Nossas Vidas no Acampamento Meio-Sangue
6 Capítulo 6
Notas iniciais
POV LAURA
Constancy desmaiou no meio do caminho para a enfermaria, explicamos tudo que havia acontecido. Disseram-nos que ela devia ficar lá até o dia seguinte.
Percy, Annabeth e eu ficamos lá, mas depois de um tempo resolvemos sair. Enquanto saímos, alguém, um menino, entrou, não reparei quem era, saí olhando para o chão, nós teríamos mais treinamento, esse seria nosso ultimo dia com Ares, meu pai já estava indo embora.
Treinamos arco e flecha antes do almoço e depois luta corpo a corpo e esgrima. No final da tarde meu pai já estava indo embora.
– Adeus filha e... – ele deu uma pausa – Outros – após dizer isso ele se foi.
Alguns minutos depois Atena apareceu. Seus filhos comemoraram. Não fazia a menor idéia do que aprenderia com a deusa da inteligencia e estratégias de guerra (tá óbvio o que eu vou aprender...), mas eu terei que esperar...
– Olá semideuses! – disse ela sendo simpática – Meus três dia aqui serão mais tranquilos do que os de Ares. – agora o acampamento inteiro comemorou. – Por que vocês não vão descansar agora? – todos foram para os chalés. Resolvi ir para a enfermaria ver se Constancy já tinha acordado.
Quando estava prestes a entrar escutei sua risada, parei na porta e observei, ela conversava com aquele garoto que eu vira entrando antes, resolvi voltar para tomar uma banho.
Sai do banheiro e fui para a enfermaria, dessa vez Constancy estava deitada, Percy estava ao seu lado.
– Oi – disse assim que entrei. – E ai? Melhorou?
– Aham – ela disse – Nunca mais brigo ou provoco a Clarisse.
– Acho bom mesmo. – diz Percy – Não quero te carregar de novo. – todos riram.
Ficamos conversando por um tempo, então Percy disse que tinha que ir para nós podermos conversar.
– Então... Quem é aquele garoto? – finalmente consegui perguntar.
– Que garoto? Não é ninguém! – ela diz apressadamente.
– Hum... Vou fingir que acredito...
– É sério, não conversei com nenhum garoto hoje. – ela diz – Só conversei com o Percy.
– Eu vi você conversando com um menino à tarde. – digo a encarando.
– Mas eu não... Espera... Você viu!? – ela grita. Assenti com a cabeça. – Mas como?
– Eu vim aqui ver se você já tinha acordado, e você tinha, e estava conversando e rindo com...
– Esquece isso! Você não viu nada — ela diz me interrompendo – Era só a sua imaginação.
– Quem era? – pergunto
– Ninguém!
– Quem!? – insisto, dou uma tapa em seu ombro.
– Ai! – ela grita. – Não quero discutir sobre isso. Não fala mais nesse assunto!
– Então tá – dou um risinho – Sobre o que você quer conversar?
– O que aconteceu hoje? Seu pai já foi embora? – ela pergunta animada.
– Já... – digo um pouco triste – Atena está aqui, o que será que vamos fazer?
– Não sei... Talvez vamos aprender algumas estratégias de batalha ou sei lá. Não faço a menor idéia – Ela diz fazendo uma careta, rimos um pouco.
Olho pela janela, já escureceu.
– Vou voltar para o meu chalé...
– NÃO! – grita Constancy antes mesmo de eu levantar – Não me deixa sozinha aqui!
– Você que desmaiou. Você que tem que ficar aqui não eu – digo me levantado – Tchau! Até amanhã! – saio da enfermaria e vou direto para o refeitório.
Aquele jantar com certeza estava melhor do que os com o meu pai. Frutas, saladas, alguns tipos de carne e outras coisas. Tudo muito melhor. Peguei um pouco de carne e salada, joguei um pouco. Comi em silencio, depois voltei para o meu chalé.
Assim que deitei, adormeci, não tinha reparado como estava cansada. Mas não tive uma noite boa de sono... não antes do meu pesadelo de semideus acabar.
No meu sonho, a noite estava completamente carregada de nuvens. A chuva caia e batia nos meus cabelos, e eu podia sentir. Eu estava nervosa, não enxergava nada, nem mesmo a palma de minha mão, que estava grudada no meu rosto.
O vento começou a assoviar nos meus ouvidos, e eu não ligava. Não estava com medo. Estava apenas... apenas nervosa.
– Olá Laura – disse uma voz. Olhei para os lados, mas eu não encontrei nada. Apenas escuridão – Você não sabe quem sou eu, mas eu sei quem é você.
– OK então senhor da voz... agora dá pra dizer o que você está fazendo no meu sonho e se mandar? – eu perguntei, com completo desinteresse.
– Não antes de você olhar – ele disse, e logo eu vi. Percy cochichando algo no ouvido de Annabeth, Syrah beijando a bochecha de Charlie, JG comendo... comendo o travesseiro, Salles rindo com Stell, e assim indo... até que chegou Constancy sentada na praia, ao por do sol, sorrindo, e ao seu lado, uma silhueta negra.
– Alguém que você conhece?
– Todos. Todos são meus amigos. Mas por que...?
– Havia alguma foto sua? Alguma lembrança? Risada, palavra? — a voz perguntou. Mexi a cabeça negativamente – Então. Ninguém lhe dá o devido valor nesse Acampamento. Algo, muito importante, vai acontecer. Espero que você perceba. Nem mesmo sua amiga confia em você, por que você deveria confia nela?
Essas foram as últimas palavras do meu sonho. E então a voz sumiu. Não chovia. Não havia vento.
Eu estava dormindo tranquilamente.
POV Constancy
Assim que Laura saiu da enfermaria, eu assoviei baixinho, três vezes, e assim ele entrou. Seu sorriso fez meus coração palpitar, meus lábios gritavam pelos deles, meus olhos o comiam lentamente de cima a baixo.
Ele veio em minha direção, seus olhos ainda grudados nos meus, ele caminhava lentamente em direção à minha cama, e quando ele desviou os olhos para subir nela, tudo congelou, a temperatura cair, meus braços se arrepiaram.
– Olhe pra mim – eu sussurrei, e ele olhou pra cima. Logo, ele estava em cima de mim, seu rosto colado no meu, nossos hálitos se misturando, assim como, nossos lábios, que estavam grudados um no outro. Nossas línguas travavam batalhas uma com a outra, em busca de espaço. Minha língua queria experimentar cada lugar Ada boca dele, mas tivemos que nos separar, para respirar. A maldita necessidade de oxigênio!
– Quem diria, não? – ele começou sussurrando, e logo traçando uma linha de beijos de meus lábios até meu pescoço – De inimigos – ele sorriu -, para apaixonados.
– Eu não estou apaixonada. Eu sou louca por você – eu disse, agarrando sua cintura com minhas pernas e puxando-o pelo cabelo para mais um beijo. Ele soltou eu gemido e me beijou com voracidade.
Quando menos percebi, estava enganchada em seus braços, e logo adormeci, sorrindo.
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