Nossa Primavera - Short Fic
1 Semente
Notas iniciais
To com muita saudades do meu casal, e resolvi em um surto dar sequencia a Fanfic Sempre ela.
Para quem não leu, vou deixar o link!
https://fanfiction.com.br/historia/729935/Sempre_Ela_-_One_Shot/
Eu estava sentado em um canto da sala do nosso apartamento recém-comprado, observando ela cantar baixinho enquanto pintava concentrada uma das paredes. Sempre admirei a beleza dela, mesmo hoje, usando uma samba canção minha, uma camiseta esgarçada, com os cabelos presos em um coque frouxo e sem um pingo de maquiagem, ela ainda era para mim a visão mais bela.
—Amor deixa isso para depois, não quero que você se canse – Pedi, sabendo que seu lado teimoso iria aparecer.
—Não falta muito, e eu quero terminar logo isso – Ela ficou nas pontas dos pés, sua camiseta subindo e mostrando a forma de sua barriga ligeiramente arredondada — Pega a escada lá atrás para mim?
—De jeito nenhum que você vai subir em uma escada, Dona Isabela! – Ela me olhou fazendo cara feia. Eram engraçadas as mudanças bruscas de humor que a gravidez trouxe á ela.
—Eu quero terminar essa parede! E em vez de você reclamar, por que não me ajuda? – Levantei de um prumo do chão e peguei-a no colo de surpresa.
— O que você ta fazendo – Ela gritou irritada.
—Estou te levando para a cama! – Ela fechou a cara.
—Já disse que quero terminar! Não estou cansada.
—Mais quem disse que é para descansar?
—Não?
—Não. –Empurrei com o pé a porta do nosso quarto, colocando seu corpo no centro da cama. Deitei perto dela, rindo baixinho das bochechas vermelhas e do seu resfolegar.
Cheguei pertinho do seu pescoço sussurrando baixinho – Quero você.
Ela enrolou os cabelos da minha nuca em seus dedos, e trouxe minha boca para a sua. Beijei seus lábios, acarinhando seu rosto.
Beijei a ponta do seu nariz, seu pescoço, levantando sua camiseta, beijando sua barriga. Joguei-a no canto do quarto.
Com os pés, ela empurrou minha calça jeans pelo meu quadril impaciente. Aninhei-me entre suas coxas, perdido nela. Seu fogo sempre me consumia. Ela tirou a peça que estava entre nós, mordendo meu ombro.
—Agora!
Penetrei seu corpo suavemente, gemendo baixo com a sensação.
—Mais! –Ela pediu, entrelaçando as pernas no meu quadril.
—Amor vamos devagar- Tentei pedir.
—Não! Você não vai me machucar. Eu quero você, do nosso jeito. – Era demais para mim. Deixei meu corpo seguir os instintos enquanto beijava seus lábios e ouvia seus pedidos.
Quando acabamos aninhei seu corpo em mim, colocando a mão na sua barriga. –Daqui uma semana a gente vai saber o que é.
—Eu sei o que é!
—Serio?
—Sim! Instinto de mãe! –Ela riu baixinho.
—E o que é?
—Vamos esperar a confirmação do medico.
—OK. Andei pensando em nomes, Que tal Levi se for menino? Ou quem sabe Daniel? Sempre gostei desses nomes.
—Eu gosto de Levi.
— E para menina? Clarice, Clara, Helena, Catarina, Alice.
—Tantos! Não sei ainda. Acho que devemos esperar para saber o sexo e ai podemos pensar melhor.
— Sim- Ela levantou da cama.
—Aonde a senhorita vai? Pode deixar aquela parede que eu mesmo termino.
—Vou tomar banho, senhor mandão!
Pisquei para ela dando risada.
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—Isabela Dias.
Ela levantou da cadeira aonde esperava para o exame de ultrassom. Segui-a, nervoso. Eu sempre soube que queria ser pai, mais me perguntava se seria um bom pai. Ter sido criado em um lar sem laços familiares fortes, às vezes me fazia pensar que eu poderia ser tão calhorda como o meu progenitor. Ela sempre dava risada, e falava que iria ser um pai maravilhoso. Bastava ver como eu tratava minha sobrinha Ayla, filha da minha irmã Camila. Minha boneca! Eu ficava louco com suas mãozinhas gordinhas meu chamado de Titi. Era realmente uma pena que minha irmã mora-se em Brasília. Nós quase não nos víamos mais.
—Mamãe, deita aqui na maca, levanta seu vestido. Vou passar o gel – Eu fiz careta para a médica que deu risada – É o primeiro filho? – Eu confirmei com a cabeça. — Então vocês estão ansiosos?
—Ele mais do que eu Doutora. –Eu ri sem graça.
—OK, vamos lá. — Ela encostou o aparelho na barriga dela, e o monitor se encheu com imagens confusas. – Está vendo aqui o pezinho? –Eu olhei maravilhado enquanto ela circulava a imagem que aparecia um pontinho minúsculo. –As proporções estão ótimas. Vocês querem ouvir o coração? – Ela confirmou e em um segundo um coração batendo acelerado, fez-se ouvir. Eu me emocionei, não era a primeira vez que eu ouvia o som, mais cada vez mais, ele fazia com o que o sentimento de realidade se abate-se no meu coração. Meu anjo estava ali, forte, crescendo, saudável, fruto do nosso amor.
—Já podemos saber o sexo doutora?
—Sim, já consegui ver certinho o que é. Tem um palpite mamãe?
—Menina.
—E você papai? — Olhei para ela tentando entender. — O que você acha que é?
—Não sei.
—Boa mamãe, você acertou! É uma menininha! – Isabela me olhou sorrindo. E eu fiquei sem chão. Uma menina! Minha menina! – Ela já tem nome?
—Não!
—Sim!
—Tem? – perguntei confuso.
—Sim, Ela vai se chamar Carmem. –Olhei para ela pasmo.
—Ela vai ter o nome da minha mãe?
—Sim! – A medica nos olhou, e gesticulou, saindo da sala para nos dar privacidade. Ela levantou da maca, abaixando o vestido e andando em minha direção –Amor, sua mãe foi uma mulher muito batalhadora, que lutou por vocês, que não teve medo de morrer para proteger vocês três. Como eu, ela também sofreu por se meter em uma família ambiciosa e que respirava maldade. Carmem é um nome tão bonito. Quero muito que nossa filha tenha o nome dela. –Eu olhei em seus olhos, que refletiam as estrelas, e pensei o quanto ela me fazia completo, o quanto hoje ela me mostrou que o nosso laço estava solido. – Você não gostou, não é?
—Eu não sei o que dizer! Eu estou muito emocionado. –Puxei seu corpo, abraçando ela, enquanto minha mão pousava em sua barriga. –Carmem. É um bom nome. –Sorri para o seu sorriso.
Então nossa pequena semente, estava florescendo.
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