Nossas Vidas no Acampamento Meio-Sangue

9 Constancy no País das Maravilhas e... Deméter


Notas iniciais
Olá pessoal que lê! Se existe um leitor fantasma, em nome dos deuses, SAIA AGORA DESSA FIC OU MANDA REVIEW, por que você, leitor fantasma, gosta dessa fanfic, por que se não, você não seria um leitor. E nem fantasma. E a gente pode parar a fic por quanto tempo nós quisermos, como quando fizemos há... seis meses atrás? É, ficamos SEIS meses sem postar, e podemos fazer isso de novo, se nós não recebermos reviews. Bem, postaremos apenas quando recebermos os nossos reviews. Pode achar bom, pode achar ruim, mas é aceitar ou largar.
Amo você leitor que acompanha a gente! =D
Da louca viciada por pudins - Corsy

POV Constancy

Bem, depois de quase ter morrido, e ter desejado achar uma caixa para ir para um zoológico especial para pandas, o último dia com Atena foi meio cabisbaixo. Os filhos dela tentavam ao máximo passar um tempo com ela, tirar dúvidas sobre desenhos de novos monumentos que eles imaginavam espalhados pelo mundo, sempre sonhadores, Clarisse me olhando pelo canto do olho, Laura e eu nos batendo, Percy e Squirrel separando a gente... eu pressentia alguma coisa estranha. Percy e eu éramos os mais animados dali. Cadê toda a animação?, eu pensava. Até Atena estava preocupada. Tempos difíceis estavam a chegar, e nós não poderíamos fazer nada.

- Corsy! – gritou Laura, saindo do chalé de Ares, com uma flecha na mão – O que é isso? – ela perguntou, enfurecida, e eu olhei para a flecha.

- Bem, essa flecha é... ESSA FLECHA É MINHA! – berrei, tirando-a de suas mãos. Minha flecha, marca registrada. Olhei pra Laura, e ela estava com uma roupa normal, mas bem diferente da minha (http://www.polyvore.com/cgi/set?id=56490925). Estava um calor infernal, e eu não sei como ela podia ficar com aquela blusa. Eu, como a maioria das meninas, estávamos com vestidos (http://www.polyvore.com/cgi/set?id=69313526&.locale=pt-br), então eu peguei a flecha, olhei para os lados, e vi Katy e Dimitria se aproximando. Laura rolou os olhos, parecendo cansada.

- Por que você não entra? – perguntei, e Laura olhou pra mim duramente. Ergui as mãos em sinal de rendição – Tu parece cansada guria, e se você não quer desmaiar aqui, entra! – eu disse, e Laura entrou contra gosto. Dimitria e Katy olharam pra mim, apreensivas. Katy usava uma roupa preta, típica de uma filha de Hades (http://www.polyvore.com/cgi/set?id=69314441&.locale=pt-br), e Dimitria uma roupa amarela super fofa (http://www.polyvore.com/cgi/set?id=69314776&.locale=pt-br), e as duas estavam em uma competição para ver quem chegava primeiro. Dimitria chegou, ofegante, nem olhando na cara de Katy.

- Atena está nos chamando – ela disse, e eu franzi o cenho.

- Filhas dos deuses grandes? – perguntei, e elas assentiram como se fosse óbvio. Rolei os olhos e as segui, esperando para o pior.

- Então... vocês tem que achar um buraco – ela finalizou, e nós começamos a discutir, mas ela levantou a mão, rindo.

- É uma gincana, bobinhas. Agora vão. Não precisarão de nada. Apenas as mãos – ela disse, sorrindo macabramente. Corri rapidamente até o chalé 5 e chamei Laura.

- Se eu morrer – engoli o seco -, diz pro meu pai que eu amo ele – então sai correndo, sem ao menos dar uma explicação. Dentro da floresta tudo estava úmido e mal iluminado. Katy estava amando me assustar, mas então... eu vi um coelho.

- Olha! Vocês viram? – perguntei, indo atrás do coelho. Elas tentaram me impedir, mas era tarde demais. Eu perdi o coelho de vista, e achei o buraco do pior modo possível: caindo nele. Era fundo, e se me empilhassem para que eu saísse, daria três de mim. E logo depois Katy e Dimitria caíram em cima de mim. Tentei chamar água, achar ou fazer qualquer coisa pra nos tirar dali, mas não deu certo. Dimitria tentou invocar raios, faíscas e alguma coisa elétrica, mas também não houve resultado. E finalmente, Katy tentou. Ela nos agarrou pelos braços, e tentou viajar nas sombras.

- É impossível sair daqui – ela sussurrou, e eu comecei a entrar em pânico. Espaço apertado, a possibilidade de morrermos ali, e o dia estar virando noite.

- SOCORRO! – comecei a gritar, e Katy e Dimitria se juntaram a mim. Gritamos e gritamos, até estarmos roucas. Obrigada Atena!

E falando no bicho (sorry Ateninha linda!), uma voz ecoou pelo Acampamento. Sua voz:

- Olá, queridos! Estão achando estranho as filhas dos deuses grandes não estarem aqui? Bem, vejamos, aqui está um pequeno jogo: procurem-nas! Achem-nas! Nas missões, sempre uma sai com vocês, assim como Percy e Nico saem em outras. Que tal se virarem sem elas hoje? Afinal, elas são as donzelas em perigo – ok, ok... Atena, eu tenho MUITO medo de você. Eu não vou me envolver com nenhum filho seu, nunca vou tirar menos que 6 nas provas do Acampamento, sempre vou responder algo coerente ao assunto...

- Constancy, fica parada – disse Katy, pálida ao por do sol. Senti algo rastejando no meu ombro.

- AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAH! – berrei, e eu acho que o Acampamento inteiro ouviu. Um grito muito fino e parecia não ter fim. Aquilo era...

- UMA COBRA! – berrou Dimitria, e nós começamos a chorar. Ok, por trás de toda aquela história de heroínas, semideuses e poderes, nós tínhamos medo de cobras, baratas, aranhas...

Então, alguém botou a cabeça dentro do buraco. Era ele. Ele sorriu pra mim discretamente e chamou os outros.

- Nós ficamos duas horas procurando vocês! – disse Marcel, segurando a mão de outro filho de Apolo e descendo. Ele agarrou a mão de Katy e a levou pra cima. Logo depois, levou Dimitria pra cima. E então todos olharam pra mim. Eu fiz uma cara de choro, pensando que eles me deixariam ali (era bem capaz, se Laura não tivesse mandado eles me puxarem, se não ela bateria em todos). Então Marcel me puxou e eu cai com um gritinho fino no chão. Senti alguma coisa no meu pé e...

- A PORRA DA COBRA! — eu berrei, pegando a cobra pela cabeça e batendo ela em uma árvore. Logo depois, pisei em cima dela, e bati ela contra pedras. Depois, passei raspando a cabeça dela nas árvores, gritando: — MORRE! SAI DESSE MUNDO QUE NÃO TE PERTECE! – então eu fui até uma poça d’água e comecei a afogar ela ali.

- Constancy, ela morreu – concluiu Percy, botando a mão no meu ombro. Suspirei, e taquei aquela cobra longe. Atena surgiu na minha frente e apertou minha mão com sangue de cobra.

- Parabéns, não surtou como achei que surtaria – ela disse, e eu olhei para Laura, que ria como uma louca. Fui na direção dela e comecei a estapear ela, que nada sentia.

- Não dói – ela disse indiferente, então eu senti um cheiro... aquele cheiro... olhei para Atena, e ela sorriu.

- É o mínimo que eu posso fazer depois de fazer vocês três passarem por aquilo – ela disse, e eu corri em direção ao refeitório. Salles e Syrah já comiam, assim como Robert. Comida...

-... CHINESAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAA! – gritaram todos, atacando a comida. Nossas oferendas não foram umas das melhores, e nós não comemos em nossas mesas, e sim em volta da fogueira. Foi uma fogueira feliz, apesar de estarmos preocupados. Olhei para Laura, e enquanto todos estavam distraídos, pegamos uma caixinha térmica dos filhos de Hermes (roubamos, na verdade. Hermes ficaria orgulhoso), e pegamos o resto da comida chinesa ali e guardamos no meu chalé, voltando de fininho para a fogueira, a tempo de eu escolher o que cantar.

- Eu sou um bolinho de arroz! – comecei a cantar, e todos riram. Stell riu e continuou:

- Os meus braços vieram bem depois – então, a continuação foi feita por Marina.

- Minhas pernas ainda estão por vir – logo depois...

- E eu não tenho boquinha pra sorrir – disse Charlie, e todos olhamos para Laura, ela revirou os olhos e sorriu um pouquinho, antes de dizer sem animação:

- Por quê? Por quê?

- POR QUE EU SOU UM BOLINHO DE ARROZ! – então, fomos pegar uns sucos, e descobrimos, tarde demais, que ele estava batizado.

Percy me levava até o chalé, e eu estava muito bêbada. Eu ainda tinha que tomar banho, mas meu cérebro não funcionava. Então o Percy me deitou na cama e tirou meus tênis.

- Agora você vai dormir – ele disse, beijando minha testa.

- Por quê? – perguntei. Vi Percy sorrir.

- Por que você é um bolinho de arroz – e logo depois, adormeci.

Eu era um bolinho de arroz.

- Hey, Constancy? – chamou Percy, e eu abri os olhos. Olhei em volta e...

- AAAAAH O QUE É ISSO? AQUI VIROU BOATE? – perguntei gritando olhando para os garotos sem camisa – VISÃO DO INFERNO! – eu disse, tapando meus olhos e pegando meu cobertor, me cobrindo até a cabeça.

- Hahaha, mas você vê eles na praia Constancy – disse Percy, querendo me provocar. Olhei somente pra cara dele e ele arregalou os olhos. Eu tinha chutado aquele lugar.

Ele soltou um grito mudo e eu corri para o chalé 5, e espionei pela janela. Laura dormia e não havia mais ninguém ali dentro. Eu tinha uma caixinha térmica nas mãos e um cobertor enrolada em mim. Entrei de fininho, e chamei por Laura.

- Hey, Laura, acorda – eu disse, e ela começou a se mexer na cama. Ela suava muito, e eu gritei seu nome, fazendo ela levantar, pegar sua espada e apontar pro meu pescoço.

- Luke – ela sussurrou, percebendo o que fazia. Ela soltou a espada e eu me sentei no chão, agarrando minhas pernas.

- Eu sou a Constancy, eu sou um bolinho de arroz, e você quase me matou – eu disse, e Laura bateu nas minhas costas até se cansar.

- EU PODERIA TER ARRANCADO SUA CABEÇA SUA ESTÚPIDA – ela suspirou, indo para o banheiro – Por que você está aqui? – ela parecia não querer papo, mas eu não liguei. Essa é a melhor parte de ser eu: as pessoas entendem que eu sou lerda, então eu uso a lerdeza ao meu favor.

- Os meninos estavam se trocando no meu chalé e... – Laura riu alto, olhando pra minha cara – NÃO FOI LEGAL! ELES ESTAVAM QUASE PELADOS! – eu disse, escondendo minha cara no cobertor.

- Qual é Corsy, você gostou, sua tarada – então ela foi pro banheiro, e eu me sentei na cama, dividindo a comida em dois. Já devia passar de meio dia, e minha cabeça parecia que ia estourar graça aos filhos de Hermes na noite passada. E eu precisava de um banho. Deixei a caixinha térmica na cama da Laura e corri com meu cobertor até o meu chalé. Alguém tapou meus olhos, e disse pra não olhar. Eu corei violentamente.

- Merda, todo mundo tá pelado? – perguntei, e todos riram.

- Sim.

- Ai meus deuses... – choraminguei. Pedi para Percy me levar para meu guarda roupas para eu pegar alguma coisa, então eu tateei aquilo e fui até o chalé 5, olhando para o chão.

Laura estava lá, com roupa trocada e cabelos ensopados.

- Posso tomar banho aqui? – perguntei, e Laura fez sinal negativo – MAS O POVO TÁ PELADO NO MEU CHALÉ! – eu disse, e ela riu alto, se jogando no chão. Efeito Flor de Lótus? Não, a Laura não gosta...

- Ai ai... pode sim – ela disse, me entregando uma toalha e eu tomei um banho rapidamente. Não queria me encontrar com Clarisse, e então eu tive que pedir mais um favor pra Laura.

- Eu to sem roupa – eu disse, e ela sorriu macabramente. Ela me deu uma muda de roupas e eu as vesti. Quando sai do banheiro, eu parecia um clone de Laura. Só que de cabelos castanhos, pele pálida e olhos azuis esverdeados. As roupas até que... A QUEM EU ESTOU ENGANANDO? EU ESTOU PARECENDO A LAURA!

- Ér... Laura? Pra que a pulseira? – eu perguntei, balançando-a no meu pulso.

- Pra combinar, e cala a boca – ela disse e eu me calei. Assim que sai, parecia que todos olhavam para nós. Foi uma coisa engraçada, por que eu estava com aquela roupa e um potinho com comida chinesa em uma mão e Laura com uma roupa cinza parecida com a minha com uma comida chinesa em outra. Todos apontavam pra mim, que não costumava usar roupas assim. Eu mostrei o dedo médio pra todo mundo, e eu e Laura nos afugentamos para perto de umas pedras.

Atena tinha ido embora naquela manhã, e Deméter estava demorando a chegar.

- Nossa, essa comida está muito boa – eu disse, apontando pro potinho, Laura assentiu e me analisou, começando a rir.

- Você até que não cai mal nessas roupas – ela disse, e eu comecei a gritar com ela.

- Mas você é muito branca, então fica...

- Contrastado? Eu sou sexy, fala sério – eu disse, fazendo um bico estranho e fazendo a gente rir mais. E do nada, um cheiro de cereal entrou em minhas narinas, me fazendo tossir. Logo, Deméter estava na nossa frente.

- Nossa, como é bom sair do inferno! – ela berrou, e eu olhei assustada pra ela. Ela direcionou seu olhar a mim, e eu continuei a comer minha comida. Ela pegou no meu braço magro,, apertou minha barrida e viu a cor dos meus olhos, assim como gengiva. Ela balançou a cabeça negativamente – Você é a criança mais doente que já vi. É pior que o Nico! – ela disse, pegando a comida da minha mão e levando até a Casa Grande, rebolando aquela “busanfa”.

- Minha comida – choraminguei, e o povo veio ver o que tava acontecendo, então eu gritei: — EU QUERO MINHA COMIDA DE VOLTA!!!!!!!!!! – EEEEEEEEEEEEEEEEEE eu tentei, apenas tentei ir atrás de Deméter, mas fui segurada por alguns garotos.

- Calma Constancy – disse Paul, rindo. Junto dele, Felipe me segurava.

- Sua baixinha – ele disse, batendo na minha cabeça. Fechei a cara e fui pular em cima dele. Logo, estava eu brigando com um filho de Apolo e arranhando toda a cara dele.

- AH! MINHA CARA PERFEITA! – ele gritava, e eu arranhava mais. Abstinência de comida. Era nisso o que eu tava entrando. Então desisti, me deitando no chão calmamente. Felipe se contorcia e o povo ajudava ele, mas eu queria comida, eu precisava de comida.

- Hum... – resmunguei, enterrando minha cara na grama. Aquilo não tava nada legal.

Então eu passei o ponto de vista pra Laura.

Continua...

Notas finais
E ai? REVIEWS, AGR!
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.