Nossa História De Amor.
40 Ressaca
Notas iniciais
Sábado, 14 de Fevereiro de 1990.
Percy nunca havia visto Annabeth bêbada.
Claro, ele já havia ficado bêbado com ela muitas vezes na sua vida. Mas estar totalmente sóbrio e conversar com uma Annabeth bêbada era tão mais divertido. Ele resolveu que iria fazer isto muitas vezes na sua vida a partir de agora.
–Oh My God — ela gritou bebendo um pouco mais da sua bebida. Mais nova-iorquina impossível, ela bebericava um
dentro da limusine. Aquele era seu terceiro desde que haviam entrado no carro. Isto sem contar com o fato de ter bebido duas garrafas de cerveja alemã no apartamento — Aquele lugar está cheio, muito muito cheio.
Percy deu um sorrisinho enquanto olhava para seus pés.
–E você está com um salto, muito muito alto.
Ela começou a respirar fundo, bebendo mais do seu drink.
–Eu preciso que você segure minha cintura o tempo todo, senão eu vou provavelmente me espatifar no chão da pior forma possível.
Percy assentiu, já imaginando que isto poderia acontecer.
–Eu vou abrir a porta para você — ele sorriu para ela, agora ficando estranhamente sociável. Annabeth pela primeira vez deu uma olhada em seu look. Ele usava um lindo e bem cortado terno preto, por baixo de uma blusa escura (chegada ao tom cinza) e também uma gravata preta. Sua camisa era um pouco apertada o que fazia ressaltar seu belo físico.
Seus cabelos estavam raramente penteados para trás, sua barba estava por fazer o que lhe dava um sexy ar de rebelde.
Annabeth precisava daqueles drinks. Só assim conseguiria achar coragem para pôr seu plano em ação. A porta ao lado da limusine se abriu, junto com trilhares de flashs e um Percy confiante que lhe estendia a mão.
Ela assentiu e pegou, sentindo uma tontura proveniente da bebida. O vestido que ela usava era aquele mesmo que haviam escolhido em Madrid, o sexy e básico preto com aquela estrondosa fenda que mostrava toda a sua perna.
Para Percy, o mais sexy daquele vestido era o “push up”, os seios de Annabeth ficavam apertados e levantados naquele lindo vestido, o deixando um pouco tentado a rasga-lo ao meio.
A mão dele passou por sua cintura, os dois foram andando lentamente até o tapete vermelho, os cabelos loiros de Annabeth realçavam tudo, eles estavam brilhando e lisos até sua cintura, seus olhos cinza estavam realçados pela maquiagem escura e sua boca estava delineada pelo batom vermelho.
Ela havia escolhido o look “sexy
vulgar” para aquela festa. Tudo fazia parte do seu plano.
Ok, Annabeth mesmo bêbada conseguia perceber o quão luxuoso tudo aquilo era. O tapete vermelho, a torre Eiffel ao longe, aquele estrondoso prédio dourado atrás dele iluminado por refletores.
Ela raramente vivia isto na sua vida. E estava feliz por estar ali, e apesar de tudo, estava feliz por Percy estar ali ao seu lado, passando a mão em sua cintura como se ela fosse sua garota. Finalmente mostrando ao mundo que ela era dele.
Annabeth não fazia ideia porque esta repentina mudança de comportamento, mas ela não ligava. Seu cerébro basicamente estava apitando:
Era tudo o que ele dizia a si mesmo.
–Vamos lá — ele falou a ajudando a andar encima do alto salto preto. Os dois se entreolharam e sorriram, a visão do salão os deixou ainda mais magnificamente impressionados.
Ele era alto, como um prédio antigo. E tinha um salão dourado e enorme, quase sem fim. No meio, havia sido montado um pequeno palco de madeira, onde uma banda tocava no acústico letras em francês.
Logo que chegaram o executor de toda a festa foi os cumprimentar: Aquele era o cara de se respeitar, o chefão da academia. Annabeth tentou tirar sua pose de bêbada ao máximo.
–O casal escritor — ele sorriu de lado, beijando a mão de Annabeth e apertando a de Percy — Vocês fizeram realmente um ótimo trabalho no novo livro. Engraçado, dramático e genuíno. Me surpreenderam de uma forma boa.
Annabeth sorriu de lado, ele havia lido o livro. Todo o marketing não havia sido feito a toa.
–Com licença, tenho que cumprimentar novas pessoas. Estou torcendo por vocês na premiação — e isto era o máximo que os escritores novos conseguiam falar com ele.
Percy e Annabeth se entreolharam, animados. Os dois sorriram e se sentaram, Phill estava na mesa da Werstystone junto com Leslie. Annabeth quase deu um gritinho ao ver que Hayley estava ali.
Eles se sentaram na mesa, onde um champanhe suspeito de custar uma fortuna rondava por ali. Annabeth pegou a garrafa e um copo de
despejou o champanhe inteiro ali. Sorriu de lado e o bebeu de uma só vez. Leslie e Phill olharam para ela com os olhos arregalados.
–Faz parte do plano dela de arrasar por aqui — Percy piscou para Leslie, ele não havia mentido. Só não havia falado que o plano era suicida para a Werstystone. Ao longe, os editores chefes da companhia de letras riam e conversavam, Dylan olhava a cada um minuto para a mesa da Werstystone. Leslie e Phill pareciam enojados.
–Eles parecem uma família, que nojo — comentou a morena, recolocando seus óculos. Phill assentiu.
–Como se eles fossem se amar, faça-me o favor. Que hipocrisia — Annabeth olhou para eles, dando um riso bêbado suspeito.
–Acho que eles são a melhor editora desde o século 19, e ainda estão com as roupas do século 19 — ela bebericou mais um pouco do seu champanhe antes de rir novamente. Phill acabou rindo mas seu olhos estavam semicerrados, perguntando silenciosamente para Percy o que estava acontecendo.
O moreno o ignorou.
Uma linda ruiva apareceu no palco, Percy a conhecia vagamente. Era a nova membra da academia, havia ganhado tal honra por trabalhos voluntários para crianças carentes, dando livros e as incentivando a literatura.
Ele havia lido uma matéria sobre ela, ela ajudava trilhões de causas e usava uma calça cheia de tinta. O que era realmente esquisito.
Rachel Elizabeth Dare era seu nome.
Ela sorriu para todos.
–Sejam todos bem vindos ao encontro anual da Academia de Letras — ela olhou para todos, seu sorriso era cativante. Percy a olhou, sorrindo de lado. Era uma garota atraente — A honra de estar com grandes interpretes e escritores me faz ficar realmente emocionada. A leitura pode salvar vidas e o mundo, e é por isto que estamos aqui hoje. Para homenagear aqueles que todos os dias salvam milhares de pessoas com suas palavras e ensinamentos, nos deixando cada dia mais inspirados a ter um mundo melhor.
Todos bateram palmas, Annabeth fazia uma careta enquanto batia palmas baixas demais. Percy estava realmente impressionado, ele na maioria das vezes ficava entediado com estes textos, mas Rachel foi rápida e tocante.
–Com vocês, Sr. Linkeldin com os melhores interpretes do ano — ela saiu do palco. Dando lugar a um velho arrogante e babão da academia. Ele nunca parecia que iria sair dali, era impressionante sua arrogância depois de 25 anos de carreira.
Algumas pessoas saíram das suas mesas disfarçadamente, indo até o salão de bebidas ao lado. Annabeth Chase foi uma delas, Percy a levou até lá, ainda com a mão na sua cintura. Lentamente eles chegaram a balcão de bebidas, a loira pegou mais um copo de champanhe e quase caiu no chão quando Percy tirou a mão de sua cintura para cumprimentar Rachel.
–Adorei seu texto introdutório — comentou ele com um sorriso — E fiquei inspirado com seu movimento para as crianças carentes em Nova York.
Rachel piscou, parecia ser a primeira pessoa que falava sobre aquele assunto com ela.
–Você leu sobre…? Uau, que honra. Eu adoro suas colunas no jornal Londrino, e também adorei seu livro novo. Engraçado e picante — Percy sorriu para ela, ela sorriu para ele. Annabeth queria vomitar encima daquela ruiva.
Os dois foram embora, já que finalmente o doutor havia saído do palco para dar lugar ao vencedor da noite. Annabeth se sentou, seu rosto estava um pouco emburrado e sua expressão séria.
–Aconteceu alguma coisa? — perguntou Percy com a sobrancelha arqueada. Ela negou.
–Adorei a sua nova amiga, só isto — ela bebericou mais um pouco de champanhe. Percy não pode deixar de sorrir. Se ela sentia ciúmes, era porque ela sentia algo por ele. E só disto que ele precisava.
Rachel voltou ao palco. Percy não sabia se era pela bebedeira ou porque não gostava da ruiva mas Annabeth fez uma careta hilária para a garota a sua frente. Rachel sorriu simpática.
–Os dramáticos são aqueles que nos fazem refletir melhor sobre a vida. Eles vêem tudo de uma forma aprofundada e mais técnica que a nossa. Um drama pode não só nos fazer chorar e sentir tristes, mas nos perguntar o sentido de coisas importantes que deixamos passar no nosso tempo corriqueiro. Com vocês, Sr. Paul West com o melhor escritor de drama.
Annabeth olhou para os lados, sinalizou para Hayley, que assentiu de volta. Ao longe, Dylan ficou a espreita do que iria acontecer.
–Esta garota tem um futuro esplêndido — a voz rouca quase morta do Sr. West fazia Annabeth sorrir. Ele era o letrado que ela mais gostava, sempre irreverente e um pouco rebelde com as regras da academia — Depois de anos nos fazendo chorar, ela nos fez rir um pouco este ano. Mas isto não é desculpa para não premiá-la por sua incrível obra anterior a esta. Aplausos para Annabeth Chase, vencedora pela quarta vez do melhor escritor do ano.
Todos bateram palma, daquela vez Percy não poderia segurar em sua cintura. Ela o abraçou e depois abraçou todos na sua mesa. Inclusive Hayley, tudo havia saído melhor que o planejado. Ela estava temendo ter que dizer isto em outra ocasião, mas felizmente não iria precisar, já que agora, naquele momento, os refletores estariam todos na sua direção.
Ela saiu andando e Rachel se abaixou para cumprimenta-la (a ruiva era incrivelmente alta, como uma modelo). Annabeth porém deu dois tapinhas amigáveis em seu rosto e andou as escadas, esperando que não caísse de forma alguma.
Pegou o prêmio do Sr. West e sem querer eles trocaram um selinho. Os dois riram e todos na plateia também, era algo meio que esperado dos dois se fazerem.
Annabeth encostou seus cotovelos no falante de madeira, sorrindo de lado e olhando para aquelas centenas de cadeiras cheia de gente importante.
–Vou falar a verdade, Rachel. Eu nunca me vi tão insultada na minha vida como nesta
que você chamou de texto introdutório — todos fizeram um sonoro “ohh”, vidrados em Annabeth. Percy pôs a mão no rosto, já vendo no que aquilo iria dar. Olhou para o lado, Phill estava vidrado em Annabeth, mas parecia estar num misto de querer esganá-la e dar um chute em tudo o que visse pela frente. Hayley já havia sumido, ele nem havia percebido. O plano estava dando certo — Só falo uma coisa sobre esta premiação: esquisita e chata. Eu não aguento mais ter que explicar para as pessoas que a merda do escritor de drama não tem nada de mutante, ele não é uma abelha, não vê a porra toda em 3D. Ele só fala o que ele realmente sente e põe tudo isto em proporções épicas. Se todos vocês não fossem uns calhordas ridículos não estavam aplaudindo a merda do texto dela… E Linkeldin, você sabe que você é chato? Você sabe que você é ridículo, não é? Quer dizer… As pessoas saem daqui quando você abre esta boca. O que eu te digo é para parar de trabalhar e tirar esta aposentadoria. Daqui a pouco você está recomendando o novo texto de Scott Fitzgerald para a gente ler. — algumas pessoas riram, inclusive o próprio Linkeldin — Façam o seguinte: tenham um pouco de amor pela academia e parem de tentar ser do século 19 de novo, isto é
Depois todo mundo está nos Estados Unidos e vocês não sabem porquê.
Agora todos fizeram um estrondoso “ohhh” aquele era o assunto proibido na academia de letras europeia. Todos estavam de olhos arregalados e Percy definitivamente não sabia mais o que dizer ou o que fazer. Hayley voltou correndo com o batom marcado e sorriu de lado para Percy, piscando em seguida.
Tudo havia dado certo, menos Annabeth, que tropeçou na escada e se não fosse o Sr. West, havia caído de cara no chão. Ela ergueu seu prêmio e veio andando até a mesa. Sentando-se em seguida.
A premiação continuou estranhamente bem, mesmo se os comentários fossem todos sobre o discurso (óbvio, disfarçadamente), Rachel continuava sem graça com seus textos introdutórios.
–Você é louca — Leslie comentou com um sorriso, seus óculos transpassavam olhos brilhantes de orgulho. Phill acabou rindo também.
–Isto que a gente chama de marketing polêmico, você é uma gênia, Annabeth — ela abaixou a cabeça, como num agradecimento. Obviamente agora eles eram a mesa descolada da premiação. Percy não sabia se ria ou se chorava ou se fazia os dois, principalmente quando veio o melhor livro do ano.
Rachel tinha as mãos trêmulas, mais uma vez iria fazer um texto para uma categoria que Annabeth estava indicada. Ela sorriu de lado, olhando para todos.
–Coitadinha, não era pessoal — Annabeth comentou. Percy quis matá-la.
–Claro que era, cale a boca — ele respondeu cruzando os braços. A loira se virou para ele, não sabendo se o xingava ou se o batia. Decidiu apenas ficar calada.
–A premiação a seguir será do melhor livro do ano. Aquele que nos faz pensar que a literatura continua firme e forte e que mesmo sendo os tempos modernos, as pessoas continuam comprando livros e amando ler por causa deste tipo de obra. Com vocês, Phill Lenson com o melhor livro do ano.
Sim, era Phill que iria apresentar. E não, Percy e Annabeth não sabiam se haviam ganhado ou não.
Ele pôs seus óculos e sorriu para todos, daquele jeito de
que fez Percy e Annabeth sorrirem.
–Quando decidimos fazer algo distinto e diferente, nós temos que ser bem corajosos. Talentosos, mas acima de tudo corajosos. Não é todo o dia que vemos talentos visionários no mundo, e quando isto acontece, temos que fazer de tudo para suga-los da melhor forma possível. — ele olhou para todos. Ninguém fazia ideia do vencedor ainda — Até mesmo prendê-los numa casa no Havaí, Percy e Annabeth, vocês tem a melhor obra do ano.
Annabeth deu um pequeno e baixo gritinho. Aquele era um prêmio que ela ainda não havia ganhado, Percy nem ao menos havia ido numa premiação da academia. Era um profissional do jornal, fez muitos poucos livros na vida.
Eles se abraçaram, agora de verdade. Agora pra valer. Leslie sorriu para Percy, piscando em seguida. Aquela era a deixa. Havia acabado, finalmente ele havia conseguido sua transferência.
Ele sorriu e foi até o palco com Annabeth, abraçando Rachel e depois Phill. Ele e Annabeth se apoiaram até o microfone.
–Uau — ele disse, sorrindo.
–Uau — comentou Annabeth. Todos riram, era para ser engraçado? Eles não sabiam.
–Nós definitivamente não sabemos o que dizer, é uma honra muito grande estar aqui, e também que o visionário e meu editor Phill Lenson tenha me entregado este prêmio — Percy parou, para que Annabeth continuasse, mas ela não fez. Então ele próprio continuou:
–Nós só temos o que agradecer aos nossos amigos, familiares. Ao Phill, a Werstystone. É este tipo de apoio que nos faz continuar exatamente no lugar que estamos. São estas loucuras: Como nos pôr numa casa no Havaí ou nos fazer andar pelo mundo todo na divulgação que faz livros serem visionários.
–Não vou falar muita coisa para não acabar dizendo
besteiras — todos riram de verdade — Obrigada Academia, pelo prêmio e reconhecimento. É por isto que adoramos escrever.
Eles desceram, foram rápidos e objetivos e engraçados. A premiação havia sido um sucesso, afinal. Percy estava tão feliz que nem sabia o que fazer primeiro: Se contava a notícia para Annabeth, se ria loucamente. Se beijava Leslie, se beijava o prêmio.
Tudo havia dado certo.
Annabeth puxou Percy para irem embora, havia feito sua parte.
Eles dispensaram a limusine, apenas mandaram seus prêmios dentro do carro. Eles foram andando até o centro da cidade, Percy agora tão bêbado quanto Annabeth.
–Então é aqui que paramos com tudo — comentou a loira, sorrindo de lado. Percy sorriu também.
–Foi bom escrever com você, Chase.
–Foi bom escrever com você, Percy.
Os dois sorriram um para o outro. As luzes de Paris eram amareladas e os deixavam ainda mais charmosos, eles andavam pela beira do Rio Sena cambaleantes. Ao longe, em alguns pubs da cidade uma música clássica tocava, mediando entre o jazz e o rock.
Percy ainda tinha a mão na cintura de Annabeth, enquanto continuavam andando até o seu apartamento.
Graças a bebida, eles às vezes começavam a recitar poemas avulsos, rindo e falando para todos que quisessem ouvir os versos de Camões.
Se passaram horas, e eles nem perceberam. Até que haviam chegado finalmente no seu prédio do hotel. Os postes clássicos dos anos 20 ainda os ajudavam a andar, e quando chegaram ao iluminado saguão do hotel, enfim haviam conseguido completar sua jornada.
Eles cambalearam até o elevador, encostando-se a parede do lugar. Eles se entreolharam, a maquiagem de Annabeth já estava borrada e o cabelo de Percy bagunçado por conta do vento da cidade luz.
Não foi algo planejado ou combinado. Eles simplesmente avançaram um no outro num beijo animalesco. As mãos de Percy saíam do seu rosto para seu braço, para depois apertar sua cintura.
Eles se separaram assustados assim que o bipe do elevador soou. Uma velha com seu marido entraram dentro do prédio, os dois sorriram para eles e Percy olhou para Annabeth, que sorria e negava com a cabeça.
Eles chegaram no seu corredor, indo embora até o único quarto dali.
Annabeth ainda cambaleava um pouco, assim como Percy. Ela passou a chave na porta rindo, encurvando o corpo para não sentir tortura.
Foi mais ou menos entre uma coisa e outra que ela sentiu os braços de Percy a abraçarem por trás, roubando as chaves da sua mão e fechando a porta com o pé. Ela se virou para ele, rindo.
Os dois se beijaram mais uma vez, as mãos de Percy indo até a sua bunda, apertando-a com força. Ele a jogou contra a parede, sorrindo de lado. Nada frio e esquisito. Aquele era o Percy que ela estava acostumada, e estava feliz por vê-lo novamente.
Os lábios dele foram para seu pescoço, mordendo-o levemente. Annabeth entrelaçou seus dedos em seu cabelo, sentindo o moreno sorrir contra a sua pele. Ela o empurrou, jogando-o contra a cama.
Ainda um pouco tonta, Annabeth sentou-se em seu colo, sorrindo de lado ao vê-lo ficar com as bochechas vermelhas, sua intimidade já estava dura embaixo da loira.
–Tira meu vestido logo — ela falou mordendo o lábio inferior, Percy assim fez, descendo com o zíper de forma nada educada. O corpo dela começou a aparecer na sombra do quarto escuro, as curvas ressaltadas, seu aspecto de “gostosa” tão gostosa quanto sempre foi.
Ele se sentou na cama, apoiando suas costas na cabeceira. Annabeth arrancou os botões de sua camisa escura social, deixando aquele maravilhoso abdômen na sua linha de visão.
Ela não havia aproveitado aquele corpo há um bom tempo, tirou completamente a blusa e sorriu de lado para Percy, que continuava com suas bochechas coradas, mais excitado do que queria estar.
Os lábios dela foram para sua mandibula, subindo para os lábios dele e mordendo seu lábio inferior lentamente, rasgando-o com seus dentes. Sua cintura rebolava pecaminosamente contra sua calça social.
–Eu vou poder aproveitar as preliminares desta vez? — ela perguntou com um sorriso de lado, Percy assentiu, pegando em seus cabelos e os puxando para trás, dando um chupão em seu pescoço.
Annabeth entendeu a deixa, ela saiu de cima dele, ficando de quatro na sua frente. Todo o seu cabelo loiro foi jogado para um lado, seu sorriso aumentou quando a calça dele foi jogada para longe, todo aquele pedaço de mau caminho apenas com uma cueca box preta. Ela voltou a se sentar em seu colo, agora rebolando com um pouco mais de avidez e sentindo ainda mais o pênis dele endurecer.
Annabeth puxou os cabelos negros dele para cima, todo aquele toque, aquela intimidade, era tão gostoso e excitante que ela queria que não acabassem nunca. Mas infelizmente era o último dia antes de irem embora, antes de se separarem novamente.
Ela queria aproveitar o máximo possível.
Suas unhas passaram pelos gominhos do seu abdômen, traçando aquela sexy linha do fim do abdômen até a intimidade.
Sua mão massageou o pênis por cima da cueca, respirando fundo ao ver o fim dele já molhado. Ela abaixou mais uma vez, ficando de quatro.
Percy olhou para baixo, se sentindo poderoso e controlador ao ver ela tirar sua cueca, olhando em seus olhos com aqueles escuros olhos cinza pecaminosos. Seus lábios abriram um pouco, ficando sexys não exageradamente .
Ela encaixou-o em seus lábios, sugando-o delicadamente. O corpo de Percy se arrepiou, a unha dela traçava o caminho da base até o fim, sua língua lambia a cabeça com toda delicadeza possível.
O corpo dele se retesou, suas mãos apertaram a cabeceira da cama com força, ela estava lenta e delicada, deixando-o ainda mais excitado.
Ela sentiu o pênis ganhar forma dentro de sua boca, ficando mais grosso e mais duro. Foi quando ela parou, sorrindo de lado e lambendo os beiços.
–Hm, eu tive uma ideia — não era a primeira vez que fariam aquilo, mas era muito raro Annabeth deixar. Percy arqueou a sobrancelha, ainda tonto e também excitado. A lingerie preta de Annabeth também não o ajudava a pensar, a renda era delicada e sexy ao mesmo tempo.
Ela virou seu corpo, ficando de quatro na frente dele, toda sua maravilhosa bunda praticamente contra o corpo de Percy.
–Você quer…?
–Vai ser gostoso — ela disse com a voz embriagada de bebida. Ele sorriu de lado, trocando a posição do seu corpo. Ele tirou o sutiã dela, deixando os volumosos seios para fora. Seu sorriso aumentou quando viu Annabeth de olhos fechados, mordendo o lábio inferior.
Ela era uma tarada, uma gostosa tarada cheia de fetiches que o deixava muito excitado.
Aos poucos, ele a penetrou por trás. Não era sempre que uma mulher propunha assim um sexo anal, ele aproveitou e foi bem lentamente, sentindo aquela entrada semivirgem o apertar.
Os olhos de Annabeth abriram com dificuldade.
–Não seja delicado — sussurrou ela apoiando as duas mãos na cama. Ele sorriu, jogando seu quadril com força contra o corpo da loira e ouvindo um gritinho fino sair dos seus lábios. Ele pegou em seus longos cabelos loiros agora alisados, puxando-os para trás enquanto a estocava com mais força, sentindo os gritinhos virarem longos gemidos de prazer.
Ele lambeu dois dedos, seu corpo tremendo de prazer, e com eles penetrou Annabeth, revezando entre brincar com seu clítoris e a penetrar.
Percy viu as mãos de Annabeth apertarem com força os lençóis, sua cabeça se afundando na cama. Os dois estavam sincronizados, os gemidos quase sendo proferidos na mesma hora.
Ele estava quase gozando quando resolveu mudar a posição, saindo de trás dela e a empurrando contra a cama, deitando lá sem nenhuma delicadeza.
Annabeth viu seu pênis ainda maior que antes, as veias ressaltas assim como as veias do seu pescoço. Os olhos verde estavam felinos e sedentos, era a segunda vez que ele quase chegava em seu orgasmo.
O rosto dele estava a centímetros do dela, seus dentes tricandos de excitação, Annabeth sentia sua intimidade ficar cada vez mais molhada. Sorriu de lado enquanto passava as mãos pelos músculos suados do braço do moreno.
Então, com uma força sobrenatural, ele a penetrou lentamente, tão lento que quase a fez lhe dar um soco de frustração.
–Hm, que tortura — ela sussurrou no ouvido dele, a cabeça dele estava afundada na curva do seu pescoço. Annabeth desceu suas mãos até as costas dele, sentindo os movimentos lentos do seu corpo. Desceram até a sua bunda, apertando-a com força.
Ele tirou a cabeça da curva do pescoço dela, olhando-a nos olhos. Ainda tão lento e torturante quanto antes.
–Gostoso?
Annabeth não respondeu, ela não estava conseguindo falar muitas coisas, apenas gemeu em resposta e revirou os olhos ao ser atingida no ponto G. Para descontar a frustração, os lábios de Percy foram até seus seios. Mordendo o mamilo duro com força, deixando-os vermelhos e fazendo Annabeth gemer de dor.
Sua boca chupou o máximo que deu de toda aquela carne, chupando-o com força os mamilos duros mais uma vez.
Assim, lentamente, eles chegaram ao orgasmo. Tão gostoso e tão maravihoso quanto antes. O corpo deles tremeu e seus lábios se juntaram quando deram aquele último longo gemido.
Aquele pesado corpo de Percy ficou encima dela. As duas partes embaixo deles molhadas de gozo.
Annabeth puxou os cabelos negros para olhar em seus olhos, os dois suados e com respirações pesadas.
–Foi múltiplo — ela anunciou sapeca, saindo de cima dele e ficando em pé na cama. Sua intimidade na reta do rosto de Percy, que continuava fraco e respirando fundo — Mas eu quero mais, hm…
A boca de Perseu fez um leve O quando viu os dedos da loira na própria intimidade, os dedos molhados pela própria excitação. O seu pênis mole começou a endurecer novamente, sua língua estava sedenta para pôr a boca inteira naquilo.
–Algum conselho do expert? — ela murmurrou de olhos fechados, seus dedos trabalhando com mais avidez. Percy quis espanca-la, Annabeth sabia provocá-lo como ninguém.
Ele a pegou pelas pernas, jogando-a contra cama e indo com seus lábios até a intimidade dela, ele acabaria o serviço.
(...)
Annabeth estava se sentindo saciada e com uma dor de cabeça horrível. Era como voltar a faculdade. Mas ainda pior.
Porque quando estava na faculdade, ela não sentia que tinha sido arrombada por trás e masturbada por um cabo de rodo. Ela estava nua e esparramada naquela cama cheia de lençóis e toda grudenta de gozo.
Sua mão desceu até sua bunda, ela deu um gritinho. Só bêbada mesmo aceitaria fazer um anal com Percy. Sua mão passou até a própria vagina, esta que estava inchada e dolorida.
Ela se levantou, seu corpo se curvando um pouco por causa da dor. Foi até o banheiro e não se importou ao ver o barulho do chuveiro. Percy olhou para ela com um sorriso, seus cabelos molhados penteados para trás.
–Ressaca? — ele perguntou abafado por causa do chuveiro.
–Você me arrombou — ela comentou abrindo o box, a semi ereção matinal presente em Percy — Mas eu lembro de ter sido incrivelmente gostoso.
Percy riu também, pegando a esponja cheia de espuma e lhe dando um delicado banho. Nenhum deles mencionou que iriam embora naquele dia. Até porque, ainda estavam de ressaca.
Fale com o autor