Nossas Vidas no Acampamento Meio-Sangue
8 Capítulo 8
Notas iniciais
POV Constancy
E lá estava eu novamente, pensando em como era ser uma filha proibida de Poseidon. Ele já havia dito que não teria mais filhos, mas... Não resistiu a tentação dos olhos cor de mel da minha mãe. Ah, fala sério, se Poseidon pegou minha mãe, e todos dizem que eu puxei a ela (é por que eles não conhecem a gostosura que meu pai é), então eu sou linda, perfeita, maravilhosa... Eelesabe disso.
- Abre a porta! Estamos com muitas coisas aqui CORSY! – berrou Katy. Às vezes eu já pensei que ela poderia me mandar para o Mundo Inferior se eu não atendesse a uma de suas chamadas, então corri até a porta e a abri.
- Entrem pessoas! – disse desconfortável. Muitas pessoas juntas me fazem mal...
- Ah, lá vai a Constancy pensando em merda.
- CALA A BOCA! MERDA QUE NADA LAURA!
- Sei... Essa sua mente ai trabalha em coisas que ninguém imagina.
- Bem, se eu não estava pensando, e você sugestionou, quer dizer que quem estava pensando nisso era VOCÊ!
Ela me fuzilou com o olhar. Sorri internamente, por que se eu fizesse externamente, nunca mais poderia fazer. Afinal, sorrir sem os dentes não é legal.
- Nossa! Constancy está rápida hoje – disse Melanie.
- Vai ver... Vai ver a essência de Atena.
Franzi o cenho, lembrando-me de um detalhe.
- Percebeu que ninguém aqui é filha de Atena? – perguntei, e todas se calaram, mas Emma sorriu.
- Eu tenho benção... Eu tenho benção... Eu tenho benção... – ela começou a fazer uma dançahorrívelCAHAM interessante e então eu protestei:
- Ela nem gosta tanto de mim assim... – eu disse fazendo carinha de cachorrinho triste. As únicas que fizeram: “Awm...” foram Melanie e Katy, que além de pularem me apertaram as bochechas.
- Ai... Ai! – exclamei. Elas correram até mim de novo para apertá-las novamente, mas eu sorri – Ok... Mas eu duvido vocês me pegarem – eu disse correndo para fora do chalé, em direção a praia. Quanto mais eu chegava perto da água, mas ela parecia me puxar, e meus membros relaxavam, além de eu correr mais rápido ao encontro dela. Hoje eu queria ficar ensopada.
Molhada, pensei, então assim que entrei na água, eu estava totalmente encharcada. Katy e Melanie pararam bruscamente antes de atingirem a água.
- Nossa, tá tão fresco e bom aqui e... – eu fui interrompida por meu próprio grito de pavor quando algo me puxou pra baixo.
POV Percy
Estávamos lá, de boa, falando sobre garotas no chalé de Hermes quando de repente eu escuto um grito agudo. Com certeza aquele grito era de Constancy.
- Droga... Droga! – berrei, saindo correndo do chalé, junto com os outros garotos e suas armas.
As outras meninas chegavam agora perto do mar, mas elas não podiam entrar. Estavam armadas, prontas para qualquer surpresa. Menos Constancy. Ela não apareceu.
- Cadê Constancy? – perguntei, ninguém me respondeu – CADÊ A MINHA IRMÃ?! – eu gritei, e Katy apontou para o mar – Ela pode ser filha de Poseidon, mas ela não consegue como eu... Ficar debaixo da água por muito tempo...
- O QUE? – berrou Laura, entrando em desespero total – PERCY, FAZ LOGO ALGUMA COISA! – ela começou a andar em círculos, frustrada. Filhas de Ares sabendo que tem alguém em perigo e não podem ajudar, é uma frustração mesmo.
Corri até o mar e adentrei nele.
Logo, pude ouvir gritos, mesmo debaixo da água.
Constancy.
Os meus sentidos estavam mais apurados debaixo d’água, então comecei a nadar na direção do grito que foi interrompido por um soluço afogado. Tudo estava silencioso.
E pior que um lugar cheio de barulho, é um lugar silencioso.
Nadei mais para o fundo, e a luz da lua não chegava lá em baixo. Mas pude ver cabelos castanhos longos flutuando para cima, e avistei o corpo inerte de Constancy, sendo arrastado por alguma coisa silenciosa. Tentáculos a seguravam. O que era aquilo?
Anaklusmus já estava na minha mão, então nadei até o bicho e cortei o tentáculo. Puxei Constancy para cima, enquanto o monstro recuava. As ondas começaram a se mover ao meu favor, e logo eu estava na areia, colocando Constancy deitada. Marcel chegou perto de Constancy e começou a fazer respiração boca a boca nela (n/Constancy: Eu não me lembro de nada, mas tenho certeza que se eu me lembrasse, eu vomitaria).
Constancy começou a abrir os olhos, e quando viu Marcel perto dela tentou empurrá-lo, mas estava sem forças. Então ela começou a tossir e vomitar água, assim que Marcel saiu se perto.
- Isso... Foi... Nojento... – ela disse, arfando – E eu quero uma caixa.
- Por que uma caixa?
- Por que eu quero entrar dentro dela e ser mandada pra junto de pandas – ela disse, e Laura foi ao encontro dela.
- SUA LOUCA, VOCÊ QUASE NOS MATOU!
- Na verdade, EU quase morri, e eu agradeço a sua preocupação. – Constancy disse e se levantou cambaleando e foi em direção ao nosso chalé.
- Sua vadia! Você quase morreu, de novo, e agora resolve fugir?! – Laura grita e Constancy para no caminho, se vira e grita:
- Exatamente! Não quero que você tente me matar também! – e começa a correr para o chalé. De novo? Como assim quase morrer de novo?
- De novo? – Connor perguntou.
- É! – Laura exclamou. – Primeiro ela provoca a Clarisse, agora ela resolve nadar e é quase morta por um sei lá o que!
- Acho que era uma lula. – Emma disse olhando para o mar.
- Tanto faz, agora vamos voltar para os chalés, a Corsy esta viva, esta tudo bem. – Katy diz e foi em direção ao chalé 3, as outras meninas também foram e nós voltamos ao chalé 11.
POV Laura
A Constancy só pode querer se matar mesmo, Clarisse, a lula ou sei lá o que... Não sei mais o que ela pode querer... Voltei para o chalé e Constancy estava lá, brincado na fonte, como se nada tivesse acontecido.
- Você tem que problema? – perguntei cruzando os braços e parando na frente dela. Ela parou de brincar para me encarar.
- Nem eu sei. – respondeu com um sorriso enorme e eu dei um tapa no braço dela. – Ei! Doeu! – gritou e deu um tapa em minha perna.
- Não dói. – eu disse e sai do chalé, fui para o chalé 5. Clarisse estava lá, ela tentou me provocar, mas eu a ignorei e ela logo desistiu peguei meu iPod, já que eu na podia ter celular, e fui para fora, coloquei os fones com música no último volume e fui andando pelo acampamento, pensando nos sonhos que tive. Todos muito estranhos, sempre havia uma voz, que me dizia que eu iria morrer se eu não me juntasse a eles, mas... Eles quem? Não havia a quem me juntar. O lado do mal, digamos assim, está derrotado, Cronos foi derrotado. Nos “sonhos” também havia um homem, eu acho, vestindo um manto preto, impedindo-me de reconhecê-lo.
Fiquei andando pelo acampamento por muito tempo, passei pelo chalé de Poseidon várias vezes, escutava a risada alta de Constancy acompanhada por outras e pensava em entrar, mas logo desistia, fui andando até a praia e me sentei na areia, longe da água, aquele bicho poderia voltar, fiquei olhando o reflexo da lua no mar, pensei na minha vida antes daqui, antes até mesmo de conhecer Constancy, antes de parar naquele orfanato, eu morava em LA e costumava me sentar na praia todas a noites e olhar a lua, naquela época minha mãe ainda se preocupava comigo, depois de algum tempo minha mãe resolveu se mudar para NY e lá tudo piorou, minha mãe começou a beber mais e mais, muita gente acha que ela me abandonou, nunca tive coragem de contar a verdade sobre isso, sempre disse que ela havia me deixado, que ela tinha fugido...
Depois de muito tempo pensando em minha vida resolvi me levantar , fui para a floresta dessa vez, ouvi barulhos, mas pensei que fossem os monstros que há por lá, até ouvir uma voz, a mesma do sonho.
Venha ou morreram, disse a voz, sempre a mesma frase.
- Quem está ai? – gritei para o nada.
Se quer proteger seus amigos, venha comigo, e não farei nada a eles, mas você também pode ficar, e todos morreram.
- Não!- gritei desesperada.
Você deve vir comigo, eles não sentiram sua falta, assim como agora, todos estão se divertindo, nenhum sente a sua falta, nenhum se preocupou a vir te procurar, para eles você não importa, você pode querer ficar para destruí-los, mas você também morre, se for, ficará viva, será tratada muito bem, tudo que precisa fazer é segui-lo.
Então o mesmo homem com o manto preto surgiu estendendo a mão.
- Laura?! – alguém gritou e eu olhei para o outro lado, então Percy e algumas meninas apareceram, olhei para trás e o homem havia desaparecido. – O que foi? – Percy perguntou olhando para onde estava o homem.
- Nada. – eu disse. – Vamos embora. – e sai de lá e comecei a andar para o chalé 3, os outros vieram atrás de mim, assim que cheguei na porta Atena apareceu.
- O que fazia na floresta a essa hora? – perguntou me encarando nos olhos.
- Nada. – menti.
- Diga a verdade.
- Nada. – ela continuou a me encarar. – Só estava passeando. – Atena me encarou mais uma vez e saiu, ela fingiu que aceitou a resposta, mas sabia que eu estava mentindo.
Fale com o autor