Notas iniciais
Capitulo curtinho então resolvi postar no mesmo dia! hahaha pq eu morro de curiosidade tambem!

Eu estava sentado na pequena mesa que eu fazia de escritório, quando ouviu um resmungo vindo da cozinha. Larguei sobre mesa o relatório da tecelagem que estava analisando e fui em direção ao som.

—Amor, o que está acontecendo?

—Minha bolsa estourou! – Me senti sem chão, o pânico subindo e fechando a minha garganta.

— O que? A gente precisa ir para o hospital!

—Calma não é para tanto!

—Como não!

—Amor leva em media 12 horas para eu ter dilatação suficiente para ter um bebe. São quase 10 da noite, eu vou tomar um banho, limpar essa bagunça aqui, te ajudar a arrumar uma mala, dormir um pouco e depois nós vamos para o hospital — Olhei para ela, achando que ela estava maluca. Minha filha estava nascendo!

—Isabela, a Carmem vai nascer!

—Eu sei que vai! Mais eu sou medica, então pode confiar em mim. Vou tomar um banho. –Ela passou por mim me dando um beijo. Peguei o celular e liguei para a obstetra.

—Doutora Ana, a bolsa da Isabela estourou! E ela quer ficar em casa!

—Olá Tiago, pode ficar tranquilo. A Isabela entende os procedimentos de parto. Acho melhor que ela fique em casa onde vocês estão mais confortáveis. Assim que ela começar a sentir contrações de um em um minuto, vocês podem ir para o hospital. Liguem-me, que eu vou correndo providenciar a internação.

—OK.

Isabela olhava concentrada o guarda roupa.

—Acho que vou colocar só o básico para você, você pode vir até aqui tomar banho, e trocar de roupa. –Eu ainda estava perdido, às vezes ela parava e respirava fundo enquanto arrumava minha mala e checava se a dela e da Carmem estavam prontas. As contrações ainda eram esporádicas, e de acordo com ela não tinha motivo para alarde. –Vem cá- Ela andou até mim. – Senta aqui- Coloquei-a em meu colo. – Quero curtir você e o resto dos nossos momentos a dois, quero curtir sua barriga. – Beijei sua boca, enquanto acariciava sua barriga, e sussurrava palavras de carinho.

Dormimos aproximadamente 5 horas. Ao acordar nos arrumamos, coloquei as malas no carro, e partimos rumo ao hospital.

Após 6 horas de trabalho de parto em uma linha manhã de primavera, Carmem Dias Leitão veio ao mundo. Pesando 3 quilos, 546 gramas e medindo 49 centímetros. Ela me mostrou o maior amor que eu poderia sentir. Nossa pequena flor finalmente estava em meus braços.

Como podia um ser tão pequeno, ter meu coração nas mãos? Eu olhava admirado aquele bebe, e só conseguia sorrir e ao mesmo tempo chorar. Beijava a testa da minha mulher enquanto agradecia por ela ter me dado o meu maior presente.

A primeira vez que eu peguei minha filha nos braços, vai ser uma memória que vou guardar para sempre. Seu pequeno corpinho, seus traços, uma mistura perfeita entre mim e Isabela. Os cabelos castanhos, a pele clara, as bochechas vermelhas e o pequeno nariz. Ela era perfeita.

A imensidão estava lá, quando ela abriu os olhos, tinha herdado de Isabela o verde de suas pupilas. Meu pedido tinha sido concedido.

Recebemos a visita dos amigos mais próximos, da minha agora pequena família, todos festejando a chegada do nosso anjo. Depois de dois dias na maternidade, finalmente poderíamos ir para casa.

Isabela entrou na nossa casa, apresentando tudo para a nossa filha.

—Olha filha, esse quadro quem pintou foi o seu pai. Não é lindo? Cada vez que eu olho para ele, é como ver um espelho dos sentimentos dele pela mamãe. –Ela foi caminhando até o quarto da nossa filha – Está vendo essa parede? Ele pintou especialmente para você. E essa luminária tem o formato da primeira letra do seu nome. Este coelhinho aqui foi sua tia Analu que te deu, quando soube que você estava chegando. –No meio do monologo explicativo, ela notou que Carmem tinha caído no sono de novo, colocou nossa filha no berço, caminhando então em minha direção, me abraçando. — Nossa vida vai mudar.

—Vai, mais para melhor.

Então finalmente, nosso amor deu flor.