Notas iniciais
Hello! Mais um capitulo, agora com a fofurinha da Carmem *o*

Ouvi o barulhinho das rodinhas do andador, e o balbuciar de Carmem. Desde que tínhamos comprado o andador, essa menina vivia correndo pela casa. Meu coração às vezes gelava ao ver seus pequenos pés, coberto por meias coloridas, correndo desenfreadamente.

Vi um vulto passando pela porta, e sorri.

—Filha? Vem aqui com o papai!

O andador parou na porta do escritório e um sorriso meio banguela apareceu.

—Sua levada! Cadê sua mãe em?

—To aqui. – Isa apareceu atrás na porta, descabelada. – Essa menina não para. To correndo a um tempão atrás dela.

—Mamã! – Carmem balbuciou quando viu a mãe e Isabela olhou para mim chocada.

—Ela falou mamãe? – Eu olhei deslumbrado minha baixinha. – Repete filha, Mamãe!

Carmem deu um gritinho, dando seu sorriso de bebe.

—Mamãe filha!

—Mamã!

Isabela a retirou do andador, enquanto a enchia de beijos. Suas palavras de amor, ecoando as minhas.

—Me dá ela. Vem aqui filha, agora você tem que falar papai! – Isabela deu risada, enquanto me entregava Carmem e ia até o quarto buscar seu celular.

—Papai!

—Mamã!

—Sua safada! Você tinha que falar papai primeiro, qual era o nosso acordo! –Dei risada, beijando sua mãozinha gordinha, que insistiam em puxar meus cabelos.

—Analu! – Isabela adentrou o escritório com o celular nas mãos. – Carmem falou mamãe! Olha filha, a titia. – Ao ver a tia pela pequena tela, Carmem balbuciou em reconhecimento.

—Princesa, fala para a titia, mamãe?

—Mamã!

—Celso corre aqui, a Carmem está falando. –Eu sorri olhando minhas meninas. Eu sentia muita falta das minhas irmãs. Principalmente Analu, que sempre foi à voz da minha razão, minha companheira, meio mãe, meio irma. Amava ela loucamente. E torcia muito por ela, que tinha seguido seus sonhos, e hoje fazia seu nome como documentarista. A tecnologia sempre nos mantinha conectados.

—Eu sinto muito a sua falta. – Os olhos de minha irmã se tornaram cristalinos.

—Eu também sinto muito a de vocês. Queria estar perto para vivermos estes momentos juntos. Mais Nova York é o Maximo! Principalmente agora que vamos entrar no inverno! Por que vocês não vem para cá!?

—Logo! – Isa respondeu sorrindo. – A gente te ama titia! – Isa enquadrou nós três na câmera, e eu sorri. Mesmo longe, nossos corações ainda estavam juntos.

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Era uma bela manhã de domingo.

Estava sentado no chão, enquanto lia o jornal. Carmem estava na parte oposta do tapete brincando com os seus milhares de brinquedos coloridos. De onde eu estava, ouvia o som do radio e a voz da minha mulher, cantando junto enquanto preparava o café. Era nossa rotina. Mais desde quando felicidade era rotina? Esses momentos de profunda paz eram a tradução de alegria.

Distrai-me por alguns momentos lendo o caderno de economia, quando notei pela visão periférica uma movimentação. Quando olhei, tomei um susto, Carmem estava de pé sozinha.

—Isa! – Gritei – Vem aqui agora!

—O que foi?- Seu rosto surgiu no umbral da porta.

—Olha – Apontei para Carmem que me olhava sorrindo – Vem com o papai vem filha. – Fique de joelhos estendendo os braços para ela. Ela olhou para Isabela desconfiada, enquanto balançava o corpinho. –Vem filha, vem, o papai te pega. – Ela colocou um pezinho na frente outro, de repente, deu dois passos rápidos em minha direção e caiu de bunda no chão. Isabela gritou de felicidade.

—Ela ta andando! Meu bebe ta andando!

—Vamos filha, vamos tentar de novo? –Incentivei enquanto ajudava ela a ficar de pé. Mais uma vez ela olhou desconfiada para a mãe, e tentou dar alguns passos. Conseguiu quatro dessa vez sem cair. Olhei maravilhado para a minha mulher. Um sorriso enorme no rosto. Mais um conquista da minha pequena. Com 10 meses ela falou a primeira palavra, um mamãe do jeito dela, de lá para cá já tinha aprendido a falar papai, mamadeira, água e algumas outras palavras. Agora aos 11 dava seus primeiros passos.

Minha felicidade era ainda mais completa ao partilhar esses momentos com o amor da minha vida.

"Na plenitude da felicidade, cada dia é uma vida inteira."

Johann Goethe

Notas finais
obrigada por ler!