ainda não está bem estruturada ou fixa, mas isso não significa que eu vá ser má e ficar sem postar (na verdade, eu ia postar segunda passada, mas minha internet tava mais lenta do que Jerry - meu falecido caramujo).

De todo modo, agradeço aos reviews de:
_ NowhereHarrison!!
_ Leth!!
_ Amanda Olimpius Chase!!
_ Delicate!
_MaruShi!!

Muito obrigada mesmo!
J'espére que vous aimez ~*

Beijos,
EUQOPÉ-ELLE3

Capítulo Dois – Sessões Psicológicas.

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Se alguém do futuro subitamente viesse parar no meu tempo, e dissesse que haveria um dia em que um garoto cujo estilo era o meio termo entre Pop Rock e Rock Alternativo iria encabeçar a lista mais disputada pelas garotas do meu colégio por três semanas seguidas, eu juro que teria rido e dito que não tinha como algo assim acontecer.

Geralmente, existiam três tipos de pessoas que encabeçavam essa lista: aquelas que eram magnificamente bonitas, como Duncan; aquelas que eram verdadeiramente legais e simpáticas, como Ellen, a minha meia-irmã (sim, ela já apareceu na lista); e aquelas que davam as melhores festas da escola.

Então, eu me perguntava: onde Quentin se encaixava?

Nas pessoas “legais e simpáticas”? Hm, realmente, ele foi muito legal e simpático ao demonstrar um bom senso de humor e puxar conversa comigo antes, e um pouco depois, da aula. Causando uma crise de ciúmes em Yvonne. No entanto, eu tinha que admitir que ele fosse bonito também... Será que ele ainda encabeçava a lista por ter dois em três?

- Então... Você está há quanto tempo no colégio? – eu tentei puxar assunto, enquanto esperávamos o sinal tocar.

- Estou aqui desde que as aulas começaram há três semanas – ele respondeu com um sorriso de canto. – Mas, pelo o que eu ouvi do professor, você esteve ausente por esse tempo.

Minha expressão se fechou em apreensão. Será que ele ouvira o que Yvonne me dissera?

- É... Eu tive... Uns problemas – eu respondi, tentando (miseravelmente) não soar tão tensa.

Ele apoiou o maxilar quadrado e definido sobre o punho, fitando-me com incredulidade.

- O quê? Um anjo como você em problemas? Quase acho difícil acreditar – ele respondeu com um sorriso divertido.

De certo modo, aquilo me irritou um pouquinho.

- Ei... Eu sou sarcástica e perigosa está bem? Quebrei o nariz de uma garota ano passado e posso repetir essa proeza quando eu quiser – eu respondi me sentindo demais.

Ele não precisava saber que o nariz da garota em questão fora quebrado por conta de um acidente (quando ela estava passando e eu “acidentalmente” abri o meu armário em sua cara).

- Uou, desculpe, eu não quis despertar a fúria de uma garota com punhos de aço! – Ele recuou e o sinal tocou. De repente, ele pareceu ficar meio triste. – Qual é a sua próxima aula?

- Ciências Biológicas – eu respondi com uma careta. – E a sua?

- Química – ele respondeu. – Fica para o mesmo lado. Podemos ir juntos?

Eu dei um sorriso debochado.

- O quê? Já está se apaixonando pela minha simpatia ímpar? – brinquei.

Ele deu de ombros e comentou:

- Digamos que você foi a pessoa mais sincera que já me chamou atenção nesse colégio.

Sem que eu percebesse, acabei sorrindo e dando de ombros. Realmente, era lamentável dizer isso, mas aquele colégio era cheio de falsidade e fofoca, principalmente depois que aquela maldita lista aparecera no banheiro feminino. As pessoas fofocavam os podres de suas “amigas” como se isso as fizesse (e geralmente fazia) cair no ranking e mais uma figura desconhecida acabava surgindo na lista dos “amados” e era atingida com uma popularidade instantânea.

Eu, por incrível que pareça, nunca espalhei os podres de Ellen por aí. Mesmo que às vezes ela fosse uma praga comigo (porque eu tenho certeza que foi ela quem contou para todo mundo qual era o motivo da minha internação). Tal como eu nunca espalhei nada sobre Paloma ou Olivia e elas tinham muita sujeira embaixo do tapete.

Muita mesma.

Nós seguimos para fora, lado a lado, enquanto conversávamos sobre a sinceridade e o como ela estava em falta hoje em dia. Contei-lhe sobre um livro que eu li e sobre o como eu estranhamente me identificava com a facção da “Franqueza”, onde as pessoas sempre tinham de falar a verdade. Apesar de serem meio ríspidas.

Surpreendi-me quando descobri que ele lera esse livro também.

- Desculpe-me, mas sou Audácia – ele comentara erguendo uma mão para mim.

- Ah, tá. Então se divirta arriscando a vida feito um louco e pulando de trens em movimento – eu comentei rindo. – Eu duvido que você teria coragem para isso.

- Não duvide de alguém como eu. Você vai acabar aprendendo que não se deve desafiar as pessoas loucas — ele retrucou.

Ele riu e eu acabei rindo com ele. Mas meus risos cessaram quando uma figura grande e alta pulou a minha frente. Pele bronzeada e lisa, cabelos loiros e bem penteados, olhos azuis e brilhantes... Era o meu ex-namorado. Duncan.

E, ao seu lado, estava Yvonne Tybolt. Me olhando como se eu fosse pouca coisa e eu a ignorei, pois é assim que gente adulta diz: “eu te odeio” sem palavras.

- Ei, Letty... Eu havia ouvido que você voltou para a escola hoje – Duncan me disse com os olhos brilhando, se não fosse por uma sombra que ali também continha. – Não foi fácil te achar...

Era até engraçado o como não largava do meu pé até mesmo quando eu não cedia o que ele queria. Na verdade, havíamos terminado, em parte, porque eu não queria transar com ele. A outra parte fora porque ele não ligava para os meus sentimentos. Duncan comentou algo sobre “falta de confiança” e percebi que também tinha isso.

Entregar-me à Duncan seria como dar um carro para um garoto de treze anos dirigir.

Sentia que sua irresponsabilidade iria acabar comigo.

- Talvez seja porque ela tenha fugido de você! – Yvonne se meteu na conversa.

Eu revirei os olhos para ela.

- Galinha, a conversa ainda não chegou ao galinheiro – eu lhe afrontei, ouvindo Quentin se engasgar em risadas ao meu lado.

Como se não quisesse “ficar por baixo” Yvonne se aprumou feito um pavão.

– E eu não costumo fugir das coisas ou das pessoas – respondi-lhe desafiadoramente. Então olhei para Duncan. – O colégio é grande e não temos as mesmas aulas. Obviamente, nos desencontramos... Mas acho que você deve ter coisas melhores para fazer do que ir atrás de sua ex-namorada, não é mesmo?

Ele olhou para Yvonne e Quentin como se, pelo fato de eles estarem ali, ele não pudesse dizer algo que ele realmente queria. Engraçado que ele não gostasse de plateia, pois eu sabia que ele era muito chegado em um “teatrinho”.

- Bem, eu tenho que ir – eu disse, apressada. – Nos esbarraremos por aí.

Olhei para o garoto ao meu lado como se quisesse dizer: “corre antes que eles venham atrás de nós” e acho que ele capitou a mensagem. Porém, Duncan realmente me seguiu e segurou o meu braço. Fazendo o moreno ao meu lado erguer uma sobrancelha de aviso.

- Espere, Letty – ele me pediu, aproveitando que havíamos nos afastado o suficiente da metida da Tybolt. Virei-me para ele, um pouco contra vontade. – Er... Eu... Disseram-me que...

Cruzei os braços e esperei para ouvir o que ele tinha a me dizer. Pela sua falta de tato, e de palavras, eu percebi que ele queria falar algo a respeito do meu “problema”. Mas não havia nada para ele dizer. Na verdade, eu não entendia essa mania das pessoas de falarem sobre algo que elas desconhecem.

- Não precisa dizer nada – eu disse, antes que ele, de fato, dissesse alguma coisa. – Eu não quero falar sobre isso com ninguém e acho que ninguém deveria meter o nariz na minha vida. Vá para a sua próxima aula, por favor, está nos atrasando.

Depois desse “chega para lá” que dei nele, virei-me de costas e saí para a minha próxima aula como uma perfeita lady. Príncipe Harry que me aguardasse, pois jamais encontraria uma moça com a minha classe. Não... Do jeito que ele aprontava, me daria muita dor de cabeça.

Depois de um tempo, o moreno sexy perguntou:

- Tá. Explique-me como você namorou aquilo?

Eu dei de ombros e parei em frente a uma sala com a porta aberta.

- Tem pessoas que erram e as que acertam. Infelizmente, eu erro até demais – respondi-lhe com um ar dramático. E então dei um sorriso brincalhão. – Eu fico aqui e você segue. Foi legal conhecer alguém com a cabeça no lugar.

Ele fez uma careta.

- Nem tanto... – confessou-me com uma piscadela. – A gente se esbarra então.

Concordei com a cabeça e nos despedimos com um aceno.

É... Eu tive que dar o braço a torcer com as minhas amigas durante o resto das aulas. Eu não tinha mais nenhuma aula com Quentin, o que era bom e triste ao mesmo tempo. Bom porque eu não queria chamar atenção depois do que acontecera, e andar com pessoas faladas era como apontar uma seta em placa neon a si mesma. E ruim porque eu havia gostado do garoto.

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- Viu? Tá vendo como não era exagero? – Olivia comentou com triunfo, enquanto mexia em seu armário. – Ele é um gato nota mil!

As aulas haviam acabado e agora os corredores estavam abarrotados de gente que se dirigia para a saída. No entanto, Paloma e eu estávamos esperando nossa amiga parar de tentar procurar o gloss labial no seu armário, que era mais bagunçado do que o meu quarto. E você não pode saber o que é um verdadeiro caos até ver o meu quarto.

- Ah, não é para tanto – Paloma disse revirando os olhos. – Ele tem um nariz meio estranho!

Eu ri ao perceber que ela falara aquilo para provocar Olivia. Ela acabou lhe lançou um olhar que dizia: “quer morrer sua espanhola dos infernos?”.

- Ele não é nada mal – admiti para ambas. – E ainda foi superlegal comigo.

De repente, as duas se viraram para mim como se eu houvesse dito algo anormal. Fiquei até com medo, pois ambas pareciam querer ter certeza de que falávamos da mesma pessoa.

- Ele... Foi superlegal... Com você? – elas perguntaram.

Eu concordei com a cabeça.

- Sim... Comentei sobre o livro que ele lia, ele levou na brincadeira, e depois trocamos elogios. Ele disse que gostava da minha blusa e eu disse que gostava do seu anel – respondi com simplicidade. – Foi meio legal.

Elas trocaram de olhar de repente.

- Estranho... Ele foi muito apático quando eu tentei conversar com ele – Olivia comentou em tom estranho. – Eu estava com uns amigos que temos em comum e fiz uma piada sobre uma música da minha aula de língua estrangeira. Todo mundo riu, menos ele.

- Que bom para você – Paloma comentou com tom sarcástico. – Comigo, eu disse algo errado sobre a minha aula de química, e ele me ridicularizou.

Elas trocaram olhares e deram de ombros. Depois minha amiga decidiu parar de caçar o seu gloss e fechou a porta do seu armário. Ambas se despediriam de mim e foram para a saída. Eu ainda teria de ficar para poder ter a minha sessão com Rebecca, a psicóloga do colégio.

De repente, a pequena e serelepe Ellen parou à minha frente. Talvez ela fosse a única pessoa que tivesse todos os adjetivos que constavam no dicionário para essa palavra (atraente, faceiro, gracioso, provocante... Esperto, ágil e vivaz). Essa palavra é ela por completo!

Ellen Freeday, minha meia-irmã, parecia até uma bonequinha com seu corpo perfeito e rosto perfeito. E ainda tinha aquele gosto que minha mãe tanto elogiava por ser tão parecido com o dela: o gosto da típica “Boneca Barbie” que sempre quer se cobrir de rosa.

- Você ainda não vai para casa? – ela me perguntou.

- Não. Eu tenho uma sessão com a psicóloga – eu lhe lembrei com um leve dar de ombros.

- Então eu vou pegar carona com uns amigos tá? – ela me avisou. – Nos vemos em casa?

Eu concordei com a cabeça e ela se despediu com um aceno. Eu acenei de volta e peguei um garoto atrás dela acenando para mim. Eu hein, gente estranha que se acha popular! Até parece que eu aceno para qualquer um! Fiz uma careta feia para o garoto e me dirigi para a diretoria.

Encontrei-me com Quentin, o garoto estranhamente atraente e que foi legal comigo, quando esse deixava a sala da secretaria. Quase que nos esbarramos, mas consegui desviar a tempo com meus super-reflexos ninjas.

- Ei... Oi – ele disse surpreso em me ver ali.

- Oi! – eu respondi, sem graça. – Ainda por aqui?

- É... Eu estava resolvendo algumas coisas da transferência. Sabe, histórico escolar e essas coisas – ele respondeu com um sorriso de canto. – E você? Pensei que já tivesse saído correndo como todo mundo.

Fiz uma careta. Quem me dera. Vontade não me faltava.

- Eu bem que queria... Mas tenho uns... Assuntos para resolver – eu respondi.

Se ele sabia sobre os meus “problemas” ou não, ele não fez perguntas sobre seja lá qual fossem esses problemas. Uma parte desconfiada, de mim, me avisou que ele deveria saber, mas não queria me colocar numa saia justa. Outra parte, uma mais esperançosa e otimista, disse que ele não sabia, mas que, assim como eu, não gostava de pressionar pessoas desconhecidas a falarem de seus problemas.

Ele somente sorriu e disse:

- Tudo bem. Então nos vemos amanhã.

Eu sorri e concordei com a cabeça.

Ele acenou e se virou para ir embora. Mas quando eu pus a mão na maçaneta, vi que ele se virou novamente. Em dúvida de comentar não alguma coisa, mas desistiu. Então, acenou e se virou novamente. Se a parte desconfiada já havia avisado que ele sabia, essa parte começou a brilhar em vermelho como um sinal de “alerta”.

Ele sabia. Tenho quase certeza que sabia.

Eu respirei fundo e entrei na coordenação.

A secretária ergueu o olhar para mim, um olhar que pairava entre a compaixão e a pena (realmente, não havia muita diferença de uma para a outra), disse umas palavras de saudação e nem precisou me fazer dizer o que queria. Disse que Rebecca estava me esperando e que eu podia entrar.

- Como está se sentindo hoje, Brucena? – ela perguntou quando entrei na sua sala.

Eu dei de ombros e me sentei na cadeira à frente a sua mesa.

- Ah, sei lá. Estou me sentindo “coisada” – respondi dando de ombros.

Ela sorriu e disse:

- Nervosa?

- Pode ser... – eu respondi. – Estou estranhando.

Ela sorriu compreensivamente e então começou com um papo de “você sabe que tem problemas, não é?” eu concordei e ela disse que estava ali para me ajudar e começou a pedir para que eu falasse porque eu fazia isso, porque eu queria ser perfeita e magra... Foi uma conversa, obviamente, bem descontraída e confortável. Ela falava com doçura.

Queria que eu pensasse nela não como uma profissional, mas como uma “amiga”. Alguém com quem eu poderia contar. Isso foi muito gentil da parte dela. Mas me surpreendeu o fato de ela nunca me impor algo. Ela ouvia e sugeria qualquer coisa.

Em algum momento eu chorei e ela até me ofereceu um lencinho.

Tratava-se de uma mulher muito boa.

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Mais tarde, ao fim da sessão de “vamos dissecar a sua vida”, eu me dirigi ao meu carro. Não era um carro que dissesse: “Minha nossa! O carro do ano!”... Mas andava e gastava pouca gasolina. Era muito bom. Tão bom que eu o chamava de “beija-flor”, pois o danado era rapidinho também. Vivia competindo com o carro preto do vizinho, cujo eu chamava de “baratinha”, pois era preto, e não azul como o meu.

Dirigi até a minha casa, errando o caminho pelo menos umas duas vezes.

Havíamos nos mudado para uma bonita depois que mamãe se casou novamente, eu ainda não havia me entrosado com a vizinhança (quer dizer, só com o vizinho que era dono da “baratinha”), mas não fazia muita questão também. Todo mundo tinha o nariz empinado como o meu padrasto pomposo. Ele até me oferecera um carro novo, mas eu recusei.

Eu havia comprado o “Beija-Flor” com o dinheiro de muito trabalho, não me livraria dele até ele dar os seus últimos suspiros! Eu sei que era ridículo eu me apegar desse jeito com um objeto, mas eu sou muito assim. Sou do tipo de pessoa que não declara o Google Crome como navegador padrão porque acha que o Internet Explorer tem seus direitos! Ele chegou primeiro!

- Cheguei! – anunciei-me entrando em casa. Era uma casa muito grande para quatro pessoas, mas eu achei mais sensato não comentar com ninguém.

Como sempre, a única coisa que veio me cumprimentar foi Riot, o cachorrinho da família. Um cachorro da raça Papillon que, na verdade, era de Ellen, mas ele era tão manso que vinha receber todo mundo e pular em todo mundo. No meu caso, porém, ele se tornou mais apegado. Eu era quem trocava sua água, dava-lhe ração e o levava para passear.

- Oi bebê. Tá com fome? Quer um bom osso? – eu oferecia, vendo-o pular em aprovação ao meu redor.

Eu ri dele, mas umas risadas se sobrepuseram às minhas e ergui o olhar para a escada que ficava contra uma parede do hall de entrada. Encontrei minha mãe as descendo como se fosse uma diva dos anos 60. Com um turbante prendendo os cabelos loiros, e um robe de seda.

- Você só sabe falar de comida, não é, Bruce? – ela perguntou com sarcasmo.

Eu revirei os olhos. Só ela me chamava por esse apelido ridículo.

- Onde você estava para voltar a essa hora? – perguntou-me severamente.

- Eu estava com a psicóloga do colégio – respondi de mau humor.

Só ela para me deixar assim mesmo. Até há meia hora, meu dia estava quase perfeito.

- Oh, sim... As suas sessões psicológicas – ela disse com certo desprezo. – Sinceramente... Só porque essas cobras têm um diploma de nível superior acham que podem sair dando teco na vida de todo mundo! Bando de abelhudos que fica inventando doenças e mais doenças!

- Isso mãe. Jogue fora quatro anos de estudos e vários séculos de trabalho e pesquisa – eu zombei revirando os olhos. – Mas sabe, isso está me parecendo um medo de admitir que a senhora, enfim, conseguiu estragar comigo... Como você se sente sabendo disso? – eu retruquei, tentado imitar um psicólogo. Então dei um meio sorriso debochado. – Vamos para a cozinha Riot. Está na hora da sua ração.

- Isso. Vá para o seu lugar favorito nessa casa! – ela disse para mim. – Comer e comer! É só o que você sabe fazer! Depois fica fazendo esses dramas de garota que não come e força o vômito!

Eu soltei um suspiro e dei de ombros. Suas palavras me machucaram, mas eu fingi não me importar. Porém, o problema de “fingir não se importar” é que as pessoas acabam não vendo o quanto realmente machuca. E muitas não param até ver isso; até te ver chorar.

Notas finais
Para quem não sabe, esse é um cachorro papillon:
http://1.bp.blogspot.com/_ZD-jt5s6CfM/TJy5eEv-40I/AAAAAAAAAM4/kf4fcIgW3PM/s1600/papillon.jpg
Ele é chamado assim (papillon é borboleta em francês) pois sua face tem a forma de uma borboleta (prestem atenção aos pelos escuros xD)

Beijos,
EUQOPÉ-ELLE3